Pub Date : 2024-03-13DOI: 10.51359/2675-3472.2023.261643
Jessica Aparecida De Avila Follmann
O presente trabalho possui como objetivo central, debater a luta pela terra e reforma agrária sobre o imóvel Pinhal Ralo. Localizado entre os municípios de Nova Laranjeiras e Rio Bonito do Iguaçu, mesorregião Centro-Sul paranaense, o referido imóvel é formado por mais de 49 mil hectares de terras contínuas. O histórico de constituição do referido imóvel remonta à processos que, a luz da legislação, podem ser contestados, pois apresentam nítidas irregularidades. Todavia, mesmo com histórico dominial apresentando elos frágeis, foi alvo de indenizações vultuosas, garantindo ao latifúndio a extração da renda da terra. Esses elementos refletem claramente a disputa de classe em andamento sobrea luta pela terra e a reforma agrária sobre o imóvel acima citado. Disputa desigual e injusta entre a classe dominante do campo brasileiro, latifundiários versus o campesinato desprovido, expulso ou expropriado da terra. Vale ressaltar que as discussões aqui apresentadas derivam da pesquisa de doutorado da autora, com este trabalho abordando um recorte específico de um capítulo dessa pesquisa.
{"title":"A disputa de classe entre latifúndio e campesinato no Centro-Sul paranaense","authors":"Jessica Aparecida De Avila Follmann","doi":"10.51359/2675-3472.2023.261643","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261643","url":null,"abstract":"O presente trabalho possui como objetivo central, debater a luta pela terra e reforma agrária sobre o imóvel Pinhal Ralo. Localizado entre os municípios de Nova Laranjeiras e Rio Bonito do Iguaçu, mesorregião Centro-Sul paranaense, o referido imóvel é formado por mais de 49 mil hectares de terras contínuas. O histórico de constituição do referido imóvel remonta à processos que, a luz da legislação, podem ser contestados, pois apresentam nítidas irregularidades. Todavia, mesmo com histórico dominial apresentando elos frágeis, foi alvo de indenizações vultuosas, garantindo ao latifúndio a extração da renda da terra. Esses elementos refletem claramente a disputa de classe em andamento sobrea luta pela terra e a reforma agrária sobre o imóvel acima citado. Disputa desigual e injusta entre a classe dominante do campo brasileiro, latifundiários versus o campesinato desprovido, expulso ou expropriado da terra. Vale ressaltar que as discussões aqui apresentadas derivam da pesquisa de doutorado da autora, com este trabalho abordando um recorte específico de um capítulo dessa pesquisa.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"1992 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-03-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"140246556","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258865
Rodrigo Marciel Soares Dutra
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, abrangendo 22,65% do território nacional, considerando sua área contínua. O espaço geográfico ocupado pelo bioma desempenha papel fundamental no processo de distribuição dos recursos hídricos pelo país, constituindo-se o local de origem das grandes regiões hidrográficas brasileiras e do continente sul-americano. A nível biológico, o Cerrado é a savana de maior biodiversidade do planeta. Os povos indígenas, as comunidades quilombolas, até a diversidade camponesa, compõem um mosaico de saberes que podem ser inseridos no arcabouço da diversidade do Cerrado. Este bioma é determinante para a formação da identidade da população do Brasil Central. A degradação das áreas de Cerrado é relativamente recente. Numerosas espécies de plantas e animais estão ameaçadas ou correm risco de extinção, enquadrando o bioma como um dos hotspots da biodiversidade planetária. O Dia Nacional do Cerrado é comemorado anualmente em 11 de setembro, conforme Decreto Presidencial, e foi criado com o objetivo de conscientizar a comunidade para a importância da preservação do bioma. A ação de extensão (evento) denominada “Dia Nacional do Cerrado IFG” começou com um evento local realizado no Câmpus Águas Lindas, no ano de 2016, chegando ao porte de um evento nacional, agora em 2022, a “Semana Integrada do Cerrado”. Entendemos que comemoração desta data deve ser institucionalizada, assim, como são o Jogos do Instituto Federal (JIF), o Festival de Artes e o Encontro de Culturas Negras.
{"title":"A comemoração do Dia Nacional do Cerrado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG)","authors":"Rodrigo Marciel Soares Dutra","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258865","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258865","url":null,"abstract":"O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, abrangendo 22,65% do território nacional, considerando sua área contínua. O espaço geográfico ocupado pelo bioma desempenha papel fundamental no processo de distribuição dos recursos hídricos pelo país, constituindo-se o local de origem das grandes regiões hidrográficas brasileiras e do continente sul-americano. A nível biológico, o Cerrado é a savana de maior biodiversidade do planeta. Os povos indígenas, as comunidades quilombolas, até a diversidade camponesa, compõem um mosaico de saberes que podem ser inseridos no arcabouço da diversidade do Cerrado. Este bioma é determinante para a formação da identidade da população do Brasil Central. A degradação das áreas de Cerrado é relativamente recente. Numerosas espécies de plantas e animais estão ameaçadas ou correm risco de extinção, enquadrando o bioma como um dos hotspots da biodiversidade planetária. O Dia Nacional do Cerrado é comemorado anualmente em 11 de setembro, conforme Decreto Presidencial, e foi criado com o objetivo de conscientizar a comunidade para a importância da preservação do bioma. A ação de extensão (evento) denominada “Dia Nacional do Cerrado IFG” começou com um evento local realizado no Câmpus Águas Lindas, no ano de 2016, chegando ao porte de um evento nacional, agora em 2022, a “Semana Integrada do Cerrado”. Entendemos que comemoração desta data deve ser institucionalizada, assim, como são o Jogos do Instituto Federal (JIF), o Festival de Artes e o Encontro de Culturas Negras.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"21 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133068853","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258930
Lorena Izá Pereira
O controle do território é um processo secular que apresenta novas características de acordo com o movimento da realidade. Considerando a história e a atualidade agrária do Brasil não é possível considerar o controle apenas pela dimensão da agricultura, é preciso inserir novas territorialidades nas análises que, embora não sejam vinculadas à produção agrícola, resultam em mudanças agrárias. Diante desta problemática, o objetivo deste artigo é debater acerca das múltiplas dimensões do controle do território no Brasil, evidenciando as mudanças agrárias resultantes deste processo. Entende-se que o controle do território se materializa através de diferentes territorialidades devido ao fato de constantemente necessitar de novos territórios e mercados para garantir a acumulação do capital, especialmente em contextos de crise.
{"title":"As dimensões do controle do território brasileiro no século XXI","authors":"Lorena Izá Pereira","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258930","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258930","url":null,"abstract":"O controle do território é um processo secular que apresenta novas características de acordo com o movimento da realidade. Considerando a história e a atualidade agrária do Brasil não é possível considerar o controle apenas pela dimensão da agricultura, é preciso inserir novas territorialidades nas análises que, embora não sejam vinculadas à produção agrícola, resultam em mudanças agrárias. Diante desta problemática, o objetivo deste artigo é debater acerca das múltiplas dimensões do controle do território no Brasil, evidenciando as mudanças agrárias resultantes deste processo. Entende-se que o controle do território se materializa através de diferentes territorialidades devido ao fato de constantemente necessitar de novos territórios e mercados para garantir a acumulação do capital, especialmente em contextos de crise. ","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"47 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"117019810","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258885
Julio Feitoza de Oliveira, L. Marques
O objetivo geral deste trabalho é refletir sobre a pedagogia freiriana no contexto da prática de ensino de Geografia em contextos rurais, ressaltando sua proposta como uma pedagogia libertadora e revolucionária. Freire acredita que a educação é a mediadora essencial do processo emancipatório do ser, sendo esta através de uma contextualização. No ensino da Geografia, em paralelo com os conceitos geográficos, em especial o Lugar, e a relação docente x discente, temos a chave para esta noção de libertação. Através desta análise do lugar, em vivência do cotidiano local, bem como da realidade que circunda os povos e comunidades do campo brasileiro, o ser pode vir a emancipar suas ideias, a partir de uma perspectiva crítica, de modo a entender quais fatores corroboram para o mundo vivenciado de quem ali vive. O espaço vivido, embasado no empirismo dialético passa então a ser instrumento a ser observado, para que esse como objeto de estudo permita o aluno, com apoio mediatizado do professor, possa entender a realidade que o cerca. Do ponto de vista metodológico, este texto é ainda uma reflexão introdutória sobre a relação entre Pedagogia Libertadora, Educação do Campo, Prática de Ensino de Geografia e Educação de Jovens e Adultos. Trata-se propriamente de algumas considerações teóricas que ainda estão em desenvolvimento. De um modo geral, é possível afirmar que a perspectiva libertadora de Paulo Freire apresenta uma grande potencialidade para a prática de ensino de Geografia em contextos campesinos, com destaque para a EJA. Isso, contudo, não pode ser dissociado de outras importantes dimensões dos estudos voltados para a prática de ensino contextualizada no campo, tais como a Pedagogia Socialista (ou do Trabalho) e a Pedagogia da Alternância.
{"title":"Contribuições de Paulo Freire para o ensino de Geografia no contexto da educação de jovens e adultos no campo","authors":"Julio Feitoza de Oliveira, L. Marques","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258885","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258885","url":null,"abstract":"O objetivo geral deste trabalho é refletir sobre a pedagogia freiriana no contexto da prática de ensino de Geografia em contextos rurais, ressaltando sua proposta como uma pedagogia libertadora e revolucionária. Freire acredita que a educação é a mediadora essencial do processo emancipatório do ser, sendo esta através de uma contextualização. No ensino da Geografia, em paralelo com os conceitos geográficos, em especial o Lugar, e a relação docente x discente, temos a chave para esta noção de libertação. Através desta análise do lugar, em vivência do cotidiano local, bem como da realidade que circunda os povos e comunidades do campo brasileiro, o ser pode vir a emancipar suas ideias, a partir de uma perspectiva crítica, de modo a entender quais fatores corroboram para o mundo vivenciado de quem ali vive. O espaço vivido, embasado no empirismo dialético passa então a ser instrumento a ser observado, para que esse como objeto de estudo permita o aluno, com apoio mediatizado do professor, possa entender a realidade que o cerca. Do ponto de vista metodológico, este texto é ainda uma reflexão introdutória sobre a relação entre Pedagogia Libertadora, Educação do Campo, Prática de Ensino de Geografia e Educação de Jovens e Adultos. Trata-se propriamente de algumas considerações teóricas que ainda estão em desenvolvimento. De um modo geral, é possível afirmar que a perspectiva libertadora de Paulo Freire apresenta uma grande potencialidade para a prática de ensino de Geografia em contextos campesinos, com destaque para a EJA. Isso, contudo, não pode ser dissociado de outras importantes dimensões dos estudos voltados para a prática de ensino contextualizada no campo, tais como a Pedagogia Socialista (ou do Trabalho) e a Pedagogia da Alternância.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"11 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126215424","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258897
Paola Santos da Paz, Tereza Sandra Loiola Vasconcelos
O presente trabalho possui como objetivo estimular o desenvolvimento de práticas metodológicas geográficas que fomentem a formação de professores(as) de Geografia bem como fortalecer a territorialização camponesa, considerando os saberes camponeses. Para tanto, realizou-se pesquisa documental, bibliográfica, bem como trabalho de campo, ao que apresentar-se-á, ao final do texto, proposta de recurso didático. Esse estudo, que está em andamento, se desenvolve no Laboratório de Prática de Ensino de Geografia (LAPEGEO) da Universidade Estadual do Ceará (UECE), sobre a articulação entre o ensino de Geografia e a Educação do Campo na Escola de Ensino Médio do Campo Francisco Araújo Barros, localizada no assentamento de reforma agrária Lagoa do Mineiro, em Itarema, no estado do Ceará.
{"title":"Educação do campo e ensino de geografia no território camponês (assentamento de reforma agrária lagoa do mineiro, Itarema/CE)","authors":"Paola Santos da Paz, Tereza Sandra Loiola Vasconcelos","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258897","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258897","url":null,"abstract":"O presente trabalho possui como objetivo estimular o desenvolvimento de práticas metodológicas geográficas que fomentem a formação de professores(as) de Geografia bem como fortalecer a territorialização camponesa, considerando os saberes camponeses. Para tanto, realizou-se pesquisa documental, bibliográfica, bem como trabalho de campo, ao que apresentar-se-á, ao final do texto, proposta de recurso didático. Esse estudo, que está em andamento, se desenvolve no Laboratório de Prática de Ensino de Geografia (LAPEGEO) da Universidade Estadual do Ceará (UECE), sobre a articulação entre o ensino de Geografia e a Educação do Campo na Escola de Ensino Médio do Campo Francisco Araújo Barros, localizada no assentamento de reforma agrária Lagoa do Mineiro, em Itarema, no estado do Ceará.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126291832","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258929
Mariana Lopes da Silva
Esse estudo tem por objetivo investigar a relação entre a financeirização da agricultura e a questão agrária, por meio do estudo da atuação das TIMOs (Timberland Investment Managemant Organizations), organizações especializadas na administração de terras voltadas para a silvicultura, que aplicam recursos captados no mercado financeiro. Diversos autores, como Fairbairn (2014), apontam que as terras agrícolas vêm sendo transformadas em uma classe própria de ativos financeiros, consequência de uma maior financeirização da economia como um todo. A cooptação do capital financeiro voltado para a compra de terras se dá através de diversos mecanismos e instrumentos, aqui expostos. Os dados referentes as TIMOs foram levantados por meio de relatórios anuais e portfólios disponíveis em seus sites ou em sites especializados no setor florestal ou em assuntos econômicos. O que acompanhamos, no contexto da pesquisa, é uma crescente financeirização da natureza, tendência que se aprofunda com suporte de organizações como as TIMOs, que aproximam o investidor institucional do mercado de terras e de ativos “florestais”.
{"title":"A transformação das “florestas” plantadas em ativos financeiros e as timber investiment management organizations (TIMOs) no Brasil","authors":"Mariana Lopes da Silva","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258929","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258929","url":null,"abstract":"Esse estudo tem por objetivo investigar a relação entre a financeirização da agricultura e a questão agrária, por meio do estudo da atuação das TIMOs (Timberland Investment Managemant Organizations), organizações especializadas na administração de terras voltadas para a silvicultura, que aplicam recursos captados no mercado financeiro. Diversos autores, como Fairbairn (2014), apontam que as terras agrícolas vêm sendo transformadas em uma classe própria de ativos financeiros, consequência de uma maior financeirização da economia como um todo. A cooptação do capital financeiro voltado para a compra de terras se dá através de diversos mecanismos e instrumentos, aqui expostos. Os dados referentes as TIMOs foram levantados por meio de relatórios anuais e portfólios disponíveis em seus sites ou em sites especializados no setor florestal ou em assuntos econômicos. O que acompanhamos, no contexto da pesquisa, é uma crescente financeirização da natureza, tendência que se aprofunda com suporte de organizações como as TIMOs, que aproximam o investidor institucional do mercado de terras e de ativos “florestais”.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"22 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129600823","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258846
Alberto Da Silva Amaral, C. López
O presente trabalho apresenta os resultados obtidos durante a pesquisa desenvolvida no MPEG, onde se buscou compreender os impactos socioculturais gerados pela atividade ilegal do garimpo na terra indígena Kayapó. A partir do levantamento bibliográfico e documental, com abordagem qualitativa, e enfoque histórico e socioantropológico, buscamos compreender como a atividade garimpeira tem sido uma máquina propulsora de destruição da Amazônia, e isto pode ser observado ao longo da história da prática do garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, situada na região sudeste do Estado do Pará, no Brasil. A relação do garimpo com a consequente desestruturação do modo de vida e os impactos sobre o bem-estar dos povos indígenas na América são coetâneas ao próprio processo de colonização do continente. Desde o início da invasão das terras americanas pelos Europeus, o desejo de rápida riqueza através do extrativismo de ouro, prata, de outros metais e pedras preciosas tem impulsionado processos de extermínio e desterritorialização dos povos que aqui viviam. Neste sentindo buscamos compreender que a colonização não se configura apenas como investida do passado, pois se atualiza no tempo pela colonialidadedo poder, levada a cabo pelas designações do sistema moderno/colonial, que age nos diversos aspectos da vida social, envolvendo as relações de poder nas suas múltiplas dimensões.
{"title":"O triste sonho do Eldorado contemporâneo: o impacto do garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó – PA","authors":"Alberto Da Silva Amaral, C. López","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258846","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258846","url":null,"abstract":"O presente trabalho apresenta os resultados obtidos durante a pesquisa desenvolvida no MPEG, onde se buscou compreender os impactos socioculturais gerados pela atividade ilegal do garimpo na terra indígena Kayapó. A partir do levantamento bibliográfico e documental, com abordagem qualitativa, e enfoque histórico e socioantropológico, buscamos compreender como a atividade garimpeira tem sido uma máquina propulsora de destruição da Amazônia, e isto pode ser observado ao longo da história da prática do garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, situada na região sudeste do Estado do Pará, no Brasil. A relação do garimpo com a consequente desestruturação do modo de vida e os impactos sobre o bem-estar dos povos indígenas na América são coetâneas ao próprio processo de colonização do continente. Desde o início da invasão das terras americanas pelos Europeus, o desejo de rápida riqueza através do extrativismo de ouro, prata, de outros metais e pedras preciosas tem impulsionado processos de extermínio e desterritorialização dos povos que aqui viviam. Neste sentindo buscamos compreender que a colonização não se configura apenas como investida do passado, pois se atualiza no tempo pela colonialidadedo poder, levada a cabo pelas designações do sistema moderno/colonial, que age nos diversos aspectos da vida social, envolvendo as relações de poder nas suas múltiplas dimensões.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"69 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131613643","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258844
Ariete Pastana Leão, M. J. C. Arnaud
O presente artigo busca investigar o que levou a comunidade do Rio Cardoso no município de Limoeiro d Ajuru, Pará, a criar o Acordo de Pesca, tendo por objetivos específicos analisar a formação do Acordo de Pesca, compreender como a crianção do acordo mudou as relações dentro e fora da comunidade e entender como a comunidade organiza o Acordo de Pesca, haja vista que tais políticas são importantes para a comunidade ribeirinha, mas, nem sempre estão sendo ativas. Desse modo procuramos investigar as configurações desse Acordo de Pesca entre os anos 2003 a 2008, analisando seus impactos e efeitos nos âmbitos socioeconômico, cultural, na defesa do território ribeirinho. Para uma melhor compreensão desse trabalho buscamos bibliografias que pudessem elucidar de maneira explicativa o assunto proposto. Utilizamos a Pesquisa de Campo como metodologia para levantar informações acerca do assunto aqui trabalhado, foi feita a partir de entrevistando com líderes do acordo da comunidade ribeirinha em estudo e pessoas que fazem parte deste, para então se cumprir as metas aqui propostas. Após as analises das informações, constamos que o acordo de pesca na localidade de Rio Cardoso surge como uma forma de R-existência da comunidade ribeirinha diante dos grandes projetos capitalistas como a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, sendo este, uma demonstração de sua identidade, a qual tenta manter-se firme diante das dificuldades que surgem.
{"title":"Acordo de pesca artesanal na comunidade de Rio Cardoso: políticas públicas e práticas de r-existência em Limoeiro do Ajuru, Pará","authors":"Ariete Pastana Leão, M. J. C. Arnaud","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258844","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258844","url":null,"abstract":"O presente artigo busca investigar o que levou a comunidade do Rio Cardoso no município de Limoeiro d Ajuru, Pará, a criar o Acordo de Pesca, tendo por objetivos específicos analisar a formação do Acordo de Pesca, compreender como a crianção do acordo mudou as relações dentro e fora da comunidade e entender como a comunidade organiza o Acordo de Pesca, haja vista que tais políticas são importantes para a comunidade ribeirinha, mas, nem sempre estão sendo ativas. Desse modo procuramos investigar as configurações desse Acordo de Pesca entre os anos 2003 a 2008, analisando seus impactos e efeitos nos âmbitos socioeconômico, cultural, na defesa do território ribeirinho. Para uma melhor compreensão desse trabalho buscamos bibliografias que pudessem elucidar de maneira explicativa o assunto proposto. Utilizamos a Pesquisa de Campo como metodologia para levantar informações acerca do assunto aqui trabalhado, foi feita a partir de entrevistando com líderes do acordo da comunidade ribeirinha em estudo e pessoas que fazem parte deste, para então se cumprir as metas aqui propostas. Após as analises das informações, constamos que o acordo de pesca na localidade de Rio Cardoso surge como uma forma de R-existência da comunidade ribeirinha diante dos grandes projetos capitalistas como a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, sendo este, uma demonstração de sua identidade, a qual tenta manter-se firme diante das dificuldades que surgem.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130123291","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258877
Everton Reis do Nascimento, Douglas Costa Oliveira Saraiva, Hemilly Rayanne Correa da Silva
O presente artigo aborda a discussão das políticas de "desenvolvimento sustentável" e seus discursos midiáticos como fruto de uma lógica colonialista e desenvolvimentista, que pauta uma Amazônia vista a partir de atores hegemônicos que desconsideram os envolvimentos e territorialidades dos povos tradicionais, causando diversos conflitos territoriais, que divergem em representação midiática e pública entre uma dualidade do que os agentes hegemônicos pregam: desenvolvimento e não agressão/colaboração com as comunidades, e o que as comunidades relatam: violência e conflitos. A metodologia foi baseada em revisão de literatura sobre o tema, busca de dados secundários em relatórios, sites, jornais digitais, dos anos de 2015 a 2022, além disso, busca de dados em meios acadêmicos. Os objetivos foramanalisar a relação histórica entre a colonização, as políticas de desenvolvimento, que se tornam mecanismos de reprodução de discursos e práticas violentas contra os povos tradicionais da Amazônia, quais eram os discursos da mídia e da empresa BBF quanto a esse assunto, e também, relacionar a questão da colonização e das políticas de desenvolvimento da Amazônia com a violência aos povos tradicionais. As conclusões mostram que o pensamento e políticas colonialistas continuam se materializando, sobretudo, após o golpe da ex-presidente Dilma Roussef e as políticas neoliberais e autoritárias do Governo Bolsonaro.
{"title":"O des-envolvimento sustentável da dendeicultura na Amazônia como política de ataque aos povos tradicionais: o caso da microrregião de Tomé-açu","authors":"Everton Reis do Nascimento, Douglas Costa Oliveira Saraiva, Hemilly Rayanne Correa da Silva","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258877","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258877","url":null,"abstract":"O presente artigo aborda a discussão das políticas de \"desenvolvimento sustentável\" e seus discursos midiáticos como fruto de uma lógica colonialista e desenvolvimentista, que pauta uma Amazônia vista a partir de atores hegemônicos que desconsideram os envolvimentos e territorialidades dos povos tradicionais, causando diversos conflitos territoriais, que divergem em representação midiática e pública entre uma dualidade do que os agentes hegemônicos pregam: desenvolvimento e não agressão/colaboração com as comunidades, e o que as comunidades relatam: violência e conflitos. A metodologia foi baseada em revisão de literatura sobre o tema, busca de dados secundários em relatórios, sites, jornais digitais, dos anos de 2015 a 2022, além disso, busca de dados em meios acadêmicos. Os objetivos foramanalisar a relação histórica entre a colonização, as políticas de desenvolvimento, que se tornam mecanismos de reprodução de discursos e práticas violentas contra os povos tradicionais da Amazônia, quais eram os discursos da mídia e da empresa BBF quanto a esse assunto, e também, relacionar a questão da colonização e das políticas de desenvolvimento da Amazônia com a violência aos povos tradicionais. As conclusões mostram que o pensamento e políticas colonialistas continuam se materializando, sobretudo, após o golpe da ex-presidente Dilma Roussef e as políticas neoliberais e autoritárias do Governo Bolsonaro.","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"175 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116512727","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-08-09DOI: 10.51359/2675-3472.2023.258864
Gustavo Steinmetz Soares, Jorge Ramon Montenegro Gómez
A mediação jurídica dos conflitos por terra e território no Paraná vivenciadas pelo Coletivo de extensão e pesquisa PLANTEAR (Planejamento Territorial e Assessoria Jurídica Popular) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) têm se caracterizado por uma ação territorial, interdisciplinar e articulada com demandas de movimentos sociais. A atuação do coletivo tem possibilitado caminhos outros no tratamento desses conflitos, no marco da Campanha Despejo Zero, co-elaborando junto a movimentos do campo e da cidade propostas de planejamento territorial popular como estratégia de consolidação de comunidades em defesa dos territórios que ocupam. O objetivo deste trabalho é compartilhar algumas experiências realizadas entre 2019 e 2022. destacando a subversão de instrumentos técnicos de análise espacial para produção de documentos para processos jurídicos. Para tanto, se descrevem alguns estudos realizados a fim de compartilhar impressões e questões que podem mostrar uma potencialidade na luta pela terra e território. Embora ainda reféns da disputa da interpretação das normas, algumas ações têm desafiado essa normatividade no tratamento e mediação dos conflitos, apontando caminhos possíveis de resoluções em favor das comunidades.
{"title":"Planejamento territorial e assessoria jurídica popular: questões e percepções desde práticas e projetos na luta pela terra/território","authors":"Gustavo Steinmetz Soares, Jorge Ramon Montenegro Gómez","doi":"10.51359/2675-3472.2023.258864","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.258864","url":null,"abstract":"A mediação jurídica dos conflitos por terra e território no Paraná vivenciadas pelo Coletivo de extensão e pesquisa PLANTEAR (Planejamento Territorial e Assessoria Jurídica Popular) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) têm se caracterizado por uma ação territorial, interdisciplinar e articulada com demandas de movimentos sociais. A atuação do coletivo tem possibilitado caminhos outros no tratamento desses conflitos, no marco da Campanha Despejo Zero, co-elaborando junto a movimentos do campo e da cidade propostas de planejamento territorial popular como estratégia de consolidação de comunidades em defesa dos territórios que ocupam. O objetivo deste trabalho é compartilhar algumas experiências realizadas entre 2019 e 2022. destacando a subversão de instrumentos técnicos de análise espacial para produção de documentos para processos jurídicos. Para tanto, se descrevem alguns estudos realizados a fim de compartilhar impressões e questões que podem mostrar uma potencialidade na luta pela terra e território. Embora ainda reféns da disputa da interpretação das normas, algumas ações têm desafiado essa normatividade no tratamento e mediação dos conflitos, apontando caminhos possíveis de resoluções em favor das comunidades. ","PeriodicalId":284770,"journal":{"name":"Revista Mutirõ. Folhetim de Geografias Agrárias do Sul","volume":"40 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-08-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122642456","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}