Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e55322
Pablo Jordão Alcântara Cruz, Évora Gaia Carvalho Lima, Josilene Luciene Duarte, Nathália Monteiro Santos, Kelly da Silva, Grace Anne Azevedo Dória, Raphaela Barroso Guedes-Granzotti
Introdução: A Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico causado pela ausência ou diminuição da secreção de insulina ou por alterações do funcionamento deste hormônio no organismo, podendo envolver alterações físicas e cognitivas. Objetivo: Analisar os aspectos audiológicos e cognitivos de adultos com Diabetes Mellitus tipo 2. Método: Estudo transversal realizado em pessoas com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os gêneros. Os participantes foram divididos em dois grupos: Grupo Estudo (GE) - pessoas com diagnóstico de Diabetes Mellitus e o Grupo Controle (GC) - pessoas sem Diabetes. Todos foram submetidos à avaliação glicêmica, cognitiva e audiológica. Para análise estatística foi utilizado o teste de Mann-Whitney, sendo estipulado o nível de significância de 0,05. Resultados: Participaram do estudo 32 indivíduos sendo 19 (59,4%) no GE e 13 (40,6%) no GC. A média de idade dos participantes foi de 46,8 ± 8,3 anos, com escolaridade média de 6,8 ± 6 anos, sendo 25 (78,1%) do gênero feminino e 7 (21,9%) do masculino. Foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos para a pontuação referente à atenção e cálculo, recordação e escore total do MEEM, com pior desempenho no GE. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos nos aspectos audiológicos avaliados. Conclusão: Indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 não apresentaram riscos para alterações audiológicas com os instrumentos utilizados, entretanto apresentaram um alto risco para alterações cognitivas. Os achados demonstram que o acompanhamento fonoaudiológico constante é essencial para identificar as alterações precocemente.
{"title":"Aspectos audiológicos e cognitivos em adultos com Diabetes Mellitus tipo 2","authors":"Pablo Jordão Alcântara Cruz, Évora Gaia Carvalho Lima, Josilene Luciene Duarte, Nathália Monteiro Santos, Kelly da Silva, Grace Anne Azevedo Dória, Raphaela Barroso Guedes-Granzotti","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e55322","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e55322","url":null,"abstract":"Introdução: A Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico causado pela ausência ou diminuição da secreção de insulina ou por alterações do funcionamento deste hormônio no organismo, podendo envolver alterações físicas e cognitivas. Objetivo: Analisar os aspectos audiológicos e cognitivos de adultos com Diabetes Mellitus tipo 2. Método: Estudo transversal realizado em pessoas com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os gêneros. Os participantes foram divididos em dois grupos: Grupo Estudo (GE) - pessoas com diagnóstico de Diabetes Mellitus e o Grupo Controle (GC) - pessoas sem Diabetes. Todos foram submetidos à avaliação glicêmica, cognitiva e audiológica. Para análise estatística foi utilizado o teste de Mann-Whitney, sendo estipulado o nível de significância de 0,05. Resultados: Participaram do estudo 32 indivíduos sendo 19 (59,4%) no GE e 13 (40,6%) no GC. A média de idade dos participantes foi de 46,8 ± 8,3 anos, com escolaridade média de 6,8 ± 6 anos, sendo 25 (78,1%) do gênero feminino e 7 (21,9%) do masculino. Foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos para a pontuação referente à atenção e cálculo, recordação e escore total do MEEM, com pior desempenho no GE. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos nos aspectos audiológicos avaliados. Conclusão: Indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 não apresentaram riscos para alterações audiológicas com os instrumentos utilizados, entretanto apresentaram um alto risco para alterações cognitivas. Os achados demonstram que o acompanhamento fonoaudiológico constante é essencial para identificar as alterações precocemente.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745792","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e54102
Juliana de Souza Moraes Mori, Giséli Pereira De Freitas, Maria Claudia Cunha, Pablo Rodrigo Rocha Ferraz, Léslie Piccoloto Ferreira
Introdução: Para fortalecer uma profissão é imprescindível a prática vinculada a estudos científicos. Doutorado é o curso de pós-graduação que permite aos profissionais se dedicar a uma pesquisa aprofundada sobre determinado tema com objetivo de solucionar problemas relevantes à sociedade e contribuir com o conhecimento acadêmico e o progresso científico. Objetivo: Caracterizar o perfil dos fonoaudiólogos brasileiros e suas respectivas teses defendidas na área de linguagem entre os anos de 1976 e 2017. Método: Estudo documental retrospectivo do tipo exploratório baseado em análise de banco de dados com informações de diferentes variáveis sobre o perfil do pesquisador e das teses defendidas, a saber: sexo; tempo entre término da graduação e defesa da tese; tipo de instituição em que a tese foi defendida; região geográfica; área de conhecimento estabelecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq; temáticas de acordo com os Comitês da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia-SBFa e quanto aos objetivos e métodos utilizados. Resultados: Dentre as 396 teses analisadas, a maioria dos doutores é do sexo feminino (94%), defendeu sua tese em até 10 anos após a graduação (35%), em instituições públicas (76%), situadas na região Sudeste (67,7%), em programas da área da Linguística, Letras e Artes (42,5%), com temática em Linguagem oral e escrita na infância e adolescência (57,6%), versando sobre avaliação (60,7%). Conclusão: A maioria das teses foi defendida por doutores do sexo feminino em instituições brasileiras e públicas da região Sudeste, abordando temas de linguagem oral e escrita na infância e na adolescência.
{"title":"Perfil das teses da área da linguagem defendidas por fonoaudiólogos brasileiros","authors":"Juliana de Souza Moraes Mori, Giséli Pereira De Freitas, Maria Claudia Cunha, Pablo Rodrigo Rocha Ferraz, Léslie Piccoloto Ferreira","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e54102","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e54102","url":null,"abstract":"Introdução: Para fortalecer uma profissão é imprescindível a prática vinculada a estudos científicos. Doutorado é o curso de pós-graduação que permite aos profissionais se dedicar a uma pesquisa aprofundada sobre determinado tema com objetivo de solucionar problemas relevantes à sociedade e contribuir com o conhecimento acadêmico e o progresso científico. Objetivo: Caracterizar o perfil dos fonoaudiólogos brasileiros e suas respectivas teses defendidas na área de linguagem entre os anos de 1976 e 2017. Método: Estudo documental retrospectivo do tipo exploratório baseado em análise de banco de dados com informações de diferentes variáveis sobre o perfil do pesquisador e das teses defendidas, a saber: sexo; tempo entre término da graduação e defesa da tese; tipo de instituição em que a tese foi defendida; região geográfica; área de conhecimento estabelecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq; temáticas de acordo com os Comitês da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia-SBFa e quanto aos objetivos e métodos utilizados. Resultados: Dentre as 396 teses analisadas, a maioria dos doutores é do sexo feminino (94%), defendeu sua tese em até 10 anos após a graduação (35%), em instituições públicas (76%), situadas na região Sudeste (67,7%), em programas da área da Linguística, Letras e Artes (42,5%), com temática em Linguagem oral e escrita na infância e adolescência (57,6%), versando sobre avaliação (60,7%). Conclusão: A maioria das teses foi defendida por doutores do sexo feminino em instituições brasileiras e públicas da região Sudeste, abordando temas de linguagem oral e escrita na infância e na adolescência.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745994","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e55560
Natalia Fernandes Estima, Juliana Habiro de Souza Miguel, Marisa Frasson de Azevedo, D. Gil
Introdução: O implante coclear beneficia o indivíduo com perda auditiva tanto no desenvolvimento da linguagem, quanto no aprimoramento da percepção dos sons da fala. A cirurgia do implante coclear bem-sucedida, somada à estimulação adequada e ao monitoramento correto, proporcionam um melhor desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem das crianças. Nesse sentido, além de controlar as variáveis de idade na cirurgia e acesso à terapia fonoaudiológica para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem, conhecer as famílias e de que maneira ela influencia no desempenho das crianças é extremamente válido, pois pode melhorar o acolhimento e direcionar melhor o aconselhamento. Objetivo: verificar a relação entre as categorias de audição e de linguagem considerando a idade na cirurgia e a relação entre as categorias de audição, linguagem e de envolvimento familiar em crianças usuárias de implante coclear. Método: A amostra estudada foi composta por 15 crianças com idade entre 2,2 e 8,3 anos. Foram utilizados questionários que mensuravam a percepção auditiva, a percepção de fala e o uso da linguagem pelas crianças. Foi aplicada também a escala de avaliação do envolvimento familiar para o auxílio na categorização das crianças a partir da audição e da linguagem. Resultados: Houve relação significante entre categorias de audição e envolvimento familiar e audição e linguagem. Não houve relação entre a idade da criança na cirurgia e as categorias de audição e de linguagem. Também não houve relação entre o envolvimento familiar e linguagem. Conclusão: A idade da criança na implantação do dispositivo não se relacionou com a classificação das categorias de audição e de linguagem. As crianças de famílias mais participativas apresentaram melhores índices de desenvolvimento auditivo.
{"title":"Categorias auditivas e de linguagem em crianças usuárias de Implante Coclear","authors":"Natalia Fernandes Estima, Juliana Habiro de Souza Miguel, Marisa Frasson de Azevedo, D. Gil","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e55560","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e55560","url":null,"abstract":"Introdução: O implante coclear beneficia o indivíduo com perda auditiva tanto no desenvolvimento da linguagem, quanto no aprimoramento da percepção dos sons da fala. A cirurgia do implante coclear bem-sucedida, somada à estimulação adequada e ao monitoramento correto, proporcionam um melhor desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem das crianças. Nesse sentido, além de controlar as variáveis de idade na cirurgia e acesso à terapia fonoaudiológica para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem, conhecer as famílias e de que maneira ela influencia no desempenho das crianças é extremamente válido, pois pode melhorar o acolhimento e direcionar melhor o aconselhamento. Objetivo: verificar a relação entre as categorias de audição e de linguagem considerando a idade na cirurgia e a relação entre as categorias de audição, linguagem e de envolvimento familiar em crianças usuárias de implante coclear. Método: A amostra estudada foi composta por 15 crianças com idade entre 2,2 e 8,3 anos. Foram utilizados questionários que mensuravam a percepção auditiva, a percepção de fala e o uso da linguagem pelas crianças. Foi aplicada também a escala de avaliação do envolvimento familiar para o auxílio na categorização das crianças a partir da audição e da linguagem. Resultados: Houve relação significante entre categorias de audição e envolvimento familiar e audição e linguagem. Não houve relação entre a idade da criança na cirurgia e as categorias de audição e de linguagem. Também não houve relação entre o envolvimento familiar e linguagem. Conclusão: A idade da criança na implantação do dispositivo não se relacionou com a classificação das categorias de audição e de linguagem. As crianças de famílias mais participativas apresentaram melhores índices de desenvolvimento auditivo.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48248184","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e55042
Patrícia Aparecida Zuanetti, A. Cardoso, Kelly da Silva, Ângela Cristina Pontes-Fernandes, Ana Paula Andrade Hamad, Marisa Tomoe Hebihara Fukuda
Introdução: A narrativa escrita deve articular a ideia principal através da relação entre tema, personagens e desfecho, sendo responsabilidade de quem escreve relacionar esses componentes para levá-los à coerência. A coerência consiste de uma dependência de relações macro-linguísticas (associação do tema do texto às estruturas que o compõem) e micro-linguísticas (conectivos que trarão coesão à narrativa), a fim de proporcionar ao texto o poder de interpretação. Objetivo: analisar quais variáveis linguísticas estavam relacionadas ao melhor desempenho em coerência nas narrativas escritas de escolares do ensino fundamental. Métodos: a amostra foi composta por 37 crianças (idade entre 7 – 11 anos) sem deficiência intelectual e/ou deficiência auditiva. Cada criança teve sua elaboração escrita classificada em adequada (coerência nível III e IV segundo instrumento utilizado) ou inadequada (coerência nível I ou II). Posteriormente, foi analisado um conjunto de variáveis que poderiam estar relacionadas ao desempenho da narrativa, a saber: compreensão oral, vocabulário, consciência fonológica, consciência morfossintática, memória de trabalho – alça fonológica, leitura e escrita. Todas essas variáveis foram avaliadas através de testes padronizados. Para a análise estatística utilizou-se modelo de regressão logística. Resultados: dentre todas as habilidades linguísticas avaliadas, consciência morfossintática (p = 0,02) foi a variável significativa. Somada a estas, temos também a escolaridade (p = 0,01), porém a consciência morfossintática apresentou coeficiente negativo enquanto a escolaridade apresentou coeficiente positivo. Conclusão: crianças que apresentam alteração em consciência morfossintática apresentam maiores chances de elaborarem narrativas escritas incoerentes. Já as crianças com maior grau de escolaridade, são as que possuem textos mais adequados.
{"title":"Coerência em narrativas escritas de crianças com dificuldades escolares ou queixas comportamentais","authors":"Patrícia Aparecida Zuanetti, A. Cardoso, Kelly da Silva, Ângela Cristina Pontes-Fernandes, Ana Paula Andrade Hamad, Marisa Tomoe Hebihara Fukuda","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e55042","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e55042","url":null,"abstract":"Introdução: A narrativa escrita deve articular a ideia principal através da relação entre tema, personagens e desfecho, sendo responsabilidade de quem escreve relacionar esses componentes para levá-los à coerência. A coerência consiste de uma dependência de relações macro-linguísticas (associação do tema do texto às estruturas que o compõem) e micro-linguísticas (conectivos que trarão coesão à narrativa), a fim de proporcionar ao texto o poder de interpretação. Objetivo: analisar quais variáveis linguísticas estavam relacionadas ao melhor desempenho em coerência nas narrativas escritas de escolares do ensino fundamental. Métodos: a amostra foi composta por 37 crianças (idade entre 7 – 11 anos) sem deficiência intelectual e/ou deficiência auditiva. Cada criança teve sua elaboração escrita classificada em adequada (coerência nível III e IV segundo instrumento utilizado) ou inadequada (coerência nível I ou II). Posteriormente, foi analisado um conjunto de variáveis que poderiam estar relacionadas ao desempenho da narrativa, a saber: compreensão oral, vocabulário, consciência fonológica, consciência morfossintática, memória de trabalho – alça fonológica, leitura e escrita. Todas essas variáveis foram avaliadas através de testes padronizados. Para a análise estatística utilizou-se modelo de regressão logística. Resultados: dentre todas as habilidades linguísticas avaliadas, consciência morfossintática (p = 0,02) foi a variável significativa. Somada a estas, temos também a escolaridade (p = 0,01), porém a consciência morfossintática apresentou coeficiente negativo enquanto a escolaridade apresentou coeficiente positivo. Conclusão: crianças que apresentam alteração em consciência morfossintática apresentam maiores chances de elaborarem narrativas escritas incoerentes. Já as crianças com maior grau de escolaridade, são as que possuem textos mais adequados.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745772","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e56768
Gabriela Damaris Ribeiro Nogueira, Andrezza Gonzalez Escarce, Júlia Barcelos Lara, Ana Kelly Barbosa Vieira, Beatriz de Matos Cirilo, D. B. Britto
Introdução: Pesquisas sobre caracterização de pacientes, condições de saúde, demandas para atendimento e serviços fonoaudiológicos permitem o direcionamento de ações, a elaboração de políticas e o desenvolvimento de recursos para a ampliação da qualidade da assistência. Objetivo: Caracterizar os pacientes de um ambulatório de Fonoaudiologia, área de linguagem oral, de um hospital universitário, e verificar a associação do diagnóstico fonoaudiológico com os dados sociodemográficos. Métodos: Realizada coleta de dados sociodemográficos e clínicos em prontuários de pacientes do ambulatório de Fonoaudiologia, área da linguagem oral infantil, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. A análise descritiva foi realizada por meio da distribuição de frequência das variáveis categóricas e análise das medidas de tendência central e de dispersão das variáveis contínuas; a análise de associação foi por meio dos testes Qui-quadrado de Pearson e Kruskal-Wallis. Resultados: Houve prevalência do sexo masculino, média de idade de 6,70 anos, estudante da rede pública, proveniente da região metropolitana e regionais com baixos indicadores socioeconômicos, que realizam acompanhamento médico concomitante ao fonoaudiológico, diagnóstico realizado em idade pré-escolar e maior ocorrência de transtornos de linguagem associados a outras condições de saúde. Houve associação entre o diagnóstico fonoaudiológico e idade na época do diagnóstico. Conclusão: O estudo contribui para o conhecimento do perfil sociodemográfico da população assistida, favorecendo a organização e a otimização da assistência conforme as demandas dos usuários, dinamizando o atendimento e proporcionando maior rotatividade e abrangência ao público.
{"title":"Caracterização de pacientes atendidos em um ambulatório-escola de Fonoaudiologia","authors":"Gabriela Damaris Ribeiro Nogueira, Andrezza Gonzalez Escarce, Júlia Barcelos Lara, Ana Kelly Barbosa Vieira, Beatriz de Matos Cirilo, D. B. Britto","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e56768","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e56768","url":null,"abstract":"Introdução: Pesquisas sobre caracterização de pacientes, condições de saúde, demandas para atendimento e serviços fonoaudiológicos permitem o direcionamento de ações, a elaboração de políticas e o desenvolvimento de recursos para a ampliação da qualidade da assistência. Objetivo: Caracterizar os pacientes de um ambulatório de Fonoaudiologia, área de linguagem oral, de um hospital universitário, e verificar a associação do diagnóstico fonoaudiológico com os dados sociodemográficos. Métodos: Realizada coleta de dados sociodemográficos e clínicos em prontuários de pacientes do ambulatório de Fonoaudiologia, área da linguagem oral infantil, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. A análise descritiva foi realizada por meio da distribuição de frequência das variáveis categóricas e análise das medidas de tendência central e de dispersão das variáveis contínuas; a análise de associação foi por meio dos testes Qui-quadrado de Pearson e Kruskal-Wallis. Resultados: Houve prevalência do sexo masculino, média de idade de 6,70 anos, estudante da rede pública, proveniente da região metropolitana e regionais com baixos indicadores socioeconômicos, que realizam acompanhamento médico concomitante ao fonoaudiológico, diagnóstico realizado em idade pré-escolar e maior ocorrência de transtornos de linguagem associados a outras condições de saúde. Houve associação entre o diagnóstico fonoaudiológico e idade na época do diagnóstico. Conclusão: O estudo contribui para o conhecimento do perfil sociodemográfico da população assistida, favorecendo a organização e a otimização da assistência conforme as demandas dos usuários, dinamizando o atendimento e proporcionando maior rotatividade e abrangência ao público.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746188","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e52646
Jainara Medina Teixeira, Karen de Oliveira dos Passos, Sheila Petry Rockenbach
Introdução: A traqueostomia pode impactar na deglutição e gerar alterações neurofisiológicas e mecânicas. Objetivo: Analisar a funcionalidade da deglutição em pacientes traqueostomizados internados em um hospital universitário, pré e pós intervenção fonoaudiológica por meio da análise de protocolos do serviço – Protocolo Adaptado (base na escala FOIS e Protocolo de Avaliação do Risco para Disfagia – PARD). Método: Estudo transversal, retrospectivo, analítico observacional, de abordagem quantitativa. Analisados 114 protocolos de avaliação da deglutição, verificou-se o grau de disfagia conforme a classificação de O’Neil e escala FOIS em um período de quatro anos. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (29894920.5.0000.5349). Resultados: Após analisados os protocolos constataram-se que a maioria era do sexo masculino com média de idade de 54,55 anos. Observou-se a predominância das seguintes comorbidades prévias de saúde: pneumonia, hipertensão arterial sistêmica e acidente vascular encefálico isquêmico. Após o acompanhamento fonoaudiológico houve melhora da biomecânica da deglutição com mais pacientes apresentando deglutição funcional – um (0,9%) para 12 (10,5%), redução do número de sujeitos com disfagia grave – 32 (28,1%) para 17 (14,9%) e maior ingestão por via oral – 79 (69,3%) dos pacientes aumentaram o nível de ingestão oral conforme a escala FOIS. A maior parte da amostra apresentou boa tolerância à oclusão de traqueostomia e 60 (52,6%) progrediram para decanulação. Conclusão: A presença da traqueostomia impactou sobre a funcionalidade da deglutição, pois a maioria dos pacientes possuía algum grau de disfagia. Ressalta-se a importância da atuação fonoaudiológica no processo de reabilitação da deglutição, auxiliando no processo de decanulação.
{"title":"Características de deglutição e ingestão oral pré e pós acompanhamento fonoaudiológico de pacientes traqueostomizados internados em um hospital universitário","authors":"Jainara Medina Teixeira, Karen de Oliveira dos Passos, Sheila Petry Rockenbach","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e52646","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e52646","url":null,"abstract":"Introdução: A traqueostomia pode impactar na deglutição e gerar alterações neurofisiológicas e mecânicas. Objetivo: Analisar a funcionalidade da deglutição em pacientes traqueostomizados internados em um hospital universitário, pré e pós intervenção fonoaudiológica por meio da análise de protocolos do serviço – Protocolo Adaptado (base na escala FOIS e Protocolo de Avaliação do Risco para Disfagia – PARD). Método: Estudo transversal, retrospectivo, analítico observacional, de abordagem quantitativa. Analisados 114 protocolos de avaliação da deglutição, verificou-se o grau de disfagia conforme a classificação de O’Neil e escala FOIS em um período de quatro anos. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (29894920.5.0000.5349). Resultados: Após analisados os protocolos constataram-se que a maioria era do sexo masculino com média de idade de 54,55 anos. Observou-se a predominância das seguintes comorbidades prévias de saúde: pneumonia, hipertensão arterial sistêmica e acidente vascular encefálico isquêmico. Após o acompanhamento fonoaudiológico houve melhora da biomecânica da deglutição com mais pacientes apresentando deglutição funcional – um (0,9%) para 12 (10,5%), redução do número de sujeitos com disfagia grave – 32 (28,1%) para 17 (14,9%) e maior ingestão por via oral – 79 (69,3%) dos pacientes aumentaram o nível de ingestão oral conforme a escala FOIS. A maior parte da amostra apresentou boa tolerância à oclusão de traqueostomia e 60 (52,6%) progrediram para decanulação. Conclusão: A presença da traqueostomia impactou sobre a funcionalidade da deglutição, pois a maioria dos pacientes possuía algum grau de disfagia. Ressalta-se a importância da atuação fonoaudiológica no processo de reabilitação da deglutição, auxiliando no processo de decanulação.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745893","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e56470
C. Silvério, D. Sellers, Daniella Curcio, Maria Inês Rebelo Gonçalves
Objetivo: realizar a tradução e equivalência cultural e linguística para o Português Brasileiro do Eating and Drinking Ability Classification System (EDACS). Método: realizou-se a tradução do EDACS para a língua portuguesa por duas fonoaudiólogas bilíngues e especialistas em disfagia. As duas traduções foram comparadas entre as próprias fonoaudiólogas, sendo as incompatibilidades discutidas entre si e decisões tomadas por consenso. Após o instrumento traduzido, este foi enviado para uma terceira fonoaudióloga, brasileira, bilíngue, residente nos Estados Unidos, para que a retrotradução para o inglês fosse realizada. A versão inicial do instrumento e a retro tradução foram confrontadas entre si, sendo as discrepâncias analisadas, discutidas e definidas por consenso. Resultados: os processos de tradução e adaptação cultural requereram maior esforço na definição da nomenclatura das consistências utilizadas e não trouxeram modificações com relação à estrutura da escala original. Conclusão: realizou-se a equivalência cultural do Sistema de Classificação das Habilidades do Comer e Beber – EDACS-PT/BR para o português brasileiro.
{"title":"Eating and Drinking Ability Classification System – EDACS","authors":"C. Silvério, D. Sellers, Daniella Curcio, Maria Inês Rebelo Gonçalves","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e56470","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e56470","url":null,"abstract":"Objetivo: realizar a tradução e equivalência cultural e linguística para o Português Brasileiro do Eating and Drinking Ability Classification System (EDACS). Método: realizou-se a tradução do EDACS para a língua portuguesa por duas fonoaudiólogas bilíngues e especialistas em disfagia. As duas traduções foram comparadas entre as próprias fonoaudiólogas, sendo as incompatibilidades discutidas entre si e decisões tomadas por consenso. Após o instrumento traduzido, este foi enviado para uma terceira fonoaudióloga, brasileira, bilíngue, residente nos Estados Unidos, para que a retrotradução para o inglês fosse realizada. A versão inicial do instrumento e a retro tradução foram confrontadas entre si, sendo as discrepâncias analisadas, discutidas e definidas por consenso. Resultados: os processos de tradução e adaptação cultural requereram maior esforço na definição da nomenclatura das consistências utilizadas e não trouxeram modificações com relação à estrutura da escala original. Conclusão: realizou-se a equivalência cultural do Sistema de Classificação das Habilidades do Comer e Beber – EDACS-PT/BR para o português brasileiro.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745924","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e53847
Jaqueline de Souza Fernandes, Ana Paula Duca, Juliana Cemin, Fátima Mucha
Introdução: Fatores de risco para o desenvolvimento infantil podem ocasionar alterações na comunicação, como linguagem e fala, funções auditivas e estomatognáticas. O programa Bebê Precioso, inserido na atenção básica da cidade de Joinville, Santa Catarina, visa acompanhar recém-nascidos (RNs) e lactentes de 0 a 24 meses, egressos da Unidade Neonatal, com histórico de fatores de risco para as alterações no desenvolvimento global. Objetivo: Identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento infantil e relacionados à fonoaudiologia, de RNs e lactentes acompanhados por este programa de atenção primária à saúde. Método: Estudo retrospectivo de caráter descritivo, com análise quantitativa de dados de prontuários de RNs e lactentes atendidos no programa no período de março de 2019 a março de 2020. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 58RNs e lactentes. Os fatores de risco mais frequentes foram a prematuridade (77,5%), baixo peso ao nascer (72,5%), alterações respiratórias (50%), asfixia perinatal (19%), hiperbilirrubinemia (13,8%), quadro de infecção grave (12%), malformações congênitas e síndromes genéticas (5,2%) e alterações neurológicas (5%). 53,5% dos RNs foram atendidos pelos discentes de fonoaudiologia. Destes, 61,3% apresentaram alterações fonoaudiológicas, sendo 42,1% na motricidade orofacial, 42,1% auditivas e 15,8% no desenvolvimento da linguagem. Conclusão: Os participantes do presente estudo, apresentaram fatores de risco para alterações fonoaudiológicas de linguagem, motricidade orofacial e habilidades auditivas. Enfatiza-se a importância do fonoaudiólogo em programas de follow-up.
{"title":"Levantamento dos indicadores de risco para o desenvolvimento infantil em um programa de Atenção Primária à Saúde","authors":"Jaqueline de Souza Fernandes, Ana Paula Duca, Juliana Cemin, Fátima Mucha","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e53847","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e53847","url":null,"abstract":"Introdução: Fatores de risco para o desenvolvimento infantil podem ocasionar alterações na comunicação, como linguagem e fala, funções auditivas e estomatognáticas. O programa Bebê Precioso, inserido na atenção básica da cidade de Joinville, Santa Catarina, visa acompanhar recém-nascidos (RNs) e lactentes de 0 a 24 meses, egressos da Unidade Neonatal, com histórico de fatores de risco para as alterações no desenvolvimento global. Objetivo: Identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento infantil e relacionados à fonoaudiologia, de RNs e lactentes acompanhados por este programa de atenção primária à saúde. Método: Estudo retrospectivo de caráter descritivo, com análise quantitativa de dados de prontuários de RNs e lactentes atendidos no programa no período de março de 2019 a março de 2020. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 58RNs e lactentes. Os fatores de risco mais frequentes foram a prematuridade (77,5%), baixo peso ao nascer (72,5%), alterações respiratórias (50%), asfixia perinatal (19%), hiperbilirrubinemia (13,8%), quadro de infecção grave (12%), malformações congênitas e síndromes genéticas (5,2%) e alterações neurológicas (5%). 53,5% dos RNs foram atendidos pelos discentes de fonoaudiologia. Destes, 61,3% apresentaram alterações fonoaudiológicas, sendo 42,1% na motricidade orofacial, 42,1% auditivas e 15,8% no desenvolvimento da linguagem. Conclusão: Os participantes do presente estudo, apresentaram fatores de risco para alterações fonoaudiológicas de linguagem, motricidade orofacial e habilidades auditivas. Enfatiza-se a importância do fonoaudiólogo em programas de follow-up.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745944","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e54938
Thaís Fernandes Sebastião, A. C. Constantini, M. F. Françozo
Introduction: the transgender woman, a person who identifies and performs in femininity, has increasingly looked for vocal therapy due to gender incongruence. Objective: to know the experiences and perceptions of these women about health, gender dysphoria, voice and society, to identify possible triggering factors of their discomforts and reflect on the speech therapy performance in this context, since health, in a broad view, is biopsychosocial, while voice, is a subjective construction. Method: Cross-sectional qualitative approach, with semi-structured interviews. Participants were found by the snowball technique and evaluation of the data was obtained by content analysis. Results: participants from the State of São Paulo, most of them study and/or work. They use hormones unsupervised due to the urgency of aligning with their gender identity. Negative social experiences generate discomfort and insecurity, showing that the other’s point of view impairs self-perception. Thus, they seek passability to avoid harassment. The voice was seen as a trigger to have their bodies and gender questioned, and vocal therapy is seen as positive, for working on vocal potentialities, self-perception, and self-acceptance. Having peer support and positive transgender references provide greater self-confidence, acceptance, and reassurance in gender confirmation. Final considerations: psychosocial aspects, cisheteronormativity and demands of transgender people should be considered in transgender health care, including vocal therapy, as well as discussion about the demands of this public should be proposed in society in order to promote health and inclusion to this population.
{"title":"Transgender women","authors":"Thaís Fernandes Sebastião, A. C. Constantini, M. F. Françozo","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e54938","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e54938","url":null,"abstract":"Introduction: the transgender woman, a person who identifies and performs in femininity, has increasingly looked for vocal therapy due to gender incongruence. Objective: to know the experiences and perceptions of these women about health, gender dysphoria, voice and society, to identify possible triggering factors of their discomforts and reflect on the speech therapy performance in this context, since health, in a broad view, is biopsychosocial, while voice, is a subjective construction. Method: Cross-sectional qualitative approach, with semi-structured interviews. Participants were found by the snowball technique and evaluation of the data was obtained by content analysis. Results: participants from the State of São Paulo, most of them study and/or work. They use hormones unsupervised due to the urgency of aligning with their gender identity. Negative social experiences generate discomfort and insecurity, showing that the other’s point of view impairs self-perception. Thus, they seek passability to avoid harassment. The voice was seen as a trigger to have their bodies and gender questioned, and vocal therapy is seen as positive, for working on vocal potentialities, self-perception, and self-acceptance. Having peer support and positive transgender references provide greater self-confidence, acceptance, and reassurance in gender confirmation. Final considerations: psychosocial aspects, cisheteronormativity and demands of transgender people should be considered in transgender health care, including vocal therapy, as well as discussion about the demands of this public should be proposed in society in order to promote health and inclusion to this population.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"3 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68746213","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-02DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i3e56191
Cristiane Magacho-Coelho, Zuleica Camargo
Introdução: os avanços metodológicos e tecnológicos têm se apresentado em todas as áreas da Fonoaudiologia e não seria diferente nas Ciências da Fala, especificamente na Fonética Acústica. Dermatoglifia é o estudo científico das cristas dermopapilares, encontradas na impressão digital, considerada um marcador genético e identifica habilidades físicas básicas, como força, velocidade, resistência e coordenação motora. O método dermatoglífico vem sendo utilizado no diagnóstico diferencial de algumas síndromes, assim como parte integrante de processo de avaliação da qualidade vocal de profissionais da voz falada e cantada. Objetivo: descrever uma proposta de roteiro de análise dermatoglífica (DAF), que integre a avaliação da qualidade vocal, tanto de profissionais da voz falada e cantada, quanto daqueles falantes que não usam a voz profissionalmente. Descrição: o roteiro do método dermatoglífico como possibilidade de uso para Fonoaudiologia propõe a coleta das impressões digitais, a identificação dos desenhos digitais e seu predomínio, a detecção do perfil dermatoglífico, de fórmula digital, a soma da quantidade de linhas e de deltas dos dedos das mãos e a constatação das habilidades físicas potencializadas e não-potencializadas. Considerações finais: esta comunicação aponta para a integração do método dermatoglífico ao processo avaliativo da qualidade vocal de profissionais da voz falada e cantada. Representa também uma linha de investigação acerca do enfoque das habilidades musculares de indivíduos, não apenas na área de voz, mas nas demais áreas de atuação da Fonoaudiologia, por meio do Roteiro DAF – Dermatoglifia Aplicada à Fonoaudiologia.
引言:言语治疗的各个领域都有方法和技术的进步,言语科学,特别是声学语音学也没有什么不同。皮纹是对指纹中发现的皮冠的科学研究,被认为是一种遗传标记,可以识别力量、速度、抵抗力和运动协调性等基本身体能力。皮纹法已被用于某些综合征的鉴别诊断,也是口语和歌唱专业人员嗓音质量评估过程中不可或缺的一部分。目的:描述一种提出的皮纹分析脚本(DAF),该脚本集成了口语和歌唱专业人士以及不专业使用语音的说话者的语音质量评估。描述:作为语音语言病理学的一种可能性,皮纹方法的脚本提出了指纹的收集、数字绘图及其优势的识别、皮纹轮廓的检测、数字公式,手指的线条和三角形的数量之和以及增强和非增强的身体能力的验证。最后要注意的是:本次交流将皮纹法融入到口语和演唱嗓音专业人员的嗓音质量评估过程中。它还通过DAF-Dermatography Applied to speech therapy Roadmap,代表了对个人肌肉能力重点的调查,不仅在语音领域,而且在语音治疗的其他领域。
{"title":"Dermatoglifia Aplicada à Fonoaudiologia","authors":"Cristiane Magacho-Coelho, Zuleica Camargo","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i3e56191","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i3e56191","url":null,"abstract":"Introdução: os avanços metodológicos e tecnológicos têm se apresentado em todas as áreas da Fonoaudiologia e não seria diferente nas Ciências da Fala, especificamente na Fonética Acústica. Dermatoglifia é o estudo científico das cristas dermopapilares, encontradas na impressão digital, considerada um marcador genético e identifica habilidades físicas básicas, como força, velocidade, resistência e coordenação motora. O método dermatoglífico vem sendo utilizado no diagnóstico diferencial de algumas síndromes, assim como parte integrante de processo de avaliação da qualidade vocal de profissionais da voz falada e cantada. Objetivo: descrever uma proposta de roteiro de análise dermatoglífica (DAF), que integre a avaliação da qualidade vocal, tanto de profissionais da voz falada e cantada, quanto daqueles falantes que não usam a voz profissionalmente. Descrição: o roteiro do método dermatoglífico como possibilidade de uso para Fonoaudiologia propõe a coleta das impressões digitais, a identificação dos desenhos digitais e seu predomínio, a detecção do perfil dermatoglífico, de fórmula digital, a soma da quantidade de linhas e de deltas dos dedos das mãos e a constatação das habilidades físicas potencializadas e não-potencializadas. Considerações finais: esta comunicação aponta para a integração do método dermatoglífico ao processo avaliativo da qualidade vocal de profissionais da voz falada e cantada. Representa também uma linha de investigação acerca do enfoque das habilidades musculares de indivíduos, não apenas na área de voz, mas nas demais áreas de atuação da Fonoaudiologia, por meio do Roteiro DAF – Dermatoglifia Aplicada à Fonoaudiologia.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49184921","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}