Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.26441
A. D. Rodrigues
A família linguística Karirí, proposta primeiramente por Adam (1896), foi incluída no tronco Macro-Jê desde Mason (1950). Enquanto a primeira inclusão foi baseada sobretudo em algumas semelhanças lexicais, Rodrigues (1999) apresentou alguns traços morfológicos e sintáticos de concordância tipológica com outras famílias incluídas no mesmo tronco. Neste estudo, discuto a consistência de todos esses elementos para considerar a família Karirí como membro do tronco Macro-Jê.
{"title":"Karirí como família linguística Macro-Jê no Nordeste do Brasil","authors":"A. D. Rodrigues","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.26441","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.26441","url":null,"abstract":"A família linguística Karirí, proposta primeiramente por Adam (1896), foi incluída no tronco Macro-Jê desde Mason (1950). Enquanto a primeira inclusão foi baseada sobretudo em algumas semelhanças lexicais, Rodrigues (1999) apresentou alguns traços morfológicos e sintáticos de concordância tipológica com outras famílias incluídas no mesmo tronco. Neste estudo, discuto a consistência de todos esses elementos para considerar a família Karirí como membro do tronco Macro-Jê.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133450165","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.23954
Áurea Cavalcante Santana, A. F. Feitosa
Relatamos experiências vivenciadas na comunidade Wakalitesu/Nambikwara da aldeia Três Jacus, localizada na Terra Indígena Tirecatinga, no município de Sapezal-MT. O grupo indígena Wakalitesu fala uma língua pertencente à família Nambikwara do Sul e vivencia, na atualidade, múltiplos contextos linguísticos e identitários, em razão da convivência, dentro de sua comunidade, com outros grupos Nambikwara ̶ Halotesu, Mamaindê e Negarotê ̶ , assim como, com outros grupos indígenas falantes de línguas geneticamente distintas ̶ Iranxe, Manoki e Paresi. Nesse contexto étnico plural, a maioria dos moradores da comunidade Três Jacus se autodenomina Wakalitesu. Seu desejo é o de promover e fortalecer a língua indígena, utilizando-a mais amplamente na comunidade e na escola. Com esse intento, fomos convidados por alguns líderes da aldeia Três Jacus para lhes prestar assessoria linguística. Nessa perspectiva, propomos à comunidade aliar as pesquisas linguísticas, desenvolvidas pelos pesquisadores da UFMT, com uma formação continuada para os professores Wakalitesu, organizando encontros, oficinas e seminários.
{"title":"Diálogos múltiplos em contextos linguísticos e identitários: relato de experiências vivenciadas na comunidade Wakalitesu/Nambikwara da aldeia Três Jacus","authors":"Áurea Cavalcante Santana, A. F. Feitosa","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.23954","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.23954","url":null,"abstract":"Relatamos experiências vivenciadas na comunidade Wakalitesu/Nambikwara da aldeia Três Jacus, localizada na Terra Indígena Tirecatinga, no município de Sapezal-MT. O grupo indígena Wakalitesu fala uma língua pertencente à família Nambikwara do Sul e vivencia, na atualidade, múltiplos contextos linguísticos e identitários, em razão da convivência, dentro de sua comunidade, com outros grupos Nambikwara ̶ Halotesu, Mamaindê e Negarotê ̶ , assim como, com outros grupos indígenas falantes de línguas geneticamente distintas ̶ Iranxe, Manoki e Paresi. Nesse contexto étnico plural, a maioria dos moradores da comunidade Três Jacus se autodenomina Wakalitesu. Seu desejo é o de promover e fortalecer a língua indígena, utilizando-a mais amplamente na comunidade e na escola. Com esse intento, fomos convidados por alguns líderes da aldeia Três Jacus para lhes prestar assessoria linguística. Nessa perspectiva, propomos à comunidade aliar as pesquisas linguísticas, desenvolvidas pelos pesquisadores da UFMT, com uma formação continuada para os professores Wakalitesu, organizando encontros, oficinas e seminários. \u0000 \u0000 ","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"16 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129242535","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.26439
Páltu Aisanain Kamaiurá, Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, Ariel Pheula Do Couto e Silva
Ideofones em línguas indígenas brasileiras têm sido tema pouco explorado nos estudos linguísticos. Kamaiurá (2015) identificou em um único relato, proferido por Kayani Kamayurá sobre a origem do Kwarýp, 50 ideofones. Neste artigo, aprofundamos a análise dos ideofones encontrados no relato de Kayani Kamayurá, dividindo-os em dois conjuntos semânticos principais: (a) ideofones imitativos ou onomatopeicos e (b) ideofones que expressam simbolismo sonoro sinestésico, inspirados em Kaufman (1994:66). Além da análise semântica de ideofones em Kamayurá, apresentamos observações sobre suas respectivas formas fonológicas e morfológicas, e sobre as combinações de ideofones em enunciados.
{"title":"Aspectos dos ideofones do Kamaiurá","authors":"Páltu Aisanain Kamaiurá, Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, Ariel Pheula Do Couto e Silva","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.26439","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.26439","url":null,"abstract":"Ideofones em línguas indígenas brasileiras têm sido tema pouco explorado nos estudos linguísticos. Kamaiurá (2015) identificou em um único relato, proferido por Kayani Kamayurá sobre a origem do Kwarýp, 50 ideofones. Neste artigo, aprofundamos a análise dos ideofones encontrados no relato de Kayani Kamayurá, dividindo-os em dois conjuntos semânticos principais: (a) ideofones imitativos ou onomatopeicos e (b) ideofones que expressam simbolismo sonoro sinestésico, inspirados em Kaufman (1994:66). Além da análise semântica de ideofones em Kamayurá, apresentamos observações sobre suas respectivas formas fonológicas e morfológicas, e sobre as combinações de ideofones em enunciados.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114233929","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.24954
Erik Cajavilca Veramendi
Una historia de relaciones andino-amazónicas dentro del territorio peruano subyace a la palabra quechua para sal, kachi. El estudio comparativo reveló un origen foráneo de la palabra e implicando, por lo tanto, un antiguo contacto andino-arawak en el piedemonte andino peruano que influyó en la formación de la palabra, así como en el léxico de otras lenguas de la región. En efecto, kachi se derivaría de la composición de dos protoraíces arawak, */kaʔ/ + */tsɨ/, que denotan nombres y verbos relacionados a la práctica de la fermentación o coagulación de líquidos, una técnica muy extendida en la Amazonía para producir licores, bebidas, condimentos, entre otras cosas.
{"title":"La historia profunda de la palabra kachi: contribución a la etnohistoria protoquechua","authors":"Erik Cajavilca Veramendi","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.24954","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.24954","url":null,"abstract":"Una historia de relaciones andino-amazónicas dentro del territorio peruano subyace a la palabra quechua para sal, kachi. El estudio comparativo reveló un origen foráneo de la palabra e implicando, por lo tanto, un antiguo contacto andino-arawak en el piedemonte andino peruano que influyó en la formación de la palabra, así como en el léxico de otras lenguas de la región. En efecto, kachi se derivaría de la composición de dos protoraíces arawak, */kaʔ/ + */tsɨ/, que denotan nombres y verbos relacionados a la práctica de la fermentación o coagulación de líquidos, una técnica muy extendida en la Amazonía para producir licores, bebidas, condimentos, entre otras cosas.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116108494","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.26440
Rosileide Barbosa de Carvalho, Lucas Barbosa De Melo
Este artigo apresenta uma descrição de algumas expressões linguísticas metafóricas que codificam as emoções e os sentimentos em Kaiowá, língua pertencente ao sub-ramo I da família linguística Tupí – Guaraní do tronco Tupí (Rodrigues 1984-1985). O trabalho está baseado na Teoria da Metáfora Conceptual (TMC), que compreende a metáfora como um mecanismo da cognição humana que desempenha um papel fundamental na construção, organização e compreensão do mundo e da experiência humana, (Lakoff; Johnson 1980). O corpus, respeitando o princípio metodológico Usage-Based Models of Languages (Barlow e Kemmer 2000), foi construído a partir de dados obtidos de entrevistas com falantes de Kaiowá. Nessa Língua, o fígado – py’a – é local das emoções; já os fenômenos emocionais e sentimentais inerentes ao ser humano são descritos a partir do conceito de teko.
本文描述了kaiowa中编码情感和感受的一些隐喻语言表达,kaiowa属于tupi - guarani语系的I子分支(Rodrigues 1984-1985)。本研究以概念隐喻理论为基础,将隐喻理解为人类认知的一种机制,在世界和人类经验的建构、组织和理解中起着基础性的作用。约翰逊1980)。语料库遵循基于语言使用模型的方法论原则(Barlow和Kemmer 2000),是根据对kaiowa使用者的访谈数据构建的。在这种语言中,肝脏- py ' a -是情绪的位置;然而,人类固有的情感和情感现象是从teko的概念来描述的。
{"title":"Metáfora das emoções Kaiowá","authors":"Rosileide Barbosa de Carvalho, Lucas Barbosa De Melo","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.26440","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.26440","url":null,"abstract":"Este artigo apresenta uma descrição de algumas expressões linguísticas metafóricas que codificam as emoções e os sentimentos em Kaiowá, língua pertencente ao sub-ramo I da família linguística Tupí – Guaraní do tronco Tupí (Rodrigues 1984-1985). O trabalho está baseado na Teoria da Metáfora Conceptual (TMC), que compreende a metáfora como um mecanismo da cognição humana que desempenha um papel fundamental na construção, organização e compreensão do mundo e da experiência humana, (Lakoff; Johnson 1980). O corpus, respeitando o princípio metodológico Usage-Based Models of Languages (Barlow e Kemmer 2000), foi construído a partir de dados obtidos de entrevistas com falantes de Kaiowá. Nessa Língua, o fígado – py’a – é local das emoções; já os fenômenos emocionais e sentimentais inerentes ao ser humano são descritos a partir do conceito de teko.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"36 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124897200","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.26442
Cíntia Vieira da Silva, M. Martins
O artigo analisa a construção da identidade da mulher Tenetehára contemporânea que, atualmente, projeta-se nacional e internacionalmente a partir de seu protagonismo nos movimentos sociais. A análise proposta, baseada nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso, mostra que o discurso recente de valorização da identidade indígena/da mulher indígena, que tem nos movimentos sociais seu destaque máximo, funcionaria potencializando o protagonismo que a mulher Tenetehára já tem dentro de seu próprio grupo. De fato, são as relações de força no interior do universo sociocultural Tenetehára organizadoras das relações de gêneros (posições da mulher/homem), os elementos determinantes para a constituição da identidade, da posição discursiva, dessa mulher. As relações de gênero no contexto sócio-histórico-ideológico Tenetehára, que se constituem por uma “flexibilidade” entre as posições da mulher e do homem, permitiria a mulher Tenetehára ocupar posições tradicionalmente masculinas. Os deslocamentos entre essas posições são tolerados e até mesmo desejados, pois vão funcionar garantindo a força da coletividade Tenetehára.
{"title":"A mulher Tenetehára contemporânea: identidade étnica, gênero e movimentos sociais","authors":"Cíntia Vieira da Silva, M. Martins","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.26442","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.26442","url":null,"abstract":"O artigo analisa a construção da identidade da mulher Tenetehára contemporânea que, atualmente, projeta-se nacional e internacionalmente a partir de seu protagonismo nos movimentos sociais. A análise proposta, baseada nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso, mostra que o discurso recente de valorização da identidade indígena/da mulher indígena, que tem nos movimentos sociais seu destaque máximo, funcionaria potencializando o protagonismo que a mulher Tenetehára já tem dentro de seu próprio grupo. De fato, são as relações de força no interior do universo sociocultural Tenetehára organizadoras das relações de gêneros (posições da mulher/homem), os elementos determinantes para a constituição da identidade, da posição discursiva, dessa mulher. As relações de gênero no contexto sócio-histórico-ideológico Tenetehára, que se constituem por uma “flexibilidade” entre as posições da mulher e do homem, permitiria a mulher Tenetehára ocupar posições tradicionalmente masculinas. Os deslocamentos entre essas posições são tolerados e até mesmo desejados, pois vão funcionar garantindo a força da coletividade Tenetehára.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125771217","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/rbla.v11i1.26445
Etienne Ignace
Ignace, Etienne (1910). Les Capiekrans. Revue Internationale d’Ethnologie et de Linguistique Anthropos V, Viena, pp. 473-482
伊尼亚斯,艾蒂安(1910 年)。The Capiekrans.Revue Internationale d'Ethnologie et de Linguistique Anthropos V》,维也纳,第 473-482 页。
{"title":"Les Capiekrans","authors":"Etienne Ignace","doi":"10.26512/rbla.v11i1.26445","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/rbla.v11i1.26445","url":null,"abstract":"Ignace, Etienne (1910). Les Capiekrans. Revue Internationale d’Ethnologie et de Linguistique Anthropos V, Viena, pp. 473-482","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"33 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127860241","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-07-31DOI: 10.26512/RBLA.V11I1.23636
F. Noelli, Giovana Cadorin Votre, M. P. Santos, Diego Dias Pavei, Juliano Bitencourt Campos
Este artigo apresenta alguns aspectos fundamentais do manejo de recursos ambientais e da territorialidade Guaraní no Brasil meridional e Bacia Platina. A partir de uma vasta base de dados interdisciplinares legada por vários autores desde o século XVI, temos por hipótese que os Guaraní reproduziam em seus assentamentos um sistema de conhecimentos originalmente desenvolvidos na Amazônia, que configurava a forma e a função da sua cultura material e dos seus conhecimentos ecológicos e botânicos. A base da subsistência era a policultura agroflorestal de plantas alimentícias, medicinais e matérias-primas transportadas e manejadas na longa duração, incluindo-se as espécies adotadas nas novas áreas que dominavam. Tais características tornavam os Guaraní aptos a fundar assentamentos, manejar plantas e animais em diversos ecossistemas e a modificar as paisagens vegetais para prover sua segurança alimentar.
{"title":"Ñande reko: fundamentos dos conhecimentos tradicionais ambientais Guaraní","authors":"F. Noelli, Giovana Cadorin Votre, M. P. Santos, Diego Dias Pavei, Juliano Bitencourt Campos","doi":"10.26512/RBLA.V11I1.23636","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V11I1.23636","url":null,"abstract":"Este artigo apresenta alguns aspectos fundamentais do manejo de recursos ambientais e da territorialidade Guaraní no Brasil meridional e Bacia Platina. A partir de uma vasta base de dados interdisciplinares legada por vários autores desde o século XVI, temos por hipótese que os Guaraní reproduziam em seus assentamentos um sistema de conhecimentos originalmente desenvolvidos na Amazônia, que configurava a forma e a função da sua cultura material e dos seus conhecimentos ecológicos e botânicos. A base da subsistência era a policultura agroflorestal de plantas alimentícias, medicinais e matérias-primas transportadas e manejadas na longa duração, incluindo-se as espécies adotadas nas novas áreas que dominavam. Tais características tornavam os Guaraní aptos a fundar assentamentos, manejar plantas e animais em diversos ecossistemas e a modificar as paisagens vegetais para prover sua segurança alimentar.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"19 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121862347","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-12-21DOI: 10.26512/RBLA.V6I1.21056
María Alejandra Regúnaga
Las lenguas presentan con frecuencia algún sistema gramatical para la categorización de los referentes de los sustantivos. Tales mecanismos, sean del tipo de género, clases nominales o clasificadores, generalmente se encuentran basados en determinados rasgos semánticos y exhiben criterios de asignación que suelen responder al significado del sustantivo o a ciertas propiedades de su referente. Este trabajo propone realizar un análisis que contrasta los sistemas de categorización nominal existentes en un conjunto de lenguas indígenas de América del Sur. El objetivo de la investigación es indagar acerca de (i) los fundamentos semánticos que operan en las diversas lenguas, tanto en las que presentan sistemas más o menos tradicionales de género como en aquellas en las que se suma algún otro procedimiento basado en rasgos semánticos distintos del sexo y la animacidad; y (ii) la función de los mecanismos clasificatorios, particularmente en los casos donde se verifica algún tipo de proceso de derivación nominal.
{"title":"Bases semánticas y funciones de los mecanismos de categorización nominal en lenguas indígenas sudamericanas","authors":"María Alejandra Regúnaga","doi":"10.26512/RBLA.V6I1.21056","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V6I1.21056","url":null,"abstract":"Las lenguas presentan con frecuencia algún sistema gramatical para la categorización de los referentes de los sustantivos. Tales mecanismos, sean del tipo de género, clases nominales o clasificadores, generalmente se encuentran basados en determinados rasgos semánticos y exhiben criterios de asignación que suelen responder al significado del sustantivo o a ciertas propiedades de su referente. Este trabajo propone realizar un análisis que contrasta los sistemas de categorización nominal existentes en un conjunto de lenguas indígenas de América del Sur. El objetivo de la investigación es indagar acerca de (i) los fundamentos semánticos que operan en las diversas lenguas, tanto en las que presentan sistemas más o menos tradicionales de género como en aquellas en las que se suma algún otro procedimiento basado en rasgos semánticos distintos del sexo y la animacidad; y (ii) la función de los mecanismos clasificatorios, particularmente en los casos donde se verifica algún tipo de proceso de derivación nominal.","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123420801","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-12-21DOI: 10.26512/RBLA.V6I1.21061
H. Ferreira
Los términos que indican partes son una importante fuente de gramaticalización de los clasificadores nominales en yanomama. Este trabajo investigará uno de los caminos que recorren los nombres de partes hasta que se convirtieran en clasificadores. Este camino empieza con un mecanismo lexicogénico de la lengua que hace uso de la construcción todo-parte para designar metafóricamente no a partes de entidades, sino a entidades completas. Formalmente, esta construcción no se distingue de los sustantivos con clasificadores. En particular, los términos de partes en esas construcciones metafóricas se encuentran en la misma posición morfosintáctica de un clasificador nominal. Esa circunstancia dio espacio a que ocurrieran procesos de resemantización de los merónimos y permitió que algunos de éstos, además de las propiedades formales, adquirieran asimismo los rasgos semánticos de un típico clasificador.
{"title":"De términos de partes a términos de clases: La gramaticalización de merónimos en clasificadores nominales en yanomama","authors":"H. Ferreira","doi":"10.26512/RBLA.V6I1.21061","DOIUrl":"https://doi.org/10.26512/RBLA.V6I1.21061","url":null,"abstract":"Los términos que indican partes son una importante fuente de gramaticalización de los clasificadores nominales en yanomama. Este trabajo investigará uno de los caminos que recorren los nombres de partes hasta que se convirtieran en clasificadores. Este camino empieza con un mecanismo lexicogénico de la lengua que hace uso de la construcción todo-parte para designar metafóricamente no a partes de entidades, sino a entidades completas. Formalmente, esta construcción no se distingue de los sustantivos con clasificadores. En particular, los términos de partes en esas construcciones metafóricas se encuentran en la misma posición morfosintáctica de un clasificador nominal. Esa circunstancia dio espacio a que ocurrieran procesos de resemantización de los merónimos y permitió que algunos de éstos, además de las propiedades formales, adquirieran asimismo los rasgos semánticos de un típico clasificador. \u0000 ","PeriodicalId":117934,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Linguística Antropológica","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129492373","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}