Pub Date : 2019-09-19DOI: 10.51359/2526-3781.2019.241332
Rondinell Aquino Palha
Na Cidade de São Caetano de Odivelas, no Estado do Pará, na Amazônia brasileira, realiza-se todos os anos, durante a sexta-feira santa, o dia em que se homenageia a Paixão de Cristo, na tradição religiosa cristã, a “Procissão do Encontro”, que consiste em duas procissões: uma com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e a outra com a imagem de Nossa Senhora das Dores. A imagem de Jesus carregando a cruz, em sofrimento, destaca o drama ritualístico realizado anualmente no período da semana santa, a narrativa mítica que aproxima humano e “deus”, fornecendo um “conjunto de representações das relações do mundo e da humanidade com os seres invisíveis” (LABHURTE-TOLRA, 2010, p.204), agora “visíveis” pelo mito, como uma “ordenação racional. Ele situa o homem em seu lugar no universo graças a um sistema de referências no interior do cosmo” (idem). O sentindo da religiosidade garante que, a cada ano, esse rito cristão, possa ser reeditado com ampla participação da comunidade, garantindo o equilíbrio necessário para o “caos” da vida, atualizando-se ciclicamente a “fundação” sagrada do mundo: “a revelação de um espaço sagrado permite que se obtenha um ‘ponto fixo’, possibilitando, portanto, a orientação na homogeneidade caótica, a ‘fundação do mundo’, o viver o real” (ELIADE, 1992, p.27). Na pequena capela de Nsa. Sra. Do Perpétuo Socorro, pessoas da comunidade oram e cantam ladainhas, antes do início do préstito. Durante o trajeto, nos deparamos com práticas diárias se misturando ao extraordinário do sagrado representado na procissão. A banda musical, composta por jovens, executa cantos religiosos, proporcionando mais ainda a participação e o envolvimento passional com o ritual religioso pela voz. A proximidade entre o humano e o sagrado fica evidente quando, a imagem de Nosso Senhor dos Passos, é protegido, da chuva, por uma capa, em virtude do fim do inverno amazônico, estação de chuvas, em ato muito significativo, uma vez que, essa atitude, “humaniza” a imagem. O ápice do ritual acontece às margens do Rio Mojuim, quando há o encontro das imagens de Nosso Senhora dos Passos e de Nossa Senhora das Dores. Neste ato, o esforço físico, o choro e a contrição ficam manifestos no semblante de cada participante da comunidade, em uma catarse que garante a perpetuação desse ritual religioso na Cidade de São Caetano de Odivelas, a cada prenúncio do verão amazônico
在城里出生的圣·巴拉,在巴西亚马逊州,每年都举行,在星期五,这一天是为了纪念基督的热情,在基督教的传统中,“约会”,由两个游行队伍是“有了我们主——耶稣的形象和另外的步骤和圣母的形象。那个不幸的端着十字架,耶稣的形象,强调戏剧仪式每年举行一次的圣周期间,神话的故事能让人类和“上帝”的关系,提供一组“的一场世界和人类的无形存在”(LABHURTE -TOLRA现在,2010年),“可见”的神话,就像一个“合理的排序。它通过宇宙内部的参考系统将人置于他在宇宙中的位置”(同上)。不但保证,每一年的感觉,这种跨基督徒,可以广泛的社区参与,保证重新平衡所需的“混乱”的汇报,周期性的“基础”的神圣世界:“神圣空间的启示让提供一个‘定点’,让他们混乱,所以在统一性的指引,世界的‘基础’,真正的生活”(伊,1992,p)。在国安局的小教堂。太太。在永久的帮助下,社区的人们在仪式开始前祈祷和唱连词。在旅途中,我们发现日常的实践与游行队伍中所代表的神圣的非凡混合在一起。这个由年轻人组成的乐队表演宗教歌曲,通过声音提供更多的参与和对宗教仪式的热情参与。人与神圣之间的亲密关系是显而易见的,当我们的主的脚步的形象被保护,免受雨,由于亚马逊冬天的结束,雨季,在一个非常重要的行为,因为这种态度,“人性化”的形象。仪式的高潮发生在摩朱姆河的岸边,在那里我们的圣母的脚步和圣母的痛苦的形象相遇。在这一行为中,身体的努力、哭泣和悔悟在每个社区参与者的脸上都表现出来,这是一种宣泄,确保了这个宗教仪式在sao Caetano de Odivelas市的延续,在亚马逊夏季的每个预兆
{"title":"PRÉSTITO DE ENCONTRO: Nos caminhares da religiosidade popular","authors":"Rondinell Aquino Palha","doi":"10.51359/2526-3781.2019.241332","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241332","url":null,"abstract":"Na Cidade de São Caetano de Odivelas, no Estado do Pará, na Amazônia brasileira, realiza-se todos os anos, durante a sexta-feira santa, o dia em que se homenageia a Paixão de Cristo, na tradição religiosa cristã, a “Procissão do Encontro”, que consiste em duas procissões: uma com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e a outra com a imagem de Nossa Senhora das Dores. A imagem de Jesus carregando a cruz, em sofrimento, destaca o drama ritualístico realizado anualmente no período da semana santa, a narrativa mítica que aproxima humano e “deus”, fornecendo um “conjunto de representações das relações do mundo e da humanidade com os seres invisíveis” (LABHURTE-TOLRA, 2010, p.204), agora “visíveis” pelo mito, como uma “ordenação racional. Ele situa o homem em seu lugar no universo graças a um sistema de referências no interior do cosmo” (idem). O sentindo da religiosidade garante que, a cada ano, esse rito cristão, possa ser reeditado com ampla participação da comunidade, garantindo o equilíbrio necessário para o “caos” da vida, atualizando-se ciclicamente a “fundação” sagrada do mundo: “a revelação de um espaço sagrado permite que se obtenha um ‘ponto fixo’, possibilitando, portanto, a orientação na homogeneidade caótica, a ‘fundação do mundo’, o viver o real” (ELIADE, 1992, p.27). Na pequena capela de Nsa. Sra. Do Perpétuo Socorro, pessoas da comunidade oram e cantam ladainhas, antes do início do préstito. Durante o trajeto, nos deparamos com práticas diárias se misturando ao extraordinário do sagrado representado na procissão. A banda musical, composta por jovens, executa cantos religiosos, proporcionando mais ainda a participação e o envolvimento passional com o ritual religioso pela voz. A proximidade entre o humano e o sagrado fica evidente quando, a imagem de Nosso Senhor dos Passos, é protegido, da chuva, por uma capa, em virtude do fim do inverno amazônico, estação de chuvas, em ato muito significativo, uma vez que, essa atitude, “humaniza” a imagem. O ápice do ritual acontece às margens do Rio Mojuim, quando há o encontro das imagens de Nosso Senhora dos Passos e de Nossa Senhora das Dores. Neste ato, o esforço físico, o choro e a contrição ficam manifestos no semblante de cada participante da comunidade, em uma catarse que garante a perpetuação desse ritual religioso na Cidade de São Caetano de Odivelas, a cada prenúncio do verão amazônico","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"44 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114294688","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.236570
M. Picanço
Sinopse:A casa do forno (em outros lugares do Brasil é chamada de casa de farinha) é um dos elementos mais importantes no processo produtivo que permite que a mandioca se transforme em um conjunto de bens alimentícios, como: farinha d’água, goma, tucupi, etc., que são comidas (usa-se o termo comidas e não alimentos para reforçar o traço de sociabilidade proporcionado pela comida em situações coletivas, como comensalidade) que povoam os mercados e as mesas dos habitantes do nordeste paraense e que conferem considerável importância histórica, econômica, social e religiosa no lugar. (Picanço, 2018). Desse modo, a casa do forno, materializa-se em um espaço fulcral para a história da mandioca e dos habitantes de Araí e Taiassuí (comunidades rurais e produtoras de roça de mandioca no nordeste paraense), pois, ao mesmo tempo em que se constitui em um lugar onde são “paridos” todos os descendentes da mandioca, ela também funciona como um espaço de trocas de experiências, onde o saber fazer as comidas oriundas da mandioca é ensinado, aprendido e mantido de geração em geração. As casas do forno ajudam na composição socioespacial de Araí e Taiassuí, pois onde tem uma roça, nas proximidades também se encontra uma delas. Por isso, a casa do forno, ao mesmo tempo em que é pensada e concebida como uma instituição socioalimentar, também é compreendida como uma “maternidade”, um laboratório onde os frutos da mandioca são paridos, são nascidos. Como diria Marcena (2012, p. 52), ela é o “ventre da farinha, nascedoura de todas as farinhas de mandioca preparadas e também dos beijus [...], a casa de farinha se constitui como uma instituição socioalimentar [...], desde os primórdios da invenção da brasilidade [...].” Ela também se revela um lugar de interações sociais e sociabilidades que são alimentadas em um extenso fluxo de pessoas, de distintas famílias que ali trabalham em cooperação, mas também conta com a labuta dos não humanos, que ao mesmo tempo em que são singulares, tornam-se complexos, os quais não estão simplesmente ali, eles habitam naquelas casas do forno, onde desempenham atividades laborais específicas (Velthem, 2007), das quais a mandioca depende para gerar seus frutos. São eles e elas: a gamela grande, a gamela pequena, a mão de pilão, a peneira, a prensa, as vassouras, os tipitis, os rodos, o forno e, em alguns casos, o ralo e/ou o catitu, sobre os quais “[...] há [...] nítida percepção de que trabalham” (Velthem, 2007, p. 622). Portanto são das experiências laborais, dos humanos e não humanos, que dão vida aos descendentes da mandioca na casa do forno, que “falam” as imagens deste ensaio fotográfico. sinopsis:The furnace house (in other places of Brazil and called flour house) is one of the most important elements in the production process that allows cassava to become a set of foodstuffs, such as: water flour, gum, tucupi, etc., which are foods ( the term food is used to reinforce the sociability trait provided by food in collective situations suc
简介:casa do forno(在巴西的其他地方被称为casa de farinha)是生产过程中最重要的元素之一,它允许木薯转化为一系列食品,如:d’面粉水,口香糖,tucupi等等,这些食物(用术语而不是加强饲料的社会性所提供的食物在合法的情况下,例如comensalidade)填充市场和表州东北部的居民提供相当重要历史,经济,社会和宗教的地方。(例如,2018)。,烤箱,物化的房子空间对于木薯的历史和人民的AraíTaiassuí(农村地区和东北木薯生产刷奖),同时如果是在一个地方“paridos”所有的木薯的后代,她也作为一个空间的经验交流,知道做的食物从木薯是一代一代地教,学和维护。forno的房子有助于arai和taiassui的社会空间组成,因为在有农田的地方,附近也有一个。因此,casa do forno,在被认为是一个社会食品机构的同时,也被理解为一个“母性”,一个木薯果实出生的实验室。正如Marcena(2012,第52页)所说,她是“面粉的子宫,是所有准备好的木薯粉的诞生地,也是[…]面粉之家是一个社会食品机构[…]从巴西性发明之初就开始了。”她启示的地方也受到的社会互动和sociabilidades的广泛的合作领域,在不同的家庭,但也有非人类的劳动,同时是异想天开,变得复杂,也不简单,他们住的房子从烤箱里拿出来,在执行具体聘用(2007),其中Velthem木薯取决于创造成果。它们是:大锅,小锅,杵的手,筛子,压力机,扫帚,tipitis,刮刀,烤箱,在某些情况下,排水管和/或catitu,在上面“[…]有[…](Velthem, 2007,第622页)。因此,正是人类和非人类的劳动经验赋予了木薯的后代生命,这篇摄影文章中的图像“说话”了。简介:炉房(在巴西其他地方称为面粉房)是生产过程中使木薯粉成为一套食品的最重要因素之一,例如:水面粉,古姆tucupi等等,这是食物(术语,是用来reinforce the sociability特征提供的食物在集体场合这样的commensality), populate居民的市场和表做的阻止,它considerable历史、经济、社会和宗教的重要性的地方。(例如,2018)。在这种方式,炉盘的中央空间中具体化的历史木薯的居民Araí和Taiassuí(农村社区和生产商做了木薯的阻止),因为,在同一时间,在一个地方所有的后代木薯在哪里“诞生”,它有趣的功能空间是交易的经验,知道如何使食物从木薯taught,学到maintained从一代一代。= =地理= =根据美国人口普查,该地区的总面积为,其中土地和(3.064平方公里)水。由于这个原因,熔炉,在它被认为是一个社会食品机构的同时,也被理解为一个“母性”,一个木薯果实诞生的实验室。《How could say Marcena》(2012,第52页),它是“面粉的belly,诞生于所有准备好的木薯粉和[…]= =地理= =根据美国人口普查局的数据,该镇的土地面积为,其中土地和(1.)水。= =地理= =根据美国人口普查,该镇的土地面积为。这有趣的reveals本身的一个地方的社会互动和sociabilities nurtured an extensive流的人,从不同的家庭谁工作在合作,而且relies on the toil of自然不是人类,人在同一时间,使(VELTHEM, 2007),在这木薯生产取决于其泥。他们是:有小型槽,槽,杵,筛分的手,出版社,扫帚,tipitis,应该是,炉,在一些结婚后,停止和/或catitu完毕,“(...”有明确的经验,他们的工作(p.622 VELTHEM, 2007)。
{"title":"CASA DO FORNO: instituição sócio-alimentar de Araí e Taiassuí, nordeste paraense","authors":"M. Picanço","doi":"10.51359/2526-3781.2018.236570","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.236570","url":null,"abstract":"Sinopse:A casa do forno (em outros lugares do Brasil é chamada de casa de farinha) é um dos elementos mais importantes no processo produtivo que permite que a mandioca se transforme em um conjunto de bens alimentícios, como: farinha d’água, goma, tucupi, etc., que são comidas (usa-se o termo comidas e não alimentos para reforçar o traço de sociabilidade proporcionado pela comida em situações coletivas, como comensalidade) que povoam os mercados e as mesas dos habitantes do nordeste paraense e que conferem considerável importância histórica, econômica, social e religiosa no lugar. (Picanço, 2018). Desse modo, a casa do forno, materializa-se em um espaço fulcral para a história da mandioca e dos habitantes de Araí e Taiassuí (comunidades rurais e produtoras de roça de mandioca no nordeste paraense), pois, ao mesmo tempo em que se constitui em um lugar onde são “paridos” todos os descendentes da mandioca, ela também funciona como um espaço de trocas de experiências, onde o saber fazer as comidas oriundas da mandioca é ensinado, aprendido e mantido de geração em geração. As casas do forno ajudam na composição socioespacial de Araí e Taiassuí, pois onde tem uma roça, nas proximidades também se encontra uma delas. Por isso, a casa do forno, ao mesmo tempo em que é pensada e concebida como uma instituição socioalimentar, também é compreendida como uma “maternidade”, um laboratório onde os frutos da mandioca são paridos, são nascidos. Como diria Marcena (2012, p. 52), ela é o “ventre da farinha, nascedoura de todas as farinhas de mandioca preparadas e também dos beijus [...], a casa de farinha se constitui como uma instituição socioalimentar [...], desde os primórdios da invenção da brasilidade [...].” Ela também se revela um lugar de interações sociais e sociabilidades que são alimentadas em um extenso fluxo de pessoas, de distintas famílias que ali trabalham em cooperação, mas também conta com a labuta dos não humanos, que ao mesmo tempo em que são singulares, tornam-se complexos, os quais não estão simplesmente ali, eles habitam naquelas casas do forno, onde desempenham atividades laborais específicas (Velthem, 2007), das quais a mandioca depende para gerar seus frutos. São eles e elas: a gamela grande, a gamela pequena, a mão de pilão, a peneira, a prensa, as vassouras, os tipitis, os rodos, o forno e, em alguns casos, o ralo e/ou o catitu, sobre os quais “[...] há [...] nítida percepção de que trabalham” (Velthem, 2007, p. 622). Portanto são das experiências laborais, dos humanos e não humanos, que dão vida aos descendentes da mandioca na casa do forno, que “falam” as imagens deste ensaio fotográfico. sinopsis:The furnace house (in other places of Brazil and called flour house) is one of the most important elements in the production process that allows cassava to become a set of foodstuffs, such as: water flour, gum, tucupi, etc., which are foods ( the term food is used to reinforce the sociability trait provided by food in collective situations suc","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123615362","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.231382
José Muñiz
Sinopse:Este filme é parte integrante do TCC de Bacharelado do curso em Antropologia “Cinema no vale do Mamanguape: aproximações antropológicas” de José Muniz Falcão Neto. Orientador: João Martinho de Mendonça.Durante dois anos de pesquisa sai em busca de histórias que relatassem a época dos antigos cinemas da região, apesar dos anos que se passaram, ainda é viva no imaginário local e bem rememorada à época de “ouro” do vale. O filme aborda as memórias coletivas relacionadas ao cinema no vale do Mamanguape-PB. Especificamente, se trabalhou com dois cinemas específicos da região, o Cine Teatro Eldorado e Cine Teatro Orion, respectivamente localizados nas cidades de Mamanguape-PB e Rio Tinto-PB. Partindo do cinema direto e da antropologia compartilhada, o curta apresenta diversos personagens relatando suas experiências e vivências dentro das salas de cinema na região.Synopsis:This film is an integral part of the Bachelor's Degree in Anthropology "Cinema in the valley of Mamanguape: anthropological approaches" by José Muniz Falcão Neto. Advisor: João Martinho de Mendonça.During two years of research, he searches for stories that tell the story of the old cinemas of the region, despite the years that have passed, still alive in the local imagination and well remembered at the golden age of the valley. The film approaches the collective memories related to the cinema in the valley of the Mamanguape-PB. Specifically, we worked with two specific cinemas in the region, the Cine Teatro Eldorado and Cine Teatro Orion, respectively located in the cities of Mamanguape-PB and Rio Tinto-PB. Starting from the direct cinema and the shared anthropology, the short one presents / displays diverse personages reporting their experiences and experiences within the cinemas of the regionPalavras-chave:Antropologia Visual; Cinema; Memória.Palabras clave:Visual Anthropology, Cinema, Memory.Ficha técnica:Autor: José Muniz Falcão Neto, mestrando pelo PPGA(Programa de Pós Graduação em Antropologia)-Campus I e IV-João Pessoa/PB e Rio Tinto/PB e integrante do grupo de pesquisa AVAEDOC.Direção, pesquisa e edição: José Muniz Falcão NetoCredits:Author: José Muniz Falcão Neto, mestrando pelo PPGA(Programa de Pós Graduação em Antropologia)-Campus I e IV-João Pessoa/PB e Rio Tinto/PB e integrante do grupo de pesquisa AVAEDOC.Direction, research and edition: José Muniz Falcão Neto
剧情简介:这部电影是人类学学士学位TCC“Mamanguape valley的电影:人类学方法”的组成部分,作者:jose Muniz falcao Neto。指导老师:joao Martinho de mendonca。经过两年的研究,我开始寻找与该地区旧电影院时代相关的故事,尽管已经过去了几年,但它仍然存在于当地的想象中,并很好地回忆起山谷的“黄金”时代。这部电影讲述了在Mamanguape-PB山谷与电影相关的集体记忆。具体来说,我们与该地区的两个特定电影院合作,分别位于Mamanguape-PB和里约热内卢Tinto-PB的Cine Teatro Eldorado和Cine Teatro Orion。这部短片以直接电影和共享人类学为基础,呈现了几个人物,讲述了他们在该地区电影院的经历和经历。剧情简介:这部电影是一个完整的一部分Bachelor'的人类学电影学位Mamanguape谷:人类学方法”何塞·穆尼斯鹰的孙子。顾问:joao Martinho de mendonca。在两年的研究中,我寻找故事来讲述这个地区的老电影院的故事,尽管这些年代已经过去了,仍然活着在当地的想象和在山谷的黄金时代。这部电影方法中的集体记忆与电影Mamanguape谷亦。具体来说,我们与该地区的两个特定电影院合作,埃尔多拉多电影院和猎户座电影院,分别位于Mamanguape-PB和里约热内卢Tinto-PB城市。从直接电影和共享人类学开始,短片one展示了不同的人物,讲述了他们在该地区电影院的经历和经验。看电影;记忆。关键词:视觉人类学,电影,记忆。作者:jose Muniz falcao Neto, PPGA(人类学研究生项目)-Campus I和IV- joao Pessoa/PB和里约热内卢Tinto/PB硕士,AVAEDOC研究小组成员。指导、研究和编辑:jose Muniz falcao NetoCredits:作者:jose Muniz falcao Neto, PPGA(人类学研究生项目)-Campus I和IV- joao Pessoa/PB和里约热内卢Tinto/PB硕士,AVAEDOC研究小组成员。指导、研究和出版:jose Muniz falcao Neto
{"title":"Imagens e memórias: o cinema no vale do Mamanguape-PB / Images and memories: the cinema in the valley of the mamanguape-PB","authors":"José Muñiz","doi":"10.51359/2526-3781.2018.231382","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.231382","url":null,"abstract":"Sinopse:Este filme é parte integrante do TCC de Bacharelado do curso em Antropologia “Cinema no vale do Mamanguape: aproximações antropológicas” de José Muniz Falcão Neto. Orientador: João Martinho de Mendonça.Durante dois anos de pesquisa sai em busca de histórias que relatassem a época dos antigos cinemas da região, apesar dos anos que se passaram, ainda é viva no imaginário local e bem rememorada à época de “ouro” do vale. O filme aborda as memórias coletivas relacionadas ao cinema no vale do Mamanguape-PB. Especificamente, se trabalhou com dois cinemas específicos da região, o Cine Teatro Eldorado e Cine Teatro Orion, respectivamente localizados nas cidades de Mamanguape-PB e Rio Tinto-PB. Partindo do cinema direto e da antropologia compartilhada, o curta apresenta diversos personagens relatando suas experiências e vivências dentro das salas de cinema na região.Synopsis:This film is an integral part of the Bachelor's Degree in Anthropology \"Cinema in the valley of Mamanguape: anthropological approaches\" by José Muniz Falcão Neto. Advisor: João Martinho de Mendonça.During two years of research, he searches for stories that tell the story of the old cinemas of the region, despite the years that have passed, still alive in the local imagination and well remembered at the golden age of the valley. The film approaches the collective memories related to the cinema in the valley of the Mamanguape-PB. Specifically, we worked with two specific cinemas in the region, the Cine Teatro Eldorado and Cine Teatro Orion, respectively located in the cities of Mamanguape-PB and Rio Tinto-PB. Starting from the direct cinema and the shared anthropology, the short one presents / displays diverse personages reporting their experiences and experiences within the cinemas of the regionPalavras-chave:Antropologia Visual; Cinema; Memória.Palabras clave:Visual Anthropology, Cinema, Memory.Ficha técnica:Autor: José Muniz Falcão Neto, mestrando pelo PPGA(Programa de Pós Graduação em Antropologia)-Campus I e IV-João Pessoa/PB e Rio Tinto/PB e integrante do grupo de pesquisa AVAEDOC.Direção, pesquisa e edição: José Muniz Falcão NetoCredits:Author: José Muniz Falcão Neto, mestrando pelo PPGA(Programa de Pós Graduação em Antropologia)-Campus I e IV-João Pessoa/PB e Rio Tinto/PB e integrante do grupo de pesquisa AVAEDOC.Direction, research and edition: José Muniz Falcão Neto","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"114 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124911066","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.237482
Nádile Juliane Costa de Castro
Sinopse:Trago um conjunto de imagens que representam os territórios de saúde às populações indígenas pela narrativa fotoetnográfica. As imagens apresentam um dos territórios indígenas onde há atuação de equipes multidisciplinares de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito do Ministério da Saúde, por meio de um modelo que prioriza a ação dos profissionais e dos programas de saúde no território das aldeias, afirmando as políticas de incentivo a atenção básica. Esse registro foi realizado na aldeia da etnia Anambé do estado do Pará.O objetivo do registro é resgatar memórias e sensibilizar para as singularidades inerentes a esses espaços quando da atuação técnica profissional e dentro das perspectivas da antropologia da saúde. Ao observar as imagens é possível identificar condições sociais e culturais, representadas por casas regionais de madeira, arborização e rios. Na sequência das imagens é possível observar animais livres nos limites do território e os caminhos (rio) percorridos pelos profissionais de saúde para acessar a aldeia.Considerar estes fatos é importante, pois, desde a primeira Conferência Nacional de Saúde aos povos indígenas realizada em 1986, as representações vêm questionando o déficit dos profissionais quanto as habilidades e competências para atuar na área de saúde indígena. Essas assertivas e necessidades visam diminuir as iniquidades em saúde por meio de uma atuação técnica que apresente princípios que resguardem os valores culturais, saberes e o modo de vida desses povos de acordo com cada etnia. sinopsis:I bring a set of images that represent the territories of health to the indigenous populations by the photoetnographic narrative. The images present one of the indigenous territories where multidisciplinary health teams work under the National Health System (SUS) within the scope of the Ministry of Health, through a model that prioritizes the action of professionals and health programs in the territory of the villages, affirming policies to encourage basic care. This record was made in the village of the Anambé ethnic group in the state of Pará.The purpose of the registry is to rescue memories and sensitize the singularities inherent to these spaces when performing professional techniques and within the perspectives of health anthropology. It is possible, by observing the images, to identify social and cultural conditions, represented by regional houses of wood, afforestation and rivers. Following the images it is possible to observe free animals in the limits of the territory and the paths (river) traveled by the health professionals to access the village.It is important to consider these facts because, since the first National Health Conference to indigenous peoples held in 1986, the representations have been questioning the professionals' deficit regarding the abilities and competencies to act in the subject of indigenous health. These assertions and needs aim to reduce inequities in health through a technical act
简介:我通过摄影民族志叙述,为土著人民带来了一组代表卫生领土的图像。图片有一个印第安人的领土有性能多学科团队的健康医疗保健系统(SUS)在卫生部,通过模式,强调动作的专业医疗计划的村庄的地盘,说明基本激励政策的关注。这一记录是在para州的anambe民族村庄进行的。注册的目的是拯救记忆,并在健康人类学的视角下,提高对这些空间固有的奇点的认识。通过观察图像,可以确定社会和文化条件,以区域房屋、树木和河流为代表。在这些图像之后,可以观察到领土边界内的自由动物和卫生专业人员进入村庄的道路(河流)。考虑到这些事实很重要,因为自1986年举行第一次土著人民全国保健会议以来,代表们一直在质疑专业人员在土著保健领域采取行动的技能和能力的不足。这些主张和需要旨在通过技术行动减少保健方面的不平等现象,这些技术行动提出了根据每个族裔保护这些人民的文化价值、知识和生活方式的原则。简介:我通过摄影人种学叙事向土著人民带来了一套代表健康领域的图像。原住民地区的图像礼品之一的第一multidisciplinary健康团队工作在国家卫生系统(SUS)卫生部的范围内,通过行动的车型,prioritizes专业人士和健康项目地区的村庄,affirming encourage基本保健政策。这张唱片是在para州的anambe民族村庄制作的。该登记册的目的是在执行专业技术时,从健康人类学的角度,恢复记忆并使这些空间的独特性更加敏感。通过观察这些图像,可以确定以木材、造林和河流地区房屋为代表的社会和文化条件。根据这些图片,可以在卫生专业人员进入该村的领土和道路(河流)范围内观察野生动物。考虑到这些事实很重要,因为自1986年第一次土著人民全国卫生会议以来,代表们一直在质疑专业人员在土著卫生领域的能力和能力方面的不足。这些主张和要求旨在通过技术行动减少卫生方面的不平等现象,这些技术行动提出了根据每个族裔群体保障这些民族的文化价值、知识和生活方式的原则。换一句话说:弱势群体;护士;公共卫生;comunidadeKey -words:弱势群体;护理;集体健康;社区技术简介:作者:nadele Juliane Costa de Castro摄影:nadele Juliane Costa de Castro方向,图像和文本编辑:nadele Juliane Costa de Castro技术简介:作者:nadele Juliane Costa de Castro摄影:nadele Juliane Costa de Castro方向:nadele Juliane Costa de Castro
{"title":"Territórios da saúde: memórias para o cuidado cultural","authors":"Nádile Juliane Costa de Castro","doi":"10.51359/2526-3781.2018.237482","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.237482","url":null,"abstract":"Sinopse:Trago um conjunto de imagens que representam os territórios de saúde às populações indígenas pela narrativa fotoetnográfica. As imagens apresentam um dos territórios indígenas onde há atuação de equipes multidisciplinares de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito do Ministério da Saúde, por meio de um modelo que prioriza a ação dos profissionais e dos programas de saúde no território das aldeias, afirmando as políticas de incentivo a atenção básica. Esse registro foi realizado na aldeia da etnia Anambé do estado do Pará.O objetivo do registro é resgatar memórias e sensibilizar para as singularidades inerentes a esses espaços quando da atuação técnica profissional e dentro das perspectivas da antropologia da saúde. Ao observar as imagens é possível identificar condições sociais e culturais, representadas por casas regionais de madeira, arborização e rios. Na sequência das imagens é possível observar animais livres nos limites do território e os caminhos (rio) percorridos pelos profissionais de saúde para acessar a aldeia.Considerar estes fatos é importante, pois, desde a primeira Conferência Nacional de Saúde aos povos indígenas realizada em 1986, as representações vêm questionando o déficit dos profissionais quanto as habilidades e competências para atuar na área de saúde indígena. Essas assertivas e necessidades visam diminuir as iniquidades em saúde por meio de uma atuação técnica que apresente princípios que resguardem os valores culturais, saberes e o modo de vida desses povos de acordo com cada etnia. sinopsis:I bring a set of images that represent the territories of health to the indigenous populations by the photoetnographic narrative. The images present one of the indigenous territories where multidisciplinary health teams work under the National Health System (SUS) within the scope of the Ministry of Health, through a model that prioritizes the action of professionals and health programs in the territory of the villages, affirming policies to encourage basic care. This record was made in the village of the Anambé ethnic group in the state of Pará.The purpose of the registry is to rescue memories and sensitize the singularities inherent to these spaces when performing professional techniques and within the perspectives of health anthropology. It is possible, by observing the images, to identify social and cultural conditions, represented by regional houses of wood, afforestation and rivers. Following the images it is possible to observe free animals in the limits of the territory and the paths (river) traveled by the health professionals to access the village.It is important to consider these facts because, since the first National Health Conference to indigenous peoples held in 1986, the representations have been questioning the professionals' deficit regarding the abilities and competencies to act in the subject of indigenous health. These assertions and needs aim to reduce inequities in health through a technical act","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129401400","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.234953
Geraldo Barboza de Oliveira Junior
Sinopse:Desde 2010 o Ilê Axé Nagô Ôxáguiã encontra-se em atividade na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte, trazendo consigo segmento de Candomblé da nação Nagô e o segmento da Jurema.No ano de 2016, o Ilê Axé Nagô Ôxáguiã, através de seu representante, Pai Aderbal, passa a integrar o Conselho do Desenvolvimento Sustentável do Território da Cidadania do Seridó, compondo a Câmara de Comunidades Tradicionais; que agrega representantes de comunidades quilombolas, Ordem do Rosário, Casas de Candomblé.O Candomblé de Pai Aderbal está sendo visto como instituição de referência para a academia (alguns projetos acontecem em parceria com a UFRN), para a Secretaria de Saúde e Assistência Social. Houve o reconhecimento deste terreiro como local de referência de bem-estar para pessoas de baixa renda (em maior número). Na atualidade, o terreiro avança no sentido de se tornar legal juridicamente. É o primeiro passo em sua afirmação política e social enquanto instituição que agrega valores da cultura africana e ameríndia na região do Seridó.sinopsis:Since 2010, Ilê Axé Nagô Ôxáguiã is active in the city of Caicó, Rio Grande do Norte, bringing with it segment of Candomblé of Nagô nation and the segment of Jurema.In 2016, Ilê Axé Nagô Ôxáguiã, through its representative, Father Aderbal, becomes part of the Sustainable Development Council of the Seridó Citizenship Territory, composing the Chamber of Traditional Communities; Which includes representatives of quilombola communities, Ordem do Rosário, Casas de Candomblé.The Candomblé of Pai Aderbal is being seen as a reference institution for the academy (some projects happen in partnership with UFRN), for the Secretariat of Health and Social Assistance. There was recognition of this terreiro as a place of reference of well-being for people of low income (in greater number). At present, the terreiro advances in the sense of becoming juridically legal. It is the first step in its political and social affirmation as an institution that adds values of the African culture in the region of Seridó.Palabras-chave:Candomblé, Jurema, Caicó.KeyWords: Candomblé, Jurema, Caicó.Ficha técnica:Autora:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFotografias: Acervo do Autor: Geraldo Barboza de Oliveira JuniorDireção, Edição de Imagem e Texto: Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFicha técnica:Autora:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFotografía:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorDirección:Geraldo Barboza de Oliveira Junior
{"title":"O Ilê Axé Nagô Oxaguiã: um Terreiro de Candomblé e Jurema no sertão (Semiárido) da Região Nordeste do Brasil.","authors":"Geraldo Barboza de Oliveira Junior","doi":"10.51359/2526-3781.2018.234953","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.234953","url":null,"abstract":"Sinopse:Desde 2010 o Ilê Axé Nagô Ôxáguiã encontra-se em atividade na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte, trazendo consigo segmento de Candomblé da nação Nagô e o segmento da Jurema.No ano de 2016, o Ilê Axé Nagô Ôxáguiã, através de seu representante, Pai Aderbal, passa a integrar o Conselho do Desenvolvimento Sustentável do Território da Cidadania do Seridó, compondo a Câmara de Comunidades Tradicionais; que agrega representantes de comunidades quilombolas, Ordem do Rosário, Casas de Candomblé.O Candomblé de Pai Aderbal está sendo visto como instituição de referência para a academia (alguns projetos acontecem em parceria com a UFRN), para a Secretaria de Saúde e Assistência Social. Houve o reconhecimento deste terreiro como local de referência de bem-estar para pessoas de baixa renda (em maior número). Na atualidade, o terreiro avança no sentido de se tornar legal juridicamente. É o primeiro passo em sua afirmação política e social enquanto instituição que agrega valores da cultura africana e ameríndia na região do Seridó.sinopsis:Since 2010, Ilê Axé Nagô Ôxáguiã is active in the city of Caicó, Rio Grande do Norte, bringing with it segment of Candomblé of Nagô nation and the segment of Jurema.In 2016, Ilê Axé Nagô Ôxáguiã, through its representative, Father Aderbal, becomes part of the Sustainable Development Council of the Seridó Citizenship Territory, composing the Chamber of Traditional Communities; Which includes representatives of quilombola communities, Ordem do Rosário, Casas de Candomblé.The Candomblé of Pai Aderbal is being seen as a reference institution for the academy (some projects happen in partnership with UFRN), for the Secretariat of Health and Social Assistance. There was recognition of this terreiro as a place of reference of well-being for people of low income (in greater number). At present, the terreiro advances in the sense of becoming juridically legal. It is the first step in its political and social affirmation as an institution that adds values of the African culture in the region of Seridó.Palabras-chave:Candomblé, Jurema, Caicó.KeyWords: Candomblé, Jurema, Caicó.Ficha técnica:Autora:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFotografias: Acervo do Autor: Geraldo Barboza de Oliveira JuniorDireção, Edição de Imagem e Texto: Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFicha técnica:Autora:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorFotografía:Geraldo Barboza de Oliveira JuniorDirección:Geraldo Barboza de Oliveira Junior","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127298929","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.236879
Anna Kurowicka
Sinopse:Preto velho é uma categoria nativa, com a qual se denomina pessoas negras das épocas passadas no municipio de Codó, estado do Maranhão, Brasil. A noção dos pretos velhos funciona também como uma descrição étnica, como o selo do modo de vida tradicional, em grande medida autossuficiente e baseada em um bom entendimento do meio natural. Entretanto, não somente as formas de subsistência, mas também a filosofia de vida e a lógica que a guiava eram os atributos dos pretos velhos. Se entrelaçavam aqui a crença sobre a importância para as pessoas humanas da força e dos encantados (seres ou entes invisíveis da floresta), com os saberes sobre a natureza. A vida dos indivíduos e das comunidades eram construídas em função do poder de negociação com estas entidades “sobrenaturais”, estabelecendo-se relações de parentesco entre eles e os pretos velhos.Da mesma forma, a noção dos pretos velhos funciona, hoje em dia, como um marco temporal simbólico, pois faz referência ao passado e à ruptura. Os conflitos agrários, que se deram no município de Codó a partir dos anos 70 do século XX, acabaram praticamente com as comunidades negras tradicionais na região. A selva, que cobria antes todo o município, converteu-se em um gigantesco espaço de exploração pecuária. Os negros e as negras da zona rural, em sua maioria expulsos de suas terras, foram viver na cidade, desaparecendo com isto, paulatinamente, o modo de vida próprio dos pretos velhos. Um número extremamente reduzido das comunidades segue lutando por sua continuidade em um mutável, ainda que nunca realmente favorável para as pessoas negras, ambiente político do país. Pode-se observa ainda a persistência dos mesmos problemas já existentes nas épocas dos pretos velhos, situando-se em primeira linha a falta de legalização do acesso às terras ocupadas pelas comunidades negras.Também, atualmente, a denominação dos pretos velhos chegou a ser traduzida nas categorias locais à dos remanescentes de quilombos. A identidade política à que foi transmitida a descendência étnica próprias dos negros do município de Codó dialoga aqui com seu legado histórico. Revaloriza os elementos identitários dos pretos velhos à luz de seu potencial como vetores para uma melhor inclusão social. Positiviza, de certo modo, o passado e, com isto, os saberes e os fazeres dos pretos velhos. Estes ganham uma nova leitura, atualizados de acordo com o discurso do movimento quilombola presente - movimento etnopolítico dos negros que lutam por seus direitos territoriais. À continuação, o debate reivindicativo contemporâneo das pessoas negras do município de Codó sobre seu acesso aos direitos como cidadãos atravessa a revisão das memórias sobre os pretos velhos.O presente ensaio surge de uma maneira paralela à recompilação dos dados de campo no período da pesquisa doutoral em antropología, culminando com a defesa da tese intitulada: “A cor da (in)visibilidade. As comunidades negras do Brasil e as políticas de reconhecimento”. Desenvolvido e ap
{"title":"OS PRETOS VELHOS DE CODÓ. UMA NARRATIVA VISUAL.","authors":"Anna Kurowicka","doi":"10.51359/2526-3781.2018.236879","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.236879","url":null,"abstract":"Sinopse:Preto velho é uma categoria nativa, com a qual se denomina pessoas negras das épocas passadas no municipio de Codó, estado do Maranhão, Brasil. A noção dos pretos velhos funciona também como uma descrição étnica, como o selo do modo de vida tradicional, em grande medida autossuficiente e baseada em um bom entendimento do meio natural. Entretanto, não somente as formas de subsistência, mas também a filosofia de vida e a lógica que a guiava eram os atributos dos pretos velhos. Se entrelaçavam aqui a crença sobre a importância para as pessoas humanas da força e dos encantados (seres ou entes invisíveis da floresta), com os saberes sobre a natureza. A vida dos indivíduos e das comunidades eram construídas em função do poder de negociação com estas entidades “sobrenaturais”, estabelecendo-se relações de parentesco entre eles e os pretos velhos.Da mesma forma, a noção dos pretos velhos funciona, hoje em dia, como um marco temporal simbólico, pois faz referência ao passado e à ruptura. Os conflitos agrários, que se deram no município de Codó a partir dos anos 70 do século XX, acabaram praticamente com as comunidades negras tradicionais na região. A selva, que cobria antes todo o município, converteu-se em um gigantesco espaço de exploração pecuária. Os negros e as negras da zona rural, em sua maioria expulsos de suas terras, foram viver na cidade, desaparecendo com isto, paulatinamente, o modo de vida próprio dos pretos velhos. Um número extremamente reduzido das comunidades segue lutando por sua continuidade em um mutável, ainda que nunca realmente favorável para as pessoas negras, ambiente político do país. Pode-se observa ainda a persistência dos mesmos problemas já existentes nas épocas dos pretos velhos, situando-se em primeira linha a falta de legalização do acesso às terras ocupadas pelas comunidades negras.Também, atualmente, a denominação dos pretos velhos chegou a ser traduzida nas categorias locais à dos remanescentes de quilombos. A identidade política à que foi transmitida a descendência étnica próprias dos negros do município de Codó dialoga aqui com seu legado histórico. Revaloriza os elementos identitários dos pretos velhos à luz de seu potencial como vetores para uma melhor inclusão social. Positiviza, de certo modo, o passado e, com isto, os saberes e os fazeres dos pretos velhos. Estes ganham uma nova leitura, atualizados de acordo com o discurso do movimento quilombola presente - movimento etnopolítico dos negros que lutam por seus direitos territoriais. À continuação, o debate reivindicativo contemporâneo das pessoas negras do município de Codó sobre seu acesso aos direitos como cidadãos atravessa a revisão das memórias sobre os pretos velhos.O presente ensaio surge de uma maneira paralela à recompilação dos dados de campo no período da pesquisa doutoral em antropología, culminando com a defesa da tese intitulada: “A cor da (in)visibilidade. As comunidades negras do Brasil e as políticas de reconhecimento”. Desenvolvido e ap","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126330597","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-10-25DOI: 10.51359/2526-3781.2018.231308
Hugo Menezes Neto
Sinopse:Em Belém do Pará, no dia 4 de novembro de 2014, o policial militar afastado Antônio Marco da Silva Figueiredo, conhecido por Cabo Pet, líder de um grupo de milícias, foi assassinado perto de sua casa, no bairro do Guamá, alvejado com 30 tiros. Logo após sua morte, circularam mensagens nas redes sociais, de membros de seu grupo, ordenando um urgente toque de recolher. As mensagens falavam sobre vingança à morte do Cabo e assustaram a cidade. Repartições públicas, escolas, comércio, fecharam as portas mais cedo. A violência começou na noite do dia 4 e se estendeu entre até a manhã do dia 5. Pessoas encapuzadas em motos e carros de cor preta atiravam indiscriminadamente matando 10 jovens, moradores dos bairros da periferia. Rapidamente a imprensa local enquadram as mortes como acerto de contas ou ao tráfico de drogas, transformando as vítimas em bandidos.A repercussão da tragédia, aliada à pressão dos movimentos sociais articulados com as famílias das vítimas, provocou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso, a CPI das Milícias, cujo relatório final, atesta, em nome do Estado, pela primeira vez, a existência de grupos de milícias no Pará e sua atuação contundente nos bairros mais pobres da capital. A CPI reconhece ainda que, ao contrário do que havia sido propalado pela imprensa, nenhum dos jovens assassinados tinha antecedentes criminais, tampouco envolvimento com a morte do Cabo Pet.As famílias das vítimas selecionam, descartam, guardam e produzem objetos que são patrimônios familiares e também peças que atestam a inocência, a boa índole e o sucesso da família em formar vidas passiveis de luto. A pesquisa para o documentário se interessou pelas representações e sentidos a eles atribuídos, bem como pelas motivações, sentimentos e intuitos por trás do ato de transformá-los em objetos expositivos, dispostos em quartos e outros cômodos da casa, ou do ato de salvaguardá-los em armários e gavetas, como acervos de acesso restrito aos parentes. Por conseguinte, pelo movimento contínuo de seleção, manutenção, manuseio e ressignificações desses objetos, numa perspectiva de musealização particular que tangencia enlutamento, privacidade e intimidade.A Chacina de Belém é um emblema do movimento deliberado de extermínio da juventude da periferia e da atuação de grupos de milícias na capital paraense. O documentário registra as narrativas de quatro das dez famílias vítimas da tragédia. A partir da pergunta “o que você guarda dele?”, atentamos para as narrativas acerca da Chacina e para os processos de musealização particular ativados pelo evento crítico, encontramos, inadvertidamente, a conexão entre os acervos familiares (patrimônios afetivos) e a realidade social, além de histórias de vida que são, ao mesmo tempo, retratos do fracasso da experiência urbana e do estado de bem-estar social. O documentário é um dos resultados do projeto de pesquisa desenvolvido pelo professor Dr. Hugo Menezes Neto (UFPE), intitulado “
受害者家属选择、处理、储存和生产属于家庭遗产的物品,以及证明家庭无辜、善良和成功地形成悲伤的和平生活的物品。纪录片的研究很感兴趣,因为性能方面他们袭击,以及行为背后的动机、情感和直觉转变为叙述对象,准备在房间里其他房间的房子,或行为的捍卫,在抽屉柜和受保护acervos亲属。因此,通过对这些物品的选择、维护、操纵和重新定义的持续运动,在一个特定的博物馆化视角下,切线抹黑、隐私和亲密。belem大屠杀是蓄意消灭外围青年运动和para州首府民兵组织行动的象征。这部纪录片记录了10个遇难者家庭中的4个的故事。从问“¿警卫他什么?”,Atentamos narrativas关于Chacina和musealización过程激活尤其是危急事件,我们发现竟然连接家庭acervos情绪(遗产)和社会现实生活,除了故事的肖像失败的经历一次城市和社会福利国家。纪录片是一个研究项目的成果,Hugo净拉迪(UFPE)教授,“婚后感情和家庭acervos之间关系:目光antropo-museológicas死亡、记忆和“对象支持PROPESP / UFPA与实验电影的核心课程(NEC)电影/ UFPA教授博士协调ªIomana磐石。Palavras-chave: Chacina;Memória;对象;方案提供援助ência城市。关键词:Chacina;记忆;对象;城市暴力。描述:Hugo Menezes, Iomana Rocha, Hugo Menezes Neto, Moyses Cavalcante, Artur Tadaiesky, Felipe mendonca, Marcio Crux。Produçã或Iomana Rocha,雨果和拉迪:安德烈ã他我会的oAssistenteçã或:Moraes, Fillipe·罗德里格斯,Lays Portela, Edson Palheta、Eder Monteiro Thamires RafaelFotografia: Artur Tadaiesky,菲利普的Cavalcante Moyses Mendonç、Marcio Crux Fillipe罗德里格斯,Lays Portela, Edson Palheta、Eder Monteiro Thamires RafaelSom: Guga s . Rocha,菲利普Mendonça、Thamires RafaelEdiçã或:Moyses Cavalcanti,菲利普MendonçFillipe罗德里格斯,Márcio Crux和Lays PortelaPesquisa:导演:Hugo Menezes, Iomana Rocha, Hugo Menezes Neto, Moyses Cavalcante, Artur Tadaiesky, Felipe mendonca, Marcio Crux。生产:Iomana Rocha,雨果和安德烈·拉迪他ãoAsistente地址:mauricio de Moraes, Fillipe Rodrigues, Lays Portela, Edson Palheta、Eder Monteiro Thamires RafaelFotografía: Artur Tadaiesky,菲利普的Cavalcante Moyses Mendonç、Marcio Crux Fillipe罗德里格斯,Lays Portela, Edson Palheta、Eder Monteiro Thamires RafaelAudio: Guga s . Rocha,菲利普Mendonça、Thamires RafaelEdición: Moyses Cavalcanti,菲利普MendonçFillipe罗德里格斯,Márcio Crux和Lays PortelaBúsqueda:雨果·梅内塞斯和安德烈·莱奥
{"title":"É O QUE GUARDO DELE.","authors":"Hugo Menezes Neto","doi":"10.51359/2526-3781.2018.231308","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.231308","url":null,"abstract":"Sinopse:Em Belém do Pará, no dia 4 de novembro de 2014, o policial militar afastado Antônio Marco da Silva Figueiredo, conhecido por Cabo Pet, líder de um grupo de milícias, foi assassinado perto de sua casa, no bairro do Guamá, alvejado com 30 tiros. Logo após sua morte, circularam mensagens nas redes sociais, de membros de seu grupo, ordenando um urgente toque de recolher. As mensagens falavam sobre vingança à morte do Cabo e assustaram a cidade. Repartições públicas, escolas, comércio, fecharam as portas mais cedo. A violência começou na noite do dia 4 e se estendeu entre até a manhã do dia 5. Pessoas encapuzadas em motos e carros de cor preta atiravam indiscriminadamente matando 10 jovens, moradores dos bairros da periferia. Rapidamente a imprensa local enquadram as mortes como acerto de contas ou ao tráfico de drogas, transformando as vítimas em bandidos.A repercussão da tragédia, aliada à pressão dos movimentos sociais articulados com as famílias das vítimas, provocou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso, a CPI das Milícias, cujo relatório final, atesta, em nome do Estado, pela primeira vez, a existência de grupos de milícias no Pará e sua atuação contundente nos bairros mais pobres da capital. A CPI reconhece ainda que, ao contrário do que havia sido propalado pela imprensa, nenhum dos jovens assassinados tinha antecedentes criminais, tampouco envolvimento com a morte do Cabo Pet.As famílias das vítimas selecionam, descartam, guardam e produzem objetos que são patrimônios familiares e também peças que atestam a inocência, a boa índole e o sucesso da família em formar vidas passiveis de luto. A pesquisa para o documentário se interessou pelas representações e sentidos a eles atribuídos, bem como pelas motivações, sentimentos e intuitos por trás do ato de transformá-los em objetos expositivos, dispostos em quartos e outros cômodos da casa, ou do ato de salvaguardá-los em armários e gavetas, como acervos de acesso restrito aos parentes. Por conseguinte, pelo movimento contínuo de seleção, manutenção, manuseio e ressignificações desses objetos, numa perspectiva de musealização particular que tangencia enlutamento, privacidade e intimidade.A Chacina de Belém é um emblema do movimento deliberado de extermínio da juventude da periferia e da atuação de grupos de milícias na capital paraense. O documentário registra as narrativas de quatro das dez famílias vítimas da tragédia. A partir da pergunta “o que você guarda dele?”, atentamos para as narrativas acerca da Chacina e para os processos de musealização particular ativados pelo evento crítico, encontramos, inadvertidamente, a conexão entre os acervos familiares (patrimônios afetivos) e a realidade social, além de histórias de vida que são, ao mesmo tempo, retratos do fracasso da experiência urbana e do estado de bem-estar social. O documentário é um dos resultados do projeto de pesquisa desenvolvido pelo professor Dr. Hugo Menezes Neto (UFPE), intitulado “","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133435287","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 1900-01-01DOI: 10.51359/2526-3781.2020.248694
Natalia Negretti
Este ensaio visual, oriundo de um percurso em torno de museus penitenciários, visa articular a vizinhança entre as duas instituições: o Museu Penitencário António Ballve e a Fundação Mercedes Sosa, ambos em Buenos Aires e instituições vizinhas. Contemplando os campos museológico e de memória, a contar de fragmentos da desativação do museu penitenciário, as frestas entre esta instituição e o espaço memorial da cantora possibilitaram registrar imagens desta relação e apresentar uma narrativa visual sobre museus penitenciários como instituições de processamento social frente às instituições penitenciárias e de memória.
{"title":"Por detrás de tecidos e grades: um ensaio possível do Museo Penitenciário António Ballve com a carta espacial de Mercedes Sosa","authors":"Natalia Negretti","doi":"10.51359/2526-3781.2020.248694","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.248694","url":null,"abstract":"Este ensaio visual, oriundo de um percurso em torno de museus penitenciários, visa articular a vizinhança entre as duas instituições: o Museu Penitencário António Ballve e a Fundação Mercedes Sosa, ambos em Buenos Aires e instituições vizinhas. Contemplando os campos museológico e de memória, a contar de fragmentos da desativação do museu penitenciário, as frestas entre esta instituição e o espaço memorial da cantora possibilitaram registrar imagens desta relação e apresentar uma narrativa visual sobre museus penitenciários como instituições de processamento social frente às instituições penitenciárias e de memória. ","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"80 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124097921","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 1900-01-01DOI: 10.51359/2526-3781.2018.238795
Elisa Victor Chaves da Silva
“Contra a intolerância religiosa nós povos de terreiros saímos na rua de branco pela paz” essa foi umas das falas ditas pela Yalorixá em alto tom pelas ruas do Recife durante a 12ª Caminhada de Terreiros de Pernambuco. Pensando no registro da resistência das populações negras de Pernambuco no século atual vimos nas ruas a força do àse, palavra yourubá que possui dentre outros significados o poder de realização. O ensaio tem como intuito colocar o discurso da estética como função prática da livre expressão religiosa e política. As imagens não são meramente estéticas na função da beleza são imagens das quais possuem valor essencial dentro de cada Nação de Candomblé, cada indumentária, colares, roupas, cores, turbantes são ligados ao culto, à resistência. O fazer sentir, ouvir, ver e experenciar o caminhar das diversas gerações que vestidos de branco dançam e cantam para suas divindades nas ruas de Recife como forma de mostrar para a população, que a nação do Brasil é formada pela diversidade de crenças. Contra a intolerância de gênero, cor e religião a Caminhada de Terreiros de Pernambuco é a vivência explicita das crenças afro-brasileiras, que muitas vezes é reprimida de forma brutal. Ver jovens, crianças, velhos, gays, mulheres, homens cada um formando uma sociedade da qual muitas vezes não é reconhecida, mas que é de total importância em cada lócus sociais de comunidades, favelas no Recife. O povo preto se move em manifestação a favor dos direitos civis. Um caminhar de resistência assim como foi em Selma no EUA, como são os Filhos de Gandhi na Bahia, como é na Caminhada da Consciência Negra... O povo preto anda pela terra, àgó[i]! [i] “Àgò” – é uma contração de “Yàgò”, ou seja, dê espaço.
{"title":"12ª Caminhada de Terreiros de Pernambuco","authors":"Elisa Victor Chaves da Silva","doi":"10.51359/2526-3781.2018.238795","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2018.238795","url":null,"abstract":"“Contra a intolerância religiosa nós povos de terreiros saímos na rua de branco pela paz” essa foi umas das falas ditas pela Yalorixá em alto tom pelas ruas do Recife durante a 12ª Caminhada de Terreiros de Pernambuco. Pensando no registro da resistência das populações negras de Pernambuco no século atual vimos nas ruas a força do àse, palavra yourubá que possui dentre outros significados o poder de realização. O ensaio tem como intuito colocar o discurso da estética como função prática da livre expressão religiosa e política. As imagens não são meramente estéticas na função da beleza são imagens das quais possuem valor essencial dentro de cada Nação de Candomblé, cada indumentária, colares, roupas, cores, turbantes são ligados ao culto, à resistência. O fazer sentir, ouvir, ver e experenciar o caminhar das diversas gerações que vestidos de branco dançam e cantam para suas divindades nas ruas de Recife como forma de mostrar para a população, que a nação do Brasil é formada pela diversidade de crenças. Contra a intolerância de gênero, cor e religião a Caminhada de Terreiros de Pernambuco é a vivência explicita das crenças afro-brasileiras, que muitas vezes é reprimida de forma brutal. Ver jovens, crianças, velhos, gays, mulheres, homens cada um formando uma sociedade da qual muitas vezes não é reconhecida, mas que é de total importância em cada lócus sociais de comunidades, favelas no Recife. O povo preto se move em manifestação a favor dos direitos civis. Um caminhar de resistência assim como foi em Selma no EUA, como são os Filhos de Gandhi na Bahia, como é na Caminhada da Consciência Negra... O povo preto anda pela terra, àgó[i]! [i] “Àgò” – é uma contração de “Yàgò”, ou seja, dê espaço. ","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121540149","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 1900-01-01DOI: 10.51359/2526-3781.2020.244174
Thiago De Andrade Morandi
A linguagem dos sinos e o oficio de sineiro é um patrimônio imaterial registrado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que sobrevive em cidades históricas, com maior destaque em São João del-Rei devido a persistência e amor envolvido na transmissão do saber popular de geração em geração, promovida pelos próprios sineiros.Este ato, que envolve, tradição, e sobretudo preservação, não só de uma forma imaterial, mas também material (uma vez que o sino também é um objeto mecânico) é o tema central deste filme, que traz depoimentos que nos levam a refletir sobre essa voz do sino, seu contexto atual e seu futuro.Este filme fez parte de um processo antropológico de criação de Thiago de Andrade Morandi, durante sua investigação de mestrado no Programa Interdepartamental de Pós-Graduação em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade. Especificamente neste filme são explorados na prática estudos de espaço e memoria, patrimônio, acupuntura urbana, paisagens sonoras e estudos midiáticos.
铃声和语言的手艺的敲钟人的研究所(IPHAN注册非物质文化遗产的民族历史和艺术遗产),他能在城市历史,更多的是圣德尔水果由于涉及持久性和爱流行传播知识代代相传、提升自己的脚。这种行为,涉及传统,尤其是保存,不仅以一种非物质的东西,但也(因为材料机械钟也是一个对象)是这部电影的主题,把证词让我们反思这铃铛的声音,你的现状和未来。这部电影是蒂亚戈·德·安德拉德·莫兰迪(Thiago de Andrade Morandi)在艺术、城市和可持续发展的跨部门研究生项目进行硕士研究期间创作的人类学过程的一部分。具体来说,这部电影探索了空间与记忆、遗产、城市针灸、音景和媒体研究的实践研究。
{"title":"Voz dos Sinos","authors":"Thiago De Andrade Morandi","doi":"10.51359/2526-3781.2020.244174","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.244174","url":null,"abstract":"A linguagem dos sinos e o oficio de sineiro é um patrimônio imaterial registrado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que sobrevive em cidades históricas, com maior destaque em São João del-Rei devido a persistência e amor envolvido na transmissão do saber popular de geração em geração, promovida pelos próprios sineiros.Este ato, que envolve, tradição, e sobretudo preservação, não só de uma forma imaterial, mas também material (uma vez que o sino também é um objeto mecânico) é o tema central deste filme, que traz depoimentos que nos levam a refletir sobre essa voz do sino, seu contexto atual e seu futuro.Este filme fez parte de um processo antropológico de criação de Thiago de Andrade Morandi, durante sua investigação de mestrado no Programa Interdepartamental de Pós-Graduação em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade. Especificamente neste filme são explorados na prática estudos de espaço e memoria, patrimônio, acupuntura urbana, paisagens sonoras e estudos midiáticos.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"15 ","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"113995643","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}