Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1066
Maria Ester Ferreira da Silva Viegas, C. J. S. Santos
O artigo pretende discutir a condição dos deslocamentos populacionais forçados por causas ambientais, denominados “deslocados ambientais”, ou “refugiados ambientais'', oriundos do processo sociometabólico do capital. O afundamento e rachaduras no solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bom Parto e Bebedouro que ganharam visibilidade a partir de 2018, estão associados a atividade extrativa realizada pela empresa Braskem S.A, que explora o Salgema. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), concluiu em laudo técnico que a principal motivação para o aparecimento das rachaduras é atividade extrativista realizada pela Braskem ao longo de mais de 4 décadas. O risco se instalou como normalidade atingindo uma população de mais de 40 mil vítimas em uma tragédia geológica de grandes proporções. O percurso metodológico partiu do levantamento documental e bibliográfico sobre a temática; observação de campo; e acompanhamento diário dos noticiários e informações gerais sobre o processo de mapeamento e retirada dos moradores. Concluímos que a discussão sobre o desaparecimento dos bairros citados, não se trata mais de um caso de análise econômica da natureza e sim de problemas decorrentes do avanço técnico e econômico, nos quais tem sido privilegiado os interesses do capital hegemônico corporativo em detrimento das populações e da sociedade em geral.
{"title":"Cidade, Capitalismo e Sofrimento","authors":"Maria Ester Ferreira da Silva Viegas, C. J. S. Santos","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1066","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1066","url":null,"abstract":"O artigo pretende discutir a condição dos deslocamentos populacionais forçados por causas ambientais, denominados “deslocados ambientais”, ou “refugiados ambientais'', oriundos do processo sociometabólico do capital. O afundamento e rachaduras no solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bom Parto e Bebedouro que ganharam visibilidade a partir de 2018, estão associados a atividade extrativa realizada pela empresa Braskem S.A, que explora o Salgema. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), concluiu em laudo técnico que a principal motivação para o aparecimento das rachaduras é atividade extrativista realizada pela Braskem ao longo de mais de 4 décadas. O risco se instalou como normalidade atingindo uma população de mais de 40 mil vítimas em uma tragédia geológica de grandes proporções. O percurso metodológico partiu do levantamento documental e bibliográfico sobre a temática; observação de campo; e acompanhamento diário dos noticiários e informações gerais sobre o processo de mapeamento e retirada dos moradores. Concluímos que a discussão sobre o desaparecimento dos bairros citados, não se trata mais de um caso de análise econômica da natureza e sim de problemas decorrentes do avanço técnico e econômico, nos quais tem sido privilegiado os interesses do capital hegemônico corporativo em detrimento das populações e da sociedade em geral.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125467556","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1107
Carmem Maria Oliveira Procópio, Silvia Mikami Pina
Além da desigualdade econômica e da falta de política habitacional efetiva, a concepção dos projetos habitacionais sociais é um dos fatores para a baixa qualificação dos espaços coletivos e públicos, pois muitas vezes o projeto desconsidera a integração com o espaço urbano, as dinâmicas preexistentes e as demandas dos moradores, formulando áreas urbanas monofuncionais e espaços públicos pouco acolhedores. O objetivo deste artigo é apresentar os resultados obtidos em estudo desenvolvido no mestrado cuja finalidade foi identificar as espacialidades e apropriações dos espaços livres públicos e coletivos em conjuntos habitacionais sociais realizados na cidade de São Paulo, entre 2001 e 2016. O Heliópolis Gleba G e o Jardim Nazaré foram as unidades de caso selecionadas para estudo. A análise qualitativa considerou a seleção de variáveis morfológicas e humanizadoras para verificação da qualidade dos espaços livres públicos e coletivos. Os resultados apontam algumas tendências, pistas e indícios de qualidades espaciais que intensificam as apropriações e salientam a importância de valorizar morfologias urbanas capazes de estimular o dinamismo das práticas cotidianas, contribuindo para o debate de métodos e estudos de avaliação de sistemas de espaços livres.
{"title":"Morfologias Urbanas Humanizadoras do Espaço Livre em Áreas Habitacionais Sociais","authors":"Carmem Maria Oliveira Procópio, Silvia Mikami Pina","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1107","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1107","url":null,"abstract":"Além da desigualdade econômica e da falta de política habitacional efetiva, a concepção dos projetos habitacionais sociais é um dos fatores para a baixa qualificação dos espaços coletivos e públicos, pois muitas vezes o projeto desconsidera a integração com o espaço urbano, as dinâmicas preexistentes e as demandas dos moradores, formulando áreas urbanas monofuncionais e espaços públicos pouco acolhedores. O objetivo deste artigo é apresentar os resultados obtidos em estudo desenvolvido no mestrado cuja finalidade foi identificar as espacialidades e apropriações dos espaços livres públicos e coletivos em conjuntos habitacionais sociais realizados na cidade de São Paulo, entre 2001 e 2016. O Heliópolis Gleba G e o Jardim Nazaré foram as unidades de caso selecionadas para estudo. A análise qualitativa considerou a seleção de variáveis morfológicas e humanizadoras para verificação da qualidade dos espaços livres públicos e coletivos. Os resultados apontam algumas tendências, pistas e indícios de qualidades espaciais que intensificam as apropriações e salientam a importância de valorizar morfologias urbanas capazes de estimular o dinamismo das práticas cotidianas, contribuindo para o debate de métodos e estudos de avaliação de sistemas de espaços livres.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"8 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133759408","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1151
Thamine de Almeida Ayoub Ayoub, Ana Luiza Favarão Leão, V. Suguihiro, Milena Kanashiro
Além do evidente aumento na densidade dos empreendimentos habitacionais, a verticalização é apontada como estratégia de superaproveitamento da valorização do solo urbano. Por outro lado, tem sido defendida na busca pela vitalidade urbana e melhor aproveitamento da infraestrutura das cidades. Adotando a cidade de Londrina como estudo empírico e fundamentado por referências teóricas para o entendimento do fenômeno, foi realizado um levantamento de dados e a sistematização dos empreendimentos subsidiados por faixa de renda, Faixa 1 para zero a três salários-mínimos (s.m.) e Faixa 2 para três a seis salários-mínimos (s.m.). Características gerais dos empreendimentos e o mapeamento das informações permitiram a leitura espacial da verticalização periférica recente. Os resultados apontam para uma verticalização dispersa articulada a outras estratégias de valorização do solo que reforçam padrões de segregação espacial. Verifica-se que entre os empreendimentos habitacionais recentes, aqueles direcionados para a baixa renda têm produzido áreas mais densas, monofuncionais e desarticuladas da malha urbana consolidada. Tal fenômeno acorre na conversão de área rural em urbana e os desdobramentos serão propulsores de valorização pela urbanização em áreas de expansão.
{"title":"Reflexões sobre a verticalização dispersa e periférica em Londrina - PR","authors":"Thamine de Almeida Ayoub Ayoub, Ana Luiza Favarão Leão, V. Suguihiro, Milena Kanashiro","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1151","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1151","url":null,"abstract":"Além do evidente aumento na densidade dos empreendimentos habitacionais, a verticalização é apontada como estratégia de superaproveitamento da valorização do solo urbano. Por outro lado, tem sido defendida na busca pela vitalidade urbana e melhor aproveitamento da infraestrutura das cidades. Adotando a cidade de Londrina como estudo empírico e fundamentado por referências teóricas para o entendimento do fenômeno, foi realizado um levantamento de dados e a sistematização dos empreendimentos subsidiados por faixa de renda, Faixa 1 para zero a três salários-mínimos (s.m.) e Faixa 2 para três a seis salários-mínimos (s.m.). Características gerais dos empreendimentos e o mapeamento das informações permitiram a leitura espacial da verticalização periférica recente. Os resultados apontam para uma verticalização dispersa articulada a outras estratégias de valorização do solo que reforçam padrões de segregação espacial. Verifica-se que entre os empreendimentos habitacionais recentes, aqueles direcionados para a baixa renda têm produzido áreas mais densas, monofuncionais e desarticuladas da malha urbana consolidada. Tal fenômeno acorre na conversão de área rural em urbana e os desdobramentos serão propulsores de valorização pela urbanização em áreas de expansão.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130203653","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1116
Christiano Costa Benedicto Ottoni, Luiz Henrique Costa Oscar, E. Qualharini
Neste artigo é apresentado um levantamento dos fatores que influenciam essa tendência de crescimento para se analisar o potencial das práticas de reabilitação na cidade do Rio de Janeiro. Neste levantamento buscaram-se os conceitos e premissas que caracterizam os termos que compõe o processo de reabilitação para em seguida relacionar e desenvolver os fatores apontados por autores de estudos relacionados ao tema, como as influências destes para a tendência de crescimento da área. A análise de como tais fatores se relacionam com a cidade do Rio de Janeiro é realizada a partir da correlação com as características econômicas, sociais, urbanísticas e políticas da cidade, indicando um cenário promissor para as práticas de reabilitação urbana nos próximos anos, aderente às especificidades locais e se apresentando como uma alternativa para redução dos impactos causados no setor da construção civil.
{"title":"Avaliação dos fatores de crescimento do setor de reabilitação urbana na cidade do Rio de Janeiro","authors":"Christiano Costa Benedicto Ottoni, Luiz Henrique Costa Oscar, E. Qualharini","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1116","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1116","url":null,"abstract":"Neste artigo é apresentado um levantamento dos fatores que influenciam essa tendência de crescimento para se analisar o potencial das práticas de reabilitação na cidade do Rio de Janeiro. Neste levantamento buscaram-se os conceitos e premissas que caracterizam os termos que compõe o processo de reabilitação para em seguida relacionar e desenvolver os fatores apontados por autores de estudos relacionados ao tema, como as influências destes para a tendência de crescimento da área. A análise de como tais fatores se relacionam com a cidade do Rio de Janeiro é realizada a partir da correlação com as características econômicas, sociais, urbanísticas e políticas da cidade, indicando um cenário promissor para as práticas de reabilitação urbana nos próximos anos, aderente às especificidades locais e se apresentando como uma alternativa para redução dos impactos causados no setor da construção civil.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124922263","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1120
Lígia Akemi Oride, Olívia Orquiza de Carvalho Zara, Milena Kanashiro
O presente trabalho apresenta uma proposta que busca ampliar a compacidade urbana da macrorregião composta pelos bairros Vila Nova, Vila Recreio e Vila Casoni, na cidade de Londrina, PR, pois a área se apresenta subutilizada, porém, com potencial de aproveitamento da sua densa infraestrutura urbana e de seus fluxos devido à sua localização próxima ao centro da cidade. O enfoque para atingir esse objetivo é o adensamento estratégico pensado a partir dos pilares do desenvolvimento sustentável (social, econômico e ambiental) inseridos em temas-chave do urbanismo: a revisão do zoneamento, a mobilidade sustentável e a ampliação das qualidades espaciais urbanas. Esses temas, por sua vez, estão relacionados à vitalidade, pois sem ela o ambiente não é utilizado pelas pessoas e o adensamento não se torna positivo. Assim, os temas-chave tem o pilar social como principal norteador, englobando habitação, equipamentos sociais e espaços de lazer. Para tanto, as propostas são apresentadas em forma de diretrizes para o adensamento, mobilidade e zoneamento e se complementam entre si, ainda que sejam apresentadas de maneira separada. A sobreposição dessas diretrizes e a configuração da forma urbana resultante, por sua vez, proporcionaram uma reflexão considerando as questões de qualidade espacial urbana, destinadas as transformações de partes da macrorregião que apresentem maior compacidade. Para elas, portanto, são apresentadas diretrizes buscando aproveitar e ampliar suas potencialidades e mitigar seus déficits quanto à qualidade espacial urbana, de forma positiva para o desenvolvimento sustentável.
{"title":"Compacidade urbana: diretrizes para o adensamento estratégico nos bairros Vila Nova, Vila Recreio e Vila Casoni - Londrina, PR","authors":"Lígia Akemi Oride, Olívia Orquiza de Carvalho Zara, Milena Kanashiro","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1120","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1120","url":null,"abstract":"O presente trabalho apresenta uma proposta que busca ampliar a compacidade urbana da macrorregião composta pelos bairros Vila Nova, Vila Recreio e Vila Casoni, na cidade de Londrina, PR, pois a área se apresenta subutilizada, porém, com potencial de aproveitamento da sua densa infraestrutura urbana e de seus fluxos devido à sua localização próxima ao centro da cidade. O enfoque para atingir esse objetivo é o adensamento estratégico pensado a partir dos pilares do desenvolvimento sustentável (social, econômico e ambiental) inseridos em temas-chave do urbanismo: a revisão do zoneamento, a mobilidade sustentável e a ampliação das qualidades espaciais urbanas. Esses temas, por sua vez, estão relacionados à vitalidade, pois sem ela o ambiente não é utilizado pelas pessoas e o adensamento não se torna positivo. Assim, os temas-chave tem o pilar social como principal norteador, englobando habitação, equipamentos sociais e espaços de lazer. Para tanto, as propostas são apresentadas em forma de diretrizes para o adensamento, mobilidade e zoneamento e se complementam entre si, ainda que sejam apresentadas de maneira separada. A sobreposição dessas diretrizes e a configuração da forma urbana resultante, por sua vez, proporcionaram uma reflexão considerando as questões de qualidade espacial urbana, destinadas as transformações de partes da macrorregião que apresentem maior compacidade. Para elas, portanto, são apresentadas diretrizes buscando aproveitar e ampliar suas potencialidades e mitigar seus déficits quanto à qualidade espacial urbana, de forma positiva para o desenvolvimento sustentável.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"10 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115101561","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.875
Mariê Xavier Clementino, C. Okamoto, K. Marins
O espaço viário pode assumir o papel de acolher encontros sociais e trazer mais vivacidade às cidades, porém muitas vezes esses espaços são ocupados por estacionamentos de automóveis, sendo necessária a quantificação de vagas para se dimensionar e adequar os espaços utilizados, inclusive para outros usos. Este trabalho objetiva propor e comparar duas metodologias para levantamento remoto de vagas de estacionamento no meio fio urbano. A primeira metodologia obtém o número de vagas a partir da medição gráfica do comprimento de meio fio disponível para estacionar dividido pelo comprimento de uma vaga padrão. A segunda metodologia é baseada na identificação e marcação da posição de veículos parados nas imagens disponibilizadas no Google Street View. Para a aplicação das metodologias foi selecionada a área da ZEU Butantã, área de adensamento urbano localizada no município de São Paulo, onde o transporte ativo e público coletivo são prioritários. Os resultados das aplicações metodológicas na escala da ZEU mostraram similaridades, porém na escala da via, apresentaram uma diferença de até três vagas. Foi observado que 5,88% da área do viário da ZEU Butantã está sendo destinada ao estacionamento de automóveis, representando 1,37% da área total, o que, ainda que parcialmente, poderia ser revertido para implantação de ciclovias ou alargamento de passeios públicos, necessários na região.
{"title":"Proposta de metodologias de levantamento remoto do espaço público destinado a vagas de estacionamento no sistema viário","authors":"Mariê Xavier Clementino, C. Okamoto, K. Marins","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.875","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.875","url":null,"abstract":"O espaço viário pode assumir o papel de acolher encontros sociais e trazer mais vivacidade às cidades, porém muitas vezes esses espaços são ocupados por estacionamentos de automóveis, sendo necessária a quantificação de vagas para se dimensionar e adequar os espaços utilizados, inclusive para outros usos. Este trabalho objetiva propor e comparar duas metodologias para levantamento remoto de vagas de estacionamento no meio fio urbano. A primeira metodologia obtém o número de vagas a partir da medição gráfica do comprimento de meio fio disponível para estacionar dividido pelo comprimento de uma vaga padrão. A segunda metodologia é baseada na identificação e marcação da posição de veículos parados nas imagens disponibilizadas no Google Street View. Para a aplicação das metodologias foi selecionada a área da ZEU Butantã, área de adensamento urbano localizada no município de São Paulo, onde o transporte ativo e público coletivo são prioritários. Os resultados das aplicações metodológicas na escala da ZEU mostraram similaridades, porém na escala da via, apresentaram uma diferença de até três vagas. Foi observado que 5,88% da área do viário da ZEU Butantã está sendo destinada ao estacionamento de automóveis, representando 1,37% da área total, o que, ainda que parcialmente, poderia ser revertido para implantação de ciclovias ou alargamento de passeios públicos, necessários na região.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"53 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115206831","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1074
Emanoele Lima Abreu, Renata Bovo Peres
O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é um dos instrumentos da Política Urbana brasileira presentes no Estatuto da Cidade, Lei Federal 10.257/2001. É considerado, no Brasil, como um importante instrumento para a gestão urbana municipal, sendo diretamente relacionado à gestão ambiental. Nesse trabalho, buscou-se verificar a presença ou ausência dos componentes de processo de EIV nas legislações urbanísticas de quatro (04) cidades médias de São Paulo. As informações levantadas no presente trabalho apresentam caráter preliminar e fazem parte do projeto de pesquisa de doutorado “Perspectivas e propostas de integração de instrumentos de regulação urbana e ambiental em cidades paulistas” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os resultados prévios revelam que a maioria dos municípios não possui lei específica, sendo o EIV regulado através de planos diretores, Lei de Uso e Ocupação do Solo, e as informações complementadas com termos de referência e cartilhas. A relação com o Licenciamento Ambiental Municipal (LAM) também não ficou clara a partir dessa metodologia. Faz-se necessário, portanto, levantar dados através de entrevistas, visitas aos órgãos municipais e levantamento de documentos que não estão disponíveis online, para analisar em profundidade o processo de regulação e aprovação de EIV, bem como possíveis integrações com o LAM.
{"title":"Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV): Regulação, avanços e desafios em cidades médias de São Paulo","authors":"Emanoele Lima Abreu, Renata Bovo Peres","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1074","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1074","url":null,"abstract":"O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é um dos instrumentos da Política Urbana brasileira presentes no Estatuto da Cidade, Lei Federal 10.257/2001. É considerado, no Brasil, como um importante instrumento para a gestão urbana municipal, sendo diretamente relacionado à gestão ambiental. Nesse trabalho, buscou-se verificar a presença ou ausência dos componentes de processo de EIV nas legislações urbanísticas de quatro (04) cidades médias de São Paulo. As informações levantadas no presente trabalho apresentam caráter preliminar e fazem parte do projeto de pesquisa de doutorado “Perspectivas e propostas de integração de instrumentos de regulação urbana e ambiental em cidades paulistas” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os resultados prévios revelam que a maioria dos municípios não possui lei específica, sendo o EIV regulado através de planos diretores, Lei de Uso e Ocupação do Solo, e as informações complementadas com termos de referência e cartilhas. A relação com o Licenciamento Ambiental Municipal (LAM) também não ficou clara a partir dessa metodologia. Faz-se necessário, portanto, levantar dados através de entrevistas, visitas aos órgãos municipais e levantamento de documentos que não estão disponíveis online, para analisar em profundidade o processo de regulação e aprovação de EIV, bem como possíveis integrações com o LAM.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130151372","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.867
L. Carvalho
Este artigo busca evidenciar vínculos existentes entre determinados equipamentos culturais oficiais e territórios vulneráveis do município de São Paulo, através da aplicação de técnicas do geoprocessamento. Espera-se, através desta análise, corroborar para o entendimento espacial do conjunto de equipamentos culturais oficiais da cidade, no entendimento de suas classificações e as relações resultantes desta dinâmica no território. Para a identificação dos territórios vulneráveis destaca-se o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social - IPVS produzido pelo SEADE, bem como, os dados catalogados e disponibilizados pela Prefeitura do Município de São Paulo a respeito do território e dos equipamentos culturais da cidade. Pretende-se identificar as áreas do município que concentram o maior e o menor número de equipamentos culturais oficiais, a localização dos equipamentos públicos e privados, a relação com a estrutura socioeconômica municipal e, com isso, averiguar como a atual conjuntura de implantação destes espaços afeta a dinâmica do território ao tratarmos das oportunidades de acesso e de produção das atividades culturais na cidade.
{"title":"Territórios vulneráveis e equipamentos culturais oficiais: uma análise sobre os vínculos espaciais no município de São Paulo","authors":"L. Carvalho","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.867","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.867","url":null,"abstract":"Este artigo busca evidenciar vínculos existentes entre determinados equipamentos culturais oficiais e territórios vulneráveis do município de São Paulo, através da aplicação de técnicas do geoprocessamento. Espera-se, através desta análise, corroborar para o entendimento espacial do conjunto de equipamentos culturais oficiais da cidade, no entendimento de suas classificações e as relações resultantes desta dinâmica no território. Para a identificação dos territórios vulneráveis destaca-se o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social - IPVS produzido pelo SEADE, bem como, os dados catalogados e disponibilizados pela Prefeitura do Município de São Paulo a respeito do território e dos equipamentos culturais da cidade. Pretende-se identificar as áreas do município que concentram o maior e o menor número de equipamentos culturais oficiais, a localização dos equipamentos públicos e privados, a relação com a estrutura socioeconômica municipal e, com isso, averiguar como a atual conjuntura de implantação destes espaços afeta a dinâmica do território ao tratarmos das oportunidades de acesso e de produção das atividades culturais na cidade.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"199 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115232422","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.678
Deyvid Aléx de Bitencourt Monteiro
O Estatuto da Metrópole determina que as Regiões Metropolitanas brasileiras desenvolvam e aprovem seus Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). Dentre os instrumentos, o Estatuto da Metrópole atentou para a importância do compartilhamento das Funções Públicas de Interesse Comum (FPIC). As FPIC são entendidas como serviços urbanos que ultrapassam os limites de um município, causando impactos sobre os demais, como por exemplo, a mobilidade urbana, o saneamento básico, o uso do solo metropolitano e o sistema de informações georreferenciadas. O presente trabalho tem como objetivo principal gerar reflexões com os potenciais agentes envolvidos (Universidades, Secretarias e Fundações Estaduais e Prefeituras Municipais) no processo de construção do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) acerca das funções públicas de interesse comum (FPIC) no contexto da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Para o desenvolvimento deste trabalho foram realizadas 20 reuniões com a presença de 49 técnicos pertencentes à Metroplan, a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado (SEPLAN), e a 7 (sete) Prefeituras Municipais pertencentes à Região Metropolitana. Dentre as principais contribuições desta pesquisa está: a identificação dos principais instrumentos presentes no Estatuto da Metrópole, assim como a discussão acerca das FPIC no contexto da RMPA.
{"title":"O Estatuto da metropole e funções públicas de interesse comum: o caso da região metropolitana de Porto Alegre, RS.","authors":"Deyvid Aléx de Bitencourt Monteiro","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.678","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.678","url":null,"abstract":"O Estatuto da Metrópole determina que as Regiões Metropolitanas brasileiras desenvolvam e aprovem seus Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). Dentre os instrumentos, o Estatuto da Metrópole atentou para a importância do compartilhamento das Funções Públicas de Interesse Comum (FPIC). As FPIC são entendidas como serviços urbanos que ultrapassam os limites de um município, causando impactos sobre os demais, como por exemplo, a mobilidade urbana, o saneamento básico, o uso do solo metropolitano e o sistema de informações georreferenciadas. O presente trabalho tem como objetivo principal gerar reflexões com os potenciais agentes envolvidos (Universidades, Secretarias e Fundações Estaduais e Prefeituras Municipais) no processo de construção do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) acerca das funções públicas de interesse comum (FPIC) no contexto da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Para o desenvolvimento deste trabalho foram realizadas 20 reuniões com a presença de 49 técnicos pertencentes à Metroplan, a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado (SEPLAN), e a 7 (sete) Prefeituras Municipais pertencentes à Região Metropolitana. Dentre as principais contribuições desta pesquisa está: a identificação dos principais instrumentos presentes no Estatuto da Metrópole, assim como a discussão acerca das FPIC no contexto da RMPA.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133898193","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.46421/singeurb.v3i00.1072
Diogo Aoni Balaguer, Rosane Martins Alves
A crescente preocupação com o meio ambiente torna a busca pela utilização de fontes renováveis de energia cada vez mais necessária, sendo fundamental a adoção de projetos mais sustentáveis e cada vez mais eficientes, principalmente no ambiente urbano. A utilização das diferentes ferramentas de análise multicritério, notadamente o método AHP (analytical hierarchy process), pode auxiliar na tomada de decisão em selecionar locais mais adequados para a implantação de painéis fotovoltaicos em projetos de geração de energia solar. De modo a traçar um panorama sobre as publicações científicas existentes na atualidade que abordem esta temática, este trabalho tem por objetivo a realização de um estudo bibliométrico para quantificar e identificar as tendências de pesquisa, desenvolvimento e evolução do tema. Foram selecionadas 72 publicações através de pesquisa na Base Scopus, sendo observado um crescimento no número de trabalhos publicados a partir de 2016 e uma tendência de evolução da pesquisa e interesse no desenvolvimento de metodologias que combinem a utilização de ferramentas SIG (Sistema de Informações Geográficas) com a análise multicritério.
{"title":"Análise multicritério e uso de SIG para projetos com uso de energia solar fotovoltaica: um estudo bibliométrico","authors":"Diogo Aoni Balaguer, Rosane Martins Alves","doi":"10.46421/singeurb.v3i00.1072","DOIUrl":"https://doi.org/10.46421/singeurb.v3i00.1072","url":null,"abstract":"A crescente preocupação com o meio ambiente torna a busca pela utilização de fontes renováveis de energia cada vez mais necessária, sendo fundamental a adoção de projetos mais sustentáveis e cada vez mais eficientes, principalmente no ambiente urbano. A utilização das diferentes ferramentas de análise multicritério, notadamente o método AHP (analytical hierarchy process), pode auxiliar na tomada de decisão em selecionar locais mais adequados para a implantação de painéis fotovoltaicos em projetos de geração de energia solar. De modo a traçar um panorama sobre as publicações científicas existentes na atualidade que abordem esta temática, este trabalho tem por objetivo a realização de um estudo bibliométrico para quantificar e identificar as tendências de pesquisa, desenvolvimento e evolução do tema. Foram selecionadas 72 publicações através de pesquisa na Base Scopus, sendo observado um crescimento no número de trabalhos publicados a partir de 2016 e uma tendência de evolução da pesquisa e interesse no desenvolvimento de metodologias que combinem a utilização de ferramentas SIG (Sistema de Informações Geográficas) com a análise multicritério.","PeriodicalId":318096,"journal":{"name":"III SIMPÓSIO NACIONAL DE GESTÃO E ENGENHARIA URBANA [SINGEURB 2021]","volume":"100 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123807417","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}