Pub Date : 2022-06-21DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i2e54511
Raquel Karoline Gonçalves Amaral, Aline Mansueto Mourão, Simone Rosa Barreto, Tatiana Chaves Simões, L. C. Vicente
Introdução: A Paralisia Facial é uma das sequelas mais comuns em pacientes pós- Acidente Vascular Cerebral, podendo ocasionar uma série de consequências negativas para autopercepção. Objetivos: Avaliar autopercepção dos pacientes quanto à paralisia facial pós-Acidente Vascular Cerebral na fase aguda e verificar se está relacionada às condições sociodemográficas e clínicas. Método: Trata-se de estudo descritivo observacional com 86 pacientes com paralisia facial pós-Acidente Vascular Cerebral. Os critérios de inclusão foram idade acima de 18 anos, escala de Glasgow maior que 13 e compreensão preservada. Dados sócio-demográficos e clínicos foram extraídos do prontuário. A mímica facial foi avaliada com protocolo House & Brackmann (1985) e a autopercepção quanto aos incômodos físicos e psicossociais pelo questionário de auto-avaliação da condição facial. Foram realizadas análises descritiva e de associação com significância estatística de 5%. Resultados: O grau de comprometimento da paralisia facial variou entre moderado a paralisia total. A maioria dos pacientes avaliou a face em repouso como boa, movimento da face como péssima e ruim, sendo os lábios com pior classificação. Os pacientes relataram muito prejuízo nas atividades sociais, muita insatisfação com a face e médio prejuízo da alimentação. A análise de associação revelou que a autopercepção da face em repouso está associada ao sexo e ao comprometimento neurológico. Conclusão: Os pacientes na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral possuem autopercepção de que a paralisia facial impacta no movimento dos lábios e atividades psicossociais, sendo pior para as mulheres e naqueles com o nível de comprometimento neurológico moderado e grave.
{"title":"Autopercepção da paralisia facial e condições sociodemográficasclínicas de pacientes pós-AVC agudo","authors":"Raquel Karoline Gonçalves Amaral, Aline Mansueto Mourão, Simone Rosa Barreto, Tatiana Chaves Simões, L. C. Vicente","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i2e54511","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i2e54511","url":null,"abstract":"Introdução: A Paralisia Facial é uma das sequelas mais comuns em pacientes pós- Acidente Vascular Cerebral, podendo ocasionar uma série de consequências negativas para autopercepção. Objetivos: Avaliar autopercepção dos pacientes quanto à paralisia facial pós-Acidente Vascular Cerebral na fase aguda e verificar se está relacionada às condições sociodemográficas e clínicas. Método: Trata-se de estudo descritivo observacional com 86 pacientes com paralisia facial pós-Acidente Vascular Cerebral. Os critérios de inclusão foram idade acima de 18 anos, escala de Glasgow maior que 13 e compreensão preservada. Dados sócio-demográficos e clínicos foram extraídos do prontuário. A mímica facial foi avaliada com protocolo House & Brackmann (1985) e a autopercepção quanto aos incômodos físicos e psicossociais pelo questionário de auto-avaliação da condição facial. Foram realizadas análises descritiva e de associação com significância estatística de 5%. Resultados: O grau de comprometimento da paralisia facial variou entre moderado a paralisia total. A maioria dos pacientes avaliou a face em repouso como boa, movimento da face como péssima e ruim, sendo os lábios com pior classificação. Os pacientes relataram muito prejuízo nas atividades sociais, muita insatisfação com a face e médio prejuízo da alimentação. A análise de associação revelou que a autopercepção da face em repouso está associada ao sexo e ao comprometimento neurológico. Conclusão: Os pacientes na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral possuem autopercepção de que a paralisia facial impacta no movimento dos lábios e atividades psicossociais, sendo pior para as mulheres e naqueles com o nível de comprometimento neurológico moderado e grave.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745013","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-21DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i2e54339
Milena de Souza Carvalho, Amanda Brait Zerbeto, R. Y. S. Chun
Introdução: A linguagem entre os homens evoluiu ao longo da história. Comprometimentos de fala e linguagem podem acarretar em situação de vulnerabilidade comunicativa, influenciando na participação da pessoa no processo terapêutico e tomada de decisões clínicas. Objetivo: Investigar a percepção de futuros profissionais de medicina, fonoaudiologia e enfermagem quanto à comunicação com o paciente a partir de vivências nos campos de estágios. Método: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, com amostra de 85 alunos. Para a coleta de dados utilizou-se questionário online. Resultados: Todos participantes consideraram importante, ou muito importante, a comunicação com o paciente. Para a maioria dos participantes de fonoaudiologia (84,8%) e de medicina (65,6%) a comunicação com os pacientes é efetiva, enquanto que os de enfermagem (55%) referiram certa dificuldade. 35% dos alunos de enfermagem e 28,1% dos de medicina informaram que não tiveram contato com pacientes não oralizados; 33,3% dos alunos de Fonoaudiologia responderam que, nesses casos, a comunicação é efetiva, pois eles utilizavam outras formas de comunicação. Todos consideraram que o não falar coloca o paciente em situação de vulnerabilidade. Conclusão: Os resultados evidenciam que a comunicação paciente-futuro profissional de saúde é considerada importante para todos os participantes. Os achados reiteram a importância da temática na graduação e da comunicação na relação paciente-profissional para o bem-estar de vida e saúde da pessoa, sendo essa questão responsabilidade da equipe e não apenas do fonoaudiólogo, tendo em vista uma formação e atenção integrada e humanizada.
{"title":"Linguagem, interação e vulnerabilidade comunicativa na relação de cuidado ao paciente","authors":"Milena de Souza Carvalho, Amanda Brait Zerbeto, R. Y. S. Chun","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i2e54339","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i2e54339","url":null,"abstract":"Introdução: A linguagem entre os homens evoluiu ao longo da história. Comprometimentos de fala e linguagem podem acarretar em situação de vulnerabilidade comunicativa, influenciando na participação da pessoa no processo terapêutico e tomada de decisões clínicas. Objetivo: Investigar a percepção de futuros profissionais de medicina, fonoaudiologia e enfermagem quanto à comunicação com o paciente a partir de vivências nos campos de estágios. Método: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, com amostra de 85 alunos. Para a coleta de dados utilizou-se questionário online. Resultados: Todos participantes consideraram importante, ou muito importante, a comunicação com o paciente. Para a maioria dos participantes de fonoaudiologia (84,8%) e de medicina (65,6%) a comunicação com os pacientes é efetiva, enquanto que os de enfermagem (55%) referiram certa dificuldade. 35% dos alunos de enfermagem e 28,1% dos de medicina informaram que não tiveram contato com pacientes não oralizados; 33,3% dos alunos de Fonoaudiologia responderam que, nesses casos, a comunicação é efetiva, pois eles utilizavam outras formas de comunicação. Todos consideraram que o não falar coloca o paciente em situação de vulnerabilidade. Conclusão: Os resultados evidenciam que a comunicação paciente-futuro profissional de saúde é considerada importante para todos os participantes. Os achados reiteram a importância da temática na graduação e da comunicação na relação paciente-profissional para o bem-estar de vida e saúde da pessoa, sendo essa questão responsabilidade da equipe e não apenas do fonoaudiólogo, tendo em vista uma formação e atenção integrada e humanizada.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48553210","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e51934
A. L. Feitosa, Maria Gabriella Pacheco da Silva
Introdução: os bancos de leite humano foram criados para apoiar e incentivar o aleitamento materno, atuando como estratégia de política pública na redução da mortalidade neonatal e proteção à saúde do binômio. Por se tratar de um espaço de atuação multidisciplinar, os bancos de leite tornam-se um ambiente ideal para a atuação do fonoaudiólogo, profissional que contribui no suporte às mães, especialmente durante o estabelecimento da amamentação exclusiva. Objetivo: relatar as possibilidades de atuação fonoaudiológica em um banco de leite humano. Descrição da experiência: estudo de abordagem qualitativa descritiva do tipo relato de experiência, realizado entre os meses de março e julho de 2020, em um Banco de Leite Humano de uma maternidade pública do Nordeste, credenciada na Iniciativa Hospital Amigo da Criança. A vivência compreendeu dois seguimentos: atuação técnica e atuação assistencial. As experiências foram apresentadas por meio da narração discursiva. O espaço de atuação da Fonoaudiologia em um banco de leite humano pode ser diversificado, pois abrange a atuação técnica e assistencial, desde o recebimento do leite humano doado à assistência a puérpera e ao recém-nascido. É necessário capacitação específica para que o profissional seja inserido dentro da equipe de um banco de leite humano. Considerações finais: Foi possível identificar, por meio da experiência, o papel do fonoaudiólogo no banco de leite humano, bem como compreender a necessidade da sua inserção na equipe deste setor no âmbito hospitalar.
{"title":"Banco de Leite Humano","authors":"A. L. Feitosa, Maria Gabriella Pacheco da Silva","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e51934","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e51934","url":null,"abstract":"Introdução: os bancos de leite humano foram criados para apoiar e incentivar o aleitamento materno, atuando como estratégia de política pública na redução da mortalidade neonatal e proteção à saúde do binômio. Por se tratar de um espaço de atuação multidisciplinar, os bancos de leite tornam-se um ambiente ideal para a atuação do fonoaudiólogo, profissional que contribui no suporte às mães, especialmente durante o estabelecimento da amamentação exclusiva. Objetivo: relatar as possibilidades de atuação fonoaudiológica em um banco de leite humano. Descrição da experiência: estudo de abordagem qualitativa descritiva do tipo relato de experiência, realizado entre os meses de março e julho de 2020, em um Banco de Leite Humano de uma maternidade pública do Nordeste, credenciada na Iniciativa Hospital Amigo da Criança. A vivência compreendeu dois seguimentos: atuação técnica e atuação assistencial. As experiências foram apresentadas por meio da narração discursiva. O espaço de atuação da Fonoaudiologia em um banco de leite humano pode ser diversificado, pois abrange a atuação técnica e assistencial, desde o recebimento do leite humano doado à assistência a puérpera e ao recém-nascido. É necessário capacitação específica para que o profissional seja inserido dentro da equipe de um banco de leite humano. Considerações finais: Foi possível identificar, por meio da experiência, o papel do fonoaudiólogo no banco de leite humano, bem como compreender a necessidade da sua inserção na equipe deste setor no âmbito hospitalar.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47875622","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e54627
G. Bernardo, D. Potgurski, Daniela Silva, Janaina Souza, Ivonete Heidemann, A. Arakawa-Belaunde
Objetivo: analisar as reflexões acerca da saúde auditiva vivenciadas por idosos em Círculos de Cultura, na perspectiva da promoção da saúde. Método: estudo qualitativo, tipo ação participante, fundamentado no Itinerário de Pesquisa de Paulo Freire que consiste de três etapas: investigação temática, codificação e descodificação, e o desvelamento crítico. Foram realizados quatro Círculos de Cultura com 13 idosos participantes de uma Universidade Aberta da Terceira Idade de um município do sul do país. O desvelamento foi realizado com base na metodologia Freireana, que prevê o processo analítico. Resultados: Os participantes, por meio de debates e reflexões, expressaram por escrito e verbalmente suas percepções acerca da audição. Foram investigados 22 temas geradores que revelaram as percepções, as transformações, os medos, as dificuldades de aceitação e superação das dificuldades relacionadas à temática sobre a audição. Os participantes desvelaram interesse em realizar exames auditivos para monitorar suas habilidades auditivas. Conclusão: Os Círculos de Cultura realizados com idosos participantes desvelou a possibilidade de ampliar seus conhecimentos a respeito da saúde auditiva e contribuir para melhoria da sua qualidade de vida.
{"title":"Percepção de idosos na promoção da saúde auditiva","authors":"G. Bernardo, D. Potgurski, Daniela Silva, Janaina Souza, Ivonete Heidemann, A. Arakawa-Belaunde","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e54627","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e54627","url":null,"abstract":"Objetivo: analisar as reflexões acerca da saúde auditiva vivenciadas por idosos em Círculos de Cultura, na perspectiva da promoção da saúde. Método: estudo qualitativo, tipo ação participante, fundamentado no Itinerário de Pesquisa de Paulo Freire que consiste de três etapas: investigação temática, codificação e descodificação, e o desvelamento crítico. Foram realizados quatro Círculos de Cultura com 13 idosos participantes de uma Universidade Aberta da Terceira Idade de um município do sul do país. O desvelamento foi realizado com base na metodologia Freireana, que prevê o processo analítico. Resultados: Os participantes, por meio de debates e reflexões, expressaram por escrito e verbalmente suas percepções acerca da audição. Foram investigados 22 temas geradores que revelaram as percepções, as transformações, os medos, as dificuldades de aceitação e superação das dificuldades relacionadas à temática sobre a audição. Os participantes desvelaram interesse em realizar exames auditivos para monitorar suas habilidades auditivas. Conclusão: Os Círculos de Cultura realizados com idosos participantes desvelou a possibilidade de ampliar seus conhecimentos a respeito da saúde auditiva e contribuir para melhoria da sua qualidade de vida.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744776","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e54202
Andressa Thaiany Carvalho, Maria Lúcia Vaz Masson
Introdução: a voz é essencial para preservação e manutenção da cultura de grupos sociais. O povo Pankararu, vincula sua língua-mãe aos rituais religiosos. A principal forma de transmitir a tradição oral é através dos cantos nos rituais dos Praiás. Objetivo: resgatar o uso de voz pelos cantadores Pankararu no ritual dos Praiás, à luz do saber tradicional e científico. Método: estudo qualitativo, do tipo história de vida, autobiográfica, no qual foram acessadas memórias individuais e coletivas da comunidade Pankararu, considerando a caracterização do povo, do ambiente e o uso de voz nos rituais. Resultados: os cantadores utilizam a voz de maneira intensa e contínua, sem hidratação, e fumam cachimbo durante o ritual. O local onde cantam é um terreiro, espaço aberto, exposto às intempéries da natureza, com presença de poeira. Para cuidar da voz, baseiam-se no saber tradicional, apresentando uma visão distinta do conhecimento científico, no qual a voz representa sua cultura e identidade. Nesta perspectiva, hábitos descritos pela literatura como deletérios, são considerados saudáveis, demonstrando uma concepção singular de saúde. Conclusão: o conhecimento científico, paralelamente ao tradicional, poderá contribuir para estabelecimento de cuidados que visem à saúde vocal dos Pankararus. Poderei oferecer ao meu povo, o qual apresenta demandas de saúde, conhecimentos científicos proporcionando uma melhor qualidade de voz e vida.
{"title":"uso da voz nos rituais indígenas Pankararu","authors":"Andressa Thaiany Carvalho, Maria Lúcia Vaz Masson","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e54202","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e54202","url":null,"abstract":"Introdução: a voz é essencial para preservação e manutenção da cultura de grupos sociais. O povo Pankararu, vincula sua língua-mãe aos rituais religiosos. A principal forma de transmitir a tradição oral é através dos cantos nos rituais dos Praiás. Objetivo: resgatar o uso de voz pelos cantadores Pankararu no ritual dos Praiás, à luz do saber tradicional e científico. Método: estudo qualitativo, do tipo história de vida, autobiográfica, no qual foram acessadas memórias individuais e coletivas da comunidade Pankararu, considerando a caracterização do povo, do ambiente e o uso de voz nos rituais. Resultados: os cantadores utilizam a voz de maneira intensa e contínua, sem hidratação, e fumam cachimbo durante o ritual. O local onde cantam é um terreiro, espaço aberto, exposto às intempéries da natureza, com presença de poeira. Para cuidar da voz, baseiam-se no saber tradicional, apresentando uma visão distinta do conhecimento científico, no qual a voz representa sua cultura e identidade. Nesta perspectiva, hábitos descritos pela literatura como deletérios, são considerados saudáveis, demonstrando uma concepção singular de saúde. Conclusão: o conhecimento científico, paralelamente ao tradicional, poderá contribuir para estabelecimento de cuidados que visem à saúde vocal dos Pankararus. Poderei oferecer ao meu povo, o qual apresenta demandas de saúde, conhecimentos científicos proporcionando uma melhor qualidade de voz e vida.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745122","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e51813
T. S. Feitosa, Nathaly Santiago Silva, Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento
Introdução: A eletromiografia de superfície (EMGs) é um exame objetivo, indolor, não invasivo e de fácil aplicação utilizado para avaliar as atividades elétricas de determinado músculo ou grupo muscular durante a máxima contração voluntária, repouso e dinâmica funcional. Objetivo: Comparar a variação do potencial elétrico dos músculos masseteres entre o repouso e máxima contração voluntária em indivíduos com faixas etárias diferentes. Método: A pesquisa foi aprovada em comitê de ética e executada na Clínica Escola do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Sergipe obedecendo aos rigores éticos e de biossegurança. A amostra foi composta por 26 adultos sem queixas orofaciais, sexo masculino e idade variando entre 26 e 42 anos, divididos em Grupo 1 e Grupo 2, os quais assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido concordando com a participação na pesquisa. Os voluntários foram submetidos à avaliação eletromiográfica dos músculos masseteres durante o repouso e máxima contração voluntária. Resultados: Houve uma diminuição da atividade elétrica do masseter quando se comparou o G1 com o G2, porém não foi observada uma linearidade desse declínio ao analisar o universo estudado. Por isso, deve-se levar em consideração que o envelhecimento é um processo fisiológico particular de cada ser, sendo influenciado por múltiplos fatores intrínsecos e extrínsecos ao organismo. Observou-se, também, que no repouso nenhum indivíduo teve absolutamente 0 nos seus registros eletromiográficos, caracterizando um estado basal de atividade elétrica para garantia do tônus. Conclusão: Foi verificado que os voluntários com 30 anos ou mais apresentaram um declínio nos potenciais mioelétricos e, possivelmente, um déficit de força associado.
{"title":"Variação da atividade elétrica entre o repouso e a máxima contração voluntária dos músculos masseteres em homens adultos","authors":"T. S. Feitosa, Nathaly Santiago Silva, Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e51813","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e51813","url":null,"abstract":"Introdução: A eletromiografia de superfície (EMGs) é um exame objetivo, indolor, não invasivo e de fácil aplicação utilizado para avaliar as atividades elétricas de determinado músculo ou grupo muscular durante a máxima contração voluntária, repouso e dinâmica funcional. Objetivo: Comparar a variação do potencial elétrico dos músculos masseteres entre o repouso e máxima contração voluntária em indivíduos com faixas etárias diferentes. Método: A pesquisa foi aprovada em comitê de ética e executada na Clínica Escola do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Sergipe obedecendo aos rigores éticos e de biossegurança. A amostra foi composta por 26 adultos sem queixas orofaciais, sexo masculino e idade variando entre 26 e 42 anos, divididos em Grupo 1 e Grupo 2, os quais assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido concordando com a participação na pesquisa. Os voluntários foram submetidos à avaliação eletromiográfica dos músculos masseteres durante o repouso e máxima contração voluntária. Resultados: Houve uma diminuição da atividade elétrica do masseter quando se comparou o G1 com o G2, porém não foi observada uma linearidade desse declínio ao analisar o universo estudado. Por isso, deve-se levar em consideração que o envelhecimento é um processo fisiológico particular de cada ser, sendo influenciado por múltiplos fatores intrínsecos e extrínsecos ao organismo. Observou-se, também, que no repouso nenhum indivíduo teve absolutamente 0 nos seus registros eletromiográficos, caracterizando um estado basal de atividade elétrica para garantia do tônus. Conclusão: Foi verificado que os voluntários com 30 anos ou mais apresentaram um declínio nos potenciais mioelétricos e, possivelmente, um déficit de força associado.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47371299","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e55291
A. Souza, L. Oliveira, Anaelena Bragança de Moraes, Sabrina Fehlin Nunes
Objetivo: Analisar relação entre sofrimento psíquico e atraso na aquisição da linguagem. Método: uma amostra de 101 bebês, acompanhados dos três aos 24 meses por meio de filmagens das interações com suas mães, foram avaliados por protocolos de avaliação do psiquismo (Sinais PREAUT, roteiro IRDI e MCHAT) e pelos sinais enunciativos de aquisição da linguagem (SEAL). Os dados foram analisados estatisticamente por meio do teste de correlação de Pearson. Resultados: Observou-se maior correlação entre o roteiro IRDI, os Sinais PREAUT no primeiro semestre de vida. No segundo, terceiro e quarto semestre de vida dos bebês, o risco psíquico e o atraso na aquisição da linguagem coincidem, mas também há casos de atraso na aquisição da linguagem sem risco psíquico. Conclusão: Houve relação significativa entre presença de sofrimento psíquico e atraso na aquisição da linguagem.
{"title":"Relação entre sofrimento psíquico e atraso na aquisição da linguagem nos dois primeiros anos de vida","authors":"A. Souza, L. Oliveira, Anaelena Bragança de Moraes, Sabrina Fehlin Nunes","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e55291","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e55291","url":null,"abstract":"Objetivo: Analisar relação entre sofrimento psíquico e atraso na aquisição da linguagem. Método: uma amostra de 101 bebês, acompanhados dos três aos 24 meses por meio de filmagens das interações com suas mães, foram avaliados por protocolos de avaliação do psiquismo (Sinais PREAUT, roteiro IRDI e MCHAT) e pelos sinais enunciativos de aquisição da linguagem (SEAL). Os dados foram analisados estatisticamente por meio do teste de correlação de Pearson. Resultados: Observou-se maior correlação entre o roteiro IRDI, os Sinais PREAUT no primeiro semestre de vida. No segundo, terceiro e quarto semestre de vida dos bebês, o risco psíquico e o atraso na aquisição da linguagem coincidem, mas também há casos de atraso na aquisição da linguagem sem risco psíquico. Conclusão: Houve relação significativa entre presença de sofrimento psíquico e atraso na aquisição da linguagem.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47118228","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e54130
P. Macêdo, B. Lima, Vladimir Andrei Rodrigues Arce
Introdução: Experiências de formação interprofissional no âmbito dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família – Atenção Básica (NASF-AB) podem representar uma importante estratégia de contraposição à fragmentação do trabalho em saúde e, consequentemente, do cuidado, favorecendo a uma atuação em saúde mais eficiente, a partir das necessidades de saúde da comunidade. Objetivo: Discutir a experiência de formação interdisciplinar e interprofissional em saúde de um estudante de Fonoaudiologia vivenciada em um estágio curricular no contexto de um NASF-AB em Salvador, Bahia, Brasil. Descrição: As atividades dos estudantes foram organizadas em 5 frentes de trabalho, a saber: 1. Discussão de casos com profissionais com vistas à atualização do Planejamento Terapêutico Singular; 2. Grupos educativos voltados à prevenção; 3. Atendimentos individuais; 4. Programa Saúde na Escola; e 5. Intervenção pedagógica com profissionais. Considerações finais: A experiência de formação interprofissional no contexto do NASF-AB permitiu o desenvolvimento de competências colaborativas para o trabalho em equipe interprofissional, como a comunicação interprofissional, a clarificação de papéis, e a responsabilidade e trabalho em equipe, fundamentais para o alcance da integralidade do cuidado em saúde. Ademais, permitiu refletir sobre os limites da formação essencialmente clínica e fragmentada que hegemoniza a Fonoaudiologia no Brasil, bem como sobre sua insuficiente inserção na Atenção Primária em Saúde. Durante a experiência, outras reflexões foram suscitadas e permitiram a compreensão de conceitos importantes através da articulação teórico-prática possibilitada pela vivência em campo.
{"title":"Núcleo Ampliado de Saúde da Família como espaço estratégico de aprendizagem interprofissional em saúde","authors":"P. Macêdo, B. Lima, Vladimir Andrei Rodrigues Arce","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e54130","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e54130","url":null,"abstract":"Introdução: Experiências de formação interprofissional no âmbito dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família – Atenção Básica (NASF-AB) podem representar uma importante estratégia de contraposição à fragmentação do trabalho em saúde e, consequentemente, do cuidado, favorecendo a uma atuação em saúde mais eficiente, a partir das necessidades de saúde da comunidade. Objetivo: Discutir a experiência de formação interdisciplinar e interprofissional em saúde de um estudante de Fonoaudiologia vivenciada em um estágio curricular no contexto de um NASF-AB em Salvador, Bahia, Brasil. Descrição: As atividades dos estudantes foram organizadas em 5 frentes de trabalho, a saber: 1. Discussão de casos com profissionais com vistas à atualização do Planejamento Terapêutico Singular; 2. Grupos educativos voltados à prevenção; 3. Atendimentos individuais; 4. Programa Saúde na Escola; e 5. Intervenção pedagógica com profissionais. Considerações finais: A experiência de formação interprofissional no contexto do NASF-AB permitiu o desenvolvimento de competências colaborativas para o trabalho em equipe interprofissional, como a comunicação interprofissional, a clarificação de papéis, e a responsabilidade e trabalho em equipe, fundamentais para o alcance da integralidade do cuidado em saúde. Ademais, permitiu refletir sobre os limites da formação essencialmente clínica e fragmentada que hegemoniza a Fonoaudiologia no Brasil, bem como sobre sua insuficiente inserção na Atenção Primária em Saúde. Durante a experiência, outras reflexões foram suscitadas e permitiram a compreensão de conceitos importantes através da articulação teórico-prática possibilitada pela vivência em campo.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745105","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-25DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e54343
Vitor Sérgio Borges, Ester Grammeliski Bergami, E. H. M. Azevedo, M. Guimarães
Introdução: As escalas de avaliação perceptivo-auditiva são amplamente utilizadas na clínica vocal. O objetivo desta comunicação é apresentar uma proposta de ferramenta para análise digital do CAPE-V e da escala GRBASI. Descrição: O protocolo digital foi elaborado utilizando o software Microsoft Excel® para Microsoft 365® com base na versão adaptada culturalmente do CAPE-V para o português brasileiro e na escala japonesa GRBASI. A ferramenta foi organizada em quatro planilhas conjuntas, sendo uma de dados gerais, duas para anotar as avaliações dos parâmetros e uma para comparar as avaliações pré- e pós-intervenção. Considerações finais: Em relação ao CAPE-V, a ferramenta produzida é capaz de mensurar, de forma automática, as escalas analógico-visuais de cada parâmetro avaliado e realizar as somatórias necessárias. Com a GRBASI é possível o preenchimento da escala considerando-se os graus dos parâmetros alterados, que podem variar de ausente (zero) a acentuado (três). São gerados gráficos e tabelas que auxiliam nas análises clínicas tanto do CAPE-V como da GRBASI. Acreditamos que esta ferramenta possa contribuir de diversas formas, como: ferramenta acessível e digital para uso clínico e para pesquisa; pode ser utilizada para treinamento perceptivo-auditivo; pode ser útil para demonstrar ao paciente, por meio dos gráficos gerados, o feedback sobre sua evolução em fonoterapia; pode facilitar o fluxo de informações obtidas na avaliação, além de contribuir para a redução do uso de papel. O download está disponível gratuitamente.
{"title":"Protocolo Consensus Auditory-perceptual Evaluation of Voice (CAPE-V) e GRBASI","authors":"Vitor Sérgio Borges, Ester Grammeliski Bergami, E. H. M. Azevedo, M. Guimarães","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e54343","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e54343","url":null,"abstract":"Introdução: As escalas de avaliação perceptivo-auditiva são amplamente utilizadas na clínica vocal. O objetivo desta comunicação é apresentar uma proposta de ferramenta para análise digital do CAPE-V e da escala GRBASI. Descrição: O protocolo digital foi elaborado utilizando o software Microsoft Excel® para Microsoft 365® com base na versão adaptada culturalmente do CAPE-V para o português brasileiro e na escala japonesa GRBASI. A ferramenta foi organizada em quatro planilhas conjuntas, sendo uma de dados gerais, duas para anotar as avaliações dos parâmetros e uma para comparar as avaliações pré- e pós-intervenção. Considerações finais: Em relação ao CAPE-V, a ferramenta produzida é capaz de mensurar, de forma automática, as escalas analógico-visuais de cada parâmetro avaliado e realizar as somatórias necessárias. Com a GRBASI é possível o preenchimento da escala considerando-se os graus dos parâmetros alterados, que podem variar de ausente (zero) a acentuado (três). São gerados gráficos e tabelas que auxiliam nas análises clínicas tanto do CAPE-V como da GRBASI. Acreditamos que esta ferramenta possa contribuir de diversas formas, como: ferramenta acessível e digital para uso clínico e para pesquisa; pode ser utilizada para treinamento perceptivo-auditivo; pode ser útil para demonstrar ao paciente, por meio dos gráficos gerados, o feedback sobre sua evolução em fonoterapia; pode facilitar o fluxo de informações obtidas na avaliação, além de contribuir para a redução do uso de papel. O download está disponível gratuitamente.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"20 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745229","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-29DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e52385
T. Rocha, A. Medeiros, Bárbara Louise Costa Messias, Anna Irenne de Lima Azevedo, Cíntia Alves Salgado-Azoni
Introdução: Há influência positiva no desenvolvimento da linguagem, quando ocorre a exposição a um novo idioma. No entanto, quando se considera esse contexto em crianças com dificuldade de aprendizagem, o deficit apresentado na primeira língua pode ser transferido para o aprendizado da segunda. Objetivo: O objetivo do presente estudo é caracterizar o desempenho em processamento fonológico e leitura em três crianças com dificuldade de aprendizagem em escolas bilíngues português-inglês. Método: Os dados gerais sobre o desenvolvimento e desempenho nas habilidades de consciência fonológica, memória de trabalho fonológica, acesso ao léxico mental e leitura em três crianças de 8 a 9 anos de idade, cursando 2º e 3º ano do ensino fundamental foram descritos; todos com, ao menos, dois anos de exposição à escola bilíngue, especialmente na alfabetização. Na avaliação, foram aplicados os protocolos CONFIAS, Memória de Trabalho Fonológica, TENA, RAN e Protocolo de Avaliação da Compreensão Leitora de Textos Expositivos. Resultado: as crianças apresentaram desempenho aquém do esperado nas habilidades do processamento fonológico, na fluência da leitura oral, bem como na compreensão leitora. Conclusão: esses resultados podem contribuir tanto para a compreensão de aspectos da linguagem escrita na atuação do fonoaudiólogo com crianças bilíngues, quanto para as implicações clínicas e educacionais, haja vista a escassez de estudos nessa área, no Brasil.
{"title":"Processamento fonológico e leitura em crianças com dificuldade de aprendizagem em escolas bilíngues português-inglês","authors":"T. Rocha, A. Medeiros, Bárbara Louise Costa Messias, Anna Irenne de Lima Azevedo, Cíntia Alves Salgado-Azoni","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e52385","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e52385","url":null,"abstract":"Introdução: Há influência positiva no desenvolvimento da linguagem, quando ocorre a exposição a um novo idioma. No entanto, quando se considera esse contexto em crianças com dificuldade de aprendizagem, o deficit apresentado na primeira língua pode ser transferido para o aprendizado da segunda. Objetivo: O objetivo do presente estudo é caracterizar o desempenho em processamento fonológico e leitura em três crianças com dificuldade de aprendizagem em escolas bilíngues português-inglês. Método: Os dados gerais sobre o desenvolvimento e desempenho nas habilidades de consciência fonológica, memória de trabalho fonológica, acesso ao léxico mental e leitura em três crianças de 8 a 9 anos de idade, cursando 2º e 3º ano do ensino fundamental foram descritos; todos com, ao menos, dois anos de exposição à escola bilíngue, especialmente na alfabetização. Na avaliação, foram aplicados os protocolos CONFIAS, Memória de Trabalho Fonológica, TENA, RAN e Protocolo de Avaliação da Compreensão Leitora de Textos Expositivos. Resultado: as crianças apresentaram desempenho aquém do esperado nas habilidades do processamento fonológico, na fluência da leitura oral, bem como na compreensão leitora. Conclusão: esses resultados podem contribuir tanto para a compreensão de aspectos da linguagem escrita na atuação do fonoaudiólogo com crianças bilíngues, quanto para as implicações clínicas e educacionais, haja vista a escassez de estudos nessa área, no Brasil.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47640721","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}