Pub Date : 2022-03-29DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e53064
L. P. Ferreira, Raiza Brasileiro Rocha, Daniella Spacassassi Centurión, Thelma Mello Thomé De Souza, S. P. P. Giannini
Introdução: apesar das questões relacionadas à voz do professor serem muito pesquisadas, poucas iniciativas de intervenção na modalidade remota têm sido analisadas. Objetivo: avaliar o conhecimento de informações referentes ao autocuidado sobre a voz, na perspectiva de professores, que concluíram o curso “Promovendo o Bem-Estar Vocal do Professor” realizado pela Escola Municipal de Saúde de São Paulo, na modalidade on-line. Método: pesquisa, de natureza observacional e transversal, analisou as respostas de 162 participantes dadas a um questionário apresentado no início e ao final de um curso que contou com oito módulos e três encontros presenciais (total 40 horas). Por meio de análise estatística foi comparado o conhecimento de informações e práticas de autocuidado com a voz. Resultados: diferença estatisticamente significativa foi registrada ao final do curso, com relato de maior conhecimento sobre os cuidados para manter a voz saudável; como a voz é produzida; uso de recursos de expressividade verbal e não verbal; observação da interferência das emoções na voz e pensar em estratégias para melhorar o ambiente de trabalho. Os exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal e os de ressonância foram praticados por um número de sujeitos aquém do esperado. Conclusão: os professores que participaram do curso “Promovendo o Bem-Estar Vocal do Professor”, em sua maioria, foram sensibilizados, com registro de maior conhecimento sobre a produção da voz e autocuidado. Alguns ajustes devem ser feitos na oferta deste curso a próximas turmas, quanto à realização e incorporação no dia a dia das práticas apresentadas.
{"title":"Promovendo o bem-estar vocal do professor","authors":"L. P. Ferreira, Raiza Brasileiro Rocha, Daniella Spacassassi Centurión, Thelma Mello Thomé De Souza, S. P. P. Giannini","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53064","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53064","url":null,"abstract":"Introdução: apesar das questões relacionadas à voz do professor serem muito pesquisadas, poucas iniciativas de intervenção na modalidade remota têm sido analisadas. Objetivo: avaliar o conhecimento de informações referentes ao autocuidado sobre a voz, na perspectiva de professores, que concluíram o curso “Promovendo o Bem-Estar Vocal do Professor” realizado pela Escola Municipal de Saúde de São Paulo, na modalidade on-line. Método: pesquisa, de natureza observacional e transversal, analisou as respostas de 162 participantes dadas a um questionário apresentado no início e ao final de um curso que contou com oito módulos e três encontros presenciais (total 40 horas). Por meio de análise estatística foi comparado o conhecimento de informações e práticas de autocuidado com a voz. Resultados: diferença estatisticamente significativa foi registrada ao final do curso, com relato de maior conhecimento sobre os cuidados para manter a voz saudável; como a voz é produzida; uso de recursos de expressividade verbal e não verbal; observação da interferência das emoções na voz e pensar em estratégias para melhorar o ambiente de trabalho. Os exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal e os de ressonância foram praticados por um número de sujeitos aquém do esperado. Conclusão: os professores que participaram do curso “Promovendo o Bem-Estar Vocal do Professor”, em sua maioria, foram sensibilizados, com registro de maior conhecimento sobre a produção da voz e autocuidado. Alguns ajustes devem ser feitos na oferta deste curso a próximas turmas, quanto à realização e incorporação no dia a dia das práticas apresentadas.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744913","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e54103
Ana Carolina Girardo, Paula Mello Pereira Passos, R. Y. S. Chun
Introdução: As condições de vida e saúde de crianças com Síndrome Congênita pelo Zika vírus (SCZV) constituem importante questão de Saúde Pública. As alterações no neurodesenvolvimento impactam na vida familiar e implicam cuidados multi e interdisciplinares. São necessários estudos de itinerários terapêuticos dos familiares em busca de assistência à saúde e educação. Objetivo: Conhecer os itinerários terapêuticos de familiares de crianças com SCZV de uma cidade da região metropolitana de Salvador/Bahia. Método: Estudo descritivo e transversal de abordagem qualitativa. Foram gravados, transcritos e analisados vídeos de entrevistas com oito familiares. Estabeleceram-se eixos temáticos: conhecimento e impacto do diagnóstico, busca e suporte no cuidado em saúde e inclusão educacional. Resultados: O conhecimento do diagnóstico da SCZV ocorreu depois do parto, para maioria dos familiares. Todos receberam orientação e encaminhamentos, principalmente, de profissionais da rede pública de saúde. As crianças foram encaminhadas para diferentes especialidades. Receberam prioridade em atendimento emergencial. Algumas participantes referiram angústia ao receber o diagnóstico, mudanças na dinâmica e vida familiar, longa espera para cadeira de rodas, dificuldades de acesso às instituições especializadas pela distância e falta de transporte e problemas na inclusão educacional por falta de auxiliares de sala. A maioria apontou o apoio de parentes e amigos. Conclusão: Os achados evidenciam os impactos dos itinerários terapêuticos na vida dessas famílias e as dificuldades enfrentadas pelas repercussões no neurodesenvolvimento das crianças na busca pela assistência. Os resultados contribuem para formulações de políticas públicas consonantes às necessidades dessas crianças.
{"title":"Itinerários Terapêuticos de familiares de crianças com Síndrome Congênita pelo Zika Vírus de uma cidade da região metropolitana de Salvador/Bahia","authors":"Ana Carolina Girardo, Paula Mello Pereira Passos, R. Y. S. Chun","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e54103","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e54103","url":null,"abstract":"Introdução: As condições de vida e saúde de crianças com Síndrome Congênita pelo Zika vírus (SCZV) constituem importante questão de Saúde Pública. As alterações no neurodesenvolvimento impactam na vida familiar e implicam cuidados multi e interdisciplinares. São necessários estudos de itinerários terapêuticos dos familiares em busca de assistência à saúde e educação. Objetivo: Conhecer os itinerários terapêuticos de familiares de crianças com SCZV de uma cidade da região metropolitana de Salvador/Bahia. Método: Estudo descritivo e transversal de abordagem qualitativa. Foram gravados, transcritos e analisados vídeos de entrevistas com oito familiares. Estabeleceram-se eixos temáticos: conhecimento e impacto do diagnóstico, busca e suporte no cuidado em saúde e inclusão educacional. Resultados: O conhecimento do diagnóstico da SCZV ocorreu depois do parto, para maioria dos familiares. Todos receberam orientação e encaminhamentos, principalmente, de profissionais da rede pública de saúde. As crianças foram encaminhadas para diferentes especialidades. Receberam prioridade em atendimento emergencial. Algumas participantes referiram angústia ao receber o diagnóstico, mudanças na dinâmica e vida familiar, longa espera para cadeira de rodas, dificuldades de acesso às instituições especializadas pela distância e falta de transporte e problemas na inclusão educacional por falta de auxiliares de sala. A maioria apontou o apoio de parentes e amigos. Conclusão: Os achados evidenciam os impactos dos itinerários terapêuticos na vida dessas famílias e as dificuldades enfrentadas pelas repercussões no neurodesenvolvimento das crianças na busca pela assistência. Os resultados contribuem para formulações de políticas públicas consonantes às necessidades dessas crianças.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49021805","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e52506
Camila Chagas de Lima, Débora Manzano Nogueira, A. C. Fiorini
Objetivo: Avaliar a autopercepção e as condições de saúde em idosos assistidos em um Programa Acompanhante do Idoso (PAI) do Município de São Paulo. Método: Estudo observacional de abordagem quantitativa, com uso de dados secundários. Foram sujeitos desta pesquisa 41 idosos cujos dados da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa na Atenção Básica (AMPI/AB) constavam em banco de dados do referido PAI. As informações correspondem aos seguintes parâmetros de saúde da pessoa idosa: idade, autopercepção de saúde, arranjo familiar, condições crônicas de saúde, medicamentos, internações, quedas, visão, audição, limitação física, cognição, humor, atividades básicas de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, incontinência, perda de peso não intencional e condições bucais. Resultados: Predominância do sexo feminino, raça branca e média de idade de 81,53 anos. A maioria dos sujeitos referiu autopercepção regular, ruim ou muito ruim de saúde; morar acompanhados; possuir três ou mais condições crônicas de saúde, utilizar cinco ou mais fármacos ao dia, ausência de internação ou quedas nos últimos doze meses, possuir dificuldades visuais e auditivas, não possuir limitações físicas, piora na memória no último ano, alterações de humor, independência nas atividades básicas de vida diária e dependência nas atividades instrumentais de vida diária e, ainda, ausência de incontinência, de perda de peso não intencional e de alterações bucais. Quanto às classificações da AMPI/AB, a maioria dos idosos ficou na categoria “Pré-frágil” (51,3%), seguida de “Frágil” (39%) e “Saudável” (9,7%). Foram observadas associações da categoria “Frágil” com problemas auditivos e episódios de esquecimentos. Houve correlação entre aumento de idade e piora no resultado da AMPI/AB. Conclusão: Predomínio de autopercepção negativa da saúde, alta ocorrência de doenças crônicas - principalmente a hipertensão - e dependência dos sujeitos para realizar atividades instrumentais de vida diária. Idosos frágeis relataram mais dificuldades auditivas e episódios de esquecimentos. Há uma tendência de maiores acometimentos na saúde conforme o aumento da idade.
{"title":"Autopercepção e condições de saúde de uma população assistida em um programa acompanhante de idoso do município de São Paulo","authors":"Camila Chagas de Lima, Débora Manzano Nogueira, A. C. Fiorini","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e52506","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e52506","url":null,"abstract":"Objetivo: Avaliar a autopercepção e as condições de saúde em idosos assistidos em um Programa Acompanhante do Idoso (PAI) do Município de São Paulo. Método: Estudo observacional de abordagem quantitativa, com uso de dados secundários. Foram sujeitos desta pesquisa 41 idosos cujos dados da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa na Atenção Básica (AMPI/AB) constavam em banco de dados do referido PAI. As informações correspondem aos seguintes parâmetros de saúde da pessoa idosa: idade, autopercepção de saúde, arranjo familiar, condições crônicas de saúde, medicamentos, internações, quedas, visão, audição, limitação física, cognição, humor, atividades básicas de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, incontinência, perda de peso não intencional e condições bucais. Resultados: Predominância do sexo feminino, raça branca e média de idade de 81,53 anos. A maioria dos sujeitos referiu autopercepção regular, ruim ou muito ruim de saúde; morar acompanhados; possuir três ou mais condições crônicas de saúde, utilizar cinco ou mais fármacos ao dia, ausência de internação ou quedas nos últimos doze meses, possuir dificuldades visuais e auditivas, não possuir limitações físicas, piora na memória no último ano, alterações de humor, independência nas atividades básicas de vida diária e dependência nas atividades instrumentais de vida diária e, ainda, ausência de incontinência, de perda de peso não intencional e de alterações bucais. Quanto às classificações da AMPI/AB, a maioria dos idosos ficou na categoria “Pré-frágil” (51,3%), seguida de “Frágil” (39%) e “Saudável” (9,7%). Foram observadas associações da categoria “Frágil” com problemas auditivos e episódios de esquecimentos. Houve correlação entre aumento de idade e piora no resultado da AMPI/AB. Conclusão: Predomínio de autopercepção negativa da saúde, alta ocorrência de doenças crônicas - principalmente a hipertensão - e dependência dos sujeitos para realizar atividades instrumentais de vida diária. Idosos frágeis relataram mais dificuldades auditivas e episódios de esquecimentos. Há uma tendência de maiores acometimentos na saúde conforme o aumento da idade.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744863","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: O Sistema Contralateral Routing of Signal (CROS) é uma opção de intervenção auditiva com propósito de melhorar a percepção monoaural e minimizar as dificuldades da perda auditiva unilateral. Objetivo: analisar e descrever o público-alvo, o tempo de adaptação, o controle de uso do Sistema CROS, as avaliações utilizadas para medir os seus benefícios, sua efetividade e limitações. Método: Este estudo foi conduzido de acordo com as diretrizes PRISMA. A pesquisa bibliográfica foi realizada através dos bancos de dados científicos online na área da saúde, PubMed e Scopus, foram utilizadas as palavras-chave “Unilateral hearing loss”, “Hearing aid”, “CROS” e “Contralateral Routing of Signal”. Os resultados da pesquisa limitaram-se a artigos científicos experimentais, que abordavam diretamente o sistema CROS, publicados em inglês, português ou espanhol. Resultados: Onze artigos foram selecionados para a revisão do texto completo. Quanto aos usuários do CROS, a faixa etária variou entre nove a 84 anos; prevalência do sexo masculino. Observou-se grande diversidade nas avaliações, sendo realizadas com tempo de uso inferior a 30 dias e superior a seis meses, após adaptação do CROS. Tal avaliação era realizada por meio de questionários não padronizados e avaliações objetivas com estímulos controlados. O uso do CROS proporcionou benefícios na localização sonora, efeito sombra da cabeça e inteligibilidade de fala, porém não mostrou eficácia em situações ruidosas. Conclusão: Por ser um dispositivo, não invasivo, de fácil adaptação e manuseio que traz benefícios imediatos, o CROS deve ser a primeira opção na reabilitação da perda auditiva unilateral.
{"title":"Aplicabilidade e considerações clínicas do Sistema Contralateral Routing of Signal (CROS)","authors":"Vanessa De Oliveira Cristiano Nascimento, Letícia Bitencourt Uberti, Geise Corrêa Ferreira, Karina Carlesso Pagliarin","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e51149","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e51149","url":null,"abstract":"Introdução: O Sistema Contralateral Routing of Signal (CROS) é uma opção de intervenção auditiva com propósito de melhorar a percepção monoaural e minimizar as dificuldades da perda auditiva unilateral. Objetivo: analisar e descrever o público-alvo, o tempo de adaptação, o controle de uso do Sistema CROS, as avaliações utilizadas para medir os seus benefícios, sua efetividade e limitações. Método: Este estudo foi conduzido de acordo com as diretrizes PRISMA. A pesquisa bibliográfica foi realizada através dos bancos de dados científicos online na área da saúde, PubMed e Scopus, foram utilizadas as palavras-chave “Unilateral hearing loss”, “Hearing aid”, “CROS” e “Contralateral Routing of Signal”. Os resultados da pesquisa limitaram-se a artigos científicos experimentais, que abordavam diretamente o sistema CROS, publicados em inglês, português ou espanhol. Resultados: Onze artigos foram selecionados para a revisão do texto completo. Quanto aos usuários do CROS, a faixa etária variou entre nove a 84 anos; prevalência do sexo masculino. Observou-se grande diversidade nas avaliações, sendo realizadas com tempo de uso inferior a 30 dias e superior a seis meses, após adaptação do CROS. Tal avaliação era realizada por meio de questionários não padronizados e avaliações objetivas com estímulos controlados. O uso do CROS proporcionou benefícios na localização sonora, efeito sombra da cabeça e inteligibilidade de fala, porém não mostrou eficácia em situações ruidosas. Conclusão: Por ser um dispositivo, não invasivo, de fácil adaptação e manuseio que traz benefícios imediatos, o CROS deve ser a primeira opção na reabilitação da perda auditiva unilateral.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744805","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e53777
P. H. A. Carvalho, Ana Cláudia Fernandes, Rita de Cássia Ietto Montilha, R. Y. S. Chun
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, tem-se observado um aumento no ingresso de pessoas com deficiência no ensino superior, no entanto, este número ainda é pequeno diante do total de alunos matriculados. Sendo assim, uma educação superior inclusiva e aberta à diversidade tem sido amplamente estudada e incentivada no Brasil e, por isso, é oportuno relatar a experiência de um aluno cego egresso de um curso de Fonoaudiologia, a respeito de sua formação e inclusão por meio de práticas de integração ensino-serviço, a exemplo do atendimento de um paciente com gagueira. O curso de graduação em Fonoaudiologia e a ação de docentes especialistas em deficiência visual promoveram todo apoio à inclusão do aluno. E, em disciplina prática na assistência a pacientes com gagueira, ele contou com o apoio da docente responsável pela disciplina e com uma monitora participante do Programa de Estágio Docente da mesma universidade. O trabalho conjunto promoveu ações como adaptações de materiais, descrições de imagens, reconhecimento do espaço da sala, etc. Graças a estas e outras ações, o aluno foi se construindo como terapeuta, tendo sido estabelecido sólido vínculo com o paciente, que, ao final, apresentou evolução, de modo que lhe foi dada alta terapêutica. Esta experiência reforça a necessidade de as instituições do ensino superior estarem preparadas e sensíveis às demandas de pessoas com deficiência, em todos os cursos de graduação, a exemplo da Fonoaudiologia.
{"title":"Relato de um aluno cego egresso de Fonoaudiologia","authors":"P. H. A. Carvalho, Ana Cláudia Fernandes, Rita de Cássia Ietto Montilha, R. Y. S. Chun","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53777","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53777","url":null,"abstract":"Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, tem-se observado um aumento no ingresso de pessoas com deficiência no ensino superior, no entanto, este número ainda é pequeno diante do total de alunos matriculados. Sendo assim, uma educação superior inclusiva e aberta à diversidade tem sido amplamente estudada e incentivada no Brasil e, por isso, é oportuno relatar a experiência de um aluno cego egresso de um curso de Fonoaudiologia, a respeito de sua formação e inclusão por meio de práticas de integração ensino-serviço, a exemplo do atendimento de um paciente com gagueira. O curso de graduação em Fonoaudiologia e a ação de docentes especialistas em deficiência visual promoveram todo apoio à inclusão do aluno. E, em disciplina prática na assistência a pacientes com gagueira, ele contou com o apoio da docente responsável pela disciplina e com uma monitora participante do Programa de Estágio Docente da mesma universidade. O trabalho conjunto promoveu ações como adaptações de materiais, descrições de imagens, reconhecimento do espaço da sala, etc. Graças a estas e outras ações, o aluno foi se construindo como terapeuta, tendo sido estabelecido sólido vínculo com o paciente, que, ao final, apresentou evolução, de modo que lhe foi dada alta terapêutica. Esta experiência reforça a necessidade de as instituições do ensino superior estarem preparadas e sensíveis às demandas de pessoas com deficiência, em todos os cursos de graduação, a exemplo da Fonoaudiologia.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47221417","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e53197
Jhonata James Ribeiro de Oliveira, Ingrid Alves Moreira, D. B. Britto
Introdução: A terapia indireta é uma abordagem de intervenção terapêutica na qual se realizam orientações familiares e um treinamento dos cuidadores para que o entendimento da mesma seja ampliado. Este tipo de intervenção é relevante porque são os familiares as pessoas mais próximas das crianças, e, por meio das orientações, aprimoram o elo e a interação para o amadurecimento da comunicação funcional da criança. Objetivo: Analisar achados acerca dos benefícios da orientação familiar nas dificuldades comunicativas de crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo. Estratégia de pesquisa: Levantamento na literatura publicada nas línguas inglesa, portuguesa e espanhola. Foram incluídos artigos originais publicados na íntegra no período de janeiro de 1999 a novembro de 2019, com grau de recomendação A, B e C e níveis de evidência 1, 2, 3 4, segundo o Oxford Centre. Resultados: Foram encontrados 934 artigos, 55 excluídos por duplicata e 31 foram selecionados para leitura na íntegra. Destes, 15 foram considerados para análise do estudo. Discussão: A terapia indireta, por meio da orientação familiar, no processo de reabilitação de crianças no espectro aponta que o trabalho de promoção do desenvolvimento das habilidades comunicativas de crianças com TEA promove ganhos na comunicação. Também, mostram que uma intervenção indireta aumenta a capacidade de reflexão e autocrítica dos cuidadores. Conclusão: O processo terapêutico indireto de crianças com diagnóstico de TEA, fornece mudanças positivas no processo de desenvolvimento de linguagem dessas crianças e existe uma relação direta e positiva entre orientação familiar e dificuldade comunicativa dessas crianças.
{"title":"Benefícios da orientação familiar nas dificuldades comunicativas de crianças com transtornos do espectro do autismo","authors":"Jhonata James Ribeiro de Oliveira, Ingrid Alves Moreira, D. B. Britto","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53197","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53197","url":null,"abstract":"Introdução: A terapia indireta é uma abordagem de intervenção terapêutica na qual se realizam orientações familiares e um treinamento dos cuidadores para que o entendimento da mesma seja ampliado. Este tipo de intervenção é relevante porque são os familiares as pessoas mais próximas das crianças, e, por meio das orientações, aprimoram o elo e a interação para o amadurecimento da comunicação funcional da criança. Objetivo: Analisar achados acerca dos benefícios da orientação familiar nas dificuldades comunicativas de crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo. Estratégia de pesquisa: Levantamento na literatura publicada nas línguas inglesa, portuguesa e espanhola. Foram incluídos artigos originais publicados na íntegra no período de janeiro de 1999 a novembro de 2019, com grau de recomendação A, B e C e níveis de evidência 1, 2, 3 4, segundo o Oxford Centre. Resultados: Foram encontrados 934 artigos, 55 excluídos por duplicata e 31 foram selecionados para leitura na íntegra. Destes, 15 foram considerados para análise do estudo. Discussão: A terapia indireta, por meio da orientação familiar, no processo de reabilitação de crianças no espectro aponta que o trabalho de promoção do desenvolvimento das habilidades comunicativas de crianças com TEA promove ganhos na comunicação. Também, mostram que uma intervenção indireta aumenta a capacidade de reflexão e autocrítica dos cuidadores. Conclusão: O processo terapêutico indireto de crianças com diagnóstico de TEA, fornece mudanças positivas no processo de desenvolvimento de linguagem dessas crianças e existe uma relação direta e positiva entre orientação familiar e dificuldade comunicativa dessas crianças.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744923","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e53536
Aline Mara De Oliveira, Amanda Del Nero Alves Pires, Greicyhelen Santos da Cruz, Léia Gonçalves Gurgel, Luciane Mari Deschamps
Introdução: A apraxia de fala na infância (AFI) pode resultar de comprometimentos neurológicos, estar associada a distúrbios neuro-comportamentais complexos ou ter entidade nosológica desconhecida. Objetivo: Relacionar as comorbidades associadas à Apraxia de Fala Infantil (AFI) e suas manifestações clínicas. Método: A presente revisão sistemática foi conduzida conforme recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). A busca por artigos científicos foi realizada na base de dados Medline (via Pubmed), LILACS, Scopus e SciELO. Os termos de busca utilizados foram: Comorbidity, Apraxias, Childhood apraxia of speech, Dyspraxia, Speech, e seus entretermos, em inglês. Foram incluídos todos estudos cujos sujeitos apresentavam alguma síndrome e/ou transtorno diagnosticado e apraxia de fala. Inicialmente, títulos e resumos dos artigos foram analisados. Três revisores independentes avaliaram os artigos completos e realizaram suas seleções de acordo com os critérios de elegibilidade. Em todas as etapas, as discordâncias foram resolvidas por consenso. O dado principal coletado foi quanto à ocorrência de comorbidades em sujeitos com AFI. Resultados: As comorbidades mais presentes associadas à Apraxia de Fala Infantil foram Transtorno do Espectro Autista, Epilepsia Rolândica e Síndrome de Down. As causas genéticas vêm como preditor da associação entre Apraxia de Fala Infantil e estas comorbidades. Conclusão: Como a AFI é um distúrbio de manifestação heterogênea, pode se apresentar em conjunto com diversas comorbidades, o que gera um diagnóstico tardio, para AFI e o distúrbio secundário. Ainda, dificultando o processo de avaliação e intervenção precoce, comprometendo o desenvolvimento de habilidades importantes de fala.
{"title":"Apraxia de fala Infantil em quadros com comorbidades","authors":"Aline Mara De Oliveira, Amanda Del Nero Alves Pires, Greicyhelen Santos da Cruz, Léia Gonçalves Gurgel, Luciane Mari Deschamps","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53536","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53536","url":null,"abstract":"Introdução: A apraxia de fala na infância (AFI) pode resultar de comprometimentos neurológicos, estar associada a distúrbios neuro-comportamentais complexos ou ter entidade nosológica desconhecida. Objetivo: Relacionar as comorbidades associadas à Apraxia de Fala Infantil (AFI) e suas manifestações clínicas. Método: A presente revisão sistemática foi conduzida conforme recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). A busca por artigos científicos foi realizada na base de dados Medline (via Pubmed), LILACS, Scopus e SciELO. Os termos de busca utilizados foram: Comorbidity, Apraxias, Childhood apraxia of speech, Dyspraxia, Speech, e seus entretermos, em inglês. Foram incluídos todos estudos cujos sujeitos apresentavam alguma síndrome e/ou transtorno diagnosticado e apraxia de fala. Inicialmente, títulos e resumos dos artigos foram analisados. Três revisores independentes avaliaram os artigos completos e realizaram suas seleções de acordo com os critérios de elegibilidade. Em todas as etapas, as discordâncias foram resolvidas por consenso. O dado principal coletado foi quanto à ocorrência de comorbidades em sujeitos com AFI. Resultados: As comorbidades mais presentes associadas à Apraxia de Fala Infantil foram Transtorno do Espectro Autista, Epilepsia Rolândica e Síndrome de Down. As causas genéticas vêm como preditor da associação entre Apraxia de Fala Infantil e estas comorbidades. Conclusão: Como a AFI é um distúrbio de manifestação heterogênea, pode se apresentar em conjunto com diversas comorbidades, o que gera um diagnóstico tardio, para AFI e o distúrbio secundário. Ainda, dificultando o processo de avaliação e intervenção precoce, comprometendo o desenvolvimento de habilidades importantes de fala.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744967","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A relação interdisciplinar entre Psicanálise e Fonoaudiologia se deu a partir da década de 90, no Brasil, com o objetivo de buscar uma comunicação que compartilhasse questões voltadas ao campo da fala e da linguagem. Objetivo: Verificar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, o que tem sido publicado sobre a interdisciplinaridade entre Psicanálise e Fonoaudiologia na literatura nacional e internacional. Método: A busca pelos artigos foi realizada a partir dos descritores: “Psicanálise”, “Fonoaudiologia”, “Psychoanalysis”, “Speech Therapy”, “Audiology”, nas bases de dados Lilacs, Scielo, BVS, Biblioteca Cochrane, Medline, Ibecs, Pubmed. Resultados: Foram selecionados 10 artigos publicados entre os anos de 2010 e 2020. A análise foi realizada por meio da classificação dos artigos e da categorização dos resultados. Destacaram-se três categorias temáticas para discussão: Constituição psíquica como base para o desenvolvimento e para as alterações de linguagem; Complementariedade epistemológica para a análise das patologias de linguagem e; A contribuição da escuta psicanalítica na clínica fonoaudiológica. Os resultados indicaram uma concentração de publicações sobre a temática pesquisada em periódicos da área da Fonoaudiologia e foram publicados por autores com formação em Fonoaudiologia, Psicologia e Linguística. Em relação à área de atuação da Fonoaudiologia em interface com a Psicanálise a maior prevalência se deu na área de linguagem. Conclusão: Os resultados demonstram a importância da Psicanálise na escuta dos sintomas e alterações fonoaudiológicas, uma vez que estas não se manifestam isoladamente, elas são influenciadas diretamente ou causadas por questões psíquicas do sujeito.
{"title":"Psicanálise e fonoaudiologia","authors":"Carina Chimainski, Carolina Lisboa Mezzomo, Amanda Schreiner Pereira, Marieli Barichello Gubiani","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53300","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53300","url":null,"abstract":"Introdução: A relação interdisciplinar entre Psicanálise e Fonoaudiologia se deu a partir da década de 90, no Brasil, com o objetivo de buscar uma comunicação que compartilhasse questões voltadas ao campo da fala e da linguagem. Objetivo: Verificar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, o que tem sido publicado sobre a interdisciplinaridade entre Psicanálise e Fonoaudiologia na literatura nacional e internacional. Método: A busca pelos artigos foi realizada a partir dos descritores: “Psicanálise”, “Fonoaudiologia”, “Psychoanalysis”, “Speech Therapy”, “Audiology”, nas bases de dados Lilacs, Scielo, BVS, Biblioteca Cochrane, Medline, Ibecs, Pubmed. Resultados: Foram selecionados 10 artigos publicados entre os anos de 2010 e 2020. A análise foi realizada por meio da classificação dos artigos e da categorização dos resultados. Destacaram-se três categorias temáticas para discussão: Constituição psíquica como base para o desenvolvimento e para as alterações de linguagem; Complementariedade epistemológica para a análise das patologias de linguagem e; A contribuição da escuta psicanalítica na clínica fonoaudiológica. Os resultados indicaram uma concentração de publicações sobre a temática pesquisada em periódicos da área da Fonoaudiologia e foram publicados por autores com formação em Fonoaudiologia, Psicologia e Linguística. Em relação à área de atuação da Fonoaudiologia em interface com a Psicanálise a maior prevalência se deu na área de linguagem. Conclusão: Os resultados demonstram a importância da Psicanálise na escuta dos sintomas e alterações fonoaudiológicas, uma vez que estas não se manifestam isoladamente, elas são influenciadas diretamente ou causadas por questões psíquicas do sujeito.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49148542","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e52382
Soulay Belote Leal, T. M. Momensohn-Santos
Programas de saúde auditiva estão voltados predominantemente para crianças entre 0 e 3 anos de idade ou para os maiores de 7. As crianças entre estas duas faixas etárias não estão em nenhum destes programas, porém é neste grupo que mais ocorrem problemas de orelha média, e, é, neste grupo, possível detectar as perdas auditivas mínimas, leves ou unilaterais que não foram identificadas nos programas de triagem auditiva neonatal. Objetivo: Identificar alterações auditivas em crianças pré-escolares por meio de um programa de triagem auditiva. Método: Trata-se de estudo descritivo, transversal e observacional realizado em duas escolas municipais do município de Mauá. A amostra foi composta por crianças de cinco e seis anos de idade. O programa de triagem auditiva foi composto: a. otoscopia; b. timpanometria, e c. registro das emissões otoacústicas transiente (EOAT) e produto de distorção (EOAPD). Em vista da pandemia iniciada em março de 2020, não foi possível avaliar as crianças de três e quatro anos. Resultados: 28,44% (n= 31) de crianças falharam na otoscopia. Das 78 (71,55%) crianças que passaram na otoscopia, 30,8% falharam na timpanometria; 16,7% nas Emissões Otoacústicas Produto de Distorção (DPOAE) e 19,2% nas Emissões Otoacústicas por estímulo Transiente (TPOAE); 30,76% (n= 24) das crianças falharam em pelo menos um dos três procedimentos. Conclusão: foram identificadas 30,76% de crianças com risco de alteração auditiva que devem ser encaminhadas para avaliação médica e audiológica.
{"title":"Identificação de alterações auditivas em crianças pré-escolares","authors":"Soulay Belote Leal, T. M. Momensohn-Santos","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e52382","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e52382","url":null,"abstract":"Programas de saúde auditiva estão voltados predominantemente para crianças entre 0 e 3 anos de idade ou para os maiores de 7. As crianças entre estas duas faixas etárias não estão em nenhum destes programas, porém é neste grupo que mais ocorrem problemas de orelha média, e, é, neste grupo, possível detectar as perdas auditivas mínimas, leves ou unilaterais que não foram identificadas nos programas de triagem auditiva neonatal. Objetivo: Identificar alterações auditivas em crianças pré-escolares por meio de um programa de triagem auditiva. Método: Trata-se de estudo descritivo, transversal e observacional realizado em duas escolas municipais do município de Mauá. A amostra foi composta por crianças de cinco e seis anos de idade. O programa de triagem auditiva foi composto: a. otoscopia; b. timpanometria, e c. registro das emissões otoacústicas transiente (EOAT) e produto de distorção (EOAPD). Em vista da pandemia iniciada em março de 2020, não foi possível avaliar as crianças de três e quatro anos. Resultados: 28,44% (n= 31) de crianças falharam na otoscopia. Das 78 (71,55%) crianças que passaram na otoscopia, 30,8% falharam na timpanometria; 16,7% nas Emissões Otoacústicas Produto de Distorção (DPOAE) e 19,2% nas Emissões Otoacústicas por estímulo Transiente (TPOAE); 30,76% (n= 24) das crianças falharam em pelo menos um dos três procedimentos. Conclusão: foram identificadas 30,76% de crianças com risco de alteração auditiva que devem ser encaminhadas para avaliação médica e audiológica.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68744849","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-03-11DOI: 10.23925/2176-2724.2022v34i1e53900
Letícia Pacheco Ribas, Amanda Faleiro, Ana Carolina Sartori Bernardi, Maria Luiza Cerutti Lemmertz
Introdução: O conhecimento sobre aquisição fonológica é balizador para a prática clínica na avaliação de transtornos fonológicos. Objetivo: Realizar revisão sistemática das publicações científicas sobre aquisição fonológica consonantal do Português Brasileiro (PB) por crianças com desenvolvimento linguístico típico. Metodologia: Foram selecionados descritores que atendiam à pergunta de pesquisa “qual a idade de aquisição fonológica consonantal típica de crianças falantes monolíngues do Português Brasileiro (PB)?” nas bases de dados Bireme, Pubmed, Scopus, Web of Science, Portal Periódicos Capes e Google Acadêmico, e literatura cinzenta. Critério de inclusão foi tratar-se de aquisição fonológica consonantal do PB por crianças. Excluíram-se estudos sobre aquisição de: vogais e/ou ditongos, domínios linguísticos que não fossem fonologia, segunda língua ou bilíngue, outra língua que não o PB, leitura, escrita, soletração, língua de sinais, também pesquisas somente com análise fonética, com dados de fala de crianças com alterações de fala, texto escrito, e linguagem não natural. Foram considerados os tipos de estudo, objetivos e indicadores de aquisição. Os estudos selecionados foram analisados via Iniciativa STROBE e Sistema GRADE. Resultados: Dos 1.381 estudos obtidos, selecionou-se 33. A aquisição fonológica consonantal foi identificada entre as idades um ano e quatro meses a sete anos, dependendo do fonema ou classe dos fonemas, apresentando grande variação entre indivíduos. A definição sobre aquisição convergiu para a frequência de 75% a 85% de produções corretas da consoante ou estrutura silábica. Conclusão: Constatou-se que a aquisição fonológica consonantal apresenta ampla variação entre indivíduos e entre diferentes consoantes e destas nas diversas estruturas silábicas.
简介:语音习得知识是语音障碍临床评估的基础。摘要目的:系统回顾具有典型语言发展的儿童巴西葡萄牙语辅音音位习得的科学文献。方法:选择符合研究问题“巴西葡萄牙语单语儿童典型的辅音音位习得年龄是多少?”在Bireme, Pubmed, Scopus, Web of Science, Portal期刊Capes和谷歌scholar,以及灰色文献中。纳入标准为儿童bp辅音音位习得。驱逐了收购:研究语言和/或双元音,元音是音系学第二语言或双语,PB以外的其他语言、阅读、书写、拼写、语言的标志,也只有语音分析,研究儿童与修改的数据说话,文字和语言不自然的。考虑了研究类型、目标和获取指标。采用频闪灯倡议和网格系统对选定的研究进行分析。结果:在获得的1381项研究中,选择了33项。辅音音系习得是在1岁到4个月到7岁之间确定的,这取决于音素或音素类别,在个体之间有很大的差异。习得的定义收敛到正确产生辅音或音节结构的75%到85%的频率。结论:辅音音系习得在个体之间、不同辅音之间以及不同的音节结构中存在很大的差异。
{"title":"Aquisição fonológica do Português Brasileiro","authors":"Letícia Pacheco Ribas, Amanda Faleiro, Ana Carolina Sartori Bernardi, Maria Luiza Cerutti Lemmertz","doi":"10.23925/2176-2724.2022v34i1e53900","DOIUrl":"https://doi.org/10.23925/2176-2724.2022v34i1e53900","url":null,"abstract":"Introdução: O conhecimento sobre aquisição fonológica é balizador para a prática clínica na avaliação de transtornos fonológicos. Objetivo: Realizar revisão sistemática das publicações científicas sobre aquisição fonológica consonantal do Português Brasileiro (PB) por crianças com desenvolvimento linguístico típico. Metodologia: Foram selecionados descritores que atendiam à pergunta de pesquisa “qual a idade de aquisição fonológica consonantal típica de crianças falantes monolíngues do Português Brasileiro (PB)?” nas bases de dados Bireme, Pubmed, Scopus, Web of Science, Portal Periódicos Capes e Google Acadêmico, e literatura cinzenta. Critério de inclusão foi tratar-se de aquisição fonológica consonantal do PB por crianças. Excluíram-se estudos sobre aquisição de: vogais e/ou ditongos, domínios linguísticos que não fossem fonologia, segunda língua ou bilíngue, outra língua que não o PB, leitura, escrita, soletração, língua de sinais, também pesquisas somente com análise fonética, com dados de fala de crianças com alterações de fala, texto escrito, e linguagem não natural. Foram considerados os tipos de estudo, objetivos e indicadores de aquisição. Os estudos selecionados foram analisados via Iniciativa STROBE e Sistema GRADE. Resultados: Dos 1.381 estudos obtidos, selecionou-se 33. A aquisição fonológica consonantal foi identificada entre as idades um ano e quatro meses a sete anos, dependendo do fonema ou classe dos fonemas, apresentando grande variação entre indivíduos. A definição sobre aquisição convergiu para a frequência de 75% a 85% de produções corretas da consoante ou estrutura silábica. Conclusão: Constatou-se que a aquisição fonológica consonantal apresenta ampla variação entre indivíduos e entre diferentes consoantes e destas nas diversas estruturas silábicas.","PeriodicalId":32500,"journal":{"name":"Disturbios da Comunicacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"68745058","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}