Pub Date : 2022-12-21DOI: 10.51359/2526-3781.2022.256864
Carla Pires Vieira Rocha
Giusy me contou dos vinhos do passado e do presente. Contou do vinho desde quando era feito pelo seu avô, a partir das videiras cultivadas nas terras pretas e férteis à sombra do vulcão. Vinho antes fermentado em palmento - coisa antiga - que agora também se faz em tanques de inox. Do vinho servido no jarro de metal àquele multiplicado em garrafas de vidro. Do vinho que se bebe à mesa ao que vem circulando ao redor do mundo.Plantar e cultivar videiras, elaborar o vinho são atividades que envolvem técnicas do passado remoto, agora atualizadas. Bebida que se fazia predominantemente com as mãos, com os pés, com o movimento dos corpos. Mas nem tudo é mudança; depois de pronto, ainda é líquido a ser incorporado desde os sentidos. Cenários ajudam a perpetuar imaginários em torno do fazer e beber ritualizados, do trabalho de homens e mulheres, da vindima anual compartilhada, de um tempo distante rememorado.
{"title":"O vinho à sombra do vulcão","authors":"Carla Pires Vieira Rocha","doi":"10.51359/2526-3781.2022.256864","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.256864","url":null,"abstract":"Giusy me contou dos vinhos do passado e do presente. Contou do vinho desde quando era feito pelo seu avô, a partir das videiras cultivadas nas terras pretas e férteis à sombra do vulcão. Vinho antes fermentado em palmento - coisa antiga - que agora também se faz em tanques de inox. Do vinho servido no jarro de metal àquele multiplicado em garrafas de vidro. Do vinho que se bebe à mesa ao que vem circulando ao redor do mundo.Plantar e cultivar videiras, elaborar o vinho são atividades que envolvem técnicas do passado remoto, agora atualizadas. Bebida que se fazia predominantemente com as mãos, com os pés, com o movimento dos corpos. Mas nem tudo é mudança; depois de pronto, ainda é líquido a ser incorporado desde os sentidos. Cenários ajudam a perpetuar imaginários em torno do fazer e beber ritualizados, do trabalho de homens e mulheres, da vindima anual compartilhada, de um tempo distante rememorado.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115796466","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-21DOI: 10.51359/2526-3781.2022.256982
Renata Do Amaral Mesquita, Rosalia Cristina Andrade Silva
Historicamente, podemos dizer que a antropologia é uma disciplina conhecida por seu interesse em estudos de populações ditas “marginalizadas”. No Brasil, ela constituiu-se por um elevado número de pesquisas que levassem em consideração populações indígenas, negras, periféricas, camponesas, dentre outras. Durante praticamente todo século 20 o objetivo maior dos pesquisadores era explicar o Brasil, analisando as diferenças entre os tipos de populações existentes na cultura nacional. Diferente de outras nacionalidades, a antropologia brasileira buscou estudar o próprio país; o principal interesse era a formação da sociedade brasileira, levando em consideração o povo formador do Brasil e como constituir uma idéia de identidade nacional com a população já existente. Tanto as teorias em torno do conceito de inclusão da população negra nos espaços de poder quanto os discursos racistas (e suas diversas modalidades de existência) encontram no sistema escravocrata e nos aspectos da identidade cultural um ponto de convergência. É nesse entrelaçamento que podemos apontar as proximidades de contextos históricos com aplicabilidades de ações que hoje tornam possível a presença de pessoas negras em ambientes de poder, como por exemplo os espaços acadêmicos. Não é de hoje que se sabe que o sistema de cotas atribuiu para a sociedade brasileira um rico e grande debate em torno dos projetos desenvolvidos sobre a identidade do país. Essa discussão passou, historicamente, por diversos „níveis‟ até chegar aos dias atuais e é possível encontrarmos elementos que divergem e aproximam esses debates às perspectivas racialistas, tendo em vista que o acesso às instituições de ensino superior não significou a inclusão dos negros em toda sua totalidade. De acordo com o Programa de Combate ao Racismo Institucional – PCRI, o racismo institucional “acontece quando instituições e organizações fracassam em prover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa de sua cor, cultura, origem racial ou étnica”. Dentre as várias formas de manifestações, o racismo se revela por meios de normas, práticas e comportamentos adotados no cotidiano de instituições e produz efeitos devastadores sobre aqueles que o recebem. Pensar nas infra-estruturas sócio/culturais e nos impactos das produções teóricas sobre as formas de como as sociedades se organiza e interage talvez seja o grande desafio dos intelectuais, e porque não dizer dos próprios antropólogos. Contudo, o que há de comum entre o sistema que coloca os negros em situação de solidão e os espaços de intelectualidade? O curta busca promover um debate acerca da solidão dos corpos negros no universo acadêmico. A narrativa aponta para as várias formas imbricadas pelo sistema de estabelecer o racismo, e de como a infraestrutura desse espaço, seja através dos moldes coloniais, ou subjetivos, subalterniza o corpo negro intelectual e político, de tal forma a não abarca-lo em sua totalidade. Dessa forma, o enredo foi estruturado com diálogos,
{"title":"A solidão dos corpos negros no espaço academico","authors":"Renata Do Amaral Mesquita, Rosalia Cristina Andrade Silva","doi":"10.51359/2526-3781.2022.256982","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.256982","url":null,"abstract":"Historicamente, podemos dizer que a antropologia é uma disciplina conhecida por seu interesse em estudos de populações ditas “marginalizadas”. No Brasil, ela constituiu-se por um elevado número de pesquisas que levassem em consideração populações indígenas, negras, periféricas, camponesas, dentre outras. Durante praticamente todo século 20 o objetivo maior dos pesquisadores era explicar o Brasil, analisando as diferenças entre os tipos de populações existentes na cultura nacional. Diferente de outras nacionalidades, a antropologia brasileira buscou estudar o próprio país; o principal interesse era a formação da sociedade brasileira, levando em consideração o povo formador do Brasil e como constituir uma idéia de identidade nacional com a população já existente. Tanto as teorias em torno do conceito de inclusão da população negra nos espaços de poder quanto os discursos racistas (e suas diversas modalidades de existência) encontram no sistema escravocrata e nos aspectos da identidade cultural um ponto de convergência. É nesse entrelaçamento que podemos apontar as proximidades de contextos históricos com aplicabilidades de ações que hoje tornam possível a presença de pessoas negras em ambientes de poder, como por exemplo os espaços acadêmicos. Não é de hoje que se sabe que o sistema de cotas atribuiu para a sociedade brasileira um rico e grande debate em torno dos projetos desenvolvidos sobre a identidade do país. Essa discussão passou, historicamente, por diversos „níveis‟ até chegar aos dias atuais e é possível encontrarmos elementos que divergem e aproximam esses debates às perspectivas racialistas, tendo em vista que o acesso às instituições de ensino superior não significou a inclusão dos negros em toda sua totalidade. De acordo com o Programa de Combate ao Racismo Institucional – PCRI, o racismo institucional “acontece quando instituições e organizações fracassam em prover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa de sua cor, cultura, origem racial ou étnica”. Dentre as várias formas de manifestações, o racismo se revela por meios de normas, práticas e comportamentos adotados no cotidiano de instituições e produz efeitos devastadores sobre aqueles que o recebem. Pensar nas infra-estruturas sócio/culturais e nos impactos das produções teóricas sobre as formas de como as sociedades se organiza e interage talvez seja o grande desafio dos intelectuais, e porque não dizer dos próprios antropólogos. Contudo, o que há de comum entre o sistema que coloca os negros em situação de solidão e os espaços de intelectualidade? O curta busca promover um debate acerca da solidão dos corpos negros no universo acadêmico. A narrativa aponta para as várias formas imbricadas pelo sistema de estabelecer o racismo, e de como a infraestrutura desse espaço, seja através dos moldes coloniais, ou subjetivos, subalterniza o corpo negro intelectual e político, de tal forma a não abarca-lo em sua totalidade. Dessa forma, o enredo foi estruturado com diálogos,","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"113 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115771172","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-21DOI: 10.51359/2526-3781.2022.254528
G. Radomsky
Quem sai de Lima, Peru, pela estrada Panamericana sentido sul, vislumbra uma paisagem que margeia o frio oceano Pacífico de um lado, enquanto se avolumam os pálidos morros esbranquiçados de outro. Não raro se aparecem favelas e moradias populares à vista, subindo as íngremes encostas peladas e num relance de pensamento não sabemos como as casas permanecem em pé na areia em declive. A paisagem se torna dramática também porque as casinhas são vistas contrapostas às praias de veraneio dos limeños de classe média alta com suas chamativas mansões de temporada.Ao se chegar em San Vicente de Cañete para subir a serra próxima da capital peruana, o verde dos vales começa a se pronunciar e os rios que correm para o mar são ladeados por colinas. Neste ponto do trajeto que um estranho plano de fundo prendeu minha atenção e originou a narrativa aqui exposta.Parte desse recorrido no fim de dezembro de 2010 era guiado por imagens recorrentes: passando por cidades e vilas chegando até o espaço rural, que nos dá impressão de remoto, a campanha visual de Keiko Fujimori (filha do ex-mandatário do país vizinho) para presidência do Peru em 2011 quase não dá trégua.Durante o trajeto, nas situações menos esperadas, “Fuerza Keiko” estava lá, sempre em segundo plano. Asia, Lunahuana, Zuñiga, Catahuasi, Capillucas e outras pequenas localidades no caminho de Yauyos, nosso destino. Eventualmente só “K” nos relembra da política partidária nos lugares recônditos. Procissão, festa, desfile, trabalho de pastoreio, uma efervescência de acontecimentos, e a campanha eleitoral do partido de direita Força Popular acompanhava o percurso. Curiosamente, num golpe de captura Che Guevara se intromete, mostrando que as forças políticas se chocam até nos detalhes. Foi nesse “acidente”, um olhar que escaneia lentamente as imagens feita no passado, que me deparei mais propriamente com o que Benjamin (1985) denominou de inconsciente óptico, especialmente considerando o tempo que se interpõe neste caso entre o registro das fotografias em campo e a reflexão (Leal, 2013).Na época que as fotografias foram realizadas, havia a sensação de que tudo era movente e transitório, menos as pinturas de Keiko no fundo. No aparelho de captura técnica acionado aqui e ali (Flusser, 2011), o que esvanece e permanece (Soulages, 2010) parecem entrar em conflito nas imagens. Mas as próprias imagens já indicavam uma possível novidade que se tornaria velha logo. Nem Keiko venceu esse pleito, altamente conflitivo e litigioso no Peru como tem sido nas últimas décadas, nem desistiu da candidatura nas eleições seguintes, ficando estas pinturas logo apagadas, talvez substituídas por outras, e pouco propensas a chamar a atenção dos que vivem nessas terras, nem a despertar qualquer sentimento de mudança social por meio da política. A vida seguiu com festas, procissões, desfiles, pastoreios.
从秘鲁利马出发,沿着泛美高速公路向南行驶,一边是冰冷的太平洋,另一边是苍白的白色山丘。贫民窟和受欢迎的住宅经常出现在眼前,爬上陡峭的光秃秃的山坡,一眼就不知道房屋是如何站在斜坡上的沙子上的。这里的风景也变得引人注目,因为人们可以看到这些小房子与中上阶层limeno的夏季海滩和华丽的季节性豪宅形成对比。当你到达San Vicente de canete,爬上秘鲁首都附近的山脉时,绿色的山谷开始显现,流入大海的河流被山丘环绕。在这一点上,一个奇怪的背景引起了我的注意,并产生了这里暴露的叙述。最后一部分是2010年12月,是由大量的图片:经历来确定城镇农村远程,你给我们的印象,视觉运动的女儿藤森庆子(前秘鲁总统-mandatário邻国)在2011年几乎没有给和约。在旅途中,在最意想不到的情况下,“Fuerza Keiko”就在那里,总是在后台。亚洲,卢纳瓦纳,zuniga,卡塔瓦西,卡皮鲁卡斯和其他小地方在去约尤斯的路上,我们的目的地。最终,只有“K”让我们想起了偏远地区的政党政治。游行、节日、游行、牧区工作、熙熙攘攘的活动和右翼人民力量党(Popular force party)的竞选活动紧随其后。奇怪的是,切·格瓦拉介入了一场政变,表明政治力量甚至在细节上也发生了冲突。正是在这个“意外”中,一个缓慢扫描过去制作的图像的眼睛,我更恰当地遇到了Benjamin(1985)所说的光学无意识,特别是考虑到在这种情况下,在现场记录照片和反射之间的时间(Leal, 2013)。在拍摄这些照片的时候,除了背景中的惠子画,一切都有一种移动和短暂的感觉。在这里和那里触发的技术捕捉设备(Flusser, 2011)中,消失和保留的东西(Soulages, 2010)似乎在图像中发生了冲突。但这些图像本身就表明了一种可能的新事物,很快就会变成旧事物。不是惠子,选举中获胜,高度冲突的诉讼在秘鲁时已经在过去的几十年,甚至放弃了选举的申请后,很快被删除,取而代之的是,这些画,但倾向于关注那些生活在陆地上,也通过政治意识觉醒的社会变革。生活继续着节日、游行、游行和放牧。
{"title":"A Caminho de Yauyos, uma campanha eleitoral em segundo plano","authors":"G. Radomsky","doi":"10.51359/2526-3781.2022.254528","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.254528","url":null,"abstract":"Quem sai de Lima, Peru, pela estrada Panamericana sentido sul, vislumbra uma paisagem que margeia o frio oceano Pacífico de um lado, enquanto se avolumam os pálidos morros esbranquiçados de outro. Não raro se aparecem favelas e moradias populares à vista, subindo as íngremes encostas peladas e num relance de pensamento não sabemos como as casas permanecem em pé na areia em declive. A paisagem se torna dramática também porque as casinhas são vistas contrapostas às praias de veraneio dos limeños de classe média alta com suas chamativas mansões de temporada.Ao se chegar em San Vicente de Cañete para subir a serra próxima da capital peruana, o verde dos vales começa a se pronunciar e os rios que correm para o mar são ladeados por colinas. Neste ponto do trajeto que um estranho plano de fundo prendeu minha atenção e originou a narrativa aqui exposta.Parte desse recorrido no fim de dezembro de 2010 era guiado por imagens recorrentes: passando por cidades e vilas chegando até o espaço rural, que nos dá impressão de remoto, a campanha visual de Keiko Fujimori (filha do ex-mandatário do país vizinho) para presidência do Peru em 2011 quase não dá trégua.Durante o trajeto, nas situações menos esperadas, “Fuerza Keiko” estava lá, sempre em segundo plano. Asia, Lunahuana, Zuñiga, Catahuasi, Capillucas e outras pequenas localidades no caminho de Yauyos, nosso destino. Eventualmente só “K” nos relembra da política partidária nos lugares recônditos. Procissão, festa, desfile, trabalho de pastoreio, uma efervescência de acontecimentos, e a campanha eleitoral do partido de direita Força Popular acompanhava o percurso. Curiosamente, num golpe de captura Che Guevara se intromete, mostrando que as forças políticas se chocam até nos detalhes. Foi nesse “acidente”, um olhar que escaneia lentamente as imagens feita no passado, que me deparei mais propriamente com o que Benjamin (1985) denominou de inconsciente óptico, especialmente considerando o tempo que se interpõe neste caso entre o registro das fotografias em campo e a reflexão (Leal, 2013).Na época que as fotografias foram realizadas, havia a sensação de que tudo era movente e transitório, menos as pinturas de Keiko no fundo. No aparelho de captura técnica acionado aqui e ali (Flusser, 2011), o que esvanece e permanece (Soulages, 2010) parecem entrar em conflito nas imagens. Mas as próprias imagens já indicavam uma possível novidade que se tornaria velha logo. Nem Keiko venceu esse pleito, altamente conflitivo e litigioso no Peru como tem sido nas últimas décadas, nem desistiu da candidatura nas eleições seguintes, ficando estas pinturas logo apagadas, talvez substituídas por outras, e pouco propensas a chamar a atenção dos que vivem nessas terras, nem a despertar qualquer sentimento de mudança social por meio da política. A vida seguiu com festas, procissões, desfiles, pastoreios.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"8 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114624205","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-28DOI: 10.51359/2526-3781.2022.253367
N. Freitas, Vicente De Paulo Sousa
Poesia e Resistência é uma produção que traz narrativas poéticas sobre as condições da periferia. Através do recitar da poesia marginal e das rimas, poetas (slamers) e rappers falam das múltiplas realidades e circunstâncias periféricas, cujas abordagens deixam clara a forma de resistência desses sujeitos no tocante as dificuldades nestes espaços e suas agências enquanto produtores de uma literatura que denuncia, e ao mesmo tempo se apropriam de seus lugares numa atitude de defesa e criação de territorialidades identitárias.
{"title":"Poesia e resistência","authors":"N. Freitas, Vicente De Paulo Sousa","doi":"10.51359/2526-3781.2022.253367","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.253367","url":null,"abstract":"Poesia e Resistência é uma produção que traz narrativas poéticas sobre as condições da periferia. Através do recitar da poesia marginal e das rimas, poetas (slamers) e rappers falam das múltiplas realidades e circunstâncias periféricas, cujas abordagens deixam clara a forma de resistência desses sujeitos no tocante as dificuldades nestes espaços e suas agências enquanto produtores de uma literatura que denuncia, e ao mesmo tempo se apropriam de seus lugares numa atitude de defesa e criação de territorialidades identitárias.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"121 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124176382","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-28DOI: 10.51359/2526-3781.2022.253648
Wojciech Ganczarek
Paraguay es un país habitado por una amplia variedad de grupos étnicos. Están —por ejemplo— los distintos pueblos indígenas, los colonos menonitas, los inmigrantes europeos de los comienzos del siglo XX, o los brasileños llegados en tiempos más recientes. El documental "Soy paraguayo" recoge historias personales de 32 mujeres y hombres, de las que emerge un complejo mosaico de la realidad paraguaya en actualidad. Así mismo salen a la luz los problemas más esenciales del país: la muy desigual distribución de tierras, la deforestación desenfrenada, el uso intensivo de agroquímicos en el cultivo de la soja transgénica y el desentendimiento entre tan diferentes culturas.
{"title":"Soy paraguayo","authors":"Wojciech Ganczarek","doi":"10.51359/2526-3781.2022.253648","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.253648","url":null,"abstract":"Paraguay es un país habitado por una amplia variedad de grupos étnicos. Están —por ejemplo— los distintos pueblos indígenas, los colonos menonitas, los inmigrantes europeos de los comienzos del siglo XX, o los brasileños llegados en tiempos más recientes. El documental \"Soy paraguayo\" recoge historias personales de 32 mujeres y hombres, de las que emerge un complejo mosaico de la realidad paraguaya en actualidad. Así mismo salen a la luz los problemas más esenciales del país: la muy desigual distribución de tierras, la deforestación desenfrenada, el uso intensivo de agroquímicos en el cultivo de la soja transgénica y el desentendimiento entre tan diferentes culturas.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"104 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116927703","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-28DOI: 10.51359/2526-3781.2022.254219
Cristiane Veeck, Renata Menasche, Carolina Borges
A Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro é um projeto coletivo de agricultura urbana agroecológica, situado na zona leste da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul que, por iniciativa comunitária, teve início no ano de 2011.Procura-se retratar neste ensaio fotográfico a relação construída na Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro entre humanos e hibiscos (Hibiscus Sabdariffa). Os hibiscos são aqui entendidos como espécie companheira (HARAWAY, 2021) dos humanos que frequentam a horta. Uma história coevolutiva vem sendo escrita pela relação entre hibiscos e humanos nesse espaço, em que hibiscos atuam sobre humanos e humanos atuam sobre hibiscos, em um processo de codomesticação.Há aproximadamente oito anos, com as primeiras sementes provenientes de um produtor rural agroecológico de um bairro situado no sul de Porto Alegre, os primeiros hibiscos foram plantados na horta. Desde então, a cada ano a semeadura começa por volta de agosto e todo o processo é cuidado até a colheita, que acontece em fevereiro, março, abril e maio. Em junho, os últimos hibiscos são colhidos, mas, pelas condições climáticas que o inverno proporciona no Rio Grande do Sul, já não é mais possível secá-los, uma vez que, o hibisco necessita de sol e pouca umidade. Marcando o final da safra de hibisco, costuma-se realizar oficinas, em que é usado in natura, para fazer geleia. Tais oficinas, marcam também o encontro entre algumas mulheres frequentadoras da horta, resultando em um momento de partilhas dos saberes relacionados aos diversos significados do hibisco para elas.O hibisco é, coletivamente, cuidado por todas as pessoas envolvidas, sendo consideradoum símbolo das atividades da Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro. A regulação do tempo na horta passa pela regulação do tempo que o hibisco impõe a seus participantes. É, ainda, através da venda informal do hibisco seco que a horta adquire recursos para seguir com a manutenção do espaço.Ao mesmo tempo em que existe uma história dos hibiscos sendo construída pela horta, na interação com humanos - já que, de outro modo não seriam tão famosos entre essas pessoas ou não protagonizariam receitas ou dariam tantos frutos. Existe uma história complementar da horta sendo construída pelo que os hibiscos oferecem aos humanos nela presentes. Uma história de humanos e plantas aliando-se em práticas de criar mundos conjuntamente.O hibisco é descrito como nativo da África, uma planta da família das Malváceas, de ciclo anual, que pode ser cultivada por semeadura ou por estaquia (KINUPP e LORENZI, 2021). Com propriedades medicinais de reposição de eletrólitos ao organismo humano, sendo diurético, atua controlando a pressão arterial, podendo ser usado como auxiliar no tratamento de doenças do fígado, além de possuir antioxidantes (KINUPP e LORENZI, 2021). Na horta, os hibiscos oferecem sua presença e possibilidade de ação para os organismos humanos, que deles se beneficiam. Em contrapartida, os humanos preparam o solo, guardam as sementes, cu
Lomba do Pinheiro社区花园是一个农业生态城市农业的集体项目,位于南大区阿雷格里港市东部,在社区倡议下,于2011年开始。在这篇摄影文章中,我们试图描绘在社区花园Lomba do Pinheiro中人类和木槿(木槿)之间建立的关系。在这里,木槿被理解为经常出入花园的人类的伴侣物种(HARAWAY, 2021)。coevolutiva故事写的是芙蓉花和人类之间的空间,在芙蓉花(关于人类和人类(codomesticação.Há大约八岁的芙蓉花,在一个诉讼,和第一批种子生产者的来自农村的一个agroecológico阿雷格里港位于南部,第一批芙蓉花种植在花园里。从那时起,每年8月左右开始播种,整个过程一直持续到2月、3月、4月和5月收获。6月,最后一批木槿收获,但由于南大巴州冬季的气候条件,由于木槿需要阳光和少量水分,因此不可能干燥它们。为了纪念木槿收获的结束,人们通常会举办工作坊,在那里,木槿在自然中被用来制作果冻。这些讲习班也标志着一些经常去花园的妇女之间的会议,导致了与木槿对她们的各种意义有关的知识分享的时刻。木槿由所有相关人员共同照料,被认为是Lomba do Pinheiro社区花园活动的象征。花园中的时间调节通过木槿强加给参与者的时间调节。此外,通过非正式销售干木槿,花园获得了继续维护空间的资源。与此同时,有一个木槿的历史是由花园建造的,在与人类的互动中——否则,它们在这些人中就不会那么出名,也不会成为食谱的主角,也不会结出那么多果实。有一个补充的故事,花园是由木槿提供给人类在那里。这是一个人类和植物联合起来共同创造世界的故事。木槿被描述为原产于非洲,是锦葵科的一种一年生植物,可以通过播种或扦插种植(KINUPP和LORENZI, 2021)。具有补充人体电解质的药用特性,作为利尿剂,控制血压,可用于辅助治疗肝病,并具有抗氧化剂(KINUPP和LORENZI, 2021)。在花园中,木槿为人类有机体提供了它们的存在和行动的可能性,人类有机体从中受益。相比之下,人类在集体活动中准备土壤、保存种子、种植和照料木槿。芙蓉就像一个聚合器,把人们聚集在桌子周围,取出种子,这一刻的对话流动。木槿的食谱有很多,但在花园里最常见的制作方式是喝茶。水果可以是干的或新鲜的,与水混合,进入火,通常在一个大锅。煮沸几分钟后,饮料就可以饮用了。然后把锅端上桌,端上带壳的茶。
{"title":"Espécie companheira e comida: hibiscos e humanos na Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro","authors":"Cristiane Veeck, Renata Menasche, Carolina Borges","doi":"10.51359/2526-3781.2022.254219","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.254219","url":null,"abstract":"A Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro é um projeto coletivo de agricultura urbana agroecológica, situado na zona leste da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul que, por iniciativa comunitária, teve início no ano de 2011.Procura-se retratar neste ensaio fotográfico a relação construída na Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro entre humanos e hibiscos (Hibiscus Sabdariffa). Os hibiscos são aqui entendidos como espécie companheira (HARAWAY, 2021) dos humanos que frequentam a horta. Uma história coevolutiva vem sendo escrita pela relação entre hibiscos e humanos nesse espaço, em que hibiscos atuam sobre humanos e humanos atuam sobre hibiscos, em um processo de codomesticação.Há aproximadamente oito anos, com as primeiras sementes provenientes de um produtor rural agroecológico de um bairro situado no sul de Porto Alegre, os primeiros hibiscos foram plantados na horta. Desde então, a cada ano a semeadura começa por volta de agosto e todo o processo é cuidado até a colheita, que acontece em fevereiro, março, abril e maio. Em junho, os últimos hibiscos são colhidos, mas, pelas condições climáticas que o inverno proporciona no Rio Grande do Sul, já não é mais possível secá-los, uma vez que, o hibisco necessita de sol e pouca umidade. Marcando o final da safra de hibisco, costuma-se realizar oficinas, em que é usado in natura, para fazer geleia. Tais oficinas, marcam também o encontro entre algumas mulheres frequentadoras da horta, resultando em um momento de partilhas dos saberes relacionados aos diversos significados do hibisco para elas.O hibisco é, coletivamente, cuidado por todas as pessoas envolvidas, sendo consideradoum símbolo das atividades da Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro. A regulação do tempo na horta passa pela regulação do tempo que o hibisco impõe a seus participantes. É, ainda, através da venda informal do hibisco seco que a horta adquire recursos para seguir com a manutenção do espaço.Ao mesmo tempo em que existe uma história dos hibiscos sendo construída pela horta, na interação com humanos - já que, de outro modo não seriam tão famosos entre essas pessoas ou não protagonizariam receitas ou dariam tantos frutos. Existe uma história complementar da horta sendo construída pelo que os hibiscos oferecem aos humanos nela presentes. Uma história de humanos e plantas aliando-se em práticas de criar mundos conjuntamente.O hibisco é descrito como nativo da África, uma planta da família das Malváceas, de ciclo anual, que pode ser cultivada por semeadura ou por estaquia (KINUPP e LORENZI, 2021). Com propriedades medicinais de reposição de eletrólitos ao organismo humano, sendo diurético, atua controlando a pressão arterial, podendo ser usado como auxiliar no tratamento de doenças do fígado, além de possuir antioxidantes (KINUPP e LORENZI, 2021). Na horta, os hibiscos oferecem sua presença e possibilidade de ação para os organismos humanos, que deles se beneficiam. Em contrapartida, os humanos preparam o solo, guardam as sementes, cu","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122898222","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-28DOI: 10.51359/2526-3781.2022.253729
Joelma Batista Do Nascimento
Em dois belíssimos artigos sobre ordenha mecanizada de vacas leiteiras Porcher e Schmitt (2010) e Deturche (2020) descrevem essa prática pelas ações humana e animal (criadores e vacas), intermediada pela sala de ordenha e os equipamentos utilizados para extração do leite. Os autores nos levam a perceber que as ações, os desejos das vacas e a relação de confiança com o criador são cruciais para o desenvolvimento da ordenha. A partir de uma narrativa de ordenha manual, uma técnica manual de tirar leite, entre criadores de vacas leiteiras na Paraíba, sítio Palha Amarela e sítio Santa Cruz, Piancó, eu apresento uma proposta semelhante, contudo, através de um ensaio fotográfico. Eu penso que as fotografias são um recurso metodológico que muito tem a contribuir para evidenciar as ações (e emoções) dos animais nas relações de domesticação, pois oportunizar-nos observar pelos gestos e movimentação corporal (humana e animal) o processo de comunicação estabelecida pela capacidade do corpo de “afetar e ser afetado” (Despret, 2004).
在Porcher和Schmitt(2010)和Deturche(2020)两篇关于奶牛机械化挤奶的精彩文章中,他们描述了人类和动物(饲养者和奶牛)的行为,通过挤奶室和用于提取牛奶的设备进行中介。作者让我们意识到奶牛的行为、欲望以及与饲养者的信任关系对挤奶的发展至关重要。在paraiba, sitio Palha Amarela和sitio Santa Cruz, pianco的奶牛饲养者之间,我通过一篇摄影文章提出了一个类似的建议。我认为照片是一种方法论,有促进愈合的股票(情感)的动物驯化了的关系,因为oportunizar我们观察他的手势和肢体动作(人类和动物)的过程中建立的沟通能力的“影响和被影响”(Despret, 2004)。
{"title":"Vacas, bezerros, cordas e criadores: como pensar a técnica de tirar leite pelos movimentos corporais?","authors":"Joelma Batista Do Nascimento","doi":"10.51359/2526-3781.2022.253729","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.253729","url":null,"abstract":"Em dois belíssimos artigos sobre ordenha mecanizada de vacas leiteiras Porcher e Schmitt (2010) e Deturche (2020) descrevem essa prática pelas ações humana e animal (criadores e vacas), intermediada pela sala de ordenha e os equipamentos utilizados para extração do leite. Os autores nos levam a perceber que as ações, os desejos das vacas e a relação de confiança com o criador são cruciais para o desenvolvimento da ordenha. A partir de uma narrativa de ordenha manual, uma técnica manual de tirar leite, entre criadores de vacas leiteiras na Paraíba, sítio Palha Amarela e sítio Santa Cruz, Piancó, eu apresento uma proposta semelhante, contudo, através de um ensaio fotográfico. Eu penso que as fotografias são um recurso metodológico que muito tem a contribuir para evidenciar as ações (e emoções) dos animais nas relações de domesticação, pois oportunizar-nos observar pelos gestos e movimentação corporal (humana e animal) o processo de comunicação estabelecida pela capacidade do corpo de “afetar e ser afetado” (Despret, 2004).","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133424569","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-06-28DOI: 10.51359/2526-3781.2022.253459
Nádile Juliane Costa de Castro
Este ensaio visual é parte de uma experiência de participação em banca de Heteroidentificação para efetivação da Lei de Cotas do Processo Seletivo da Universidade Federal do Pará (UFPA). O registro das atividades ocorreu pela utilização de um diário de campo para fins de registro da experiência e composição da narrativa. Os registros fotográficos foram realizados por meio de uma câmera do celular modelo Galaxy A71 em março de 2022. Os registros do ensaio trazem os movimentos observados ao longo dos espaços prediais reservados para o processo de habilitação e heteroidentificação no Processo Seletivo de 2022. Como demanda das Políticas de Ação Afirmativa é possível ver os espaços da UFPA ocupados, distanciando-se do vazio característico do período pandêmico.
{"title":"Registros e movimentos no percurso de um processo de heteroidentificação","authors":"Nádile Juliane Costa de Castro","doi":"10.51359/2526-3781.2022.253459","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.253459","url":null,"abstract":"Este ensaio visual é parte de uma experiência de participação em banca de Heteroidentificação para efetivação da Lei de Cotas do Processo Seletivo da Universidade Federal do Pará (UFPA). O registro das atividades ocorreu pela utilização de um diário de campo para fins de registro da experiência e composição da narrativa. Os registros fotográficos foram realizados por meio de uma câmera do celular modelo Galaxy A71 em março de 2022. Os registros do ensaio trazem os movimentos observados ao longo dos espaços prediais reservados para o processo de habilitação e heteroidentificação no Processo Seletivo de 2022. Como demanda das Políticas de Ação Afirmativa é possível ver os espaços da UFPA ocupados, distanciando-se do vazio característico do período pandêmico.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"274 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114566111","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-10DOI: 10.51359/2526-3781.2021.251559
Monique Teresa Amoras Nascimento, Jéssica Fernanda Carvalho de Carvalho, Nádile Juliane Costa de Castro
Este ensaio visual é fruto de um projeto de pesquisa que tem com um dos objetivos realizar discussões sobre cenas de comunidades quilombolas amazônicas no percurso da pandemia da COVID-19 . O registro das atividades ocorreu pela utilização de um diário de campo para fins de composição da narrativa e por meio de uma câmera do celular modelo Xiaomi Mi 8. Percebeu-se que apesar de toda a importância do controle sanitário o ir e vir das pessoas que vivem nas comunidades quilombolas da região permaneceram em virtude da necessidade de dar continuidade aos fazeres e ao modo de vida das populações amazônicas que dependem de deslocamentos entre as águas dos rios e o transporte público.
{"title":"Ir e vir de uma comunidade quilombola em meio a pandemia","authors":"Monique Teresa Amoras Nascimento, Jéssica Fernanda Carvalho de Carvalho, Nádile Juliane Costa de Castro","doi":"10.51359/2526-3781.2021.251559","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2021.251559","url":null,"abstract":"Este ensaio visual é fruto de um projeto de pesquisa que tem com um dos objetivos realizar discussões sobre cenas de comunidades quilombolas amazônicas no percurso da pandemia da COVID-19 . O registro das atividades ocorreu pela utilização de um diário de campo para fins de composição da narrativa e por meio de uma câmera do celular modelo Xiaomi Mi 8. Percebeu-se que apesar de toda a importância do controle sanitário o ir e vir das pessoas que vivem nas comunidades quilombolas da região permaneceram em virtude da necessidade de dar continuidade aos fazeres e ao modo de vida das populações amazônicas que dependem de deslocamentos entre as águas dos rios e o transporte público. ","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"83 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123851590","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-10DOI: 10.51359/2526-3781.2021.251794
P. Bollettin
Since the beginning of 2020, with the eclosion of the Covid-19 pandemic, airports have been included among the main hotspots for the diffusion of the disease. Several limitations affected the possibility for people to travel, with diverse approaches between the countries, and with differences among who was authorized to travel and who was not. This caused a contraction on the number of passengers transiting in the airports in all the countries. However the commercial international aviation has never stopped, and despite the reduction of passengers the airports managed to implement health security protocols for the Covid-19 diffusion control. Before the pandemic, other challenges already affected airports’ security protocols, such as the “terrorist threat”, making of these places “nervous systems” (as defined by Maguire and Pétercsak). After one year and half from the beginning of the pandemic, with the vaccination campaigns accelerating in various countries (with the clear differences due to governments’ political choices and countries’ access to vaccines) the air travels have returned to a condition similar to previous one. An increasing number of planes flying and an increasing number of passengers can be registered everywhere. Meanwhile, the sanitary attention to the Covid-19 diffusion contention continues to be a concern in the space organization of airports.This ethnographic photoessay aims at describing the visual presence of the Covid in the airports. The work focuses on four airports in three countries the author passed through in June 2021. They are the airports of Salvador da Bahia (Brazil), Lisbon (Portugal), Rome and Venice (Italy). Despite the differences between the countries in the approached adopted to contain the diffusion of the pandemic, airports are subjected to standardized international protocols. These are intended to (re)produce similar safety measures in the diverse airports. Meanwhile, airports are designed not to be identitarian, historical and relational, but yes to be experienced as “non places” (as Augé defined these places). However, each airport introduces several dimensions of its specific location, of its specific local health politics, of its specific passengers’ flow, and so on, making of them a peculiar place to observe the space design for Covid diffusion control. Despite the definition of the Covid as an “invisible enemy”, used in general media in diverse countries, the thesis is that the presence of the virus is highly visible to everyone passing in some airport, independently from the specific country. Meanwhile, the diverse airports introduce their own local and specific visual modalities to achieve passengers. Pictures included in this ethnographic photoessay focus on some of these modalities, such as the hand gel dispensers, instructions and prohibitions for preventing Covid dissemination, among other. Covid’s aesthetics in airports highlights how the pandemic affected people visual and sensorial experi
{"title":"Flying with Covid: The visual presence of the pandemic in airports","authors":"P. Bollettin","doi":"10.51359/2526-3781.2021.251794","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2021.251794","url":null,"abstract":"Since the beginning of 2020, with the eclosion of the Covid-19 pandemic, airports have been included among the main hotspots for the diffusion of the disease. Several limitations affected the possibility for people to travel, with diverse approaches between the countries, and with differences among who was authorized to travel and who was not. This caused a contraction on the number of passengers transiting in the airports in all the countries. However the commercial international aviation has never stopped, and despite the reduction of passengers the airports managed to implement health security protocols for the Covid-19 diffusion control. Before the pandemic, other challenges already affected airports’ security protocols, such as the “terrorist threat”, making of these places “nervous systems” (as defined by Maguire and Pétercsak). After one year and half from the beginning of the pandemic, with the vaccination campaigns accelerating in various countries (with the clear differences due to governments’ political choices and countries’ access to vaccines) the air travels have returned to a condition similar to previous one. An increasing number of planes flying and an increasing number of passengers can be registered everywhere. Meanwhile, the sanitary attention to the Covid-19 diffusion contention continues to be a concern in the space organization of airports.This ethnographic photoessay aims at describing the visual presence of the Covid in the airports. The work focuses on four airports in three countries the author passed through in June 2021. They are the airports of Salvador da Bahia (Brazil), Lisbon (Portugal), Rome and Venice (Italy). Despite the differences between the countries in the approached adopted to contain the diffusion of the pandemic, airports are subjected to standardized international protocols. These are intended to (re)produce similar safety measures in the diverse airports. Meanwhile, airports are designed not to be identitarian, historical and relational, but yes to be experienced as “non places” (as Augé defined these places). However, each airport introduces several dimensions of its specific location, of its specific local health politics, of its specific passengers’ flow, and so on, making of them a peculiar place to observe the space design for Covid diffusion control. Despite the definition of the Covid as an “invisible enemy”, used in general media in diverse countries, the thesis is that the presence of the virus is highly visible to everyone passing in some airport, independently from the specific country. Meanwhile, the diverse airports introduce their own local and specific visual modalities to achieve passengers. Pictures included in this ethnographic photoessay focus on some of these modalities, such as the hand gel dispensers, instructions and prohibitions for preventing Covid dissemination, among other. Covid’s aesthetics in airports highlights how the pandemic affected people visual and sensorial experi","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122848558","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}