Introdução: A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença neuromuscular degenerativa, tem origem genética e sua classificação clinica se dá de acordo com a idade do início da doença sendo classificada em severa, intermediária e branda. A AME tipo 1, ou doença de Werding-Hoffman é considerada severa, caracterizada por fraqueza muscular grave e progressiva, envolvendo principalmente o sistema respiratório. Os métodos de tratamento de suporte trazem benefícios em prolongar a sobrevida do paciente através do uso da VNI (ventilação mecânica não invasiva) e o uso de MI-E (insuflação/exsuflação mecânica). Objetivos: avaliar a eficácia da terapia de suporte no tratamento da doença de Werdnig-Hoffman. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, que efetuou a busca de ensaios clínicos aleatórios nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem Online (MedLine/PubMed), Physiotherapy Evidence Database (PEDro), Portal Regional da BVS – Biblioteca Virtual em Saúde, Biblioteca Cochrane e Plataforma Google Acadêmico. A coleta dos artigos foi realizada no período de março/abril de 2021, sendo incluídos estudos dos últimos 20 anos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela escala PEDro. Resultados: Foram inclusos 5 artigos que se encaixavam nos critérios propostos de terapia de suporte na AME para os desfechos investigados, sendo de baixa a alta qualidade metodológica. A idade variou de 2 a 270 meses de idade, de ambos os gêneros. Em todos, a VNI apresentou uma melhora da sobrevida e menor frequência de hospitalizações ao longo dos anos, melhorando a qualidade de vida e, a MI-E mostrou-se eficaz na extubação da ventilação mecânica e como terapia auxiliar em melhor a efetividade da tosse. Conclusão: a terapia de suporte como recurso de tratamento para pacientes com AME tipo 1 traz efeitos positivos na melhora da qualidade de vida, aumento da sobrevida, reduz a frequência de internações e melhora a efetividade da tosse nessa população.
{"title":"EFETIVIDADE DA TERAPIA DE SUPORTE NA FORÇA MUSCULAR, FUNÇÃO VENTILATÓRIA E QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE WERDNIG-HOFFMAN: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA","authors":"Paola Biazus, Lais Tasca, Marcelo Taglietti","doi":"10.51161/rems/1464","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1464","url":null,"abstract":"Introdução: A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença neuromuscular degenerativa, tem origem genética e sua classificação clinica se dá de acordo com a idade do início da doença sendo classificada em severa, intermediária e branda. A AME tipo 1, ou doença de Werding-Hoffman é considerada severa, caracterizada por fraqueza muscular grave e progressiva, envolvendo principalmente o sistema respiratório. Os métodos de tratamento de suporte trazem benefícios em prolongar a sobrevida do paciente através do uso da VNI (ventilação mecânica não invasiva) e o uso de MI-E (insuflação/exsuflação mecânica). Objetivos: avaliar a eficácia da terapia de suporte no tratamento da doença de Werdnig-Hoffman. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, que efetuou a busca de ensaios clínicos aleatórios nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem Online (MedLine/PubMed), Physiotherapy Evidence Database (PEDro), Portal Regional da BVS – Biblioteca Virtual em Saúde, Biblioteca Cochrane e Plataforma Google Acadêmico. A coleta dos artigos foi realizada no período de março/abril de 2021, sendo incluídos estudos dos últimos 20 anos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela escala PEDro. Resultados: Foram inclusos 5 artigos que se encaixavam nos critérios propostos de terapia de suporte na AME para os desfechos investigados, sendo de baixa a alta qualidade metodológica. A idade variou de 2 a 270 meses de idade, de ambos os gêneros. Em todos, a VNI apresentou uma melhora da sobrevida e menor frequência de hospitalizações ao longo dos anos, melhorando a qualidade de vida e, a MI-E mostrou-se eficaz na extubação da ventilação mecânica e como terapia auxiliar em melhor a efetividade da tosse. Conclusão: a terapia de suporte como recurso de tratamento para pacientes com AME tipo 1 traz efeitos positivos na melhora da qualidade de vida, aumento da sobrevida, reduz a frequência de internações e melhora a efetividade da tosse nessa população.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"117023642","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Maria Aparecida dos Santos Ferreira, Joyce Bianca Pereira Bezerra, Wanessa Galindo Falcão da Silva, Maria Rosana de Souza Ferreira
Introdução: A doença de Alzheimer (DA) é uma das principais doenças neurodegenerativas progressivas, que tem a síndrome do declínio cognitivo funcional e acometem em maior quantidade pessoas da terceira idade. A maior causa dessa doença é a genética, atingindo mais de 70% da população, outros fatores de risco inclui histórico de lesão na cabeça ou hipertensão. Os seus sintomas iniciais podem ser confundidos com o processo de envelhecimento natural, como esquecimento, dificuldade de se locomover, postura, marcha, equilíbrio, influenciando na qualidade de vida diária. A intervenção fisioterapêutica na DA tem se mostrado muito eficiente por proporcionar uma melhora nas atividades de vida diária. Objetivo: Avaliar a ação de exercícios fisioterapêuticos que contribuem significativamente na qualidade de vida de pacientes com DA. Materiais e Métodos: Foi realizada uma busca na base de dados PubMed, utilizando os descritores “physiotherapy”, “alzheimer” e “intervention”. Foram encontrados trezentos e trinta e oito artigos dos últimos cinco anos, dos quais foram selecionados cento e trinta e nove através dos títulos e desses só quinze foram selecionados por leitura completa dos artigos. Resultados: Os quinze artigos que integraram o estudo, aplicaram novas propostas de intervenção fisioterapêutica em pacientes com DA. Além dos tratamentos farmacológicos, os exercícios físicos combinados com a intervenção fisioterapêutica trariam resultados significativamente melhores na qualidade de vida dos pacientes, podendo diminuir a progressão da patologia na sua fase precoce. Alguns autores trouxeram atividades funcionais como exercícios aeróbicos (melhora o fluxo sanguíneo cerebral, aumenta o volume do hipocampo e melhora a neurogênese), teste de marcha (velocidade e comprimento dos passos), equilíbrio (plataformas vibratórias). Essas intervenções fisioterapêuticas acarretam na minimização de suas manifestações clínicas geradas conforme a progressão do mal de Alzheimer. Conclusões: Apesar do treinamento cognitivo agregar-se à fisioterapia motora, a mesma não traz a cura, pois é uma doença irreversível, a fisioterapia colabora retardando o surgimento dos sintomas, tendo uma melhora significativamente na qualidade de vida dos pacientes. Estudos apontam que quem se exercita mais, possuem células nervosas mais saudáveis e o risco de desenvolver o Alzheimer cai pela metade.
{"title":"A INTERVENÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA DOENÇA DE ALZHEIMER: REVISÃO LITERÁRIA","authors":"Maria Aparecida dos Santos Ferreira, Joyce Bianca Pereira Bezerra, Wanessa Galindo Falcão da Silva, Maria Rosana de Souza Ferreira","doi":"10.51161/rems/1520","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1520","url":null,"abstract":"Introdução: A doença de Alzheimer (DA) é uma das principais doenças neurodegenerativas progressivas, que tem a síndrome do declínio cognitivo funcional e acometem em maior quantidade pessoas da terceira idade. A maior causa dessa doença é a genética, atingindo mais de 70% da população, outros fatores de risco inclui histórico de lesão na cabeça ou hipertensão. Os seus sintomas iniciais podem ser confundidos com o processo de envelhecimento natural, como esquecimento, dificuldade de se locomover, postura, marcha, equilíbrio, influenciando na qualidade de vida diária. A intervenção fisioterapêutica na DA tem se mostrado muito eficiente por proporcionar uma melhora nas atividades de vida diária. Objetivo: Avaliar a ação de exercícios fisioterapêuticos que contribuem significativamente na qualidade de vida de pacientes com DA. Materiais e Métodos: Foi realizada uma busca na base de dados PubMed, utilizando os descritores “physiotherapy”, “alzheimer” e “intervention”. Foram encontrados trezentos e trinta e oito artigos dos últimos cinco anos, dos quais foram selecionados cento e trinta e nove através dos títulos e desses só quinze foram selecionados por leitura completa dos artigos. Resultados: Os quinze artigos que integraram o estudo, aplicaram novas propostas de intervenção fisioterapêutica em pacientes com DA. Além dos tratamentos farmacológicos, os exercícios físicos combinados com a intervenção fisioterapêutica trariam resultados significativamente melhores na qualidade de vida dos pacientes, podendo diminuir a progressão da patologia na sua fase precoce. Alguns autores trouxeram atividades funcionais como exercícios aeróbicos (melhora o fluxo sanguíneo cerebral, aumenta o volume do hipocampo e melhora a neurogênese), teste de marcha (velocidade e comprimento dos passos), equilíbrio (plataformas vibratórias). Essas intervenções fisioterapêuticas acarretam na minimização de suas manifestações clínicas geradas conforme a progressão do mal de Alzheimer. Conclusões: Apesar do treinamento cognitivo agregar-se à fisioterapia motora, a mesma não traz a cura, pois é uma doença irreversível, a fisioterapia colabora retardando o surgimento dos sintomas, tendo uma melhora significativamente na qualidade de vida dos pacientes. Estudos apontam que quem se exercita mais, possuem células nervosas mais saudáveis e o risco de desenvolver o Alzheimer cai pela metade.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"21 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127228494","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
G. Mota, Cecília Mendonça Miranda, Célio de Sousa Ramos Júnior, Marcelle Rodrigues Carneiro de Souza Reis, Aline Souza de Castro
Introdução: A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome clínica complexa que se destaca como um importante problema de saúde pública por sua alta incidência, prevalência e morbimortalidade. Nesse sentido, o conhecimento epidemiológico acerca das hospitalizações por IC em Brasília é de extrema importância, visto que as taxas de internações hospitalares por essa doença estão aumentando e medidas de controle podem ser implementadas através do presente estudo. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar a epidemiologia das hospitalizações com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca em Brasília, no ano de 2020. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado por meio do levantamento de dados secundários obtidos no Sistema de Informação Hospitalar do Sistema único de Saúde (SIH/SUS) referentes aos registros de internações hospitalares com diagnóstico principal de Insuficiência Cardíaca em Brasília em 2020. As variáveis investigadas foram: número de internações, caráter do atendimento, taxa de mortalidade, sexo, idade e raça dos pacientes. Os dados obtidos foram sistematizados, organizados em tabelas e submetidos à estatística descritiva simples. Resultados: Constatou-se que, durante o período analisado, das 14.126 internações hospitalares por doenças do aparelho circulatório, segundo a Classificação Internacional de Doenças, foram hospitalizadas 1.552 (11%) pessoas por Insuficiência Cardíaca em Brasília, o que torna a doença a terceira mais incidente dessa classificação. De acordo com os registros, a maioria (n:1528, 98,5%) possuiu caráter de urgência no atendimento e a média da permanência nos hospitais foi de 11 dias. Em relação a evolução dos casos, 118 dos hospitalizados foram a óbito, revelando que a doença possuiu uma taxa de mortalidade de 7,6%. Em relação aos doentes, os do sexo masculino (n:831, 53,5%) foram a maioria e a faixa etária predominante concentrou-se entre os com 60 a 79 anos. Conclusão: Concluiu-se, que Brasília apresentou um grande número de hospitalizações por Insuficiência Cardíaca no ano de 2020, revelando que a doença apresenta grande impacto na saúde pública da região. Dessa forma, ações de vigilância epidemiológica e de promoção da saúde são necessárias para diminuição e controle da IC, suas complicações e do número de hospitalizações pela doença.
{"title":"PERFIL DAS HOSPITALIZAÇÕES POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA CAPITAL DO BRASIL","authors":"G. Mota, Cecília Mendonça Miranda, Célio de Sousa Ramos Júnior, Marcelle Rodrigues Carneiro de Souza Reis, Aline Souza de Castro","doi":"10.51161/rems/1484","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1484","url":null,"abstract":"Introdução: A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome clínica complexa que se destaca como um importante problema de saúde pública por sua alta incidência, prevalência e morbimortalidade. Nesse sentido, o conhecimento epidemiológico acerca das hospitalizações por IC em Brasília é de extrema importância, visto que as taxas de internações hospitalares por essa doença estão aumentando e medidas de controle podem ser implementadas através do presente estudo. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar a epidemiologia das hospitalizações com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca em Brasília, no ano de 2020. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado por meio do levantamento de dados secundários obtidos no Sistema de Informação Hospitalar do Sistema único de Saúde (SIH/SUS) referentes aos registros de internações hospitalares com diagnóstico principal de Insuficiência Cardíaca em Brasília em 2020. As variáveis investigadas foram: número de internações, caráter do atendimento, taxa de mortalidade, sexo, idade e raça dos pacientes. Os dados obtidos foram sistematizados, organizados em tabelas e submetidos à estatística descritiva simples. Resultados: Constatou-se que, durante o período analisado, das 14.126 internações hospitalares por doenças do aparelho circulatório, segundo a Classificação Internacional de Doenças, foram hospitalizadas 1.552 (11%) pessoas por Insuficiência Cardíaca em Brasília, o que torna a doença a terceira mais incidente dessa classificação. De acordo com os registros, a maioria (n:1528, 98,5%) possuiu caráter de urgência no atendimento e a média da permanência nos hospitais foi de 11 dias. Em relação a evolução dos casos, 118 dos hospitalizados foram a óbito, revelando que a doença possuiu uma taxa de mortalidade de 7,6%. Em relação aos doentes, os do sexo masculino (n:831, 53,5%) foram a maioria e a faixa etária predominante concentrou-se entre os com 60 a 79 anos. Conclusão: Concluiu-se, que Brasília apresentou um grande número de hospitalizações por Insuficiência Cardíaca no ano de 2020, revelando que a doença apresenta grande impacto na saúde pública da região. Dessa forma, ações de vigilância epidemiológica e de promoção da saúde são necessárias para diminuição e controle da IC, suas complicações e do número de hospitalizações pela doença.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129456532","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Paulo Schumann Neto, Lohraine Talia Domingues, Isabela Reis Manzoli, Mariana Caroline Gomes Lima, Diego Soares
Introdução: A malária é uma doença infecciosa de grande relevância na parasitologia, causada essencialmente no cenário brasileiro pelas espécies de protozoários Plasmodium vivax e falciparum. Essa patologia pode ser definida como uma síndrome febril potencialmente grave, em que o principal mecanismo de transmissão ao homem ocorre pelo repasto sanguíneo da fêmea do mosquito Anopheles infectado. Objetivos: Devido a elevada prevalência no número de casos de malária no Brasil, essa doença é considerada uma endemia principalmente na região norte, onde estima-se uma taxa de incidência de 100.000 novos casos por ano. Nesse contexto, são necessários mais estudos que esclareçam a padronização dessa patologia. Ademais, foi levantada a problemática: “Qual a relação entre o agravamento da malária e a patogenicidade das espécies vivax e falciparum?”. Materiais e Métodos: A pesquisa consiste em uma revisão de literatura retrospectiva, objetivando-se esclarecer um panorama da associação entre um maior comprometimento da doença e a atuação de virulência das espécies. Resultados: A partir desse estudo foi possível observar que a malária acentua sua sintomatologia e piora seu prognóstico devido ao tropismo infectante das espécies vivax e falciparum que ao atingirem o estágio de esquizontes possuem preferencialmente um mecanismo de adesão e hemólise dos reticulócitos, uma forma precursora dos eritrócitos maduros, favorecendo assim uma maior suscetibilidade nas apresentações complicadas da doença, como o surgimento de icterícia, esplenomegalia, insuficiência renal aguda além de icterohemorragia caracterizada pela destruição precoce de hemácias. Além disso, esse processo de hemólise pode formar pequenos coágulos evoluindo para tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo. Conclusão: Por meio desse estudo observou-se a existência de uma relação interdependente entre o agravamento da malária e essa forma específica de atuação patogênica das espécies vivax e falciparum capazes de desencadear complicações relevantes para o quadro clínico do paciente.
{"title":"PATOGENICIDADE DAS ESPÉCIES VIVAX E FALCIPARUM NO AGRAVAMENTO DA MALÁRIA","authors":"Paulo Schumann Neto, Lohraine Talia Domingues, Isabela Reis Manzoli, Mariana Caroline Gomes Lima, Diego Soares","doi":"10.51161/rems/1444","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1444","url":null,"abstract":"Introdução: A malária é uma doença infecciosa de grande relevância na parasitologia, causada essencialmente no cenário brasileiro pelas espécies de protozoários Plasmodium vivax e falciparum. Essa patologia pode ser definida como uma síndrome febril potencialmente grave, em que o principal mecanismo de transmissão ao homem ocorre pelo repasto sanguíneo da fêmea do mosquito Anopheles infectado. Objetivos: Devido a elevada prevalência no número de casos de malária no Brasil, essa doença é considerada uma endemia principalmente na região norte, onde estima-se uma taxa de incidência de 100.000 novos casos por ano. Nesse contexto, são necessários mais estudos que esclareçam a padronização dessa patologia. Ademais, foi levantada a problemática: “Qual a relação entre o agravamento da malária e a patogenicidade das espécies vivax e falciparum?”. Materiais e Métodos: A pesquisa consiste em uma revisão de literatura retrospectiva, objetivando-se esclarecer um panorama da associação entre um maior comprometimento da doença e a atuação de virulência das espécies. Resultados: A partir desse estudo foi possível observar que a malária acentua sua sintomatologia e piora seu prognóstico devido ao tropismo infectante das espécies vivax e falciparum que ao atingirem o estágio de esquizontes possuem preferencialmente um mecanismo de adesão e hemólise dos reticulócitos, uma forma precursora dos eritrócitos maduros, favorecendo assim uma maior suscetibilidade nas apresentações complicadas da doença, como o surgimento de icterícia, esplenomegalia, insuficiência renal aguda além de icterohemorragia caracterizada pela destruição precoce de hemácias. Além disso, esse processo de hemólise pode formar pequenos coágulos evoluindo para tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo. Conclusão: Por meio desse estudo observou-se a existência de uma relação interdependente entre o agravamento da malária e essa forma específica de atuação patogênica das espécies vivax e falciparum capazes de desencadear complicações relevantes para o quadro clínico do paciente.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130774202","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Mariana Schmidt Cheaitou, Maria Clara Lopes Rezende, Diúle Nunes Sales, Vitor de Paula Boechat Soares, Sofia d’Anjos Rodrigues
Introdução: O glutamato monossódico (MSG) é um aditivo colocado durante o preparo dos alimentos para potencializar o sabor. Entretanto, o seu consumo em excesso (>2%) pode ocasionar tonturas, cefaléia e dores nos membros 20 minutos após a ingestão. Além disso, os efeitos adversos são mais perceptíveis no sexo feminino em relação ao masculino e se o MSG for consumido após o jejum e dissociado de alimentos. Objetivo: Investigar os efeitos da ingesta de MSG no organismo humano. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de literatura, analisando estudos publicados na base de dados PubMed. A frase de pesquisa foi construída mediante consulta ao MeSH com os descritores: Glutamato monossódico, Enxaqueca e Cefaleia. Resultados: O MSG é capaz de alterar o sabor dos alimentos, já que tende a ser menos palatável. Em relação à dor, é dito que o MSG torna os músculos da mastigação e outros músculos esqueléticos mais sensibilizados e está mais concentrado em regiões dolorosas no músculo, causando diversos tipos de dores, como a craniofacial, além das cefaleias. O MSG desencadeia a liberação de óxido nítrico, que provoca a dilatação de vasos sanguíneos intracranianos e extracranianos, desencadeando a cefaleia. Sabe-se que o MSG está relacionado com toxicidades, como disfunções metabólicas, efeitos neurotóxicos, comprometimento dos órgãos reprodutivos, danos hepáticos, perturbação na fisiologia do tecido adiposo e obesidade. Ademais, o glutamato pode ser encontrado na sua forma natural em alimentos como peixes, tomates, queijos. Tanto glutamato natural, quanto MSG são metabolizados da mesma forma, uma vez que o glutamato é uma proteína importante. O consumo de MSG é vantajoso por reduzir a ingesta de cloreto de sódio, o que ajuda pacientes que necessitam de dietas hipossódica. Porém tal substituição não é totalmente vantajosa, já que o MSG pode causar elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Conclusão: O MSG potente aditivo na culinária, é encontrado em fast food e em temperos prontos. Ele é um estimulador para desencadear ou agravar dores de cabeça, que possuem efeitos mais frequentes nas mulheres, bem como para causar alterações na pressão arterial. Os sintomas são cefaleias, dormências, distúrbios gastrointestinais, tonturas, vómitos.
{"title":"OS EFEITOS DO GLUTAMATO MONOSSÓDICO NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL E NO METABOLISMO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA","authors":"Mariana Schmidt Cheaitou, Maria Clara Lopes Rezende, Diúle Nunes Sales, Vitor de Paula Boechat Soares, Sofia d’Anjos Rodrigues","doi":"10.51161/rems/1497","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1497","url":null,"abstract":"Introdução: O glutamato monossódico (MSG) é um aditivo colocado durante o preparo dos alimentos para potencializar o sabor. Entretanto, o seu consumo em excesso (>2%) pode ocasionar tonturas, cefaléia e dores nos membros 20 minutos após a ingestão. Além disso, os efeitos adversos são mais perceptíveis no sexo feminino em relação ao masculino e se o MSG for consumido após o jejum e dissociado de alimentos. Objetivo: Investigar os efeitos da ingesta de MSG no organismo humano. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de literatura, analisando estudos publicados na base de dados PubMed. A frase de pesquisa foi construída mediante consulta ao MeSH com os descritores: Glutamato monossódico, Enxaqueca e Cefaleia. Resultados: O MSG é capaz de alterar o sabor dos alimentos, já que tende a ser menos palatável. Em relação à dor, é dito que o MSG torna os músculos da mastigação e outros músculos esqueléticos mais sensibilizados e está mais concentrado em regiões dolorosas no músculo, causando diversos tipos de dores, como a craniofacial, além das cefaleias. O MSG desencadeia a liberação de óxido nítrico, que provoca a dilatação de vasos sanguíneos intracranianos e extracranianos, desencadeando a cefaleia. Sabe-se que o MSG está relacionado com toxicidades, como disfunções metabólicas, efeitos neurotóxicos, comprometimento dos órgãos reprodutivos, danos hepáticos, perturbação na fisiologia do tecido adiposo e obesidade. Ademais, o glutamato pode ser encontrado na sua forma natural em alimentos como peixes, tomates, queijos. Tanto glutamato natural, quanto MSG são metabolizados da mesma forma, uma vez que o glutamato é uma proteína importante. O consumo de MSG é vantajoso por reduzir a ingesta de cloreto de sódio, o que ajuda pacientes que necessitam de dietas hipossódica. Porém tal substituição não é totalmente vantajosa, já que o MSG pode causar elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Conclusão: O MSG potente aditivo na culinária, é encontrado em fast food e em temperos prontos. Ele é um estimulador para desencadear ou agravar dores de cabeça, que possuem efeitos mais frequentes nas mulheres, bem como para causar alterações na pressão arterial. Os sintomas são cefaleias, dormências, distúrbios gastrointestinais, tonturas, vómitos.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"12 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130259907","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Diego Soares, Isabela Reis Manzoli, Lohraine Talia Domingues, Paulo Schumann Neto, Mariana Caroline Gomes Lima
Introdução: A leishmaniose tegumentar americana cutânea é um tipo de doença infecciosa não contagiosa causada por um protozoário do gênero Leishmania sp. que acomete principalmente a pele e as mucosas. Ademais, a transmissão é pelo repasto sanguíneo do mosquito flebotomíneo infectado com a forma promastigota presente na saliva do inseto. Além disso, essa patologia caracteriza-se por um acometimento de lesão ulcerada indolor única ou múltipla. Objetivos: Devido a elevada prevalência no número de casos de leishmaniose cutânea na região norte brasileira essa doença pode ser definida como uma endemia, uma vez que foram registrados nessa macrorregião cerca de 30% de todos os casos notificados em 2017. Nesse contexto, é primordial mais estudos que esclareçam a padronização dessa enfermidade. Dessa forma, foi levantada a seguinte problemática “Como ocorrem os fatores imunológicos de patogenicidade da leishmaniose? ”.Materiais e Método: A pesquisa consiste em uma revisão de literatura retrospectiva, com o intuito de elucidar o papel imunológico de virulência da infecção por leishmaniose cutânea. Resultados: A partir desse estudo foi possível observar que durante a picada do mosquito já se libera uma substância vasodilatadora chamada Maxidilan presente na saliva do flebotomíneo capaz de inibir as células apresentadoras de Antígenos (APC) e a citocina IL-12 que são responsáveis por desencadear a ativação da resposta imune contra os patógenos, favorecendo assim a infecção. Outrossim, os mecanismo sinalizadores de células, a ligação do parasita e a influência dos co-estimuladores de determinadas citocinas corroboram a disseminação do parasita, uma vez que por meio da inibição das células que apresentam esse antígeno, a leishmania consegue através da sua forma ativa começar um mecanismo de tropismo migrando para as regiões de sua preferência infectante onde induz a estimulação de macrófagos fixos se ligando a eles por estimuladores e inibindo o processo de fagocitose. Conclusão: Por meio desse estudo observou-se um importante aspecto de patogenicidade associado aos aspectos imunológicos presentes durante a infecção que oferece vantagem ao parasita sobre o sistema imune do hospedeiro.
{"title":"ASPECTOS IMUNOLÓGICOS DE PATOGENICIDADE DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA CUTÂNEA","authors":"Diego Soares, Isabela Reis Manzoli, Lohraine Talia Domingues, Paulo Schumann Neto, Mariana Caroline Gomes Lima","doi":"10.51161/rems/1445","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1445","url":null,"abstract":"Introdução: A leishmaniose tegumentar americana cutânea é um tipo de doença infecciosa não contagiosa causada por um protozoário do gênero Leishmania sp. que acomete principalmente a pele e as mucosas. Ademais, a transmissão é pelo repasto sanguíneo do mosquito flebotomíneo infectado com a forma promastigota presente na saliva do inseto. Além disso, essa patologia caracteriza-se por um acometimento de lesão ulcerada indolor única ou múltipla. Objetivos: Devido a elevada prevalência no número de casos de leishmaniose cutânea na região norte brasileira essa doença pode ser definida como uma endemia, uma vez que foram registrados nessa macrorregião cerca de 30% de todos os casos notificados em 2017. Nesse contexto, é primordial mais estudos que esclareçam a padronização dessa enfermidade. Dessa forma, foi levantada a seguinte problemática “Como ocorrem os fatores imunológicos de patogenicidade da leishmaniose? ”.Materiais e Método: A pesquisa consiste em uma revisão de literatura retrospectiva, com o intuito de elucidar o papel imunológico de virulência da infecção por leishmaniose cutânea. Resultados: A partir desse estudo foi possível observar que durante a picada do mosquito já se libera uma substância vasodilatadora chamada Maxidilan presente na saliva do flebotomíneo capaz de inibir as células apresentadoras de Antígenos (APC) e a citocina IL-12 que são responsáveis por desencadear a ativação da resposta imune contra os patógenos, favorecendo assim a infecção. Outrossim, os mecanismo sinalizadores de células, a ligação do parasita e a influência dos co-estimuladores de determinadas citocinas corroboram a disseminação do parasita, uma vez que por meio da inibição das células que apresentam esse antígeno, a leishmania consegue através da sua forma ativa começar um mecanismo de tropismo migrando para as regiões de sua preferência infectante onde induz a estimulação de macrófagos fixos se ligando a eles por estimuladores e inibindo o processo de fagocitose. Conclusão: Por meio desse estudo observou-se um importante aspecto de patogenicidade associado aos aspectos imunológicos presentes durante a infecção que oferece vantagem ao parasita sobre o sistema imune do hospedeiro.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"15 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128230633","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
M. S. Santos, Chrisley Hyasmim Lira Gonçalves, J. P. Araújo, Igor Oliveira Da Silva, Raquel Lopes Cavalcanti
Introdução: A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. Em tempos de pandemia, a ansiedade no ambiente odontológico vem aumentando significativamente estando atrelada a sentimentos de nervosismo, tensão e preocupação frente ao risco de contaminação pela doença, tornando desta forma a prática do manejo de pacientes ansiosos uma etapa fundamental para o sucesso do tratamento odontológico. Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais aspectos da COVID-19 e suas implicações no ambiente odontológico quanto a ansiedade, a fim de identificar os fatores que impedem ou dificultam um paciente a procurar o atendimento odontológico em tempos de COVID-19. Nessa perspectiva, justifica-se a realização deste trabalho em função da necessidade para o desenvolvimento de pesquisas acerca da transmissão da COVID-19 e o impacto dessa doença no cotidiano clínico do cirurgião-dentista. Material e Métodos: Para isso foi realizada uma revisão narrativa de literatura com base nos dados do PUBMED, BVS, NCBI e SCIELO, publicados em âmbitos nacionais e internacionais nos anos de 2020 e 2021. Resultados: Sintomas de ansiedade e medo ao tratamento odontológico aumentaram significativamente na pandemia da COVID-19, em função do contato íntimo entre o paciente e o profissional dentista aumentando-se o risco para a contaminação por esta doença. Conclusão: Nesse sentido, é necessário um maior investimento nos equipamentos de proteção individual, como também, a divulgação das práticas de biossegurança em ambiente odontológico, e as atualizações que essas práticas tiveram, para que assim haja uma diminuição da transmissão de microrganismos, para que ocorra uma diminuição da taxa de infecções cruzando, dessa maneira, diminuindo o medo e mantendo mais confortável para o atendimento odontológico.
{"title":"MEDO DE CONTAMINAÇÃO PELO CORONAVÍRUS DURANTE O ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO: UMA REVISÃO NARRATIVA","authors":"M. S. Santos, Chrisley Hyasmim Lira Gonçalves, J. P. Araújo, Igor Oliveira Da Silva, Raquel Lopes Cavalcanti","doi":"10.51161/REMS/1440","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/REMS/1440","url":null,"abstract":"Introdução: A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. Em tempos de pandemia, a ansiedade no ambiente odontológico vem aumentando significativamente estando atrelada a sentimentos de nervosismo, tensão e preocupação frente ao risco de contaminação pela doença, tornando desta forma a prática do manejo de pacientes ansiosos uma etapa fundamental para o sucesso do tratamento odontológico. Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais aspectos da COVID-19 e suas implicações no ambiente odontológico quanto a ansiedade, a fim de identificar os fatores que impedem ou dificultam um paciente a procurar o atendimento odontológico em tempos de COVID-19. Nessa perspectiva, justifica-se a realização deste trabalho em função da necessidade para o desenvolvimento de pesquisas acerca da transmissão da COVID-19 e o impacto dessa doença no cotidiano clínico do cirurgião-dentista. Material e Métodos: Para isso foi realizada uma revisão narrativa de literatura com base nos dados do PUBMED, BVS, NCBI e SCIELO, publicados em âmbitos nacionais e internacionais nos anos de 2020 e 2021. Resultados: Sintomas de ansiedade e medo ao tratamento odontológico aumentaram significativamente na pandemia da COVID-19, em função do contato íntimo entre o paciente e o profissional dentista aumentando-se o risco para a contaminação por esta doença. Conclusão: Nesse sentido, é necessário um maior investimento nos equipamentos de proteção individual, como também, a divulgação das práticas de biossegurança em ambiente odontológico, e as atualizações que essas práticas tiveram, para que assim haja uma diminuição da transmissão de microrganismos, para que ocorra uma diminuição da taxa de infecções cruzando, dessa maneira, diminuindo o medo e mantendo mais confortável para o atendimento odontológico.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"214 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116282435","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: O sangue é dividido em três partes: serie branca, serie vermelha e plasma. A serie branca é fundamental para o sistema imunológico humano, pois combate substâncias estranhas ao organismo, sendo dividida em 2 grupos: granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos (monócitos e linfócitos). Em especial neste trabalho daremos ênfase aos eosinófilos, células granuladas responsáveis principalmente por reações alérgicas e parasitarias; porém, em alguns casos podendo estar relacionados com quadros graves de síndrome hipereosinofílica, onde os eosinófilos se apresentam elevados no esfregaço sanguíneo do paciente (Valor relativo: ≥ 15%). Esta produção aumentada de eosinófilos pela medula óssea acaba resultando em liberação de células displásicas (“Harlequin Cell”) na corrente sanguínea, podendo ser indicativo de neoplasias. Objetivo: Realizar estudo de revisão sobre o significado clínico da presença de eosinófilos displásicos em esfregaço sanguíneo dos pacientes com síndrome hipereosinofílica. Metodologia: Revisão bibliográfica realizada com base em artigos disponíveis no Pubmed de característica online e gratuito dos anos de 2015 a 2021, utilizando os seguintes descritores: eosinófilos displásicos; síndrome hipereosinofílica; leucemia eosinofílica. Resultados: A síndrome hipereosinofílica primaria também conhecida como neoplásica, relaciona o aumento de eosinófilos no sangue periférico com uma anormalidade clonal dos mesmos na medula óssea (mutação genética), sendo alusivo ao aparecimento de eosinófilos displásicos com granulações roxo-violeta e tamanho aumentado (grânulos metacromáticos), esses eosinófilos com morfologia desconforme são conhecidos na hematologia como “Harlequin Cell”. O aparecimento dessas células no hemograma de pacientes com síndrome hipereosinofília primaria em conjunto com sintomas apresentados pode ser um indicativo precoce de uma leucemia mielóide aguda (LMA) ou leucemia eosinofílica, sendo assim é importante observar e relatar esse tipo de anomalia visualizada no esfregaço sanguíneo do paciente. Conclusão: Apesar do estudo sobre o “Harlequin Cell” ser muito escasso devido ao seu baixo número de casos, se faz necessário mais estudos e investigações clínicos/laboratoriais, pois o mesmo pode ser um forte indício prévio de neoplasias hematológicas.
{"title":"SIGNIFICADO CLÍNICO DE “HARLEQUIN CELL” NA SÍNDROME HIPEREOSINOFÍLICA PRIMARIA: ESTUDO DE REVISÃO","authors":"Júlia Morales Rodrigues, C. Biberg","doi":"10.51161/rems/1513","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1513","url":null,"abstract":"Introdução: O sangue é dividido em três partes: serie branca, serie vermelha e plasma. A serie branca é fundamental para o sistema imunológico humano, pois combate substâncias estranhas ao organismo, sendo dividida em 2 grupos: granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos (monócitos e linfócitos). Em especial neste trabalho daremos ênfase aos eosinófilos, células granuladas responsáveis principalmente por reações alérgicas e parasitarias; porém, em alguns casos podendo estar relacionados com quadros graves de síndrome hipereosinofílica, onde os eosinófilos se apresentam elevados no esfregaço sanguíneo do paciente (Valor relativo: ≥ 15%). Esta produção aumentada de eosinófilos pela medula óssea acaba resultando em liberação de células displásicas (“Harlequin Cell”) na corrente sanguínea, podendo ser indicativo de neoplasias. Objetivo: Realizar estudo de revisão sobre o significado clínico da presença de eosinófilos displásicos em esfregaço sanguíneo dos pacientes com síndrome hipereosinofílica. Metodologia: Revisão bibliográfica realizada com base em artigos disponíveis no Pubmed de característica online e gratuito dos anos de 2015 a 2021, utilizando os seguintes descritores: eosinófilos displásicos; síndrome hipereosinofílica; leucemia eosinofílica. Resultados: A síndrome hipereosinofílica primaria também conhecida como neoplásica, relaciona o aumento de eosinófilos no sangue periférico com uma anormalidade clonal dos mesmos na medula óssea (mutação genética), sendo alusivo ao aparecimento de eosinófilos displásicos com granulações roxo-violeta e tamanho aumentado (grânulos metacromáticos), esses eosinófilos com morfologia desconforme são conhecidos na hematologia como “Harlequin Cell”. O aparecimento dessas células no hemograma de pacientes com síndrome hipereosinofília primaria em conjunto com sintomas apresentados pode ser um indicativo precoce de uma leucemia mielóide aguda (LMA) ou leucemia eosinofílica, sendo assim é importante observar e relatar esse tipo de anomalia visualizada no esfregaço sanguíneo do paciente. Conclusão: Apesar do estudo sobre o “Harlequin Cell” ser muito escasso devido ao seu baixo número de casos, se faz necessário mais estudos e investigações clínicos/laboratoriais, pois o mesmo pode ser um forte indício prévio de neoplasias hematológicas.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"120 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123601544","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Maralucia Souza De Jesus, Dyovana Raissa de Souza Barros, L. G. C. D. Silva, Tainá Alves Dos Santos Beserra, Itamires Laiz Coimbra
Introdução: De acordo com o Ministério da Saúde, 2016). Sabe-se a grande importância do envolvimento consciente e ativo do homem no planejamento familiar, com isso o pré-natal do parceiro é uma das ações da PNAISH (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem) instituída pela Portaria GM/MS nº 1.944, de 27 de agosto de 2009, sendo uma porta de entrada ao cuidado da saúde do homem, visando a prevenção, promoção e tratamento de saúde e à adoção de estilo de vida mais saudável. Historicamente a educação continuada é utilizada por muitos profissionais, pois produz conhecimento e melhora a habilidade dos que buscam conhecimento mesmo após a graduação. Nesse contexto, percebeu-se a necessidade de elaboração de um material voltado aos profissionais de saúde, contendo informações do benefício da realização do pré-natal do parceiro e como proceder frente aos cuidados na saúde do homem. Objetivos: Demonstrar a importância da realização do pré-natal do parceiro. Descrever passo a passo das intervenções e orientações a serem realizadas durante o atendimento ao pré-natal. Material e Métodos: O banner foi realizado em grupo, contendo um mapa mental ressaltando a importância do pré-natal do parceiro, um fluxograma sobre a condutas de enfermagem, e um quadro com os exames e procedimentos a serem realizados. Resultados: Os resultados obtidos foram é a melhoria no atendimento aos pacientes, realização dos exames e procedimentos realizados no pré-natal do parceiro. Conclusão: Conclui-se que o pré-natal do parceiro deve ser realizado juntamente com o pré-natal da gestante, com realização de exames e cuidados voltados para a saúde do homem, envolvendo-o no planejamento familiar. Assim como a gestante precisa de uma assistência especial, a saúde do homem não pode ser deixada em segundo plano, sendo uma oportunidade de realização de exames para prevenção de agravos.
{"title":"USO DE BANNER INFORMATIVO SOBRE PRÉ-NATAL DO PARCEIRO: ORIENTAÇÃO SOBRE A CONDUTA DE ENFERMAGEM FRENTE A SAÚDE DO HOMEM","authors":"Maralucia Souza De Jesus, Dyovana Raissa de Souza Barros, L. G. C. D. Silva, Tainá Alves Dos Santos Beserra, Itamires Laiz Coimbra","doi":"10.51161/rems/1507","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1507","url":null,"abstract":"Introdução: De acordo com o Ministério da Saúde, 2016). Sabe-se a grande importância do envolvimento consciente e ativo do homem no planejamento familiar, com isso o pré-natal do parceiro é uma das ações da PNAISH (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem) instituída pela Portaria GM/MS nº 1.944, de 27 de agosto de 2009, sendo uma porta de entrada ao cuidado da saúde do homem, visando a prevenção, promoção e tratamento de saúde e à adoção de estilo de vida mais saudável. Historicamente a educação continuada é utilizada por muitos profissionais, pois produz conhecimento e melhora a habilidade dos que buscam conhecimento mesmo após a graduação. Nesse contexto, percebeu-se a necessidade de elaboração de um material voltado aos profissionais de saúde, contendo informações do benefício da realização do pré-natal do parceiro e como proceder frente aos cuidados na saúde do homem. Objetivos: Demonstrar a importância da realização do pré-natal do parceiro. Descrever passo a passo das intervenções e orientações a serem realizadas durante o atendimento ao pré-natal. Material e Métodos: O banner foi realizado em grupo, contendo um mapa mental ressaltando a importância do pré-natal do parceiro, um fluxograma sobre a condutas de enfermagem, e um quadro com os exames e procedimentos a serem realizados. Resultados: Os resultados obtidos foram é a melhoria no atendimento aos pacientes, realização dos exames e procedimentos realizados no pré-natal do parceiro. Conclusão: Conclui-se que o pré-natal do parceiro deve ser realizado juntamente com o pré-natal da gestante, com realização de exames e cuidados voltados para a saúde do homem, envolvendo-o no planejamento familiar. Assim como a gestante precisa de uma assistência especial, a saúde do homem não pode ser deixada em segundo plano, sendo uma oportunidade de realização de exames para prevenção de agravos.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"58 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121248514","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: As infecções por herpesvírus humanos conduzem a uma ampla sintomatologia. Desse modo, caracterizam-se princialmente pelo estabelecimento de uma infecção latente nas células nervosas, com a possibilidade de reativação por estímulos biológicos, psicológicos ou ambientais. Essas infecções são bastante importantes em indivíduos imunodeprimidos sejam eles acometidos pelo vírus HIV, algumas neoplasias, pacientes em tratamentos com quimioterápicos dentre outros comprometimentos. De acordo com a evolução da patologia os sintomas podem até provocar a morte. As grávidas por sua vez tendem a desenvolver a infecção com mais facilidade, uma vez que pode ser transmitida para o feto (transmissão vertical). Objetivo: Investigar e comprovar a virologia do Herpes zoster em relação à clínica e abordagem farmacoterapêutica. Metodologia: A realização deste estudo foi embasada em pesquisas de abordagem qualitativa e descritiva, quanto aos procedimentos, revisão bibliográfica ou método de revisão integrativa da literatura. Os dados foram coletados nas bases de dados SciELO, BDENF, LILACS e MEDLINE. A seleção dos artigos obedeceu aos critérios que abordassem o tema em questão com recorte temporal de 2015 a 2021. Resultados: Estudo comprovam que o tratamento farmacológico do Herpes zoster inclui dois aspéctos básicos principais: O uso de antiretrovirais e a diminuição da sintomatologia da dor. O aciclovir é o medicamento antivral de primeira escolha, seguida de fanciclovir e valaciclovir estes possuem uma posologia de melhor adesão pelo paciente, porém uma desvantagem é seu custo elevado, o que acaba dificultando o processo de tratamento da doença. Conclusão: A posologia em geral tem duração de sete dias, as doses iniciais recomendadas são: Aciclovir 800 mg, cinco vezes ao dia; Valaciclovir 1000 mg, três vezes ao dia; Fanciclovir 500 mg, três vezes ao dia. Para o manejo da neurite aguda, pode-se fazer uso de paracetamol, dipirona ou anti-inflamatórios não-esteroides. No caso de dor moderada a grave, pode-se associar analgésicos opióides, como codeína ou tramadol, também é possível utilizar pomadas e cremes específicos para este fim, no entanto vale salientar que a aplicação desses medicamentos deve ser sempre realizada com espátulas ou cotonetes, para evitar o contágio e a propagação do vírus.
{"title":"VIROLOGIA DO HERPES ZOSTER ABORDAGEM CLÍNICA E FARMACOTERAPÊUTICA","authors":"J. Apolinário","doi":"10.51161/rems/1435","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/rems/1435","url":null,"abstract":"Introdução: As infecções por herpesvírus humanos conduzem a uma ampla sintomatologia. Desse modo, caracterizam-se princialmente pelo estabelecimento de uma infecção latente nas células nervosas, com a possibilidade de reativação por estímulos biológicos, psicológicos ou ambientais. Essas infecções são bastante importantes em indivíduos imunodeprimidos sejam eles acometidos pelo vírus HIV, algumas neoplasias, pacientes em tratamentos com quimioterápicos dentre outros comprometimentos. De acordo com a evolução da patologia os sintomas podem até provocar a morte. As grávidas por sua vez tendem a desenvolver a infecção com mais facilidade, uma vez que pode ser transmitida para o feto (transmissão vertical). Objetivo: Investigar e comprovar a virologia do Herpes zoster em relação à clínica e abordagem farmacoterapêutica. Metodologia: A realização deste estudo foi embasada em pesquisas de abordagem qualitativa e descritiva, quanto aos procedimentos, revisão bibliográfica ou método de revisão integrativa da literatura. Os dados foram coletados nas bases de dados SciELO, BDENF, LILACS e MEDLINE. A seleção dos artigos obedeceu aos critérios que abordassem o tema em questão com recorte temporal de 2015 a 2021. Resultados: Estudo comprovam que o tratamento farmacológico do Herpes zoster inclui dois aspéctos básicos principais: O uso de antiretrovirais e a diminuição da sintomatologia da dor. O aciclovir é o medicamento antivral de primeira escolha, seguida de fanciclovir e valaciclovir estes possuem uma posologia de melhor adesão pelo paciente, porém uma desvantagem é seu custo elevado, o que acaba dificultando o processo de tratamento da doença. Conclusão: A posologia em geral tem duração de sete dias, as doses iniciais recomendadas são: Aciclovir 800 mg, cinco vezes ao dia; Valaciclovir 1000 mg, três vezes ao dia; Fanciclovir 500 mg, três vezes ao dia. Para o manejo da neurite aguda, pode-se fazer uso de paracetamol, dipirona ou anti-inflamatórios não-esteroides. No caso de dor moderada a grave, pode-se associar analgésicos opióides, como codeína ou tramadol, também é possível utilizar pomadas e cremes específicos para este fim, no entanto vale salientar que a aplicação desses medicamentos deve ser sempre realizada com espátulas ou cotonetes, para evitar o contágio e a propagação do vírus.","PeriodicalId":275879,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Saúde On-line","volume":"45 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115756860","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}