Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e57797
Denis de Jesus Batista, A. Conceição
Introdução: os treinamentos para o desenvolvimento da comunicação oral podem melhorar a autopercepção da fala e da voz, principalmente, em situações de fala em público. Objetivo: descrever a autopercepção dos efeitos de um treinamento para a comunicação oral dos locutores de uma rádio universitária em situações de fala em público. Método: este é um estudo antes e após intervenção. Foi aplicado o Programa de Desenvolvimento da Expressividade para Comunicação Oral em oito locutores durante oito encontros de duas horas de duração. O questionário de Autoavaliação das Habilidades de Voz e Fala em Diversos Contextos Comunicativos foi aplicado no primeiro e no último encontro. Resultados: a amostra constituiu-se, majoritariamente, por mulheres jovens, solteiras e estudantes, que trabalhavam por meio período durante três dias. As situações de fala em público que no início do treinamento ocorriam eventualmente passaram a ser mais frequentes. Houve redução nos sintomas de nervosismo, ansiedade, preocupação e confusão no conteúdo durante o discurso. A percepção de tremor e quebras na voz reduziram, e o sintoma de fala mais rápido aumentou. Houve relato prévio de que os interlocutores avaliavam a sua dicção variável com a situação, e ao final, afirmaram que era igual ao habitual. No término, segundo eles, as pessoas avaliavam a sua comunicação como boa. Conclusão: o treinamento resultou discretamente na autopercepção positiva para organização do discurso e nos sintomas de desvios vocais e alterações na fala dos locutores.
{"title":"Autopercepção dos efeitos de um treinamento de comunicação oral em situações de fala em público","authors":"Denis de Jesus Batista, A. Conceição","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e57797","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e57797","url":null,"abstract":"Introdução: os treinamentos para o desenvolvimento da comunicação oral podem melhorar a autopercepção da fala e da voz, principalmente, em situações de fala em público. Objetivo: descrever a autopercepção dos efeitos de um treinamento para a comunicação oral dos locutores de uma rádio universitária em situações de fala em público. Método: este é um estudo antes e após intervenção. Foi aplicado o Programa de Desenvolvimento da Expressividade para Comunicação Oral em oito locutores durante oito encontros de duas horas de duração. O questionário de Autoavaliação das Habilidades de Voz e Fala em Diversos Contextos Comunicativos foi aplicado no primeiro e no último encontro. Resultados: a amostra constituiu-se, majoritariamente, por mulheres jovens, solteiras e estudantes, que trabalhavam por meio período durante três dias. As situações de fala em público que no início do treinamento ocorriam eventualmente passaram a ser mais frequentes. Houve redução nos sintomas de nervosismo, ansiedade, preocupação e confusão no conteúdo durante o discurso. A percepção de tremor e quebras na voz reduziram, e o sintoma de fala mais rápido aumentou. Houve relato prévio de que os interlocutores avaliavam a sua dicção variável com a situação, e ao final, afirmaram que era igual ao habitual. No término, segundo eles, as pessoas avaliavam a sua comunicação como boa. Conclusão: o treinamento resultou discretamente na autopercepção positiva para organização do discurso e nos sintomas de desvios vocais e alterações na fala dos locutores.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746631","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e58040
Fabiane Machado de Souza, Oellen Stuani Franzosi, Rose Plotnik, Luana Cristina Berwig, Sílvia Dornelles
Introdução: Disfagia é um distúrbio de deglutição com sinais e sintomas específicos, caracterizada por alterações em qualquer fase ou entre as fases da dinâmica de deglutição, de origem congênita ou adquirida, podendo gerar prejuízo pulmonar, nutricional e social. É um transtorno frequentemente encontrado no centro de tratamento intensivo (CTI). Sendo assim, a identificação precoce dos principais agentes etiológicos para transtornos de deglutição é essencial para promover uma assistência fonoaudiológica mais adequada. Objetivo: Verificar a associação entre características epidemiológicas e clínicas com o desfecho contraindicação fonoaudiológica de alimentação por via oral em pacientes internados em um CTI. Métodos: Estudo transversal que avaliou pacientes internados no CTI submetidos a avaliação clínica da deglutição no período entre outubro de 2018 e maio de 2019. O nível 1 da Escala funcional de ingestão por via oral (FOIS) foi considerado de maior risco para aspiração respiratória e comparado com os níveis FOIS 2-7. Variáveis epidemiológicas e clínicas foram obtidas a partir dos registros dos pacientes. Análises univariadas e multivariadas foram realizadas para identificar associações e efeitos entre as variáveis e o desfecho contraindicação da alimentação por via oral. O nível de significância adotado foi de 5% e as análises foram realizadas no programa SPSS v.21.0. Resultados: Foram incluídos 128 pacientes (64,9% submetidos a intubação orotraqueal – IOT; idade de 60 ± 15,3 anos). Pacientes com FOIS 1 permaneceram mais dias em IOT, tiveram a internação no CTI prolongada e a cada dia de internação apresentaram risco de 5% de contraindicação da alimentação por via oral na avaliação fonoaudiológica. Conclusão: Foi evidenciada associação entre maior tempo de intubação orotraqueal, além de maior tempo de internação prévio, com a contraindicação da alimentação por via oral.
{"title":"Deglutição de pacientes críticos e sua associação com características epidemiológicas e clínicas","authors":"Fabiane Machado de Souza, Oellen Stuani Franzosi, Rose Plotnik, Luana Cristina Berwig, Sílvia Dornelles","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e58040","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e58040","url":null,"abstract":"Introdução: Disfagia é um distúrbio de deglutição com sinais e sintomas específicos, caracterizada por alterações em qualquer fase ou entre as fases da dinâmica de deglutição, de origem congênita ou adquirida, podendo gerar prejuízo pulmonar, nutricional e social. É um transtorno frequentemente encontrado no centro de tratamento intensivo (CTI). Sendo assim, a identificação precoce dos principais agentes etiológicos para transtornos de deglutição é essencial para promover uma assistência fonoaudiológica mais adequada. Objetivo: Verificar a associação entre características epidemiológicas e clínicas com o desfecho contraindicação fonoaudiológica de alimentação por via oral em pacientes internados em um CTI. Métodos: Estudo transversal que avaliou pacientes internados no CTI submetidos a avaliação clínica da deglutição no período entre outubro de 2018 e maio de 2019. O nível 1 da Escala funcional de ingestão por via oral (FOIS) foi considerado de maior risco para aspiração respiratória e comparado com os níveis FOIS 2-7. Variáveis epidemiológicas e clínicas foram obtidas a partir dos registros dos pacientes. Análises univariadas e multivariadas foram realizadas para identificar associações e efeitos entre as variáveis e o desfecho contraindicação da alimentação por via oral. O nível de significância adotado foi de 5% e as análises foram realizadas no programa SPSS v.21.0. Resultados: Foram incluídos 128 pacientes (64,9% submetidos a intubação orotraqueal – IOT; idade de 60 ± 15,3 anos). Pacientes com FOIS 1 permaneceram mais dias em IOT, tiveram a internação no CTI prolongada e a cada dia de internação apresentaram risco de 5% de contraindicação da alimentação por via oral na avaliação fonoaudiológica. Conclusão: Foi evidenciada associação entre maior tempo de intubação orotraqueal, além de maior tempo de internação prévio, com a contraindicação da alimentação por via oral.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746255","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e54976
Bruna Alves dos Santos, Mariangela Lopes Bitar
Objetivo: Caracterizar as alterações na fala decorrentes da anquiloglossia, por meio de revisão integrativa da literatura. Métodos e Procedimentos: Levantamento bibliográfico realizado em fevereiro de 2020, delimitado segundo os idiomas inglês, português, espanhol e idade a partir de 6 anos. Foram selecionados artigos disponíveis em quatro bases eletrônicas: PubMed, SciELO, Scopus, Web Of Science. Palavras-chave utilizadas: freio lingual; distúrbios na fala; anquiloglossia. Foram consideradas publicações de 2010 a 2020 mediante análise de metadados, a partir do título e resumo, para identificar pertinência à pesquisa. Foram excluídos estudos publicados há mais de dez anos, que não permitiram acesso ao texto integral, repetidos por sobreposição dos descritores, discrepantes do tema. Resultados e Discussão: Foram localizados 276 artigos, que após aplicados os critérios de inclusão e exclusão resultaram em 27. Os resultados encontrados indicam que sujeitos com alterações no frênulo lingual, principalmente na anquiloglossia, utilizam estratégias compensatórias variadas de lábios, língua e mandíbula para a produção dos fonemas ‘t’, ‘d’, ‘l’, ‘n’, ‘s’, ‘z’, ‘r’ e de grupos consonantais, que poderão apresentar distorção, substituição e/ou omissão, por serem de difícil produção com frênulo curto. Aos profissionais otorrinolaringologistas, ortodontistas e fonoaudiólogos é recomendada realização de exame clínico cuidadoso, que possibilite diagnóstico com objetivo de obter resultados satisfatórios em menor tempo e indicação de intervenções cirúrgicas, quando necessárias. Conclusão: A revisão integrativa da literatura aponta para a relação entre anquiloglossia e alterações na fala.
摘要目的:通过综合文献综述,探讨扁桃体炎引起的言语变化。方法和程序:2020年2月进行的文献调查,按英语、葡萄牙语、西班牙语划分,年龄从6岁开始。文章可从四个电子数据库:PubMed, SciELO, Scopus, Web Of Science。关键词:舌制动;语言障碍;anquiloglossia。通过对标题和摘要的元数据分析,考虑了2010年至2020年的出版物,以确定与研究的相关性。排除了十多年前发表的研究,这些研究不允许获得全文,重复的描述符重叠,与主题不一致。结果与讨论:共找到276篇文章,应用纳入和排除标准后,结果为27篇。结果表明信徒frênulo语言的变化,特别是anquiloglossia使用补偿策略进行生产的嘴唇,舌头和下颚》‘t’,‘d’,‘l’,‘n’,‘s’,‘z’,‘r’和集群,可以扭曲、更换和/或遗漏,因为它们很难生产frênulo短。建议耳鼻喉科、正畸科和语言治疗师进行仔细的临床检查,以便在更短的时间内获得满意的结果,并在必要时进行手术干预。结论:综合文献综述指出强迫症与言语障碍之间的关系。
{"title":"Anquiloglossia e alterações na fala","authors":"Bruna Alves dos Santos, Mariangela Lopes Bitar","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e54976","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e54976","url":null,"abstract":"Objetivo: Caracterizar as alterações na fala decorrentes da anquiloglossia, por meio de revisão integrativa da literatura. Métodos e Procedimentos: Levantamento bibliográfico realizado em fevereiro de 2020, delimitado segundo os idiomas inglês, português, espanhol e idade a partir de 6 anos. Foram selecionados artigos disponíveis em quatro bases eletrônicas: PubMed, SciELO, Scopus, Web Of Science. Palavras-chave utilizadas: freio lingual; distúrbios na fala; anquiloglossia. Foram consideradas publicações de 2010 a 2020 mediante análise de metadados, a partir do título e resumo, para identificar pertinência à pesquisa. Foram excluídos estudos publicados há mais de dez anos, que não permitiram acesso ao texto integral, repetidos por sobreposição dos descritores, discrepantes do tema. Resultados e Discussão: Foram localizados 276 artigos, que após aplicados os critérios de inclusão e exclusão resultaram em 27. Os resultados encontrados indicam que sujeitos com alterações no frênulo lingual, principalmente na anquiloglossia, utilizam estratégias compensatórias variadas de lábios, língua e mandíbula para a produção dos fonemas ‘t’, ‘d’, ‘l’, ‘n’, ‘s’, ‘z’, ‘r’ e de grupos consonantais, que poderão apresentar distorção, substituição e/ou omissão, por serem de difícil produção com frênulo curto. Aos profissionais otorrinolaringologistas, ortodontistas e fonoaudiólogos é recomendada realização de exame clínico cuidadoso, que possibilite diagnóstico com objetivo de obter resultados satisfatórios em menor tempo e indicação de intervenções cirúrgicas, quando necessárias. Conclusão: A revisão integrativa da literatura aponta para a relação entre anquiloglossia e alterações na fala.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746354","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e57098
N. L. Silva, Ana Manhani Cáceres-Assenço
Introdução: Quando um transtorno de linguagem se apresenta desde a infância e não é diagnosticado ou tratado, independente da língua e de sua modalidade, pode acarretar uma série de consequências em todas as fases da vida. Objetivo: Identificar e analisar a produção científica que aborda a ocorrência de transtornos de linguagem em pessoas surdas que se comunicam por língua de sinais. Estratégia de pesquisa: Levantamento da literatura nacional e internacional nas bases de dados, Embase, ERIC, LILACS, PubMed e Scielo. A pergunta norteadora foi “Como a Fonoaudiologia aborda os casos de pessoas surdas usuárias de língua de sinais e que são acometidas por transtornos de linguagem nessa modalidade?”. Critério de seleção: Artigos que abordavam práticas fonoaudiológicas em quadros de transtorno de linguagem em população usuária de língua de sinais. Resultados: Foram identificados 295 artigos, e após aplicar os critérios de elegibilidade, oito foram incluídos na análise. O intervalo de tempo de publicação encontrado foi de 12 anos (de 2007 até 2018), estudos majoritariamente do Reino Unido, de delineamento observacional e ainda com amostra restrita. Conclusão: Há escassez de estudos que abordem os transtornos de linguagem em crianças surdas sinalizadoras, principalmente no âmbito nacional. Esse achado chama atenção para a necessidade de estudos que abordem práticas fonoaudiológicas de intervenção nesses transtornos, viabilizando a formação dos fonoaudiólogos quanto às práticas clínicas.
{"title":"Transtornos de linguagem em pessoas que se comunicam por língua de sinais","authors":"N. L. Silva, Ana Manhani Cáceres-Assenço","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e57098","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e57098","url":null,"abstract":"Introdução: Quando um transtorno de linguagem se apresenta desde a infância e não é diagnosticado ou tratado, independente da língua e de sua modalidade, pode acarretar uma série de consequências em todas as fases da vida. Objetivo: Identificar e analisar a produção científica que aborda a ocorrência de transtornos de linguagem em pessoas surdas que se comunicam por língua de sinais. Estratégia de pesquisa: Levantamento da literatura nacional e internacional nas bases de dados, Embase, ERIC, LILACS, PubMed e Scielo. A pergunta norteadora foi “Como a Fonoaudiologia aborda os casos de pessoas surdas usuárias de língua de sinais e que são acometidas por transtornos de linguagem nessa modalidade?”. Critério de seleção: Artigos que abordavam práticas fonoaudiológicas em quadros de transtorno de linguagem em população usuária de língua de sinais. Resultados: Foram identificados 295 artigos, e após aplicar os critérios de elegibilidade, oito foram incluídos na análise. O intervalo de tempo de publicação encontrado foi de 12 anos (de 2007 até 2018), estudos majoritariamente do Reino Unido, de delineamento observacional e ainda com amostra restrita. Conclusão: Há escassez de estudos que abordem os transtornos de linguagem em crianças surdas sinalizadoras, principalmente no âmbito nacional. Esse achado chama atenção para a necessidade de estudos que abordem práticas fonoaudiológicas de intervenção nesses transtornos, viabilizando a formação dos fonoaudiólogos quanto às práticas clínicas.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49326739","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e55985
R. Rech, A. Aires, Iasmin Klein, Nathália Vescia Bauer, Maiara Laís Mallmann Kieling, J. Santos, Laura Battistin Schiavoni, V. Santos, Verônica Salazar Moreira, Bruna Graciele Souza Alós, M. R. Olchik
Introdução: Devido à COVID-19, os pacientes com doenças neurológicas deixaram de frequentar presencialmente as consultas fonoaudiológicas em ambulatórios. Objetivo: Descrever o relato da experiência fonoaudiológica em pacientes com doença neurológica com disartria e/ou disfagia durante a pandemia da COVID-19 através da telessaúde. Método: Trata-se de um relato de experiência. Foram incluídos pacientes do ambulatório de fonoaudiologia de um hospital universitário, que ficaram privados do acompanhamento fonoaudiológico em período pandêmico e que tinham diagnóstico de disfagia e/ou disartria (prévios à pandemia). No total, 43 pacientes foram convidados a participar do estudo. Os indivíduos foram separados de acordo com seu diagnóstico fonoaudiológico: disfagia, disartria e disfagia/disartria. No início, todos foram reavaliados em videochamadas: disfagia (Northwestern dysphagia patient check sheet, Escala Funcional de Ingestão Via Oral e Instrumento de Autoavaliação da Alimentação); disartria (coleta de fala e questionário de autopercepção Radbould Oral Inventory Motor for Parkinson’s disease). Após, os pacientes foram alocados aleatoriamente: teleatendimento fonoaudiológico por quatro semanas consecutivas, sendo o outro grupo controle, sem intervenções e/ou orientações. Todos foram reavaliados para a comparação pré e pós-acompanhamento fonoaudiológico. Resultados: Nove participantes concluíram todas as etapas do estudo, sendo 6 (66,66%) homens. A média de idade foi de 60,44 anos (±16,13). Os participantes possuíam diagnóstico médico de doença neurológica, sendo 2 neurogenética (22,22%), 5 neurodegenerativa (55,5%) e 2 neurológicas (22,22%). Não foram observadas diferenças descritivas entre os grupos nas avaliações pré e pós-intervenção. A perda na amostra aconteceu devido à falta de dispositivos tecnológicos e à sobrecarga dos cuidadores. Conclusões: A experiência em tele fonoaudiologia, apesar de ter sido positiva, revelou a dificuldade da sua implementação em pacientes neurológicos de baixa condições sócio financeiras e educacional.
{"title":"Relato da experiência da atuação fonoaudiológica em telessaúde em pacientes neurológicos com disfagia e disartria durante a pandemia de Covid-19","authors":"R. Rech, A. Aires, Iasmin Klein, Nathália Vescia Bauer, Maiara Laís Mallmann Kieling, J. Santos, Laura Battistin Schiavoni, V. Santos, Verônica Salazar Moreira, Bruna Graciele Souza Alós, M. R. Olchik","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e55985","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e55985","url":null,"abstract":"Introdução: Devido à COVID-19, os pacientes com doenças neurológicas deixaram de frequentar presencialmente as consultas fonoaudiológicas em ambulatórios. Objetivo: Descrever o relato da experiência fonoaudiológica em pacientes com doença neurológica com disartria e/ou disfagia durante a pandemia da COVID-19 através da telessaúde. Método: Trata-se de um relato de experiência. Foram incluídos pacientes do ambulatório de fonoaudiologia de um hospital universitário, que ficaram privados do acompanhamento fonoaudiológico em período pandêmico e que tinham diagnóstico de disfagia e/ou disartria (prévios à pandemia). No total, 43 pacientes foram convidados a participar do estudo. Os indivíduos foram separados de acordo com seu diagnóstico fonoaudiológico: disfagia, disartria e disfagia/disartria. No início, todos foram reavaliados em videochamadas: disfagia (Northwestern dysphagia patient check sheet, Escala Funcional de Ingestão Via Oral e Instrumento de Autoavaliação da Alimentação); disartria (coleta de fala e questionário de autopercepção Radbould Oral Inventory Motor for Parkinson’s disease). Após, os pacientes foram alocados aleatoriamente: teleatendimento fonoaudiológico por quatro semanas consecutivas, sendo o outro grupo controle, sem intervenções e/ou orientações. Todos foram reavaliados para a comparação pré e pós-acompanhamento fonoaudiológico. Resultados: Nove participantes concluíram todas as etapas do estudo, sendo 6 (66,66%) homens. A média de idade foi de 60,44 anos (±16,13). Os participantes possuíam diagnóstico médico de doença neurológica, sendo 2 neurogenética (22,22%), 5 neurodegenerativa (55,5%) e 2 neurológicas (22,22%). Não foram observadas diferenças descritivas entre os grupos nas avaliações pré e pós-intervenção. A perda na amostra aconteceu devido à falta de dispositivos tecnológicos e à sobrecarga dos cuidadores. Conclusões: A experiência em tele fonoaudiologia, apesar de ter sido positiva, revelou a dificuldade da sua implementação em pacientes neurológicos de baixa condições sócio financeiras e educacional.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49339317","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e58367
Helena Ferro Blasi, Léia Gonçalves Gurgel, Luciane Mari Deschamps
Introdução: Práticas para o ensino da leitura no Brasil podem ser representadas pela adaptação e validação de um instrumento de nivelamento de livros infantis já comprovadamente eficaz em outra língua e cultura. Objetivo: O presente estudo visa adaptar a fórmula de Hatcher para nivelar livros infantis para o uso no português brasileiro, disponibilizando-a como instrumento de trabalho aos profissionais de diferentes áreas no que concerne à seleção de livros adequados à idade e à etapa em que se encontram os leitores iniciantes em seus primeiros anos de alfabetização no Brasil. Método: A pesquisa seguirá as seguintes etapas para adaptação da fórmula de nivelamento de livros infantis: (1) tradução da fórmula do idioma de origem para o idioma-alvo, isto é, do Inglês para o português; (2) síntese das versões traduzidas; (3) avaliação da síntese por juízes experts; (4) avaliação da fórmula pelo público-alvo, considerados aqui professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental; (5) tradução reversa do instrumento. Resultados: A fórmula traduzida de Nivelamento de Livros Infantis apresentou 72% de coeficiente de validade de conteúdo, em relação à clareza, e 80% de pertinência prática, demonstrando ser um documento útil, de fácil aplicação e adequado aos profissionais da área da saúde e da educação que poderão avaliar e nivelar os livros antes de indicá-los a leitores iniciantes. Espera-se, em estudos posteriores, realizar a aplicabilidade desta fórmula para facilitar o trabalho na seleção de títulos indicados ao público-alvo.
{"title":"Adaptação de fórmula de nivelamento de livros infantis para o português brasileiro","authors":"Helena Ferro Blasi, Léia Gonçalves Gurgel, Luciane Mari Deschamps","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e58367","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e58367","url":null,"abstract":"Introdução: Práticas para o ensino da leitura no Brasil podem ser representadas pela adaptação e validação de um instrumento de nivelamento de livros infantis já comprovadamente eficaz em outra língua e cultura. Objetivo: O presente estudo visa adaptar a fórmula de Hatcher para nivelar livros infantis para o uso no português brasileiro, disponibilizando-a como instrumento de trabalho aos profissionais de diferentes áreas no que concerne à seleção de livros adequados à idade e à etapa em que se encontram os leitores iniciantes em seus primeiros anos de alfabetização no Brasil. Método: A pesquisa seguirá as seguintes etapas para adaptação da fórmula de nivelamento de livros infantis: (1) tradução da fórmula do idioma de origem para o idioma-alvo, isto é, do Inglês para o português; (2) síntese das versões traduzidas; (3) avaliação da síntese por juízes experts; (4) avaliação da fórmula pelo público-alvo, considerados aqui professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental; (5) tradução reversa do instrumento. Resultados: A fórmula traduzida de Nivelamento de Livros Infantis apresentou 72% de coeficiente de validade de conteúdo, em relação à clareza, e 80% de pertinência prática, demonstrando ser um documento útil, de fácil aplicação e adequado aos profissionais da área da saúde e da educação que poderão avaliar e nivelar os livros antes de indicá-los a leitores iniciantes. Espera-se, em estudos posteriores, realizar a aplicabilidade desta fórmula para facilitar o trabalho na seleção de títulos indicados ao público-alvo.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47693887","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-03DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i4e58425
A. C. Rezende, Paula Mello P. Passos, R. Y. S. Chun
Introdução: O conhecimento das percepções de familiares acerca da participação e comunicação de seus filhos com PC (Paralisia Cerebral) não oralizados contribui com processos educacionais e terapêuticos centrados na pessoa e na família. Objetivo: Conhecer aspectos da participação e comunicação de crianças e adolescentes com PC não oralizados, bem como fatores que favorecem ou dificultam o uso da CSA (Comunicação Suplementar e/ou Alternativa) no ambiente familiar e na escola. Método: Estudo descritivo e transversal de abordagem qualitativa, com amostra de cinco mães de alunos com PC não oralizados. Resultados: As mães relatam barreiras à participação de seus filhos e reconhecem a importância da comunicação nas interações e nas atividades familiares. Mencionam, também, não terem alcançado uso funcional da CSA, em casa, mas expressam satisfação com o nível de comunicação que têm com seus filhos. Por outro lado, abordam dificuldades de comunicação quando não identificam os desejos de seus filhos ou quando eles estão com outros interlocutores. Conclusão: Os achados evidenciam participação reduzida das crianças e do adolescente do estudo, e pouco, ou nenhum uso da CSA. Diante das dificuldades relatadas pelas participantes, os achados reforçam a necessidade de equipar os familiares, no sentido de promoverem a participação e a comunicação de seus filhos. Reforça-se a importância de profissionais de CSA e professores de educação especial trabalhar em parceria com os familiares, a fim de expandir as maneiras como interagem e se comunicam com seus filhos, e vice-versa, visando uma maior participação dos mesmos.
{"title":"Percepções dos pais acerca da participação e comunicação de seus filhos com paralisia cerebral não oralizados","authors":"A. C. Rezende, Paula Mello P. Passos, R. Y. S. Chun","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i4e58425","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i4e58425","url":null,"abstract":"Introdução: O conhecimento das percepções de familiares acerca da participação e comunicação de seus filhos com PC (Paralisia Cerebral) não oralizados contribui com processos educacionais e terapêuticos centrados na pessoa e na família. Objetivo: Conhecer aspectos da participação e comunicação de crianças e adolescentes com PC não oralizados, bem como fatores que favorecem ou dificultam o uso da CSA (Comunicação Suplementar e/ou Alternativa) no ambiente familiar e na escola. Método: Estudo descritivo e transversal de abordagem qualitativa, com amostra de cinco mães de alunos com PC não oralizados. Resultados: As mães relatam barreiras à participação de seus filhos e reconhecem a importância da comunicação nas interações e nas atividades familiares. Mencionam, também, não terem alcançado uso funcional da CSA, em casa, mas expressam satisfação com o nível de comunicação que têm com seus filhos. Por outro lado, abordam dificuldades de comunicação quando não identificam os desejos de seus filhos ou quando eles estão com outros interlocutores. Conclusão: Os achados evidenciam participação reduzida das crianças e do adolescente do estudo, e pouco, ou nenhum uso da CSA. Diante das dificuldades relatadas pelas participantes, os achados reforçam a necessidade de equipar os familiares, no sentido de promoverem a participação e a comunicação de seus filhos. Reforça-se a importância de profissionais de CSA e professores de educação especial trabalhar em parceria com os familiares, a fim de expandir as maneiras como interagem e se comunicam com seus filhos, e vice-versa, visando uma maior participação dos mesmos.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746267","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-01-01Epub Date: 2022-11-25DOI: 10.1080/13546783.2022.2146191
Carola Salvi, Nathaniel Barr, Joseph E Dunsmoor, Jordan Grafman
The information humans are exposed to has grown exponentially. This has placed increased demands upon our information selection strategies resulting in reduced fact-checking and critical-thinking time. Prior research shows that problem solving (traditionally measured using the Cognitive Reflection Test-CRT) negatively correlates with believing in false information. We argue that this result is specifically related to insight problem solving. Solutions via insight are the result of parallel processing, characterized by filtering external noise, and, unlike cognitively controlled thinking, it does not suffer from the cognitive overload associated with processing multiple sources of information. We administered the Compound Remote Associate Test (problems used to investigate insight problem solving) as well as the CRT, 20 fake and real news headlines, the bullshit, and overclaiming scales to a sample of 61 participants. Results show that insight problem solving predicts better identification of fake news and bullshit (over and above traditional measures i.e., the CRT), and is associated with reduced overclaiming. These results have implications for understanding individual differences in susceptibility to believing false information.
{"title":"Insight Problem Solving Ability Predicts Reduced Susceptibility to Fake News, Bullshit, and Overclaiming.","authors":"Carola Salvi, Nathaniel Barr, Joseph E Dunsmoor, Jordan Grafman","doi":"10.1080/13546783.2022.2146191","DOIUrl":"10.1080/13546783.2022.2146191","url":null,"abstract":"<p><p>The information humans are exposed to has grown exponentially. This has placed increased demands upon our information selection strategies resulting in reduced fact-checking and critical-thinking time. Prior research shows that problem solving (traditionally measured using the Cognitive Reflection Test-CRT) negatively correlates with believing in false information. We argue that this result is specifically related to insight problem solving. Solutions via insight are the result of parallel processing, characterized by filtering external noise, and, unlike cognitively controlled thinking, it does not suffer from the cognitive overload associated with processing multiple sources of information. We administered the Compound Remote Associate Test (problems used to investigate insight problem solving) as well as the CRT, 20 fake and real news headlines, the bullshit, and overclaiming scales to a sample of 61 participants. Results show that insight problem solving predicts better identification of fake news and bullshit (over and above traditional measures i.e., the CRT), and is associated with reduced overclaiming. These results have implications for understanding individual differences in susceptibility to believing false information.</p>","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":"760-784"},"PeriodicalIF":2.6,"publicationDate":"2023-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10655953/pdf/","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"90731118","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"OA","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e55687
Lavínia Vieira Dias Cardoso, Edna Pereira Gomes de Morais, Vanessa Fernandes de Almeida Porto
Introdução: a importância da voz para o exercício da docência tem sido constatada pela fonoaudiologia, considerada objeto de muitos estudos. Embora as publicações sobre voz do professor tenham sido constantes nas últimas décadas, os artigos que abordam efeitos de intervenções são mais recentes e pouco representativos. Objetivo: mapear e analisar os estudos sobre as intervenções em voz do professor, publicados nos periódicos nacionais de Fonoaudiologia, no período de janeiro de 2011 a março de 2021. Método: trata-se de um estudo de revisão de escopo, cujos critérios de elegibilidade foram artigos completos disponíveis online no idioma português, entre os anos de 2011 a 2021 e que apresentassem as estratégias de intervenção utilizadas no cuidado à saúde vocal do professor. Os periódicos selecionados para compor esta pesquisa foram CoDAS, Revista CEFAC, Audiology Communication Research e Distúrbios da Comunicação. Resultados: a partir da busca eletrônica, foram identificados 247 artigos disponíveis, sendo incluídos neste estudo um total de 18 artigos. As intervenções mais utilizadas são as atividades educativas, seguidas da aplicação de técnicas específicas e de fonoterapia. Constatou-se que há uma escassez de estudos com maior evidência e robustez quanto aos resultados das intervenções realizadas. Conclusão: o quantitativo de artigos publicados por ano variou de um a três, com predomínio de estudos do tipo observacional e descritivo, concentrados na região sudeste. Os benefícios apresentados pela aplicação das técnicas ou a realização de atividades educativas de promoção à saúde vocal foi evidenciado pela maioria das publicações.
{"title":"Evidências científicas das intervenções em voz do professor publicadas em periódicos nacionais de Fonoaudiologia nos últimos 10 anos","authors":"Lavínia Vieira Dias Cardoso, Edna Pereira Gomes de Morais, Vanessa Fernandes de Almeida Porto","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e55687","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e55687","url":null,"abstract":"Introdução: a importância da voz para o exercício da docência tem sido constatada pela fonoaudiologia, considerada objeto de muitos estudos. Embora as publicações sobre voz do professor tenham sido constantes nas últimas décadas, os artigos que abordam efeitos de intervenções são mais recentes e pouco representativos. Objetivo: mapear e analisar os estudos sobre as intervenções em voz do professor, publicados nos periódicos nacionais de Fonoaudiologia, no período de janeiro de 2011 a março de 2021. Método: trata-se de um estudo de revisão de escopo, cujos critérios de elegibilidade foram artigos completos disponíveis online no idioma português, entre os anos de 2011 a 2021 e que apresentassem as estratégias de intervenção utilizadas no cuidado à saúde vocal do professor. Os periódicos selecionados para compor esta pesquisa foram CoDAS, Revista CEFAC, Audiology Communication Research e Distúrbios da Comunicação. Resultados: a partir da busca eletrônica, foram identificados 247 artigos disponíveis, sendo incluídos neste estudo um total de 18 artigos. As intervenções mais utilizadas são as atividades educativas, seguidas da aplicação de técnicas específicas e de fonoterapia. Constatou-se que há uma escassez de estudos com maior evidência e robustez quanto aos resultados das intervenções realizadas. Conclusão: o quantitativo de artigos publicados por ano variou de um a três, com predomínio de estudos do tipo observacional e descritivo, concentrados na região sudeste. Os benefícios apresentados pela aplicação das técnicas ou a realização de atividades educativas de promoção à saúde vocal foi evidenciado pela maioria das publicações.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745835","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: As habilidades de linguagem oral são preditoras para a leitura e escrita, sugerindo relação entre a consciência fonológica e vocabulário emissivo e receptivo para o seu desenvolvimento. Objetivo: Verificar a associação entre Hipótese de Escrita (HE) e desempenho de crianças e adolescentes com Transtorno de Aprendizagem (TA) em tarefas de consciência fonológica (CF) e vocabulário receptivo (VR). Métodos: Análise retrospectiva de prontuários eletrônicos de crianças e adolescentes com diagnóstico de TA atendidos entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2016. Foram analisados o nível da HE (Pré-Silábico; Silábico; Silábico-Alfabético e Alfabético) e a avaliação de CF e VR. Utilizou-se o teste Exato de Fisher, com nível de significância (p≤0,05). Resultados: A amostra (n=34) foi dividida em grupos etários: GI=14 (6 a 8 anos e 11 meses), GII=15 (9 a 11 anos e 11 meses) e GIII=05 (12 a 18 anos e 11 meses); 10 do sexo feminino (GI=06; GII=04; GIII=0) e 24 do sexo masculino (GI=08; GII=11; GIII=05). 73,53% frequentavam o ensino Fundamental I, 23,53% Fundamental II e 2,94% Ensino Médio. 47,06% encontravam-se no nível pré-silábico, 11,76% silábico, 23,53% silábico-alfabético e 17,65% alfabético. Observou-se associação positiva da HE com tarefas de CF (p=0,001) e VR (p=0,02). Conclusão: Houve associação entre a HE e CF e VR no grupo estudado, sugerindo a importância dessas habilidades para a leitura e escrita.
{"title":"Consciência fonológica e vocabulário receptivo em casos de transtorno de aprendizagem","authors":"Jéssica Moreno Leite, Matheus Francoy Alpes, Patrícia Pupin Mandrá","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e52724","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e52724","url":null,"abstract":"Introdução: As habilidades de linguagem oral são preditoras para a leitura e escrita, sugerindo relação entre a consciência fonológica e vocabulário emissivo e receptivo para o seu desenvolvimento. Objetivo: Verificar a associação entre Hipótese de Escrita (HE) e desempenho de crianças e adolescentes com Transtorno de Aprendizagem (TA) em tarefas de consciência fonológica (CF) e vocabulário receptivo (VR). Métodos: Análise retrospectiva de prontuários eletrônicos de crianças e adolescentes com diagnóstico de TA atendidos entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2016. Foram analisados o nível da HE (Pré-Silábico; Silábico; Silábico-Alfabético e Alfabético) e a avaliação de CF e VR. Utilizou-se o teste Exato de Fisher, com nível de significância (p≤0,05). Resultados: A amostra (n=34) foi dividida em grupos etários: GI=14 (6 a 8 anos e 11 meses), GII=15 (9 a 11 anos e 11 meses) e GIII=05 (12 a 18 anos e 11 meses); 10 do sexo feminino (GI=06; GII=04; GIII=0) e 24 do sexo masculino (GI=08; GII=11; GIII=05). 73,53% frequentavam o ensino Fundamental I, 23,53% Fundamental II e 2,94% Ensino Médio. 47,06% encontravam-se no nível pré-silábico, 11,76% silábico, 23,53% silábico-alfabético e 17,65% alfabético. Observou-se associação positiva da HE com tarefas de CF (p=0,001) e VR (p=0,02). Conclusão: Houve associação entre a HE e CF e VR no grupo estudado, sugerindo a importância dessas habilidades para a leitura e escrita.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745933","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}