Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261652
Mateus Costa Santos, J. D. Da Costa, Fernanda Viana de Alcantara
O estudo analisa as similaridades, fragilidades, diferenças e potencialidades no que diz respeito do acesso da água em Portugal e Brasil sobretudo nas unidades territoriais do Baixo Alentejo e no Território Sudoeste Baiano respectivamente, sob o contexto das políticas públicas direcionadas aos espaços rurais dentro dos prenúncios das mudanças climáticas. À luz dos procedimentos metodológicos, estabeleceu-se por meio do estágio de investigação no exterior contato à rede de pesquisadores do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), e grupos de trabalho que realizam estudos sobre esse temário e vertentes correlatas em Portugal, busca pela literatura proveniente das bases teóricas que referenciam os contextos de estudo, tanto brasileiras, quanto portuguesas, dados secundários disponíveis nos sites das plataformas do: Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Estatística (INE), em especial o trabalho de campo nas áreas/regiões investigadas a ida aos campos de estudos para realizar entrevista, fotografias da materialidade espacial. Ao estudar as mencionadas regiões com características geoambientais próximas é possível destacar algumas nuances com relação às políticas hídricas, investimentos e subsídios ocupação territorial e as dificuldades encontradas no contexto climático.
本研究分析了葡萄牙和巴西在获取水资源方面的相似之处、弱点、差异和潜力,特别是在面对气候变化的农村地区公共政策背景下,分别在 Baixo Alentejo 和 Bahia 西南地区的领土单位。在研究方法上,通过在国外的研究实习,与地理和空间规划研究所(IGOT)的研究人员网 络以及在葡萄牙就该主题和相关方面开展研究的工作组建立了联系,从理论基础中搜索了参 考研究背景的巴西和葡萄牙文献,并在以下平台的网站上获得了二手数据:巴西地理和统计研究所(IBGE)、国家统计研究所(INE),特别是在所调查的地区/区域进行实地考察,前往研究领域进行访谈,拍摄空间材料照片。通过对上述具有类似地理环境特征的地区进行研究,可以发现与水政策、投资和补贴、领土占用以及在气候背景下遇到的困难有关的一些细微差别。
{"title":"As políticas públicas de água e os desafios da agricultura familiar no semiárido: contextos do Baixo Alentejo (Portugal) e Sudoeste Baiano (Brasil)","authors":"Mateus Costa Santos, J. D. Da Costa, Fernanda Viana de Alcantara","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261652","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261652","url":null,"abstract":"O estudo analisa as similaridades, fragilidades, diferenças e potencialidades no que diz respeito do acesso da água em Portugal e Brasil sobretudo nas unidades territoriais do Baixo Alentejo e no Território Sudoeste Baiano respectivamente, sob o contexto das políticas públicas direcionadas aos espaços rurais dentro dos prenúncios das mudanças climáticas. À luz dos procedimentos metodológicos, estabeleceu-se por meio do estágio de investigação no exterior contato à rede de pesquisadores do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), e grupos de trabalho que realizam estudos sobre esse temário e vertentes correlatas em Portugal, busca pela literatura proveniente das bases teóricas que referenciam os contextos de estudo, tanto brasileiras, quanto portuguesas, dados secundários disponíveis nos sites das plataformas do: Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Estatística (INE), em especial o trabalho de campo nas áreas/regiões investigadas a ida aos campos de estudos para realizar entrevista, fotografias da materialidade espacial. Ao estudar as mencionadas regiões com características geoambientais próximas é possível destacar algumas nuances com relação às políticas hídricas, investimentos e subsídios ocupação territorial e as dificuldades encontradas no contexto climático.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"2004 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140246495","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261638
Eliene Brito Teixeira
O artigo aborda a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com destaque para o Acampamento Resistência Terra Cabana localizado em Benevides, Pará, Brasil. O estudo busca refletir as formas de organização das mulheres negras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e suas estratégias de luta e resistência no Acampamento Terra Cabana localizado em Benevides, Pará, Brasil, utilizando o prisma do território como lente de análise. A pesquisa destaca a interseccionalidade entre gênero, raça e classe social e enfatiza a importância de reconhecer e valorizar as contribuições das mulheres negras para a luta pela reforma agrária e pela justiça social. Essa vivência reflete como as mulheres negras desempenham papéis cruciais dentro do MST, ocupando posições de liderança e influenciando diretamente o funcionamento do acampamento. Elas são agentes ativos na organização de mobilizações e na articulação de estratégias de resistência, na defesa de seus direitos e na promoção de mudanças sociais. Em suma, o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre as dinâmicas de poder e resistência no contexto rural brasileiro, enfatizando o protagonismo das mulheres negras no MST e sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. As experiências e perspectivas dessas mulheres evidenciam um processo contínuo de luta pelos direitos e de construção de identidade, que inspira e fortalece não apenas o movimento de mulheres, mas também o movimento social como um todo.
文章论述了无地农村工人运动(MST)的斗争,重点是位于巴西帕拉州贝内维德斯的 Terra Cabana 抵抗营地。本研究试图以领土为分析视角,反思黑人妇女在无地农村工人运动(MST)中的组织形式,以及她们在位于巴西帕拉州贝内维德斯的 Terra Cabana 抵抗营中的斗争和抵抗策略。研究强调了性别、种族和社会阶层之间的交叉性,并强调了承认和重视黑人妇女对土地改革和社会正义斗争所做贡献的重要性。这一经验反映了黑人妇女如何在蒙特塞拉特运动中发挥关键作用,担任领导职务并直接影响营地的运作。她们是组织动员、阐明抵抗战略、捍卫自身权利和促进社会变革的积极力量。总之,这项研究有助于人们更广泛地了解巴西农村地区的权力和反抗动态,强调黑人妇女在巴西工人运动中的作用,以及她们为建设一个更加公正和平等的社会所做的贡献。这些妇女的经历和观点表明,她们一直在争取权利和建立身份认同,这不仅激励和加强了妇女运动,也激励和加强了整个社会运动。
{"title":"Mulher negra sem terra: experiências de luta das acampadas de um território na Amazônia Paraense","authors":"Eliene Brito Teixeira","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261638","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261638","url":null,"abstract":"O artigo aborda a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com destaque para o Acampamento Resistência Terra Cabana localizado em Benevides, Pará, Brasil. O estudo busca refletir as formas de organização das mulheres negras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e suas estratégias de luta e resistência no Acampamento Terra Cabana localizado em Benevides, Pará, Brasil, utilizando o prisma do território como lente de análise. A pesquisa destaca a interseccionalidade entre gênero, raça e classe social e enfatiza a importância de reconhecer e valorizar as contribuições das mulheres negras para a luta pela reforma agrária e pela justiça social. Essa vivência reflete como as mulheres negras desempenham papéis cruciais dentro do MST, ocupando posições de liderança e influenciando diretamente o funcionamento do acampamento. Elas são agentes ativos na organização de mobilizações e na articulação de estratégias de resistência, na defesa de seus direitos e na promoção de mudanças sociais. Em suma, o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre as dinâmicas de poder e resistência no contexto rural brasileiro, enfatizando o protagonismo das mulheres negras no MST e sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. As experiências e perspectivas dessas mulheres evidenciam um processo contínuo de luta pelos direitos e de construção de identidade, que inspira e fortalece não apenas o movimento de mulheres, mas também o movimento social como um todo.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"9 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140247474","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261628
Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro
Este artigo tem por objeto de estudo materiais educativos elaborados por programas educacionais do agronegócio, direta ou indiretamente vinculados à Educação Ambiental (EA). Considerando a inserção deste setor na educação, a análise de suas intencionalidades, bem como de seus possíveis reflexos na sociedade, pode ser um instrumento importante para a avaliação de suas condutas e para tomada de decisões. No que diz respeito à questão ambiental, a investigação da atuação do agronegócio torna-se ainda mais relevante, haja vista os dados e denúncias existentes sobre seus impactos nocivos ao meio ambiente, resultantes de sua expansão econômica predatória. De forma a investigar essas questões, optamos pela análise documental de três publicações, de diferentes entidades, voltadas para o público infantil: Tecendo Conexões, nº 5 (Programa Agrinho/Faep); Agronegócio: sua vida depende dele (Programa Educacional Agronegócio na Escola/Abag-RP); e Capitã Recicla nº 2 (Programa Óleo Sustentável/Abiove e Sindóleo). Os resultados demonstram que, além de um discurso que mascara a questão agrária, a atuação do agronegócio na EA promove, majoritariamente, ainda que em diferentes graus e formatos, um discurso conservador e de tendência pragmática, com ênfase em abordagens educacionais tradicionais e comportamentalistas.
{"title":"“Passando a boiada\" na Educação Ambiental: os programas educacionais do agronegócio","authors":"Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261628","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261628","url":null,"abstract":"Este artigo tem por objeto de estudo materiais educativos elaborados por programas educacionais do agronegócio, direta ou indiretamente vinculados à Educação Ambiental (EA). Considerando a inserção deste setor na educação, a análise de suas intencionalidades, bem como de seus possíveis reflexos na sociedade, pode ser um instrumento importante para a avaliação de suas condutas e para tomada de decisões. No que diz respeito à questão ambiental, a investigação da atuação do agronegócio torna-se ainda mais relevante, haja vista os dados e denúncias existentes sobre seus impactos nocivos ao meio ambiente, resultantes de sua expansão econômica predatória. De forma a investigar essas questões, optamos pela análise documental de três publicações, de diferentes entidades, voltadas para o público infantil: Tecendo Conexões, nº 5 (Programa Agrinho/Faep); Agronegócio: sua vida depende dele (Programa Educacional Agronegócio na Escola/Abag-RP); e Capitã Recicla nº 2 (Programa Óleo Sustentável/Abiove e Sindóleo). Os resultados demonstram que, além de um discurso que mascara a questão agrária, a atuação do agronegócio na EA promove, majoritariamente, ainda que em diferentes graus e formatos, um discurso conservador e de tendência pragmática, com ênfase em abordagens educacionais tradicionais e comportamentalistas.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"5 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140247485","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261684
N. Dourado, Guiomar Inez Germani
A territorialização da agricultura capitalista e a territorialização da agroecologia camponesa estão em permanente disputa, constituem territorialidades distintas e representam paradigmas de desenvolvimento antagônicos. Com o intuito de compreender os processos sociais que impulsionam a territorialização da agroecologia, o presente artigo propõe uma proposta de mapeamento e análise de algumas experiências impulsionadoras da agroecologia em curso no estado da Bahia, nas suas múltiplas dimensões, envolvendo experiências no âmbito da construção do conhecimento, da produção, da comercialização, da assistência técnica e extensão rural, da organização social e políticas públicas, empreendida por diferentes sujeitos, organizações e movimentos, que ajudam a promover a territorialização da agroecologia como contraponto ao processo de territorialização do agronegócio.
{"title":"Agroecologia, questão agrária e processos de territorialização: uma proposta de mapeamento a partir da realidade do campo baiano","authors":"N. Dourado, Guiomar Inez Germani","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261684","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261684","url":null,"abstract":"A territorialização da agricultura capitalista e a territorialização da agroecologia camponesa estão em permanente disputa, constituem territorialidades distintas e representam paradigmas de desenvolvimento antagônicos. Com o intuito de compreender os processos sociais que impulsionam a territorialização da agroecologia, o presente artigo propõe uma proposta de mapeamento e análise de algumas experiências impulsionadoras da agroecologia em curso no estado da Bahia, nas suas múltiplas dimensões, envolvendo experiências no âmbito da construção do conhecimento, da produção, da comercialização, da assistência técnica e extensão rural, da organização social e políticas públicas, empreendida por diferentes sujeitos, organizações e movimentos, que ajudam a promover a territorialização da agroecologia como contraponto ao processo de territorialização do agronegócio.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"70 3","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140247590","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261650
T. Pinto, Ariovaldo Umbelino De Oliveira
O assentamento Comuna da Terra Milton Santos criado em 2006, localiza-se em área entre os municípios paulistas de Cosmópolis e Americana em um contexto de extensa produção de cana-de-açúcar, de conflitos pela terra, de processos de grilagem e uso de terras públicas pelo setor sucroenergético. Dessa maneira, o objetivo deste texto é apresentar e discutir o quadro fundiário em questão e contribuir para a pesquisa acerca de distintas formas de apropriação e uso da terra por grupos sociais em conflito, notadamente a Usina Açucareira Ester, representante do setor sucroenergético e os assentados da Comuna da terra Milton Santos. Partimos da análise teórica e documental e trabalho de campo para elucidar a problemática e o conflito em foco. Tais análises evidenciaram documentações inválidas da propriedade de terras pela Usina Açucareira Ester. E ainda, constatamos o uso de terras públicas pela Usina, anteriormente confiscadas pelo Estado, para a plantação de cana-de-açúcar, mantendo o monopólio sobre a terra. Por outra via, a Comuna da Terra Milton Santos, assim, instalada nesse meio, em fração de terras públicas, configura uma intervenção política e social enquanto assentamento que vislumbra e efetiva, apesar de dificuldades técnicas e infraestruturais, outra perspectiva para a produção agrícola, notadamente, associada a um projeto de desenvolvimento sustentável, diferentemente da produção agroindustrial.
米尔顿-桑托斯土地公社定居点创建于 2006 年,位于圣保罗 Cosmópolis 市和 Americana 市之间的一个地区,该地区存在大量甘蔗生产、土地冲突、土地掠夺以及制糖能源行业使用公共土地等问题。因此,本文旨在介绍和讨论相关的土地状况,并为研究冲突中的社会群体,特别是制糖能源行业的代表埃斯特糖厂和米尔顿-桑托斯土地公社的定居者对土地的不同形式的占有和使用做出贡献。我们通过理论分析、文献分析和实地考察来阐明相关问题和冲突。这些分析表明,埃斯特糖厂的土地所有权文件无效。 我们还发现,该糖厂正在使用之前被国家没收的公共土地种植甘蔗,以维持其对土地的垄断。另一方面,米尔顿-桑托斯土地公社就是在这种环境下在一片公共土地上建立起来的,它是一种政治和社会干预措施,作为一个定居点,尽管存在技术和基础设施方面的困难,但它设想并实现了农业生产的另一种前景,特别是与可持续发展项目相关的前景,与农业工业生产不同。
{"title":"Grilagem e uso de terras públicas pelo setor sucroenergético no entorno do assentamento Comuna da Terra Milton Santos no leste paulista","authors":"T. Pinto, Ariovaldo Umbelino De Oliveira","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261650","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261650","url":null,"abstract":"O assentamento Comuna da Terra Milton Santos criado em 2006, localiza-se em área entre os municípios paulistas de Cosmópolis e Americana em um contexto de extensa produção de cana-de-açúcar, de conflitos pela terra, de processos de grilagem e uso de terras públicas pelo setor sucroenergético. Dessa maneira, o objetivo deste texto é apresentar e discutir o quadro fundiário em questão e contribuir para a pesquisa acerca de distintas formas de apropriação e uso da terra por grupos sociais em conflito, notadamente a Usina Açucareira Ester, representante do setor sucroenergético e os assentados da Comuna da terra Milton Santos. Partimos da análise teórica e documental e trabalho de campo para elucidar a problemática e o conflito em foco. Tais análises evidenciaram documentações inválidas da propriedade de terras pela Usina Açucareira Ester. E ainda, constatamos o uso de terras públicas pela Usina, anteriormente confiscadas pelo Estado, para a plantação de cana-de-açúcar, mantendo o monopólio sobre a terra. Por outra via, a Comuna da Terra Milton Santos, assim, instalada nesse meio, em fração de terras públicas, configura uma intervenção política e social enquanto assentamento que vislumbra e efetiva, apesar de dificuldades técnicas e infraestruturais, outra perspectiva para a produção agrícola, notadamente, associada a um projeto de desenvolvimento sustentável, diferentemente da produção agroindustrial.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"13 2","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140247902","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.260828
Lorena de Jesus Trindade Amorim
O presente artigo aborda os conflitos territoriais enfrentados por comunidades tradicionais, especificamente caiçaras, no litoral norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro. Diante da modernização impulsionada pela expansão mercantil e construção da BR-101, a comunidade caiçara da Vila Oratório em Paraty, enfrentam desafios como roubo de identidade, genocídio cultural e privatização de praias por um condomínio de luxo. Destacando a resistência das comunidades invisíveis perante o poder público e a importância de seus territórios como expressões culturais e modos de subsistência. Com o avanço tecnológico, especialmente Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a pesquisa destaca a oportunidade de integrar o conhecimento tradicional à cartografia moderna. O estudo de caso da Vila Oratório culmina na criação de um mapa participativo, ressaltando não apenas a luta contra a segregação espacial, mas a preservação das práticas culturais para as gerações futuras, utilizando tecnologias geoespaciais como ferramenta crucial na visibilização das demandas dessas comunidades tradicionais.
本文论述了圣保罗北海岸和里约热内卢南部的传统社区,特别是卡伊卡拉人所面临的领土冲突。面对商业扩张和 BR-101 高速公路建设所推动的现代化进程,帕拉蒂的 Vila Oratório caiçara 社区面临着身份盗窃、文化种族灭绝和豪华公寓将海滩私有化等挑战。这凸显了公共当局看不到的社区的反抗,以及其领地作为文化表现形式和生计的重要性。随着技术的进步,特别是地理信息系统(GIS)的发展,这项研究强调了将传统知识与现代制图相结合的机会。通过对 Vila Oratório 的案例研究,最终绘制了一幅参与式地图,不仅强调了反对空间隔离的斗争,还强调了为子孙后代保护文化习俗,将地理空间技术作为一种重要工具,使这些传统社区的需求显而易见。
{"title":"Entre linhas e limites: a dicotomia social vivida pela comunidade caiçara da Vila Oratório (RJ) retratada nos mapas","authors":"Lorena de Jesus Trindade Amorim","doi":"10.51359/2675-3472.2023.260828","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.260828","url":null,"abstract":"O presente artigo aborda os conflitos territoriais enfrentados por comunidades tradicionais, especificamente caiçaras, no litoral norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro. Diante da modernização impulsionada pela expansão mercantil e construção da BR-101, a comunidade caiçara da Vila Oratório em Paraty, enfrentam desafios como roubo de identidade, genocídio cultural e privatização de praias por um condomínio de luxo. Destacando a resistência das comunidades invisíveis perante o poder público e a importância de seus territórios como expressões culturais e modos de subsistência. Com o avanço tecnológico, especialmente Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a pesquisa destaca a oportunidade de integrar o conhecimento tradicional à cartografia moderna. O estudo de caso da Vila Oratório culmina na criação de um mapa participativo, ressaltando não apenas a luta contra a segregação espacial, mas a preservação das práticas culturais para as gerações futuras, utilizando tecnologias geoespaciais como ferramenta crucial na visibilização das demandas dessas comunidades tradicionais. ","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"1989 12","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140246659","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261348
Janãine Daniela Pimentel Lino Carneiro
A territorialização do agrohidronegócio no Sudeste Goiano promoveu mudanças na dinâmica socioespacial, bem como ameaça aos territórios de vida e trabalho dos camponeses. Com a hegemonia do agrohidronegócio surgem os conflitos por terra, água e trabalho, o que forjam as lutas sociais pelo acesso e pela permanência na terra. A partir do trabalho, das práticas socioculturais, das associações, cooperativas, movimentos sociais e pela educação do campo, os camponeses resistem e (Re)Existem na terra, consolidando-se as lutas políticas. Nesse sentido, analisa-se a atuação política e a prática educativa construídas pela CPT em conjunto com os camponeses envolvidos em conflito por terra, na Fazenda Vala do Rio do Peixe em Santa Cruz de Goiás. Ancorados na revisão bibliográfica e na pesquisa documental identificaram-se elementos da aprendizagem/formação política dos camponeses imbuídos na luta diante da necessidade de resistirem à ameaça de sua reprodução social e, como isso, constroem as suas (Re)Existências.
戈亚斯州东南部农业企业的地域化导致了社会空间动态的变化,并对农民生活和工作的地域造成了威胁。农业综合企业的霸权导致了土地、水和劳动力方面的冲突,形成了为获得土地和在土地上永久居住而进行的社会斗争。通过劳动、社会文化实践、协会、合作社、社会运动和农村教育,农民在土地上反抗和(重新)存在,巩固政治斗争。从这个意义上说,我们分析了葡萄牙人民反恐委员会与参与戈亚斯州圣克鲁斯市 Vala do Rio do Peixe 农场土地冲突的农民共同开展的政治行动和教育实践。在书目审查和文献研究的基础上,我们确定了参与斗争的农民的政治学习/培训内容,他们需要抵制对其社会再生产的威胁,并因此建立自己的(再)存在。
{"title":"A dimensão educativa na atuação política: as contribuições da CPT para as (Re)Existências camponesas no Sudeste Goiano","authors":"Janãine Daniela Pimentel Lino Carneiro","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261348","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261348","url":null,"abstract":"A territorialização do agrohidronegócio no Sudeste Goiano promoveu mudanças na dinâmica socioespacial, bem como ameaça aos territórios de vida e trabalho dos camponeses. Com a hegemonia do agrohidronegócio surgem os conflitos por terra, água e trabalho, o que forjam as lutas sociais pelo acesso e pela permanência na terra. A partir do trabalho, das práticas socioculturais, das associações, cooperativas, movimentos sociais e pela educação do campo, os camponeses resistem e (Re)Existem na terra, consolidando-se as lutas políticas. Nesse sentido, analisa-se a atuação política e a prática educativa construídas pela CPT em conjunto com os camponeses envolvidos em conflito por terra, na Fazenda Vala do Rio do Peixe em Santa Cruz de Goiás. Ancorados na revisão bibliográfica e na pesquisa documental identificaram-se elementos da aprendizagem/formação política dos camponeses imbuídos na luta diante da necessidade de resistirem à ameaça de sua reprodução social e, como isso, constroem as suas (Re)Existências.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"15 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140245503","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261651
Gabriele Borinelli, Gustavo Steinmetz Soares, Adriane De Andrade
Nos cursos de formação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida a cartografia social surge como ferramenta de denúncia e anúncio desde os territórios de movimentos sociais, povos originários, comunidades tradicionais e grupos militantes participantes. O texto busca refletir sobre essa prática, em como o uso do mapa, ferramenta colonial, é transformado desde o auto mapeamento dos camponeses e camponesas, quilombolas, indígenas e militantes da cidade. A experiência analisada nesse texto são as oficinas de cartografia social realizadas no curso que correu em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, em 2022, e o encontro dessa diversidade de sujeitos o mapeamento acontece desde as encruzilhadas de saberes, com o cruzamento de diversas perspectivas dos territórios mas também dos conhecimentos técnicos e convencionais do mapeamento, fazendo que a cartografia como ação social ganha outros sentidos e funções. Assim, ao denunciar os ataques e conflitos decorrentes do uso de agrotóxicos e anunciar as práticas de resistência e de vida, os grupos, na apropriação do mapa, compartilham, se articulam e se reconhecem na luta pelos seus territórios.
{"title":"A co-cartografia na luta contra os agrotóxicos e pela vida: anúncios, denúncias e a encruzilhada de saberes","authors":"Gabriele Borinelli, Gustavo Steinmetz Soares, Adriane De Andrade","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261651","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261651","url":null,"abstract":"Nos cursos de formação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida a cartografia social surge como ferramenta de denúncia e anúncio desde os territórios de movimentos sociais, povos originários, comunidades tradicionais e grupos militantes participantes. O texto busca refletir sobre essa prática, em como o uso do mapa, ferramenta colonial, é transformado desde o auto mapeamento dos camponeses e camponesas, quilombolas, indígenas e militantes da cidade. A experiência analisada nesse texto são as oficinas de cartografia social realizadas no curso que correu em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, em 2022, e o encontro dessa diversidade de sujeitos o mapeamento acontece desde as encruzilhadas de saberes, com o cruzamento de diversas perspectivas dos territórios mas também dos conhecimentos técnicos e convencionais do mapeamento, fazendo que a cartografia como ação social ganha outros sentidos e funções. Assim, ao denunciar os ataques e conflitos decorrentes do uso de agrotóxicos e anunciar as práticas de resistência e de vida, os grupos, na apropriação do mapa, compartilham, se articulam e se reconhecem na luta pelos seus territórios.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"90 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140245520","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261584
Lauanda Lopes de Souza
O presente artigo investiga a ressurgência e persistência dos discursos desenvolvimentistas de meados do século XX para o século XXI sobre o Vale do Jequitinhonha, especialmente através da entrada de mineradoras ligadas à exploração do lítio. Essas empresas têm ganhado visibilidade e gerado disputas territoriais internacionais para a região. Visto isso, examinou-se a entrada de discursos como as ideias de "Vale do Lítio" e "Lítio Verde", associadas às noções de "desenvolvimento sustentável" e "mineração responsável", que estão ligadas à construção de um consenso hegemônico em torno da atividade extrativista na América Latina. Identificou-se assim, como essas narrativas hegemônicas encobrem as assimetrias e constroem uma fachada verde sobre determinadas regiões, enquanto as fronteiras de mineração avançam rapidamente sobre os territórios. Destaca-se também, o papel do neoextrativismo como uma nova fase de exploração intensiva de recursos naturais, impulsionada pelo “Consenso das Commodities”. Ademais, buscou-se compreender por meio de uma revisão teórica, fontes documentais e jornalísticas, quais têm sido os impactos ambientais e sociais para a região do Vale do Jequitinhonha. Consequentemente, constatou-se, que o discurso de determinados empresários em seminários regionais, tem construído uma narrativa que desqualifica os territórios, desde os sujeitos aos recursos naturais, como o rio Jequitinhonha, que é essencial para abastecimento das comunidades locais, como as ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Assim, a estigmatização da água do rio, tem servido para justificar a intensa utilização do recurso pelas mineradoras, enquanto as comunidades locais enfrentam escassez de água potável.
{"title":"“Lítio Verde” no Vale do Jequitinhonha: ressurgência de discursos desenvolvimentistas e disputas internacionais","authors":"Lauanda Lopes de Souza","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261584","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261584","url":null,"abstract":"O presente artigo investiga a ressurgência e persistência dos discursos desenvolvimentistas de meados do século XX para o século XXI sobre o Vale do Jequitinhonha, especialmente através da entrada de mineradoras ligadas à exploração do lítio. Essas empresas têm ganhado visibilidade e gerado disputas territoriais internacionais para a região. Visto isso, examinou-se a entrada de discursos como as ideias de \"Vale do Lítio\" e \"Lítio Verde\", associadas às noções de \"desenvolvimento sustentável\" e \"mineração responsável\", que estão ligadas à construção de um consenso hegemônico em torno da atividade extrativista na América Latina. Identificou-se assim, como essas narrativas hegemônicas encobrem as assimetrias e constroem uma fachada verde sobre determinadas regiões, enquanto as fronteiras de mineração avançam rapidamente sobre os territórios. Destaca-se também, o papel do neoextrativismo como uma nova fase de exploração intensiva de recursos naturais, impulsionada pelo “Consenso das Commodities”. Ademais, buscou-se compreender por meio de uma revisão teórica, fontes documentais e jornalísticas, quais têm sido os impactos ambientais e sociais para a região do Vale do Jequitinhonha. Consequentemente, constatou-se, que o discurso de determinados empresários em seminários regionais, tem construído uma narrativa que desqualifica os territórios, desde os sujeitos aos recursos naturais, como o rio Jequitinhonha, que é essencial para abastecimento das comunidades locais, como as ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Assim, a estigmatização da água do rio, tem servido para justificar a intensa utilização do recurso pelas mineradoras, enquanto as comunidades locais enfrentam escassez de água potável.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"165 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140247222","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261531
Vinícius Carluccio de Andrade
A Guerrilha do Araguaia, cuja ocorrência se deu de 1972 a 1974, não deve ser lida como um episódio perdido, sem rebatimentos históricos e espaciais. Na realidade, apesar do extermínio, os ideais dos guerrilheiros - expostos na Proclamação da União pela Liberdade e pelos Direitos do Povo com mais de 20 metas de reformas - continuam a influenciar as lutas camponesas no Sudeste do Pará, Oeste Maranhense e Bico do Papagaio Tocantinense devido à chegada anterior dos membros do PCdoB em relação aos militares. Anos de contato, mesmo sem a fase de politização, aproximaram os “paulistas” dos posseiros e sem-terra diante da militarização da questão agrária. O avanço da Ditadura Militar na Amazônia se deu por meio de megaprojetos, os quais aprofundaram a tensão latente. Entendendo o termo “camponês” como uma palavra política, objetiva-se explicitar a antítese manifesta que vitima o lado mais fraco (contra os latifundiários) na divisa Pará-Maranhão-Tocantins.
{"title":"As lutas camponesas influenciadas pela Guerrilha do Araguaia no Pará, Maranhão e Tocantins","authors":"Vinícius Carluccio de Andrade","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261531","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261531","url":null,"abstract":"A Guerrilha do Araguaia, cuja ocorrência se deu de 1972 a 1974, não deve ser lida como um episódio perdido, sem rebatimentos históricos e espaciais. Na realidade, apesar do extermínio, os ideais dos guerrilheiros - expostos na Proclamação da União pela Liberdade e pelos Direitos do Povo com mais de 20 metas de reformas - continuam a influenciar as lutas camponesas no Sudeste do Pará, Oeste Maranhense e Bico do Papagaio Tocantinense devido à chegada anterior dos membros do PCdoB em relação aos militares. Anos de contato, mesmo sem a fase de politização, aproximaram os “paulistas” dos posseiros e sem-terra diante da militarização da questão agrária. O avanço da Ditadura Militar na Amazônia se deu por meio de megaprojetos, os quais aprofundaram a tensão latente. Entendendo o termo “camponês” como uma palavra política, objetiva-se explicitar a antítese manifesta que vitima o lado mais fraco (contra os latifundiários) na divisa Pará-Maranhão-Tocantins.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"390 2","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140246976","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}