Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.117245
Viviane Da Silva Dutra, R. Cardoso
O Peru, durante o conflito armado interno (1980-2000), viveu a intensidade de uma guerra sem precedentes entre o Estado e o grupo revolucionário Sendero Luminoso. As interpretações a respeito do horror sofrido pela população têm gerado uma verdadeira batalha de memórias por parte de diversos setores oficiais e também por áreas do conhecimento, incluindo a literatura. Contudo, nesses olhares, nem sempre aparece a experiência de quem, de fato, viveu a situação. Em 2005, Edilberto Jiménez publicou o livro Chungui: violencia y trazos de memoria. Na obra, o antropólogo acompanha relatos dos sobreviventes da região de Chungui, uma das mais afetadas pelo conflito, e cria imagens nas quais busca representar as situações narradas. Este artigo discute o entrelaçamento das narrativas trazidas por esses narradores, as imagens de Jiménez, os discursos oficiais e literárias. Nosso objetivo é refletir sobre o quanto palavras e imagens podem ou não expressar o vivido, construindo experiências e subjetividades. Ao mesmo tempo, destacamos o papel das vozes periféricas ante o peso da história oficial e/ou oficializada.
在1980-2000年的内部武装冲突期间,秘鲁经历了国家和革命组织光辉道路之间前所未有的激烈战争。对民众所遭受的恐怖的解释在各个官方部门和包括文学在内的知识领域引发了一场真正的记忆之战。然而,在这些眼神中,并不总是能看到那些真正经历过这种情况的人的经历。2005年,艾迪伯托·希门尼斯出版了《Chungui: violencia y trazos de memoria》一书。在这部作品中,人类学家追踪了受冲突影响最严重的春贵地区幸存者的故事,并创作了图像,试图代表所叙述的情况。本文探讨了这些叙述者带来的叙事、希门尼斯的形象、官方话语和文学话语的交织。我们的目标是反思文字和图像在多大程度上可以或不能表达生活、构建经验和主体性。与此同时,我们强调边缘声音在官方和/或官方历史权重之前的作用。
{"title":"DISCURSOS SOBRE O OUTRO, VOZES DA EXPERIÊNCIA: A MEMÓRIA ENTRE PALAVRAS E IMAGENS","authors":"Viviane Da Silva Dutra, R. Cardoso","doi":"10.22456/2594-8962.117245","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.117245","url":null,"abstract":"O Peru, durante o conflito armado interno (1980-2000), viveu a intensidade de uma guerra sem precedentes entre o Estado e o grupo revolucionário Sendero Luminoso. As interpretações a respeito do horror sofrido pela população têm gerado uma verdadeira batalha de memórias por parte de diversos setores oficiais e também por áreas do conhecimento, incluindo a literatura. Contudo, nesses olhares, nem sempre aparece a experiência de quem, de fato, viveu a situação. Em 2005, Edilberto Jiménez publicou o livro Chungui: violencia y trazos de memoria. Na obra, o antropólogo acompanha relatos dos sobreviventes da região de Chungui, uma das mais afetadas pelo conflito, e cria imagens nas quais busca representar as situações narradas. Este artigo discute o entrelaçamento das narrativas trazidas por esses narradores, as imagens de Jiménez, os discursos oficiais e literárias. Nosso objetivo é refletir sobre o quanto palavras e imagens podem ou não expressar o vivido, construindo experiências e subjetividades. Ao mesmo tempo, destacamos o papel das vozes periféricas ante o peso da história oficial e/ou oficializada.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"39 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116654152","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.117267
Thales De Medeiros Ribeiro, Karine De Medeiros Ribeiro
O ensaio discorre sobre o par memória/esquecimento no curta-metragem Apelo, de Clara Ianni e Débora Maria da Silva, uma das fundadoras do Movimento Mães de Maio. A partir de elementos da técnica cinematográfica (movimentação de câmera, montagem, enquadramento), do trabalho político da artista sobre a forma (linhas, quadros e seriações) e do texto do manifesto, este estudo atravessa três tensões que estruturam essa obra de arte: o passado e o presente, o monumento e o esquecimento, o dever de lembrar e o caráter trágico da repetição.
这篇文章讨论了克拉拉·雅尼(Clara Ianni)和黛博拉·玛丽亚·达席尔瓦(debora Maria da Silva)的短片《阿佩尔》(appel)中的记忆/遗忘一对。从元素的膜技术(移动相机,安装框架),政治工作的艺术家如何(行,表和排名)和文本的舱单,本研究通过三个紧张的结构艺术:过去和现在,纪念碑和遗忘,记忆和重复的悲剧性格的责任。
{"title":"ESSE DIA LONGO QUE PERSISTE EM NÃO ACABAR","authors":"Thales De Medeiros Ribeiro, Karine De Medeiros Ribeiro","doi":"10.22456/2594-8962.117267","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.117267","url":null,"abstract":"O ensaio discorre sobre o par memória/esquecimento no curta-metragem Apelo, de Clara Ianni e Débora Maria da Silva, uma das fundadoras do Movimento Mães de Maio. A partir de elementos da técnica cinematográfica (movimentação de câmera, montagem, enquadramento), do trabalho político da artista sobre a forma (linhas, quadros e seriações) e do texto do manifesto, este estudo atravessa três tensões que estruturam essa obra de arte: o passado e o presente, o monumento e o esquecimento, o dever de lembrar e o caráter trágico da repetição.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114820975","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.116378
Ana Caroline Voltolini, Heloisa Juncklaus Preis Moraes, Luiza Liene Bressan
Este estudo tem o objetivo de trazer algumas reflexões acerca da instituição da imagem do Mal no imaginário popular. Para tanto, observa-se a ressignificação de elementos associados à ideia do mal a partir da narrativa Balanço Bruxólico, de Franklin Cascaes. Apontamos, ainda, reflexões sobre o feminino e sua relação com o mal, já que a narrativa se reporta às mulheres-bruxas que povoam o imaginário da ilha de Santa Catarina. Pertinentes são, também, alguns conceitos relacionados aos estudos da memória por se tratar de narrativas cuja origem está na memória oral do ilhéu. A pesquisa utiliza como metodologia a hermenêutica simbólica. O estudo torna possível observar a ressignificação de elementos e símbolos da cultura popular para criar a imagem do mal a partir de elementos míticos, envolvendo a questão da mulher-bruxa e a mulher-rezadeira em contraposição entre o mal e o bem. Para este estudo, as pesquisas de Nogueira (2002), Ronecker (1997), Chevalier & Gheerbrant (2015), Durand (2012) entre outros nos servem de âncoras.
{"title":"NO BALANÇO DAS BRUXAS, DE FRANKLIN CASCAES: UM ESTUDO ACERCA DO MAL A PARTIR DE PRESSUPOSTOS DOS ESTUDOS DO IMAGINÁRIO E DA MEMÓRIA","authors":"Ana Caroline Voltolini, Heloisa Juncklaus Preis Moraes, Luiza Liene Bressan","doi":"10.22456/2594-8962.116378","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.116378","url":null,"abstract":"Este estudo tem o objetivo de trazer algumas reflexões acerca da instituição da imagem do Mal no imaginário popular. Para tanto, observa-se a ressignificação de elementos associados à ideia do mal a partir da narrativa Balanço Bruxólico, de Franklin Cascaes. Apontamos, ainda, reflexões sobre o feminino e sua relação com o mal, já que a narrativa se reporta às mulheres-bruxas que povoam o imaginário da ilha de Santa Catarina. Pertinentes são, também, alguns conceitos relacionados aos estudos da memória por se tratar de narrativas cuja origem está na memória oral do ilhéu. A pesquisa utiliza como metodologia a hermenêutica simbólica. O estudo torna possível observar a ressignificação de elementos e símbolos da cultura popular para criar a imagem do mal a partir de elementos míticos, envolvendo a questão da mulher-bruxa e a mulher-rezadeira em contraposição entre o mal e o bem. Para este estudo, as pesquisas de Nogueira (2002), Ronecker (1997), Chevalier & Gheerbrant (2015), Durand (2012) entre outros nos servem de âncoras.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127300648","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.117227
Jacqueline Ceballos Galvis
O trabalho propõe uma reflexão sobre algumas relações imprevisíveis entre escrita, memória, fotografia, narrativa e história, como traços atravessados pelo rastro diferencial do tempo dilacerado. Por outro lado, propõe repensar o papel das imagens e considerar as sensibilidades e saberes inquietantes que ativam, suas viagens e transformações, assim como as montagens e desmontagens representacionais que dinamizam a memória e as ideias em fuga que afloram entre seus intervalos. As imagens ardem, erram e restam fugazes e marcantes como as cinzas da história fraturada no presente. Nos olham e, entre montagens e desmontagens, entretecem e reconfiguram a experiência de nosso olhar. Daí a urgência de reformular nossas relações diante delas e, assim, entre nós.
{"title":"A IMAGEM COMO CRUZAMENTO DAS SOBREVIVENCIAS","authors":"Jacqueline Ceballos Galvis","doi":"10.22456/2594-8962.117227","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.117227","url":null,"abstract":"O trabalho propõe uma reflexão sobre algumas relações imprevisíveis entre escrita, memória, fotografia, narrativa e história, como traços atravessados pelo rastro diferencial do tempo dilacerado. Por outro lado, propõe repensar o papel das imagens e considerar as sensibilidades e saberes inquietantes que ativam, suas viagens e transformações, assim como as montagens e desmontagens representacionais que dinamizam a memória e as ideias em fuga que afloram entre seus intervalos. As imagens ardem, erram e restam fugazes e marcantes como as cinzas da história fraturada no presente. Nos olham e, entre montagens e desmontagens, entretecem e reconfiguram a experiência de nosso olhar. Daí a urgência de reformular nossas relações diante delas e, assim, entre nós.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"85 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127867239","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.113774
Maria Cristina Ferreira dos Santos
Há uma vasta fortuna crítica acerca das obras de Erico Verissimo, sob diferentes enfoques exegéticos. No entanto, a questão do esquecimento, sua forte presença em todos os seus romances, como determina as ações das personagens e os desfechos, tornando-se um leitmotiv, carece de estudo. Dessa forma, o presente artigo, que é um recorte de minha tese doutoral, tem como escopo evidenciar as recorrências dos diversos tipos de olvido – como refúgio, de reserva, involuntário, político, autoimposto e impossível – nas narrativas do autor e como são forças motrizes para os enredos. Além disso, Erico Verissimo contribui com um novo viés para a história do esquecimento. Serão utilizados os pressupostos teóricos de Harald Weinrich, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Henri Bergson, Paul Ricoeur, Iván Izquierdo, Jacques Le Goff e Pierre Nora.
{"title":"O ESQUECIMENTO: UM LEITMOTIV DE ERICO VERISSIMO","authors":"Maria Cristina Ferreira dos Santos","doi":"10.22456/2594-8962.113774","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.113774","url":null,"abstract":"Há uma vasta fortuna crítica acerca das obras de Erico Verissimo, sob diferentes enfoques exegéticos. No entanto, a questão do esquecimento, sua forte presença em todos os seus romances, como determina as ações das personagens e os desfechos, tornando-se um leitmotiv, carece de estudo. Dessa forma, o presente artigo, que é um recorte de minha tese doutoral, tem como escopo evidenciar as recorrências dos diversos tipos de olvido – como refúgio, de reserva, involuntário, político, autoimposto e impossível – nas narrativas do autor e como são forças motrizes para os enredos. Além disso, Erico Verissimo contribui com um novo viés para a história do esquecimento. Serão utilizados os pressupostos teóricos de Harald Weinrich, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Henri Bergson, Paul Ricoeur, Iván Izquierdo, Jacques Le Goff e Pierre Nora.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"18 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121352128","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.117268
Aguinaldo Gomes De souza
Neste trabalho discutimos o conceito de memória na obra do filósofo russo M. Bakhtin. A partir de um olhar fenomenológico a respeito da categoria da memória, relacionamos o conceito com o gênero, com o cronotopo e com a exotopia visto na obra de Bakhtin. Para tanto fizemos uma retrospectiva a respeito da constituição da memória nos escritos de Bakhtin, para isso fizemos um breve estado da arte de alguns trabalhos que tratam do tema da memória na obra de Bakhtin, tal revisão nos levou a considerar a sátira menipéia e sua constituição na história do romance como o início de uma teorização a respeito da constituição e importância da memória nos estudos dialógicos de Bakhtin. Ressaltamos também o modo como Bakhtin trata a questão da memória nas obras sobre Rabelais e Dostoiévski e concluímos que embora o tema da memória não seja um dos mais explorados dentro do conjunto da obra de Bakhtin, este não passou despercebido ao filósofo russo.
{"title":"A MEMÓRIA NA DIALOGIA DE BAKHTIN","authors":"Aguinaldo Gomes De souza","doi":"10.22456/2594-8962.117268","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.117268","url":null,"abstract":"Neste trabalho discutimos o conceito de memória na obra do filósofo russo M. Bakhtin. A partir de um olhar fenomenológico a respeito da categoria da memória, relacionamos o conceito com o gênero, com o cronotopo e com a exotopia visto na obra de Bakhtin. Para tanto fizemos uma retrospectiva a respeito da constituição da memória nos escritos de Bakhtin, para isso fizemos um breve estado da arte de alguns trabalhos que tratam do tema da memória na obra de Bakhtin, tal revisão nos levou a considerar a sátira menipéia e sua constituição na história do romance como o início de uma teorização a respeito da constituição e importância da memória nos estudos dialógicos de Bakhtin. Ressaltamos também o modo como Bakhtin trata a questão da memória nas obras sobre Rabelais e Dostoiévski e concluímos que embora o tema da memória não seja um dos mais explorados dentro do conjunto da obra de Bakhtin, este não passou despercebido ao filósofo russo.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"187 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115782042","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.117200
Luiz Paixão Lima Borges
Apoiado no conceito de cronotopo, criado por Mikhail Bakhtin (1895-1975), e por uma análise dialética e materialista, o presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre a relação passado/presente como configuração dramatúrgica na peça Rasga coração, do dramaturgo brasileiro Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974). A dialética das formas, que tem como operador do presente o realismo psicológico, e do passado o realismo épico-dialético, nos apresenta uma hibridização em que formas aparentemente contrárias se harmonizam para recontar dramaticamente quarenta anos da História política brasileira. Rasga coração não é apenas uma das maiores obras dramatúrgicas brasileiras, mas o resgate da memória como processo de revisão do comportamento de um lutador anônimo, que dedicou sua vida à luta pela transformação social do país.
{"title":"HISTÓRIA E DRAMATURGIA: PASSADO E PRESENTE EM RASGA CORAÇÃO, DE ODUVALDO VIANNA FILHO","authors":"Luiz Paixão Lima Borges","doi":"10.22456/2594-8962.117200","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.117200","url":null,"abstract":"Apoiado no conceito de cronotopo, criado por Mikhail Bakhtin (1895-1975), e por uma análise dialética e materialista, o presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre a relação passado/presente como configuração dramatúrgica na peça Rasga coração, do dramaturgo brasileiro Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974). A dialética das formas, que tem como operador do presente o realismo psicológico, e do passado o realismo épico-dialético, nos apresenta uma hibridização em que formas aparentemente contrárias se harmonizam para recontar dramaticamente quarenta anos da História política brasileira. Rasga coração não é apenas uma das maiores obras dramatúrgicas brasileiras, mas o resgate da memória como processo de revisão do comportamento de um lutador anônimo, que dedicou sua vida à luta pela transformação social do país.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"36 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115934978","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.116849
Bruno Brizotto
Exame da representação da realidade geográfica conforme compreendida pelo ponto de vista da experiência memorial no conto “A ponte”, de Erico Verissimo (1905-1975). Analisa-se, no processo, a operacionalidade de quatro espaços de sentido – vale, montanha, ponte e rio –, os quais se qualificam como vitais para o horizonte recordativo do protagonista Mário Meira Moura, no âmbito de sua jornada no tempo-espaço.
{"title":"A realidade geográfica da experiência memorial no conto de Erico Verissimo: as espacialidades vividas em “A ponte”","authors":"Bruno Brizotto","doi":"10.22456/2594-8962.116849","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.116849","url":null,"abstract":"Exame da representação da realidade geográfica conforme compreendida pelo ponto de vista da experiência memorial no conto “A ponte”, de Erico Verissimo (1905-1975). Analisa-se, no processo, a operacionalidade de quatro espaços de sentido – vale, montanha, ponte e rio –, os quais se qualificam como vitais para o horizonte recordativo do protagonista Mário Meira Moura, no âmbito de sua jornada no tempo-espaço.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121803878","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.116636
Paulo Bungart Neto
A partir de relatos de sobreviventes de torturas aplicadas por agentes do Estado brasileiro durante a última ditadura civil-militar (1964-1985), tais como Em busca do tesouro (1982), de Alex Polari, e Memórias do esquecimento (1999), de Flávio Tavares, o artigo pretende demonstrar de que maneira leis institucionais, apoiadas pela elite socioeconômica e boa parte da sociedade brasileira, visam promover o apagamento da memória coletiva nacional através do esquecimento forçado de nossa história. A análise das narrativas é feita com o apoio de textos teóricos como BÁEZ (2010); ROBIN (2016); ROSSI (2010); e SELIGMANN-SILVA (2003), e críticos, tais como HUYSSEN (2014); NEPOMUCENO (2015); e REIS (2014), dentre outros.
{"title":"O APAGAMENTO DA MEMÓRIA COLETIVA BRASILEIRA E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO ESQUECIMENTO","authors":"Paulo Bungart Neto","doi":"10.22456/2594-8962.116636","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.116636","url":null,"abstract":"A partir de relatos de sobreviventes de torturas aplicadas por agentes do Estado brasileiro durante a última ditadura civil-militar (1964-1985), tais como Em busca do tesouro (1982), de Alex Polari, e Memórias do esquecimento (1999), de Flávio Tavares, o artigo pretende demonstrar de que maneira leis institucionais, apoiadas pela elite socioeconômica e boa parte da sociedade brasileira, visam promover o apagamento da memória coletiva nacional através do esquecimento forçado de nossa história. A análise das narrativas é feita com o apoio de textos teóricos como BÁEZ (2010); ROBIN (2016); ROSSI (2010); e SELIGMANN-SILVA (2003), e críticos, tais como HUYSSEN (2014); NEPOMUCENO (2015); e REIS (2014), dentre outros.","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"35 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114995132","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-20DOI: 10.22456/2594-8962.116738
Patrícia Chittoni Ramos Reuillard, C. Bevilacqua
Resenha da obra Os Expurgos da UFRGS: memória e história. Porto Alegre: Marcavisual, 2021. 112 p.
《o Expurgos da UFRGS:记忆与历史》一书的回顾。阿雷格里港:Marcavisual, 2021。112 p。
{"title":"OS EXPURGOS DA UFRGS: MEMÓRIA E HISTÓRIA","authors":"Patrícia Chittoni Ramos Reuillard, C. Bevilacqua","doi":"10.22456/2594-8962.116738","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/2594-8962.116738","url":null,"abstract":"Resenha da obra Os Expurgos da UFRGS: memória e história. Porto Alegre: Marcavisual, 2021. 112 p. ","PeriodicalId":126634,"journal":{"name":"Revista Conexão Letras","volume":"70 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130950541","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}