Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e57486
Karina Akemi Ito, Amanda Gabriela de Oliveira, Eliana Maria Gradim Fabron
Introdução: Materiais educativos sobre cuidados com a voz dão apoio no atendimento clínico e prevenção de disfonia, entretanto, são escassos. Portanto, este estudo objetivou elaborar e avaliar um guia sobre saúde vocal infantil para pais e crianças. Descrição: A elaboração do guia abrangeu: Levantamento Bibliográfico nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Público/editora MEDLINE (PubMed); Escrita dos temas; Organização/escrita dos conteúdos/referências; Seleção de imagens. Estruturação do guia: Produção da voz; Sinais/sintomas mais comuns de alterações vocais; Causas dos distúrbios vocais infantis; Consequências do distúrbio vocal infantil; Profissionais envolvidos no diagnóstico e tratamento; Mito e Verdade sobre voz; Como prevenir o distúrbio vocal infantil; Atividades amigas da voz. A avaliação foi em grupo focal, via Google Meet, com três juízes mestrandos em Fonoaudiologia, que discutiram qualitativamente estética, conteúdo e organização. A discussão foi coordenada pela coorientadora e as indicações, realizadas por consenso entre os juízes: Estética - ajustar local das referências, elaborar jogo de trilha, uniformizar desenhos/cores e criar mascote; Conteúdo - material relevante, diminuir textos, adequar a linguagem para crianças, usar links/QR-Code para informações extras e acrescentar orientações para professores; Organização - tópicos em ordem hierárquica, conteúdo relacionado ao tema e separar assuntos por capítulos. Considerações Finais: Foram apontadas mudanças, porém, os juízes ressaltaram a importância deste material na clínica fonoaudiológica e na promoção de saúde vocal. O grupo focal foi importante para a primeira avaliação do guia.
{"title":"Elaboração de um guia sobre saúde vocal infantil","authors":"Karina Akemi Ito, Amanda Gabriela de Oliveira, Eliana Maria Gradim Fabron","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e57486","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e57486","url":null,"abstract":"Introdução: Materiais educativos sobre cuidados com a voz dão apoio no atendimento clínico e prevenção de disfonia, entretanto, são escassos. Portanto, este estudo objetivou elaborar e avaliar um guia sobre saúde vocal infantil para pais e crianças. Descrição: A elaboração do guia abrangeu: Levantamento Bibliográfico nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Público/editora MEDLINE (PubMed); Escrita dos temas; Organização/escrita dos conteúdos/referências; Seleção de imagens. Estruturação do guia: Produção da voz; Sinais/sintomas mais comuns de alterações vocais; Causas dos distúrbios vocais infantis; Consequências do distúrbio vocal infantil; Profissionais envolvidos no diagnóstico e tratamento; Mito e Verdade sobre voz; Como prevenir o distúrbio vocal infantil; Atividades amigas da voz. A avaliação foi em grupo focal, via Google Meet, com três juízes mestrandos em Fonoaudiologia, que discutiram qualitativamente estética, conteúdo e organização. A discussão foi coordenada pela coorientadora e as indicações, realizadas por consenso entre os juízes: Estética - ajustar local das referências, elaborar jogo de trilha, uniformizar desenhos/cores e criar mascote; Conteúdo - material relevante, diminuir textos, adequar a linguagem para crianças, usar links/QR-Code para informações extras e acrescentar orientações para professores; Organização - tópicos em ordem hierárquica, conteúdo relacionado ao tema e separar assuntos por capítulos. Considerações Finais: Foram apontadas mudanças, porém, os juízes ressaltaram a importância deste material na clínica fonoaudiológica e na promoção de saúde vocal. O grupo focal foi importante para a primeira avaliação do guia.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746441","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e57848
Patrícia Junqueira, M. M. Pereira, Mariana Célia Guerra Lebl, Thaís Coelho Alves
Na criança com Trissomia do 21 a dificuldade alimentar pode estar presente. Alguns sinais são as alterações na habilidade motora-oral, no processamento sensorial, tempo elevado das refeições, recusa alimentar prolongada e falta de autonomia. Ainda pouco se discute sobre as dificuldades alimentares e seu processo terapêutico nesta população. O objetivo deste estudo foi descrever a avaliação e intervenção fonoaudiológica e da terapia ocupacional na dificuldade alimentar de uma criança com Trissomia do 21 com o uso de estratégias de alimentação responsiva e integrativa. Criança 3 anos e 2 meses, sexo masculino. Avaliação fonoaudiológica demonstrou criança com distúrbio alimentar pediátrico, caracterizado por atraso na habilidade motora-oral, baixa percepção intraoral e comportamento alimentar altamente seletivo. Na avaliação da terapia ocupacional verificou-se perfil sensorial alterado. Na fonoterapia foram trabalhados aspectos como a percepção do alimento, ritmo e o tempo de alimentação. Na terapia ocupacional, o objetivo foi adequar nível de alerta, favorecer a independência e o desenvolvimento psicomotor. Após a intervenção, a reavaliação fonoaudiológica demonstrou que houve ampliação do cardápio, melhora da percepção, da habilidade motora intraoral, aceitação de diferentes utensílios e modos de apresentação do alimento, autonomia e prazer nas refeições. A reavaliação da terapia ocupacional mostrou um nível de alerta e atenção mais adequado, uso das mãos e dedos de maneira mais funcional para se alimentar. Foram observadas evoluções positivas em relação à intervenção fonoaudiológica e da terapia ocupacional na dificuldade alimentar de uma criança com Trissomia do 21 com o uso de estratégias de alimentação responsiva e integrativa.
{"title":"Avaliação e intervenção responsiva e integrativa na criança com distúrbio alimentar pediátrico com Trissomia do 21","authors":"Patrícia Junqueira, M. M. Pereira, Mariana Célia Guerra Lebl, Thaís Coelho Alves","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e57848","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e57848","url":null,"abstract":"Na criança com Trissomia do 21 a dificuldade alimentar pode estar presente. Alguns sinais são as alterações na habilidade motora-oral, no processamento sensorial, tempo elevado das refeições, recusa alimentar prolongada e falta de autonomia. Ainda pouco se discute sobre as dificuldades alimentares e seu processo terapêutico nesta população. O objetivo deste estudo foi descrever a avaliação e intervenção fonoaudiológica e da terapia ocupacional na dificuldade alimentar de uma criança com Trissomia do 21 com o uso de estratégias de alimentação responsiva e integrativa. Criança 3 anos e 2 meses, sexo masculino. Avaliação fonoaudiológica demonstrou criança com distúrbio alimentar pediátrico, caracterizado por atraso na habilidade motora-oral, baixa percepção intraoral e comportamento alimentar altamente seletivo. Na avaliação da terapia ocupacional verificou-se perfil sensorial alterado. Na fonoterapia foram trabalhados aspectos como a percepção do alimento, ritmo e o tempo de alimentação. Na terapia ocupacional, o objetivo foi adequar nível de alerta, favorecer a independência e o desenvolvimento psicomotor. Após a intervenção, a reavaliação fonoaudiológica demonstrou que houve ampliação do cardápio, melhora da percepção, da habilidade motora intraoral, aceitação de diferentes utensílios e modos de apresentação do alimento, autonomia e prazer nas refeições. A reavaliação da terapia ocupacional mostrou um nível de alerta e atenção mais adequado, uso das mãos e dedos de maneira mais funcional para se alimentar. Foram observadas evoluções positivas em relação à intervenção fonoaudiológica e da terapia ocupacional na dificuldade alimentar de uma criança com Trissomia do 21 com o uso de estratégias de alimentação responsiva e integrativa.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48647875","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e59345
M. Telles, Lavínia Mabel Viana Lopes
O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) incorporou diversas especialidades não contempladas nas equipes mínimas da Estratégia Saúde da Família, dentre eles, a fonoaudiologia. O NASF organizava-se em apoio matricial, um referencial teórico-metodológico vinculado aos ideais do SUS, da saúde coletiva e da Reforma Sanitária Brasileira. Após a revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) em 2017, inicia-se o processo de omissão do apoio matricial para o NASF e a falta de clareza do papel e da cobertura desses Núcleos. No ano de 2019, o Previne Brasil, que institui o novo financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), extinguiu o financiamento específico para os NASF, fazendo com que a sua continuidade nos municípios fique ameaçada e o seu processo de trabalho seja completamente modificado, esvaziando o seu caráter de apoio matricial. Diante desse cenário, a presente comunicação objetiva, à luz da literatura, discutir os possíveis impactos do Previne Brasil para o trabalho e a educação da fonoaudiologia na APS. Assim, são abordados no texto: os aspectos históricos da Saúde da Família no Brasil; os avanços para a prática fonoaudiológica após a implantação do NASF; o desmonte sofrido pelo NASF após a revisão da PNAB e a instituição do Previne Brasil; e a necessidade do reposicionamento da fonoaudiologia na sociedade e no setor saúde, aproximando-se das entidades que lutam pela defesa da vida, por meio da democratização da saúde, do Estado e da sociedade, assim como encampa o movimento pela Reforma Sanitária Brasileira.
{"title":"Quais os possíveis impactos do Previne Brasil para o trabalho e educação da fonoaudiologia na Atenção Primária à Saúde?","authors":"M. Telles, Lavínia Mabel Viana Lopes","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e59345","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e59345","url":null,"abstract":"O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) incorporou diversas especialidades não contempladas nas equipes mínimas da Estratégia Saúde da Família, dentre eles, a fonoaudiologia. O NASF organizava-se em apoio matricial, um referencial teórico-metodológico vinculado aos ideais do SUS, da saúde coletiva e da Reforma Sanitária Brasileira. Após a revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) em 2017, inicia-se o processo de omissão do apoio matricial para o NASF e a falta de clareza do papel e da cobertura desses Núcleos. No ano de 2019, o Previne Brasil, que institui o novo financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), extinguiu o financiamento específico para os NASF, fazendo com que a sua continuidade nos municípios fique ameaçada e o seu processo de trabalho seja completamente modificado, esvaziando o seu caráter de apoio matricial. Diante desse cenário, a presente comunicação objetiva, à luz da literatura, discutir os possíveis impactos do Previne Brasil para o trabalho e a educação da fonoaudiologia na APS. Assim, são abordados no texto: os aspectos históricos da Saúde da Família no Brasil; os avanços para a prática fonoaudiológica após a implantação do NASF; o desmonte sofrido pelo NASF após a revisão da PNAB e a instituição do Previne Brasil; e a necessidade do reposicionamento da fonoaudiologia na sociedade e no setor saúde, aproximando-se das entidades que lutam pela defesa da vida, por meio da democratização da saúde, do Estado e da sociedade, assim como encampa o movimento pela Reforma Sanitária Brasileira.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48659212","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e57675
Joyce Miranda Santiago, Ellen Cristine Romão, D. Gil
Introdução: O zumbido é uma ilusão auditiva consciente, uma sensação sonora não relacionada com uma fonte externa de estimulação. Objetivos: Caracterizar a Acufenometria, Limiar Diferencial de Mascaramento, o questionário de qualidade de vida Inventário de Desvantagem do Zumbido e Potencial Auditivo de Tronco Encefálico em adultos normo-ouvintes com zumbido, com a finalidade de comparar seus achados. Método: Vinte indivíduos do sexo feminino e masculino, entre 20 e 60 anos de idade, normo-ouvintes com queixa de zumbido, foram submetidos ao Acufenometria, Limiar Diferencial de Mascaramento, Inventário de Desvantagem do Zumbido e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. Resultados: A Acufenometria revelou que o pitch médio foi de 4,3 KHz à orelha direita e 4,6 KHz à orelha esquerda. O loudness médio foi de 21,7 dBNS à orelha direita e 23,5 dBNS à orelha esquerda. O Limiar Diferencial de Mascaramento médio mostrou-se alterado. O Inventário de Desvantagem do Zumbido médio correspondeu à classificação de grau leve. O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico apresentou parâmetros dentro da normalidade bilateralmente. Conclusão: Constatou-se que adultos normo-ouvintes com queixa de zumbido apresentam zumbido de pitch agudo bilateral com discreto impacto na qualidade de vida, condução adequada das vias auditivas até o tronco encefálico e comprometimento na identificação de sons na presença de ruído, demonstrando que o zumbido pode ter repercussões nas habilidades auditivas centrais.
{"title":"Limiar Diferencial de mascaramento e potencial evocado auditivo de tronco encefálico em adultos normo-ouvintes com zumbido","authors":"Joyce Miranda Santiago, Ellen Cristine Romão, D. Gil","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e57675","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e57675","url":null,"abstract":"Introdução: O zumbido é uma ilusão auditiva consciente, uma sensação sonora não relacionada com uma fonte externa de estimulação. Objetivos: Caracterizar a Acufenometria, Limiar Diferencial de Mascaramento, o questionário de qualidade de vida Inventário de Desvantagem do Zumbido e Potencial Auditivo de Tronco Encefálico em adultos normo-ouvintes com zumbido, com a finalidade de comparar seus achados. Método: Vinte indivíduos do sexo feminino e masculino, entre 20 e 60 anos de idade, normo-ouvintes com queixa de zumbido, foram submetidos ao Acufenometria, Limiar Diferencial de Mascaramento, Inventário de Desvantagem do Zumbido e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. Resultados: A Acufenometria revelou que o pitch médio foi de 4,3 KHz à orelha direita e 4,6 KHz à orelha esquerda. O loudness médio foi de 21,7 dBNS à orelha direita e 23,5 dBNS à orelha esquerda. O Limiar Diferencial de Mascaramento médio mostrou-se alterado. O Inventário de Desvantagem do Zumbido médio correspondeu à classificação de grau leve. O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico apresentou parâmetros dentro da normalidade bilateralmente. Conclusão: Constatou-se que adultos normo-ouvintes com queixa de zumbido apresentam zumbido de pitch agudo bilateral com discreto impacto na qualidade de vida, condução adequada das vias auditivas até o tronco encefálico e comprometimento na identificação de sons na presença de ruído, demonstrando que o zumbido pode ter repercussões nas habilidades auditivas centrais.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746454","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e59117
Débora Soares Piotto Jardim, Stela Maris Aguiar Lemos, Yara Santiago Souza
Introdução: a assistência à pessoa com deficiência no Brasil vem sendo ampliada ao longo dos anos, a partir do avanço das discussões sobre os Direitos Humanos e legislações publicadas pelo Ministério da Saúde. Objetivo: analisar a produção assistencial de um Centro Especializado em Reabilitação. Métodos: trata-se de estudo observacional, descritivo, transversal, realizado com dados secundários de produção ambulatorial do período de abril de 2019 a março de 2020. Resultados: foi possível observar maior número de usuários assistidos na modalidade auditiva, posteriormente na modalidade física, intelectual e visual. Houve maior proporção de atendimentos multidisciplinares na modalidade intelectual e física; ao sexo feminino, exceto na modalidade intelectual; e a crianças, exceto na modalidade auditiva. Quanto às equipes mínimas, na modalidade auditiva, o fonoaudiólogo foi o profissional que realizou maior número de atendimentos; na física, o fisioterapeuta; na intelectual, o fisioterapeuta, seguido pelo fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional; na reabilitação visual, o terapeuta ocupacional. Houve diferença com significância estatística quando comparadas as modalidades visual e intelectual em relação ao sexo; e o número de atendimentos por especialidades quando comparado à faixa etária. Conclusão: o estudo retrata a estrutura e oferta de atendimentos multidisciplinares realizados para as pessoas com deficiência que frequentam um serviço especializado em reabilitação.
{"title":"Produção assistencial de um Centro Especializado em Reabilitação","authors":"Débora Soares Piotto Jardim, Stela Maris Aguiar Lemos, Yara Santiago Souza","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e59117","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e59117","url":null,"abstract":"Introdução: a assistência à pessoa com deficiência no Brasil vem sendo ampliada ao longo dos anos, a partir do avanço das discussões sobre os Direitos Humanos e legislações publicadas pelo Ministério da Saúde. Objetivo: analisar a produção assistencial de um Centro Especializado em Reabilitação. Métodos: trata-se de estudo observacional, descritivo, transversal, realizado com dados secundários de produção ambulatorial do período de abril de 2019 a março de 2020. Resultados: foi possível observar maior número de usuários assistidos na modalidade auditiva, posteriormente na modalidade física, intelectual e visual. Houve maior proporção de atendimentos multidisciplinares na modalidade intelectual e física; ao sexo feminino, exceto na modalidade intelectual; e a crianças, exceto na modalidade auditiva. Quanto às equipes mínimas, na modalidade auditiva, o fonoaudiólogo foi o profissional que realizou maior número de atendimentos; na física, o fisioterapeuta; na intelectual, o fisioterapeuta, seguido pelo fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional; na reabilitação visual, o terapeuta ocupacional. Houve diferença com significância estatística quando comparadas as modalidades visual e intelectual em relação ao sexo; e o número de atendimentos por especialidades quando comparado à faixa etária. Conclusão: o estudo retrata a estrutura e oferta de atendimentos multidisciplinares realizados para as pessoas com deficiência que frequentam um serviço especializado em reabilitação.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49237618","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e57887
Bianca Caseiro Antonelli, Lucas Ferreira Neri, Jéssica Aparecida de Brito, Sara Ruth Barroso do Vale, L. Maximino, Chao Lung Wen, W. Q. Blasca
Introdução: Projetos de educação em saúde em escolas possibilitam a criação de oportunidades e transformação da realidade, em que os alunos tornam-se disseminadores do conhecimento para a comunidade. Objetivo: Analisar programas de educação em saúde para jovens em escolas, a fim de verificar o uso de tecnologias de informação e comunicação como estratégias para as intervenções. Método: Foi realizada uma Revisão Integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, LILACS, Scopus e Embase, considerando os últimos 10 anos. Resultados: A amostra final contemplou 27 estudos. Diferentes tipos de estratégias e recursos foram utilizados, algumas envolvendo tecnologia de informação e comunicação, outras não. Dentre estes recursos, os mais utilizados foram projeção audiovisual presente em 13 artigos, e discussão e diálogo, presentes em 16 artigos. Em relação à avaliação dos programas, 26 artigos descreveram os resultados, em 23 casos os resultados foram positivos, e em três casos os resultados foram regulares. Conclusão: Este estudo demonstrou que são inúmeras as estratégias e recursos utilizados no desenvolvimento de um projeto de educação em saúde eficaz. Nos estudos desenvolvidos no Brasil, houve predominância da utilização de recursos tecnológicos, como o uso de tutores eletrônicos para atividades à distância.
{"title":"Programas de educação em saúde em escolas para adolescentes","authors":"Bianca Caseiro Antonelli, Lucas Ferreira Neri, Jéssica Aparecida de Brito, Sara Ruth Barroso do Vale, L. Maximino, Chao Lung Wen, W. Q. Blasca","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e57887","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e57887","url":null,"abstract":"Introdução: Projetos de educação em saúde em escolas possibilitam a criação de oportunidades e transformação da realidade, em que os alunos tornam-se disseminadores do conhecimento para a comunidade. Objetivo: Analisar programas de educação em saúde para jovens em escolas, a fim de verificar o uso de tecnologias de informação e comunicação como estratégias para as intervenções. Método: Foi realizada uma Revisão Integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, LILACS, Scopus e Embase, considerando os últimos 10 anos. Resultados: A amostra final contemplou 27 estudos. Diferentes tipos de estratégias e recursos foram utilizados, algumas envolvendo tecnologia de informação e comunicação, outras não. Dentre estes recursos, os mais utilizados foram projeção audiovisual presente em 13 artigos, e discussão e diálogo, presentes em 16 artigos. Em relação à avaliação dos programas, 26 artigos descreveram os resultados, em 23 casos os resultados foram positivos, e em três casos os resultados foram regulares. Conclusão: Este estudo demonstrou que são inúmeras as estratégias e recursos utilizados no desenvolvimento de um projeto de educação em saúde eficaz. Nos estudos desenvolvidos no Brasil, houve predominância da utilização de recursos tecnológicos, como o uso de tutores eletrônicos para atividades à distância.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47079961","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-01DOI: 10.23925/2176-2724.2023v35i1e59369
E. C. Oliveira, Hanna Moitinho Freire Queiroz da Silva, M. Oliveira
A criança com diagnóstico do TEA, de modo geral, além de estar no ensino regular é acolhida em centros e clínicas de serviços especializados. Esses espaços são importantes para o desenvolvimento da criança e uma parceria mais próxima com a escola potencializa tanto as práticas que se dão na escola quanto na clínica. Considerando a importância do diálogo entre a clínica fonoaudiológica e a escola foram estabelecidos os seguintes objetivos: analisar se houve diálogo entre a clínica fonoaudiológica e a escola ao longo do processo terapêutico de uma criança diagnosticada com TEA e, ainda, as implicações deste diálogo para o processo de inclusão do sujeito no ensino regular. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e de corte transversal. Foi realizado a partir do estudo da história clínica e escolar de uma criança do sexo feminino, com diagnóstico médico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A produção de dados foi realizada a partir da análise do prontuário e entrevistas semiestruturadas com os atores e atrizes sociais que conviveram e participaram diretamente no processo de escolarização da criança. A análise dos dados apontou que o contato entre a clínica e a escola foi possibilitado especialmente pela mãe da criança, especialmente no espaço da clínica. No entanto, um diálogo que de fato contribua para o processo de inclusão é uma prática ainda a ser mutuamente construída.
{"title":"diálogo entre a escola e a clínica fonoaudiológica no caso de uma criança com Transtorno do Espectro Autístico (TEA)","authors":"E. C. Oliveira, Hanna Moitinho Freire Queiroz da Silva, M. Oliveira","doi":"10.23925/2176-2724.2023v35i1e59369","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2023v35i1e59369","url":null,"abstract":"A criança com diagnóstico do TEA, de modo geral, além de estar no ensino regular é acolhida em centros e clínicas de serviços especializados. Esses espaços são importantes para o desenvolvimento da criança e uma parceria mais próxima com a escola potencializa tanto as práticas que se dão na escola quanto na clínica. Considerando a importância do diálogo entre a clínica fonoaudiológica e a escola foram estabelecidos os seguintes objetivos: analisar se houve diálogo entre a clínica fonoaudiológica e a escola ao longo do processo terapêutico de uma criança diagnosticada com TEA e, ainda, as implicações deste diálogo para o processo de inclusão do sujeito no ensino regular. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e de corte transversal. Foi realizado a partir do estudo da história clínica e escolar de uma criança do sexo feminino, com diagnóstico médico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A produção de dados foi realizada a partir da análise do prontuário e entrevistas semiestruturadas com os atores e atrizes sociais que conviveram e participaram diretamente no processo de escolarização da criança. A análise dos dados apontou que o contato entre a clínica e a escola foi possibilitado especialmente pela mãe da criança, especialmente no espaço da clínica. No entanto, um diálogo que de fato contribua para o processo de inclusão é uma prática ainda a ser mutuamente construída.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746551","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e55139
Roneide dos Santos, Ingrid Alves Neto, B. Lima
Introdução: Compreender o modo como o ensino da Saúde Coletiva (SC) tem sido inserido nos currículos da fonoaudiologia é fundamental para o entendimento dos desafios da formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Analisar as mudanças curriculares no ensino da SC ocorridas em um curso de Fonoaudiologia na região nordeste, desde sua criação ao momento atual. Método: A coleta dos dados compreendeu a análise documental dos Projetos Políticos Pedagógicos, planos de estágio e planos de ensino do Curso de graduação em Fonoaudiologia, desde sua criação até o momento atual. Resultados: Os resultados referem que houve mudanças, mesmo que mínimas, na inserção do ensino da SC na fonoaudiologia no curso estudado com o decorrer dos anos. A principal delas foi a ampliação dos componentes curriculares que abordavam o Campo da SC, que avançaram de um componente isolado na metade do curso, para um eixo horizontal, composto de componentes que vão do primeiro ao último ano do curso. Conclusão: Apesar das lacunas foi possível observar o caminho que a graduação em fonoaudiologia tem seguido, abandonando aos poucos o modelo hospital cêntrico e se aproximando da integralidade prezada pelo SUS e do que é preconizado pelas Diretrizes Curriculares de Fonoaudiologia.
{"title":"Mudanças curriculares no ensino da Saúde Coletiva na graduação de fonoaudiólogos","authors":"Roneide dos Santos, Ingrid Alves Neto, B. Lima","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e55139","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e55139","url":null,"abstract":"Introdução: Compreender o modo como o ensino da Saúde Coletiva (SC) tem sido inserido nos currículos da fonoaudiologia é fundamental para o entendimento dos desafios da formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Analisar as mudanças curriculares no ensino da SC ocorridas em um curso de Fonoaudiologia na região nordeste, desde sua criação ao momento atual. Método: A coleta dos dados compreendeu a análise documental dos Projetos Políticos Pedagógicos, planos de estágio e planos de ensino do Curso de graduação em Fonoaudiologia, desde sua criação até o momento atual. Resultados: Os resultados referem que houve mudanças, mesmo que mínimas, na inserção do ensino da SC na fonoaudiologia no curso estudado com o decorrer dos anos. A principal delas foi a ampliação dos componentes curriculares que abordavam o Campo da SC, que avançaram de um componente isolado na metade do curso, para um eixo horizontal, composto de componentes que vão do primeiro ao último ano do curso. Conclusão: Apesar das lacunas foi possível observar o caminho que a graduação em fonoaudiologia tem seguido, abandonando aos poucos o modelo hospital cêntrico e se aproximando da integralidade prezada pelo SUS e do que é preconizado pelas Diretrizes Curriculares de Fonoaudiologia.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746425","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e55602
Juliana Rodrigues da Silva Lopes, Natalia Vital de Sales Andrade, C. M. Soares, Marilda Castelar
Introdução: As clínicas-escolas de fonoaudiologia exercem papel fundamental na formação dos futuros profissionais. O Centro Docente Assistencial de Fonoaudiologia (CEDAF) foi criado com o intuito de ser uma clínica-escola do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Universidade Federal da Bahia. Objetivo: Descrever a história do CEDAF, a fim de contextualizar as mudanças pelas quais passou, destacando os principais acontecimentos a partir do olhar de atores que fazem parte desse percurso. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, caracterizado como exploratório e descritivo, realizado na clínica CEDAF. Foram utilizadas fontes de dados orais, coletadas por meio de entrevistas e grupo focal, gravadas em áudio, transcritas e analisadas conforme categoria temática, buscando identificar os núcleos de sentido. Resultados: Foi possível perceber a intensa transformação pela qual o CEDAF passou ao longo dos seus vinte anos de história. Entre as mudanças mais significativas estão a ampliação do espaço físico, aumento do número de alunos do curso e a contratação de novos docentes, a admissão de fonoaudiólogas na clínica e o convênio firmado com a rede municipal de saúde. Conclusão: Deixar registrada uma primeira versão da história do CEDAF pode contribuir para fazer deste local um campo de pesquisa em contínuo aperfeiçoamento na formação dos futuros profissionais de fonoaudiologia e na prestação de serviço.
{"title":"História do Centro Docente Assistencial de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Bahia","authors":"Juliana Rodrigues da Silva Lopes, Natalia Vital de Sales Andrade, C. M. Soares, Marilda Castelar","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e55602","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e55602","url":null,"abstract":"Introdução: As clínicas-escolas de fonoaudiologia exercem papel fundamental na formação dos futuros profissionais. O Centro Docente Assistencial de Fonoaudiologia (CEDAF) foi criado com o intuito de ser uma clínica-escola do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Universidade Federal da Bahia. Objetivo: Descrever a história do CEDAF, a fim de contextualizar as mudanças pelas quais passou, destacando os principais acontecimentos a partir do olhar de atores que fazem parte desse percurso. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, caracterizado como exploratório e descritivo, realizado na clínica CEDAF. Foram utilizadas fontes de dados orais, coletadas por meio de entrevistas e grupo focal, gravadas em áudio, transcritas e analisadas conforme categoria temática, buscando identificar os núcleos de sentido. Resultados: Foi possível perceber a intensa transformação pela qual o CEDAF passou ao longo dos seus vinte anos de história. Entre as mudanças mais significativas estão a ampliação do espaço físico, aumento do número de alunos do curso e a contratação de novos docentes, a admissão de fonoaudiólogas na clínica e o convênio firmado com a rede municipal de saúde. Conclusão: Deixar registrada uma primeira versão da história do CEDAF pode contribuir para fazer deste local um campo de pesquisa em contínuo aperfeiçoamento na formação dos futuros profissionais de fonoaudiologia e na prestação de serviço.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49219491","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e57689
Daiane Regina Pereira, Maria Claudia Cunha
Introdução: A transição de gênero é um fenômeno que mobiliza diferentes áreas do conhecimento e a Fonoaudiologia vem tecendo pesquisas sobre o tema. Objetivo: analisar as relações entre autopercepção vocal e psiquismo em pessoas transexuais. Método: estudo de casos múltiplos. Casuística: 03 adultos transexuais na faixa etária de 18 a 40 anos. Critérios de seleção: pessoas adultas (18 a 44 anos) que se autodeclaram transexuais. Os participantes foram selecionados pelo método Bola de Neve a partir de indicações de sujeitos que fazem parte das relações sociais da pesquisadora. Procedimentos: Etapa 1. Envio do link de acesso do convite de participação para a pesquisa, Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e agendamento do encontro individual da pesquisadora com o participante via WhatsApp; Etapa 2. Encontro individual da pesquisadora com cada sujeito para coleta do depoimento livre (gravação do áudio) e envio dos links de acesso ao Questionário Autoavaliação Vocal para Transexuais (TWVQ) e da Escala de Ansiedade de Beck (EAB). Critérios de análise dos resultados: Depoimento livre: Análise de Conteúdo segundo Bardin (2011). TWVQ e EAB: gabaritos propostos pelos instrumentos. Resultados: Nos depoimentos livres destacaram-se 04 categorias temáticas: voz, narrativas sobre a infância, trajetória e família. Os resultados do TWVQ indicaram autopercepção vocal positiva somente em 01 sujeito e negativa nos demais. Na EAB, 02 sujeitos apresentaram nível moderado e 01 alto. Conclusão: a autopercepção vocal dos sujeitos da pesquisa revela que a voz tem papel fundamental nas expressões de gênero.
{"title":"Autopercepção vocal e psiquismo em pessoas transexuais","authors":"Daiane Regina Pereira, Maria Claudia Cunha","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e57689","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e57689","url":null,"abstract":"Introdução: A transição de gênero é um fenômeno que mobiliza diferentes áreas do conhecimento e a Fonoaudiologia vem tecendo pesquisas sobre o tema. Objetivo: analisar as relações entre autopercepção vocal e psiquismo em pessoas transexuais. Método: estudo de casos múltiplos. Casuística: 03 adultos transexuais na faixa etária de 18 a 40 anos. Critérios de seleção: pessoas adultas (18 a 44 anos) que se autodeclaram transexuais. Os participantes foram selecionados pelo método Bola de Neve a partir de indicações de sujeitos que fazem parte das relações sociais da pesquisadora. Procedimentos: Etapa 1. Envio do link de acesso do convite de participação para a pesquisa, Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e agendamento do encontro individual da pesquisadora com o participante via WhatsApp; Etapa 2. Encontro individual da pesquisadora com cada sujeito para coleta do depoimento livre (gravação do áudio) e envio dos links de acesso ao Questionário Autoavaliação Vocal para Transexuais (TWVQ) e da Escala de Ansiedade de Beck (EAB). Critérios de análise dos resultados: Depoimento livre: Análise de Conteúdo segundo Bardin (2011). TWVQ e EAB: gabaritos propostos pelos instrumentos. Resultados: Nos depoimentos livres destacaram-se 04 categorias temáticas: voz, narrativas sobre a infância, trajetória e família. Os resultados do TWVQ indicaram autopercepção vocal positiva somente em 01 sujeito e negativa nos demais. Na EAB, 02 sujeitos apresentaram nível moderado e 01 alto. Conclusão: a autopercepção vocal dos sujeitos da pesquisa revela que a voz tem papel fundamental nas expressões de gênero.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746594","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}