Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.258445
C. Silva
O texto se estrutura a partir de três momentos constitutivos. O primeiro recobre, a partir da tradição metafísica no ocidente, o caráter marginal da linguagem. Essa posição nada cômoda parte de uma rígida cisão entre o pensar e o falar. O segundo momento, partindo da crítica fenomenológica de Merleau-Ponty, busca explorar o quanto o pensamento e a linguagem se interagem num único movimento. O terceiro momento aprofunda, a partir dessa coesão íntima, a dimensão mais propriamente ontológica da linguagem deflagrada numa dialética do dizível e do indizível como expressão de uma dobra carnal do logos como prodígio singular.
{"title":"A dobra carnal do logos","authors":"C. Silva","doi":"10.51359/2357-9986.2023.258445","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.258445","url":null,"abstract":"O texto se estrutura a partir de três momentos constitutivos. O primeiro recobre, a partir da tradição metafísica no ocidente, o caráter marginal da linguagem. Essa posição nada cômoda parte de uma rígida cisão entre o pensar e o falar. O segundo momento, partindo da crítica fenomenológica de Merleau-Ponty, busca explorar o quanto o pensamento e a linguagem se interagem num único movimento. O terceiro momento aprofunda, a partir dessa coesão íntima, a dimensão mais propriamente ontológica da linguagem deflagrada numa dialética do dizível e do indizível como expressão de uma dobra carnal do logos como prodígio singular.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"112 9","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139836405","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.260693
Mario Ariel González Porta
Existe de Herbart a Husserl una evolución en el antipsicologismo en el sentido de ofrecer una concepción de subjetividad acorde con el mismo. Lotze constituye un momento intermedio en este proceso, en cuanto, por un lado, contra Herbart, da un paso decisivo para superar la idea naturalista de subjetividad, por otro, sin embargo, mantiene con Herbart la validez irrestricta del principio de inmanencia, principio éste que será objeto de la expresa crítica de Frege y Husserl. En este último, como es sabido, la superación definitiva del psicologismo se consuma como superación definitiva del naturalismo.
{"title":"Validad (Geltung) y evaluación - Sobre el lugar de Lotze en el Psychologismusstreit","authors":"Mario Ariel González Porta","doi":"10.51359/2357-9986.2023.260693","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.260693","url":null,"abstract":"Existe de Herbart a Husserl una evolución en el antipsicologismo en el sentido de ofrecer una concepción de subjetividad acorde con el mismo. Lotze constituye un momento intermedio en este proceso, en cuanto, por un lado, contra Herbart, da un paso decisivo para superar la idea naturalista de subjetividad, por otro, sin embargo, mantiene con Herbart la validez irrestricta del principio de inmanencia, principio éste que será objeto de la expresa crítica de Frege y Husserl. En este último, como es sabido, la superación definitiva del psicologismo se consuma como superación definitiva del naturalismo.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"59 39","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139775381","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.259933
Federico Boccaccini
O principal objetivo do artigo é oferecer orientação sobre a questão do papel que a linguagem desempenha na teoria da cognição e da intencionalidade no pensamento de Franz Brentano. Os principais intérpretes e estudiosos de Brentano presumiram que a linguagem não desempenhava nenhum papel fundamental, pois para ele a fala é apenas um sinal do pensamento. No entanto, Brentano sempre mostra em seu trabalho um foco na análise de termos e conceitos usados na linguagem. Além disso, em suas palestras sobre lógica, uma parte importante é dedicada à teoria dos nomes de Stuart Mill. Para modificar, portanto, a ideia de que a linguagem não desempenha nenhum papel na cognição na filosofia de Brentano, este trabalho tentará mostrar que a relação entre nomear, significar e pensar é, para Brentano, uma relação contínua, pois os três termos estão sempre conectados. O conceito central é o da presentação simbólica e seu papel na cognição empírica. O artigo reconstrói parcialmente a questão do conhecimento simbólico e estabelece a diferença entre a teoria do conteúdo da presentação de Brentano e a de Twardowski.
{"title":"Linguagem e Cognição em Brentano","authors":"Federico Boccaccini","doi":"10.51359/2357-9986.2023.259933","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.259933","url":null,"abstract":"O principal objetivo do artigo é oferecer orientação sobre a questão do papel que a linguagem desempenha na teoria da cognição e da intencionalidade no pensamento de Franz Brentano. Os principais intérpretes e estudiosos de Brentano presumiram que a linguagem não desempenhava nenhum papel fundamental, pois para ele a fala é apenas um sinal do pensamento. No entanto, Brentano sempre mostra em seu trabalho um foco na análise de termos e conceitos usados na linguagem. Além disso, em suas palestras sobre lógica, uma parte importante é dedicada à teoria dos nomes de Stuart Mill. Para modificar, portanto, a ideia de que a linguagem não desempenha nenhum papel na cognição na filosofia de Brentano, este trabalho tentará mostrar que a relação entre nomear, significar e pensar é, para Brentano, uma relação contínua, pois os três termos estão sempre conectados. O conceito central é o da presentação simbólica e seu papel na cognição empírica. O artigo reconstrói parcialmente a questão do conhecimento simbólico e estabelece a diferença entre a teoria do conteúdo da presentação de Brentano e a de Twardowski.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"105 ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139836307","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.260721
Flávio Vieira Curvello
Texto organizado por Hans Reiner, Freiburg im Breisgau a partir do livro de protocolo da ‘Sociedade Filosófica’ de Halle, Semestre de Verão de 1900: 1a. Sessão em 2 de Maio de 1900 - Sobre a Fundamentação Psicológica da Lógica.
{"title":"Sobre a Fundamentação Psicológica da Lógica. Um relato próprio e não publicado de Husserl sobre uma preleção por ele oferecida","authors":"Flávio Vieira Curvello","doi":"10.51359/2357-9986.2023.260721","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.260721","url":null,"abstract":"Texto organizado por Hans Reiner, Freiburg im Breisgau a partir do livro de protocolo da ‘Sociedade Filosófica’ de Halle, Semestre de Verão de 1900: 1a. Sessão em 2 de Maio de 1900 - Sobre a Fundamentação Psicológica da Lógica.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"7 3","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139774115","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.260717
L. L. Prado
O artigo aborda a crítica de J. S Mill no início System of Logic ao idealismo semântico que caracterizou a teoria da linguagem da modernidade anglo-saxônica, a saber, a tese de que a referência imediata das palavras são as ideias e não as coisas mesmas. Embora, em linhas gerais, as semânticas de Hobbes e Locke convirjam, na medida em que defendem que o significado das palavras são entidades mentais, elas divergem em pontos importantes: a semântica de hobbes é inferencial ao passo que a de Locke é referencial. Mill, em sua crítica, tomará o texto de Hobbes como alvo e contra ele dirige seus argumentos. Duas questões então se colocam: 1) por que Mill, em sua crítica ao idealismo semântico, dirigiu-se ao De Corpore do Hobbes e não ao Livro III dos Ensaios acerca do entendimento humano de Locke, obra posterior e consideravelmente mais elaborada, ao menos no que tange à semântica idealista? 2) Seria o argumento de Mill capaz de refutar de forma igualmente eficaz a semântica referencial de Locke? O presente artigo defende que a resposta à segunda questão é negativa e, como consequência, sugere uma resposta possível, e natural dentro do contexto, para a primeira questão.
本文论述了 J. S. 密尔在早期《逻辑体系》中对语义唯心主义的批判,这种唯心主义是盎格鲁-撒克逊现代语言理论的特点,即认为词语的直接所指是理念而非事物本身。尽管从总体上看,霍布斯和洛克的语义学观点一致,都认为词语的意义是精神实体,但他们在一些重要问题上存在分歧:霍布斯的语义学是推论性的,而洛克的语义学是指称性的。密尔在批判中以霍布斯的文本为目标,并针对其进行论证。这就产生了两个问题:1)为什么密尔在批判语义唯心主义时,针对的是霍布斯的《语体论》,而不是洛克的《人类理解论》第三卷,后者是一部晚期的著作,至少就唯心主义语义学而言,要详尽得多;2)密尔的论证是否能够同样有效地反驳洛克的指称语义学?本文认为,第二个问题的答案是否定的,因此,本文为第一个问题提出了一个可能的、自然的答案。
{"title":"Stuart Mill e o idealismo semântico de Hobbes e Locke","authors":"L. L. Prado","doi":"10.51359/2357-9986.2023.260717","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.260717","url":null,"abstract":"O artigo aborda a crítica de J. S Mill no início System of Logic ao idealismo semântico que caracterizou a teoria da linguagem da modernidade anglo-saxônica, a saber, a tese de que a referência imediata das palavras são as ideias e não as coisas mesmas. Embora, em linhas gerais, as semânticas de Hobbes e Locke convirjam, na medida em que defendem que o significado das palavras são entidades mentais, elas divergem em pontos importantes: a semântica de hobbes é inferencial ao passo que a de Locke é referencial. Mill, em sua crítica, tomará o texto de Hobbes como alvo e contra ele dirige seus argumentos. Duas questões então se colocam: 1) por que Mill, em sua crítica ao idealismo semântico, dirigiu-se ao De Corpore do Hobbes e não ao Livro III dos Ensaios acerca do entendimento humano de Locke, obra posterior e consideravelmente mais elaborada, ao menos no que tange à semântica idealista? 2) Seria o argumento de Mill capaz de refutar de forma igualmente eficaz a semântica referencial de Locke? O presente artigo defende que a resposta à segunda questão é negativa e, como consequência, sugere uma resposta possível, e natural dentro do contexto, para a primeira questão.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"91 19","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139774781","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.258425
Alessandro Bandeira Duarte
O objetivo do artigo é apresentar uma derivação alternativa dentro da Aritmética de Frege do teorema 149 de Grundgesetze der Arithmetik, que desempenha um papel central na prova do teorema que afirma que todo número natural tem um sucessor. Em Grundgesetze, a derivação desse teorema depende do teorema IVa, cujo análogo na Aritmética de Frege (IVa*) é independente dos axiomas do sistema. É mostrado que o uso de IVa em Grundgesetze não é essencial e, portanto, que (IVa*) não é necessário para a derivação do teorema 149 dentro da Arimética de Frege.
{"title":"Sobre a prova de que todo número natural tem um sucessor em Die Grundlagen der Arithmetik, §§82-3","authors":"Alessandro Bandeira Duarte","doi":"10.51359/2357-9986.2023.258425","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.258425","url":null,"abstract":"O objetivo do artigo é apresentar uma derivação alternativa dentro da Aritmética de Frege do teorema 149 de Grundgesetze der Arithmetik, que desempenha um papel central na prova do teorema que afirma que todo número natural tem um sucessor. Em Grundgesetze, a derivação desse teorema depende do teorema IVa, cujo análogo na Aritmética de Frege (IVa*) é independente dos axiomas do sistema. É mostrado que o uso de IVa em Grundgesetze não é essencial e, portanto, que (IVa*) não é necessário para a derivação do teorema 149 dentro da Arimética de Frege. ","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"30 ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139835569","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.251591
Monica Franco
O presente artigo tem como objetivo caracterizar a teoria funderentista defendida por Susan Haack para, posteriormente, refletir sobre o modo como a distinção ‘estado-conteúdo’, que é responsável conferir um duplo aspecto a essa teoria, pode auxiliar na compreensão dos julgamentos morais. A caracterização tanto da teoria funderentista quanto das críticas de Haack ao fundacionismo e ao coerentismo tem como fio condutor o seu livro Evidence and Inquire: Towards Reconstruction in Epistemology (1993). A reflexão sobre os julgamentos morais, sobretudo no âmbito da epistemologia moral, procura corroborar a hipótese de que o cognitivismo moral ampliado, que considera diferentes tipos de conhecimento moral, pode ser pensado como uma teoria de duplo aspecto. A principal vantagem dessa abordagem é que a distinção estado-conteúdo ajuda a esclarecer mais adequadamente como a motivação se conecta com os julgamentos morais e, consequentemente, com o conhecimento moral, evitando a dicotomia ‘crença’/‘não-crença’. Entre os muitos detalhes que essa explicação precisa preencher para se tornar uma teoria metaética completa, há uma objeção importante para ser respondida, que é relativa àsuposta irrelevância de conteúdo da motivação que acompanha os estados mentais que tendemos a considerar como julgamentos morais. Será argumentado que é possível vislumbrar uma resposta para essa objeção nos debates sobre razões normativas e razões motivadoras, especialmente entre Bernard Williams (1979) e Derek Parfit (1997).
{"title":"O funderentismo de Susan Haack e o duplo aspecto dos julgamentos morais","authors":"Monica Franco","doi":"10.51359/2357-9986.2023.251591","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.251591","url":null,"abstract":"O presente artigo tem como objetivo caracterizar a teoria funderentista defendida por Susan Haack para, posteriormente, refletir sobre o modo como a distinção ‘estado-conteúdo’, que é responsável conferir um duplo aspecto a essa teoria, pode auxiliar na compreensão dos julgamentos morais. A caracterização tanto da teoria funderentista quanto das críticas de Haack ao fundacionismo e ao coerentismo tem como fio condutor o seu livro Evidence and Inquire: Towards Reconstruction in Epistemology (1993). A reflexão sobre os julgamentos morais, sobretudo no âmbito da epistemologia moral, procura corroborar a hipótese de que o cognitivismo moral ampliado, que considera diferentes tipos de conhecimento moral, pode ser pensado como uma teoria de duplo aspecto. A principal vantagem dessa abordagem é que a distinção estado-conteúdo ajuda a esclarecer mais adequadamente como a motivação se conecta com os julgamentos morais e, consequentemente, com o conhecimento moral, evitando a dicotomia ‘crença’/‘não-crença’. Entre os muitos detalhes que essa explicação precisa preencher para se tornar uma teoria metaética completa, há uma objeção importante para ser respondida, que é relativa àsuposta irrelevância de conteúdo da motivação que acompanha os estados mentais que tendemos a considerar como julgamentos morais. Será argumentado que é possível vislumbrar uma resposta para essa objeção nos debates sobre razões normativas e razões motivadoras, especialmente entre Bernard Williams (1979) e Derek Parfit (1997).","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"3 11","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139774629","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.259933
Federico Boccaccini
O principal objetivo do artigo é oferecer orientação sobre a questão do papel que a linguagem desempenha na teoria da cognição e da intencionalidade no pensamento de Franz Brentano. Os principais intérpretes e estudiosos de Brentano presumiram que a linguagem não desempenhava nenhum papel fundamental, pois para ele a fala é apenas um sinal do pensamento. No entanto, Brentano sempre mostra em seu trabalho um foco na análise de termos e conceitos usados na linguagem. Além disso, em suas palestras sobre lógica, uma parte importante é dedicada à teoria dos nomes de Stuart Mill. Para modificar, portanto, a ideia de que a linguagem não desempenha nenhum papel na cognição na filosofia de Brentano, este trabalho tentará mostrar que a relação entre nomear, significar e pensar é, para Brentano, uma relação contínua, pois os três termos estão sempre conectados. O conceito central é o da presentação simbólica e seu papel na cognição empírica. O artigo reconstrói parcialmente a questão do conhecimento simbólico e estabelece a diferença entre a teoria do conteúdo da presentação de Brentano e a de Twardowski.
{"title":"Linguagem e Cognição em Brentano","authors":"Federico Boccaccini","doi":"10.51359/2357-9986.2023.259933","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.259933","url":null,"abstract":"O principal objetivo do artigo é oferecer orientação sobre a questão do papel que a linguagem desempenha na teoria da cognição e da intencionalidade no pensamento de Franz Brentano. Os principais intérpretes e estudiosos de Brentano presumiram que a linguagem não desempenhava nenhum papel fundamental, pois para ele a fala é apenas um sinal do pensamento. No entanto, Brentano sempre mostra em seu trabalho um foco na análise de termos e conceitos usados na linguagem. Além disso, em suas palestras sobre lógica, uma parte importante é dedicada à teoria dos nomes de Stuart Mill. Para modificar, portanto, a ideia de que a linguagem não desempenha nenhum papel na cognição na filosofia de Brentano, este trabalho tentará mostrar que a relação entre nomear, significar e pensar é, para Brentano, uma relação contínua, pois os três termos estão sempre conectados. O conceito central é o da presentação simbólica e seu papel na cognição empírica. O artigo reconstrói parcialmente a questão do conhecimento simbólico e estabelece a diferença entre a teoria do conteúdo da presentação de Brentano e a de Twardowski.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"23 11","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139776635","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.260720
Patrícia Riffel de Almeida
Em A Spirit of Trust (2019), Robert Brandom endossa e atribui a Hegel um realismo conceitual segundo o qual a própria realidade é conceitualmente estruturada, independentemente de nossas práticas. Este realismo, baseado em relações de incompatibilidade modal material, fundamentaria, por sua vez, as condições transcendentais de possibilidade de normas conceituais com conteúdo determinado. O presente texto expõe os principais elementos da leitura de Brandom do realismo conceitual hegeliano e, a seguir, procura analisá-la por meio de considerações acerca do uso dos termos “realismo” e “idealismo” na filosofia hegeliana, da sua comparação a outras posições semelhantes na literatura sobre Hegel, tais como as de R. Stern e K. Westphal, e da apresentação de algumas críticas à leitura de Brandom, especialmente a de W. Wolf.
在《信任的精神》(2019)一书中,罗伯特-布兰德姆赞同并归因于黑格尔的概念现实主义,根据这一概念现实主义,现实本身是概念结构化的,与我们的实践无关。这种现实主义以物质模态不相容关系为基础,反过来又支撑着具有确定内容的概念规范的超越性可能性条件。本文阐述了布兰顿对黑格尔概念现实主义解读的主要内容,然后试图通过对黑格尔哲学中 "现实主义 "和 "理想主义 "术语的使用进行思考,将其与研究黑格尔的文献中的其他类似立场(如 R. 斯特恩和 K. 韦斯特法尔的立场)进行比较,并介绍布兰顿的一些观点,从而对其进行分析。韦斯特法尔,并对布兰德姆的解读,尤其是 W. 沃尔夫的解读提出了一些批评。
{"title":"Realismo conceitual e a leitura de Brandom da filosofia hegeliana","authors":"Patrícia Riffel de Almeida","doi":"10.51359/2357-9986.2023.260720","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.260720","url":null,"abstract":"Em A Spirit of Trust (2019), Robert Brandom endossa e atribui a Hegel um realismo conceitual segundo o qual a própria realidade é conceitualmente estruturada, independentemente de nossas práticas. Este realismo, baseado em relações de incompatibilidade modal material, fundamentaria, por sua vez, as condições transcendentais de possibilidade de normas conceituais com conteúdo determinado. O presente texto expõe os principais elementos da leitura de Brandom do realismo conceitual hegeliano e, a seguir, procura analisá-la por meio de considerações acerca do uso dos termos “realismo” e “idealismo” na filosofia hegeliana, da sua comparação a outras posições semelhantes na literatura sobre Hegel, tais como as de R. Stern e K. Westphal, e da apresentação de algumas críticas à leitura de Brandom, especialmente a de W. Wolf.","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"18 11","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139776501","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-02-15DOI: 10.51359/2357-9986.2023.258607
Bismarck Bório de Medeiros
O artigo busca elucidar as investigações e avanços na Matemática e na Lógica associadas às concepções filosóficas que culminaram no Primeiro Teorema da Incompletude de Kurt Gödel. Para isso, faremos uma abordagem histórica e conceitual da Matemática da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX, indicando elementos e instrumentos matemáticos desenvolvidos para solução de problemas, assim como pressupostos e compromissos filosóficos que acompanharam as atividades voltadas à formalização e fundamentação da lógica matemática contemporânea que auxiliaram Gödel a elaborar sua demonstração e esclarecer as limitações de sistemas formais com o mínimo de Aritmética. Desta maneira, trataremos de como os problemas a partir do estabelecimento das geometrias não-euclidianas e da Teoria de Conjuntos culminaram em diferentes linhas de pesquisa voltadas aos fundamentos da Matemática, assim como o descobrimento de paradoxos e a controversa noção do Infinito demandaram métodos finitários e recursivos, assim como instrumentos criados para demonstrações matemáticas neste período auxiliaram no surgimento da metamatemática até a prova de Gödel. Ao final, faremos uma síntese geral e reflexão sobre este empreendimento intelectual no progresso da própria investigação matemática.
{"title":"O desenvolvimento dos instrumentos e conceitos lógico-matemáticos do Primeiro Teorema da Incompletude de Kurt Gödel","authors":"Bismarck Bório de Medeiros","doi":"10.51359/2357-9986.2023.258607","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2357-9986.2023.258607","url":null,"abstract":"O artigo busca elucidar as investigações e avanços na Matemática e na Lógica associadas às concepções filosóficas que culminaram no Primeiro Teorema da Incompletude de Kurt Gödel. Para isso, faremos uma abordagem histórica e conceitual da Matemática da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX, indicando elementos e instrumentos matemáticos desenvolvidos para solução de problemas, assim como pressupostos e compromissos filosóficos que acompanharam as atividades voltadas à formalização e fundamentação da lógica matemática contemporânea que auxiliaram Gödel a elaborar sua demonstração e esclarecer as limitações de sistemas formais com o mínimo de Aritmética. Desta maneira, trataremos de como os problemas a partir do estabelecimento das geometrias não-euclidianas e da Teoria de Conjuntos culminaram em diferentes linhas de pesquisa voltadas aos fundamentos da Matemática, assim como o descobrimento de paradoxos e a controversa noção do Infinito demandaram métodos finitários e recursivos, assim como instrumentos criados para demonstrações matemáticas neste período auxiliaram no surgimento da metamatemática até a prova de Gödel. Ao final, faremos uma síntese geral e reflexão sobre este empreendimento intelectual no progresso da própria investigação matemática.\u0000 ","PeriodicalId":262325,"journal":{"name":"Perspectiva Filosófica","volume":"181 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-02-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139833554","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}