Carla Suely Souza de Paula, Cesimar Severiano do Nascimento, Niethia R. D. Lira, Natalia Castro de Carvalho Schachnik Nogueira, Maria Izadora Soares de Oliveira Carvalho
Introdução: A Educação Interprofissional (EIP) pode ser definida como a situação em que dois ou mais profissionais aprendem juntos sobre, a partir do e um com o outro, visando proporcionar a melhoria da assistência ao paciente1. A EIP e as Práticas Colaborativas (PC) estão tendo um enfoque cada vez maior na educação dos profissionais na área de saúde, visto que promove a desejada atenção integral ao indivíduo e, portanto, a melhoria da assistência. Tal fato foi evidenciado por Anderson, que estudou grupos interprofissionais de saúde na comunidade e Gibson et al que relataram a inserção de outros profissionais na atenção ao paciente psiquiátrico. Holland et al2 descreveram a redução das internações hospitalares de pacientes com insuficiência cardíaca quando acompanhados por equipes multiprofissionais. Observava-se, de forma semelhante, a redução da mortalidade em pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva (UTI) que eram acompanhados por equipes multiprofissionais. Autores como Barr, Carpenter, Linston e Anderson ressaltaram a importância de introduzir esta prática durante a graduação, bem como forneceram estratégias para tal. O momento correto para a introdução da atividade se, no início do curso ou mais tardiamente, ainda é controverso. No Brasil o interesse sobre as Atividades Interprofissionais (AIPs) vem crescendo nos últimos anos, visto que a integralidade da assistência à saúde constitui um dos eixos prioritários do Sistema Único de Saúde (SUS). O cenário brasileiro, entretanto, mostra que a formação é, sobretudo, uniprofissional e que as iniciativas de EIP ainda são tímidas, fazendo referência principalmente às ações multiprofissionais, seja na graduação, pós-graduação latu senso e, mais recentemente, referentes às atividades optativas extracurriculares como o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde). Tais atividades frequentemente envolvem tutores da rede de saúde, estudantes e docentes da saúde, o Telessaúde, a Educação Profissional, o Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para Saúde (PROFAPS) e a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNASUS).3 A relevância do Trabalho Interprofissional (TIP) foi destacada na recente publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina (2014)4, onde se observa que deve prevalecer o trabalho interprofissional em equipe, o desenvolvimento de relação horizontal, compartilhada, respeitando-se as necessidades e desejos da pessoa cuidada, a família e a comunidade. Um dos objetivos da formação é aprender interprofissionalmente com base na reflexão sobre a própria prática e pela troca de saberes com profissionais da área da saúde e de outras áreas do conhecimento, para a orientação, identificação e discussão dos problemas, estimulando o aprimoramento da colaboração e da qualidade da atenção à saúde. A despeito da importância do TIP e da EIP para a atenção integral, melhoria da segurança do paciente e do processo de trabalho das e
{"title":"Como estruturar uma atividade para melhoria do ensino e do trabalho interprofissional em um hospital universitário?","authors":"Carla Suely Souza de Paula, Cesimar Severiano do Nascimento, Niethia R. D. Lira, Natalia Castro de Carvalho Schachnik Nogueira, Maria Izadora Soares de Oliveira Carvalho","doi":"10.14295/jmphc.v8i3.629","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v8i3.629","url":null,"abstract":"Introdução: A Educação Interprofissional (EIP) pode ser definida como a situação em que dois ou mais profissionais aprendem juntos sobre, a partir do e um com o outro, visando proporcionar a melhoria da assistência ao paciente1. A EIP e as Práticas Colaborativas (PC) estão tendo um enfoque cada vez maior na educação dos profissionais na área de saúde, visto que promove a desejada atenção integral ao indivíduo e, portanto, a melhoria da assistência. Tal fato foi evidenciado por Anderson, que estudou grupos interprofissionais de saúde na comunidade e Gibson et al que relataram a inserção de outros profissionais na atenção ao paciente psiquiátrico. Holland et al2 descreveram a redução das internações hospitalares de pacientes com insuficiência cardíaca quando acompanhados por equipes multiprofissionais. Observava-se, de forma semelhante, a redução da mortalidade em pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva (UTI) que eram acompanhados por equipes multiprofissionais. Autores como Barr, Carpenter, Linston e Anderson ressaltaram a importância de introduzir esta prática durante a graduação, bem como forneceram estratégias para tal. O momento correto para a introdução da atividade se, no início do curso ou mais tardiamente, ainda é controverso. No Brasil o interesse sobre as Atividades Interprofissionais (AIPs) vem crescendo nos últimos anos, visto que a integralidade da assistência à saúde constitui um dos eixos prioritários do Sistema Único de Saúde (SUS). O cenário brasileiro, entretanto, mostra que a formação é, sobretudo, uniprofissional e que as iniciativas de EIP ainda são tímidas, fazendo referência principalmente às ações multiprofissionais, seja na graduação, pós-graduação latu senso e, mais recentemente, referentes às atividades optativas extracurriculares como o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde). Tais atividades frequentemente envolvem tutores da rede de saúde, estudantes e docentes da saúde, o Telessaúde, a Educação Profissional, o Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para Saúde (PROFAPS) e a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNASUS).3 A relevância do Trabalho Interprofissional (TIP) foi destacada na recente publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina (2014)4, onde se observa que deve prevalecer o trabalho interprofissional em equipe, o desenvolvimento de relação horizontal, compartilhada, respeitando-se as necessidades e desejos da pessoa cuidada, a família e a comunidade. Um dos objetivos da formação é aprender interprofissionalmente com base na reflexão sobre a própria prática e pela troca de saberes com profissionais da área da saúde e de outras áreas do conhecimento, para a orientação, identificação e discussão dos problemas, estimulando o aprimoramento da colaboração e da qualidade da atenção à saúde. A despeito da importância do TIP e da EIP para a atenção integral, melhoria da segurança do paciente e do processo de trabalho das e","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"38 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129180344","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Najara Barbosa da Rocha, A. Albiero, C. Fagundes, D. A. S. Machado, Sonia Satie Sakamoto Asanome
A formação interprofissional é um grande desafio para melhorar a resolutividade na atenção primária e para tanto, é importante que os cursos de graduação busquem a vivência desta prática durante a formação. Este trabalho teve o objetivo de relatar a experiência dessa disciplina de Atenção em Saúde da Universidade Estadual de Maringá nos cursos da área da saúde. A disciplina de Atenção à Saúde I é uma proposta pioneira e inovadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), inserida em 2015, comum no currículo do primeiro ano de sete cursos da área da saúde: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia. Os estudantes são distribuídos em grupos multiprofissionais de 10 a 11 alunos, orientados por um tutor (docente) e auxiliado por um preceptor (profissional do serviço de saúde). O objetivo da disciplina é conhecer a organização e dinâmica de funcionamento dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) e compreender as ações desempenhadas sobre educação, promoção e recuperação da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida da população. Introdução As Diretrizes Curriculares Nacionais que fundamentam os cursos da área na saúde no Brasil esclarecem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos na formação profissional, como desenvolvimento de habilidades e competências de atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração/gerenciamento e educação permanente. Assim, as universidades são responsáveis pela qualificação de futuros profissionais e deve assegurar que a prática profissional seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias e profissionais do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para os mesmos1. A formação dos profissionais da atenção deve levar em conta todos estes aspectos embutidos no princípio de integralidade assegurado por lei no Sistema Único de Saúde, que envolvem questões relacionadas à humanização da atenção, ao conceito ampliado de saúde, à educação permanente em saúde, ao trabalho em equipe interprofissional, entre outros. A educação interprofissional tem sido apontada como meio de melhorar a colaboração e a prestação de serviços, em cenários de prática, na qual estudantes de diferentes profissões aprendem, um com o outro, podendo desenvolver formas de trabalhar em conjunto para melhorar os serviços oferecidos à população3. No Brasil, o ensino interprofissional apresenta-se atualmente como a principal estratégia para formar profissionais aptos para o trabalho em equipe e prática essencial para a integralidade no cuidado em saúde4. Nesta diretriz, foi proposta a disciplina de Atenção em Saúde, comum no currículo dos cursos da área da saúde da Universidade Estadual de Maringá (UEM): Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia. A disciplina tem como estratégias: metodologia ativa, trabalho em equipe e o con
{"title":"Disciplina de Atenção em saúde: aprendizado interprofissional e com o SUS","authors":"Najara Barbosa da Rocha, A. Albiero, C. Fagundes, D. A. S. Machado, Sonia Satie Sakamoto Asanome","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.637","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.637","url":null,"abstract":"A formação interprofissional é um grande desafio para melhorar a resolutividade na atenção primária e para tanto, é importante que os cursos de graduação busquem a vivência desta prática durante a formação. Este trabalho teve o objetivo de relatar a experiência dessa disciplina de Atenção em Saúde da Universidade Estadual de Maringá nos cursos da área da saúde. A disciplina de Atenção à Saúde I é uma proposta pioneira e inovadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), inserida em 2015, comum no currículo do primeiro ano de sete cursos da área da saúde: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia. Os estudantes são distribuídos em grupos multiprofissionais de 10 a 11 alunos, orientados por um tutor (docente) e auxiliado por um preceptor (profissional do serviço de saúde). O objetivo da disciplina é conhecer a organização e dinâmica de funcionamento dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) e compreender as ações desempenhadas sobre educação, promoção e recuperação da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida da população. Introdução As Diretrizes Curriculares Nacionais que fundamentam os cursos da área na saúde no Brasil esclarecem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos na formação profissional, como desenvolvimento de habilidades e competências de atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração/gerenciamento e educação permanente. Assim, as universidades são responsáveis pela qualificação de futuros profissionais e deve assegurar que a prática profissional seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias e profissionais do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para os mesmos1. A formação dos profissionais da atenção deve levar em conta todos estes aspectos embutidos no princípio de integralidade assegurado por lei no Sistema Único de Saúde, que envolvem questões relacionadas à humanização da atenção, ao conceito ampliado de saúde, à educação permanente em saúde, ao trabalho em equipe interprofissional, entre outros. A educação interprofissional tem sido apontada como meio de melhorar a colaboração e a prestação de serviços, em cenários de prática, na qual estudantes de diferentes profissões aprendem, um com o outro, podendo desenvolver formas de trabalhar em conjunto para melhorar os serviços oferecidos à população3. No Brasil, o ensino interprofissional apresenta-se atualmente como a principal estratégia para formar profissionais aptos para o trabalho em equipe e prática essencial para a integralidade no cuidado em saúde4. Nesta diretriz, foi proposta a disciplina de Atenção em Saúde, comum no currículo dos cursos da área da saúde da Universidade Estadual de Maringá (UEM): Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Psicologia. A disciplina tem como estratégias: metodologia ativa, trabalho em equipe e o con","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"69 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129590902","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
L. S. Lima, Geanne Moraes Pires, Denise Herdy Afonso
Introdução: Percebendo que as aplicações fragmentadas de técnicas específicas de cada profissional não têm atendido às demandas trazidas pelos usuários,tem-se mobilizado em busca de formular e desenvolver práticas integrativas dos profissionais, afim de atender às demandas apresentadas pelos usuários do SUS. Para isso há a necessidade de ampliação do ensino para além da formação específica, preconizando uma formação multiprofissional e interprofissional. As DCN[7]s (Diretrizes Curriculares Nacionais) dos cursos de Medicina, Fisioterapia e Psicologia, nos artigos 5º parágrafo IX, 5º parágrafo III, 8º parágrafo IX respectivamente, preconizam que a formação deve preparar estes profissionais para uma atuação multiprofissional e interprofissional na atenção à saúde. Mas pode-se notar que ainda há resistência em aderir ao modelo proposto, mantendo-se a prevalência de relações tradicionais nos serviços assistenciais, o que provavelmente pode advir de uma formação tecnicista dos profissionais que integram uma equipe. A educação interprofissional vem como proposta de realização às essas mudanças na formação atual, que produz práticas profissionais específicas para uma perspectiva em que a profissões aprendam de forma integrada o trabalho conjunto e sobre as especificidades de cada uma na melhoria da atenção à saúde dos usuários, [8] conceituada como uma proposta onde 2 ou mais profissões aprendem juntas sobre o trabalho conjunto e sobre as especificidades de cada uma, na melhoria da qualidade no cuidado ao paciente[9]. Objetivos: A pesquisa em questão teve como objetivo primário analisar as experiências em Educação Interprofissional dos estudantes que cursaram a disciplina de Educação em Saúde nos anos de 2015-2016, nos cursos de psicologia, medicina e fisioterapia. Os objetivos secundários foram os de Identificar as competências desenvolvidas durante a educação interprofissional, descrever os sentidos e significados produzidos durante a prática interprofissional e avaliar a implantação da educação interprofisisonal nos cursos de saúde de uma instituição de ensino superior pública Estadual. Método: Tratou-se de uma pesquisa de cunho qualitativo descritiva fenomenológica. A coleta de dados consistiu em entrevista semiestruturada realizada com 30 estudantes que cursaram a disciplina de Educação em Saúde no período de 2015–2016, dos cursos: Fisioterapia, Medicina e Psicologia. O estudo consistiu da análise temática de conteúdo das entrevistas dos discentes que participaram da disciplina “Educação em Saúde”. A análise se constituiu em três etapas: exploração do material ou codificação, pré – análise e tratamento do resultado obtido/interpretação. Resultados: Quando indagados sobre o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe e em como a graduação está preparando os futuros profissionais para trabalhar em equipe, os participantes afirmam que estas competências são desenvolvidas nas suas vivências durante a graduação e em outros contextos, não é
{"title":"Educação em saúde e diálogos interprofisisonais: considerações sobre uma prática","authors":"L. S. Lima, Geanne Moraes Pires, Denise Herdy Afonso","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.593","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.593","url":null,"abstract":"Introdução: Percebendo que as aplicações fragmentadas de técnicas específicas de cada profissional não têm atendido às demandas trazidas pelos usuários,tem-se mobilizado em busca de formular e desenvolver práticas integrativas dos profissionais, afim de atender às demandas apresentadas pelos usuários do SUS. Para isso há a necessidade de ampliação do ensino para além da formação específica, preconizando uma formação multiprofissional e interprofissional. As DCN[7]s (Diretrizes Curriculares Nacionais) dos cursos de Medicina, Fisioterapia e Psicologia, nos artigos 5º parágrafo IX, 5º parágrafo III, 8º parágrafo IX respectivamente, preconizam que a formação deve preparar estes profissionais para uma atuação multiprofissional e interprofissional na atenção à saúde. Mas pode-se notar que ainda há resistência em aderir ao modelo proposto, mantendo-se a prevalência de relações tradicionais nos serviços assistenciais, o que provavelmente pode advir de uma formação tecnicista dos profissionais que integram uma equipe. A educação interprofissional vem como proposta de realização às essas mudanças na formação atual, que produz práticas profissionais específicas para uma perspectiva em que a profissões aprendam de forma integrada o trabalho conjunto e sobre as especificidades de cada uma na melhoria da atenção à saúde dos usuários, [8] conceituada como uma proposta onde 2 ou mais profissões aprendem juntas sobre o trabalho conjunto e sobre as especificidades de cada uma, na melhoria da qualidade no cuidado ao paciente[9]. Objetivos: A pesquisa em questão teve como objetivo primário analisar as experiências em Educação Interprofissional dos estudantes que cursaram a disciplina de Educação em Saúde nos anos de 2015-2016, nos cursos de psicologia, medicina e fisioterapia. Os objetivos secundários foram os de Identificar as competências desenvolvidas durante a educação interprofissional, descrever os sentidos e significados produzidos durante a prática interprofissional e avaliar a implantação da educação interprofisisonal nos cursos de saúde de uma instituição de ensino superior pública Estadual. Método: Tratou-se de uma pesquisa de cunho qualitativo descritiva fenomenológica. A coleta de dados consistiu em entrevista semiestruturada realizada com 30 estudantes que cursaram a disciplina de Educação em Saúde no período de 2015–2016, dos cursos: Fisioterapia, Medicina e Psicologia. O estudo consistiu da análise temática de conteúdo das entrevistas dos discentes que participaram da disciplina “Educação em Saúde”. A análise se constituiu em três etapas: exploração do material ou codificação, pré – análise e tratamento do resultado obtido/interpretação. Resultados: Quando indagados sobre o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe e em como a graduação está preparando os futuros profissionais para trabalhar em equipe, os participantes afirmam que estas competências são desenvolvidas nas suas vivências durante a graduação e em outros contextos, não é ","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115760445","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ana Paula Neri, Grace Jacqueline Aquiles, Adriana de Sant'ana Gasquez, Clície Arrias Fabri, Heloisa Amboni de Oliveira
Com a implantação da Estratégia Saúde da Família (ESF), tem-se discutido sobre o desafio de formar profissionais para uma atuação de caráter interprofissional e valorização das práticas colaborativas, em uma visão usuário centrada. A formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento dos trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) são eixos fundamentais da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e devem acontecer de forma indissociada e organizada a partir das necessidades de saúde da população e do território (BRASIL, 2016). Este relato tem como objetivo descrever a atuação da preceptoria para uma equipe da ESF de uma Unidade Básica de Saúde de um município de médio porte do noroeste do Paraná. Metodologia: Na organização do processo de trabalho da equipe da ESF, preconizou-se as reuniões semanais com os trabalhadores, para um trabalho de formação em relação a tomada de decisões e planejamento de suas ações. Percebia-se nessas ocasiões uma disputa entre as categorias profissionais na escolha dos problemas a serem abordados prioritariamente pela equipe. A preceptoria da equipe, fundamentada nos conceitos de interprofissionalidade e colaboração ativa e aliada às metodologias ativas de ensino aprendizagem, estruturou o espaço de debates e pactuação da equipe. Para auxiliá-los nas discussões e demandas cotidianas foi elaborado um instrumento, onde constam as solicitações individuais à equipe e suas contrareferências. Para as demandas de caráter mais abrangente utiliza-se um método de planejamento estratégico situacional. Resultados e Conclusão: Nesses encontros as metodologias ativas proporcionaram um deslocamento dos trabalhadores de um papel passivo de receber e reproduzir conceitos para atividades que produziram um pensamento ativo e contribuíram para parte de uma mudança no local de trabalho. Nessa perspectiva o trabalho interprofissional mediado pelas metodologias ativas, foram ponto de partida para reflexões e reelaboração de novas práticas de cuidados.
{"title":"Trabalho interprofissional na Estratégia Saúde da Família – relato de experiência de uma proposta de formação continuada de trabalhadores","authors":"Ana Paula Neri, Grace Jacqueline Aquiles, Adriana de Sant'ana Gasquez, Clície Arrias Fabri, Heloisa Amboni de Oliveira","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.675","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.675","url":null,"abstract":"Com a implantação da Estratégia Saúde da Família (ESF), tem-se discutido sobre o desafio de formar profissionais para uma atuação de caráter interprofissional e valorização das práticas colaborativas, em uma visão usuário centrada. A formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento dos trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) são eixos fundamentais da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e devem acontecer de forma indissociada e organizada a partir das necessidades de saúde da população e do território (BRASIL, 2016). Este relato tem como objetivo descrever a atuação da preceptoria para uma equipe da ESF de uma Unidade Básica de Saúde de um município de médio porte do noroeste do Paraná. Metodologia: Na organização do processo de trabalho da equipe da ESF, preconizou-se as reuniões semanais com os trabalhadores, para um trabalho de formação em relação a tomada de decisões e planejamento de suas ações. Percebia-se nessas ocasiões uma disputa entre as categorias profissionais na escolha dos problemas a serem abordados prioritariamente pela equipe. A preceptoria da equipe, fundamentada nos conceitos de interprofissionalidade e colaboração ativa e aliada às metodologias ativas de ensino aprendizagem, estruturou o espaço de debates e pactuação da equipe. Para auxiliá-los nas discussões e demandas cotidianas foi elaborado um instrumento, onde constam as solicitações individuais à equipe e suas contrareferências. Para as demandas de caráter mais abrangente utiliza-se um método de planejamento estratégico situacional. Resultados e Conclusão: Nesses encontros as metodologias ativas proporcionaram um deslocamento dos trabalhadores de um papel passivo de receber e reproduzir conceitos para atividades que produziram um pensamento ativo e contribuíram para parte de uma mudança no local de trabalho. Nessa perspectiva o trabalho interprofissional mediado pelas metodologias ativas, foram ponto de partida para reflexões e reelaboração de novas práticas de cuidados.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"20 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126558612","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Cyntia Pace Schmitz Corrêa, O. S. Ezequiel, Giancarlo Lucchetti
INTRODUÇÃO: Em todo o mundo, gestores, educadores, formuladores de políticas e profissionais de saúde consideram que os sistemas de saúde têm se mostrado cada vez mais fragmentados, gerando dificuldades na solução dos problemas. Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou em 2010 um Marco para Ações em Educação Interprofissional e Prática Colaborativa, na busca da valorização do trabalho colaborativo em saúde como o melhor caminho para promover o cuidado centrado no paciente e com qualidade máxima. De acordo com a definição da CAIPE – Centre for the Advancement of Interprofessional Education, a EIP “ocorre quando duas ou mais profissões aprendem com, para e sobre o outro para melhorar a prática colaborativa e qualidade dos cuidados”. No Brasil, as Práticas Colaborativas Interprofissionais (PCI) tem sido uma preocupação do processo formador, buscando o fortalecimento dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, diretrizes curriculares de vários cursos da saúde apontam para a necessidade de se aprender a trabalhar em equipe colaborativamente. A literatura que respalda os estudos sobre a EIP traz uma quantidade razoável de evidências sobre os impactos da eficácia e eficiência desta prática à curto prazo. Muitos destes estudos apontam para mudanças de atitudes em equipes e melhora nas capacidades cognitivas relacionadas com temas específicos, como por exemplo, manejo nos cuidados do paciente com demência e habilidade de ressuscitação. Apesar de observarmos uma quantidade razoável de estudos abordando a necessidade de implementação de estratégias de EIP, quase não se observa pesquisas mostrando como é trabalhada a aprendizagem desta temática com os alunos na graduação. Em particular na EIP, a utilização de metodologias de ensino tradicionais e/ou ativas, acrescidas de técnicas que trabalham a coletividade e a cooperação, pode influenciar diretamente na disposição futura dos profissionais para o trabalho interprofissional. OBJETIVO: Avaliar se diferentes metodologias educacionais utilizadas para ensinar as competências interprofissionais para alunos de graduações em saúde interferem na prontidão, na percepção e no reconhecimento da importância do da educação e do trabalho interprofissional, além de fortalecer ações de EIP nos cursos da área de saúde da UFJF. MÉTODOS: Estudo de intervenção educacional, quantitativo, prospectivo, sobre o impacto de diferentes metodologias educacionais no desenvolvimento das competências para o trabalho interprofissionais em estudantes dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, e Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Uma disciplina eletiva foi criada especialmente para este fim. Os temas abordados no conteúdo da disciplina são: importância do trabalho interprofissional e das competências interprofissionais; clarificação de papéis; cuidado centrado no paciente/família/comunidade; trabalho em equipe; liderança colaborativa; comunicação interprof
导言:在世界各地,管理人员、教育工作者、政策制定者和卫生专业人员认为,卫生系统已被证明越来越分散,造成解决问题的困难。在此背景下,世界卫生组织(世卫组织)于2010年发布了跨专业教育和合作实践行动框架,以寻求重视卫生领域的合作工作,将其作为促进以病人为中心和最高质量护理的最佳途径。根据CAIPE -跨专业教育促进中心的定义,EIP“当两个或两个以上的职业相互学习、相互学习、相互学习以提高合作实践和护理质量时”。在巴西,专业间合作做法一直是培训过程中关注的问题,寻求加强统一卫生系统(SUS)的基本原则。此外,若干保健课程的课程指导方针指出,必须学会在一个协作的团队中工作。支持ipt研究的文献提供了合理数量的证据,证明这种做法的有效性和效率在短期内的影响。其中许多研究表明,团队态度的改变和与特定主题相关的认知能力的提高,如痴呆症患者的护理管理和复苏能力。虽然我们观察到相当数量的研究解决了实施EIP策略的必要性,但几乎没有观察到的研究显示了如何与本科生学习这一主题。特别是在ipt中,使用传统和/或积极的教学方法,加上集体和合作的技术,可以直接影响专业人员未来从事跨专业工作的意愿。目的:评估不同的方法用于教育教学技能团队为了毕业学生在原来,严重影响健康的观念和认识教育的重要性和跨部门的工作,除了加强行动的ipm的UFJF健康的课程。方法:对瑞士福拉联邦大学护理、物理治疗、医学、营养和心理学专业学生跨专业工作能力发展的不同教育方法的影响进行定量和前瞻性的教育干预研究。为此目的设立了一门选修课。本学科内容涵盖的主题是:跨专业工作和跨专业能力的重要性;角色澄清;以病人/家庭/社区为中心的护理;团队合作;团队领导力;跨专业沟通和冲突解决)。向学生介绍与老年患者临床实践和护理管理相关的其他主题,作为实践活动和小组讨论的基础。在第一学期,我们采用了传统的教学策略,专注于认知领域,通过讲座提出的内容和学生进行的个人工作。在接下来的学期中,将使用其他教学策略。评估策略,学生参与者填写的预防(时间),一个人口评估问卷,RIPLS贸易(准备学习(规模),IEPS跨学科教育经验范围)和TSS团队技能范围)来衡量interprofissionalidade面前的态度、观念和技能,除了可能的变化在病人的照料和帮助行为。在这段时间结束时(即刻干预后时间),学生将再次填写量表(RIPLS, IEPS和TSS),并回答一份学科反馈问卷,以了解学生对学科的满意度和每个学生对应用方法的享受程度。在学科完成6个月后,量表将重新应用(干预后的延迟时间)。IEPS和TSS量表已由项目研究团队翻译和验证,目前正处于分析和出版的最后阶段。所有获得的数据将在Excel for Windows数据库中制成表格,并导出到统计程序SPSS 21 (SPSS Inc.),以便进行分析。首先,对主要变量进行描述性分析。然后比较干预前和干预后的即刻和晚期。 为此,我们将使用独立测量的方差分析(组间比较)和重复测量的方差分析(同一组在三个不同时刻的比较,前,后和后)。事后测试将在稍后确定。采用p<0.05作为显著性,置信区间为95%。对于学科最终反馈问卷中描述的开放式问题,答案将被分类,以提高所开发的教育过程的优势和劣势。结果:本学期(2017年2月),学科被接管,我们与23名来自物理治疗、医学、营养和心理学课程的学生合作。本学期选择的策略是传统的,我们将学科作为一个试点项目来加强内容和衡量下一节课的策略。我们强调,在所有的课程中,团队都非常关注以一种愉快和有意义的方式进行纪律,在任何时候,我们都不会以一种无聊和单调的方式进行所谓的“传统”模式。我们观察到护理课程(学生注册了,但没有参加学科)和医学课程的学生参与有很大困难。与这些课程的协调员一起制定了战略,以促进下学期的成员资格,以及如何将该学科纳入老年病学和社区卫生学术联盟。对于学生来说,反馈是非常积极的。在本总结结束时,该学科仍在负责,因此我们没有应用干预后量表。讨论:在UFJF的健康课程中实施与EIP主题相关的学科是一种创新,因此,我们面临着一些问题来激发学生的兴趣。我们相信,在下一个学期,随着在这一时期观察到的成功,以及与最具挑战性的课程协调员合作采取的策略,我们将能够在其他计划的策略中发展内容。
{"title":"Análise do impacto do ensino das competências interprofissionais através de diferentes estratégias educacionais em graduandos da área de saúde","authors":"Cyntia Pace Schmitz Corrêa, O. S. Ezequiel, Giancarlo Lucchetti","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.621","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.621","url":null,"abstract":"INTRODUÇÃO: Em todo o mundo, gestores, educadores, formuladores de políticas e profissionais de saúde consideram que os sistemas de saúde têm se mostrado cada vez mais fragmentados, gerando dificuldades na solução dos problemas. Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou em 2010 um Marco para Ações em Educação Interprofissional e Prática Colaborativa, na busca da valorização do trabalho colaborativo em saúde como o melhor caminho para promover o cuidado centrado no paciente e com qualidade máxima. De acordo com a definição da CAIPE – Centre for the Advancement of Interprofessional Education, a EIP “ocorre quando duas ou mais profissões aprendem com, para e sobre o outro para melhorar a prática colaborativa e qualidade dos cuidados”. No Brasil, as Práticas Colaborativas Interprofissionais (PCI) tem sido uma preocupação do processo formador, buscando o fortalecimento dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, diretrizes curriculares de vários cursos da saúde apontam para a necessidade de se aprender a trabalhar em equipe colaborativamente. A literatura que respalda os estudos sobre a EIP traz uma quantidade razoável de evidências sobre os impactos da eficácia e eficiência desta prática à curto prazo. Muitos destes estudos apontam para mudanças de atitudes em equipes e melhora nas capacidades cognitivas relacionadas com temas específicos, como por exemplo, manejo nos cuidados do paciente com demência e habilidade de ressuscitação. Apesar de observarmos uma quantidade razoável de estudos abordando a necessidade de implementação de estratégias de EIP, quase não se observa pesquisas mostrando como é trabalhada a aprendizagem desta temática com os alunos na graduação. Em particular na EIP, a utilização de metodologias de ensino tradicionais e/ou ativas, acrescidas de técnicas que trabalham a coletividade e a cooperação, pode influenciar diretamente na disposição futura dos profissionais para o trabalho interprofissional. OBJETIVO: Avaliar se diferentes metodologias educacionais utilizadas para ensinar as competências interprofissionais para alunos de graduações em saúde interferem na prontidão, na percepção e no reconhecimento da importância do da educação e do trabalho interprofissional, além de fortalecer ações de EIP nos cursos da área de saúde da UFJF. MÉTODOS: Estudo de intervenção educacional, quantitativo, prospectivo, sobre o impacto de diferentes metodologias educacionais no desenvolvimento das competências para o trabalho interprofissionais em estudantes dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, e Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Uma disciplina eletiva foi criada especialmente para este fim. Os temas abordados no conteúdo da disciplina são: importância do trabalho interprofissional e das competências interprofissionais; clarificação de papéis; cuidado centrado no paciente/família/comunidade; trabalho em equipe; liderança colaborativa; comunicação interprof","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116867990","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Gestão do conhecimento(GC) é inovação, em especial no trabalho em equipes. Segundo Stefano et al. (2014), GC é um conjunto de processos para produção e difusão do conhecimento em organizações. Trabalho em equipes é aquele constituído por profissionais de diferentes formações, que estão dispostos a ensinar, aprender e compartilhar de maneira colaborativa. Este estudo teve por objetivo analisar a percepção dos profissionais, professores e estudantes da área da saúde vinculados a Univille quanto ao trabalho em equipes e a gestão do conhecimento. A pesquisa foi do tipo exploratória e utilizou como instrumento um formulário Googledocs, com afirmações e três categorias de respostas. Responderam ao questionário onze profissionais de saúde, dezenove professores e duzentos e noventa e seis estudantes. Os participantes teriam que ter vínculo com os cursos da área da saúde da Univille e Atenção Básica. Os resultados indicam que 100% dos professores e profissionais da saúde e 90,8% dos estudantes concordam que é importante o incentivo ao trabalho em equipes. Quando perguntados se o trabalho multiprofissional contribui para gerar novos conhecimentos, 87,1% dos estudantes e 100% dos professores e profissionais concordaram que sim. Sobre o compartilhamento de informações, 100% dos profissionais que responderam ao instrumento, concordam que o trabalho multiprofissional em saúde contribui para o compartilhamento de informações. Já a maior parte dos professores (55 %) e dos estudantes (39,5%), responderam que não concordam e nem discordam dessa afirmação. Com estes resultados é possível inferir que há consenso quanto a importância do incentivo ao trabalho em equipes multiprofissionais de saúde e que esse contribui para gerar novos conhecimentos, A fragilidade encontrada está no compartilhamento de informações o que sugere a necessidade de se estabelecer processos que possam garantir a disseminação do que é produzido entre os profissionais, estudantes e professores
知识管理(km)是一种创新,尤其是在团队合作中。根据Stefano et al.(2014),知识管理是组织中知识生产和传播的一套过程。团队合作是由来自不同背景的专业人士组成的,他们愿意以协作的方式教学、学习和分享。本研究旨在分析与Univille相关的卫生专业人员、教师和学生对团队合作和知识管理的看法。该研究是探索性的,使用谷歌文档作为工具,有肯定和三种类型的回答。问卷由11名卫生专业人员、19名教师和296名学生回答。参与者必须与Univille的保健和初级保健课程有联系。结果表明,100%的教师和卫生专业人员以及90.8%的学生认为鼓励团队合作很重要。当被问及多学科工作是否有助于产生新知识时,87.1%的学生、100%的教师和专业人士同意。关于信息共享,对该工具作出答复的专业人员100%同意多学科卫生工作有助于信息共享。大多数教师(55%)和学生(39.5%)回答说,他们既不同意也不不同意这一说法。这些结果是有可能暗示有共识的重要性激励工作在健康和医疗团队multiprofissionais脆弱性,导致产生新知识,发现在信息共享的建议是需要建立能够确保的传播过程是由专业人士,学生和老师之间
{"title":"Percepção dos profissionais, professores e estudantes da área da saúde quanto ao trabalho em equipes multiprofissionais e a geração e compartilhamento de informações","authors":"Patrícia Esther Fendrich Magri, Sandra Aparecida Furlan, Aline Andreia Marques Volkweis","doi":"10.14295/jmphc.v8i3.635","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v8i3.635","url":null,"abstract":"Gestão do conhecimento(GC) é inovação, em especial no trabalho em equipes. Segundo Stefano et al. (2014), GC é um conjunto de processos para produção e difusão do conhecimento em organizações. Trabalho em equipes é aquele constituído por profissionais de diferentes formações, que estão dispostos a ensinar, aprender e compartilhar de maneira colaborativa. Este estudo teve por objetivo analisar a percepção dos profissionais, professores e estudantes da área da saúde vinculados a Univille quanto ao trabalho em equipes e a gestão do conhecimento. A pesquisa foi do tipo exploratória e utilizou como instrumento um formulário Googledocs, com afirmações e três categorias de respostas. Responderam ao questionário onze profissionais de saúde, dezenove professores e duzentos e noventa e seis estudantes. Os participantes teriam que ter vínculo com os cursos da área da saúde da Univille e Atenção Básica. Os resultados indicam que 100% dos professores e profissionais da saúde e 90,8% dos estudantes concordam que é importante o incentivo ao trabalho em equipes. Quando perguntados se o trabalho multiprofissional contribui para gerar novos conhecimentos, 87,1% dos estudantes e 100% dos professores e profissionais concordaram que sim. Sobre o compartilhamento de informações, 100% dos profissionais que responderam ao instrumento, concordam que o trabalho multiprofissional em saúde contribui para o compartilhamento de informações. Já a maior parte dos professores (55 %) e dos estudantes (39,5%), responderam que não concordam e nem discordam dessa afirmação. Com estes resultados é possível inferir que há consenso quanto a importância do incentivo ao trabalho em equipes multiprofissionais de saúde e que esse contribui para gerar novos conhecimentos, A fragilidade encontrada está no compartilhamento de informações o que sugere a necessidade de se estabelecer processos que possam garantir a disseminação do que é produzido entre os profissionais, estudantes e professores","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"38 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121924661","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A construção e validação transcultural de instrumentos é um processo complexo. Nos últimos 30 anos de estudos, diversos instrumentos internacionais foram elaboradas, desenvolvidos e testados com objetivo de avaliar a colaboração interprofissional. Dentre os instrumentos destaca-se o Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015), devido a sua pertinência e a possibilidade de avaliar a competência dos profissionais de saúde quanto à colaboração interprofissional. O AITCS II é um instrumento diagnóstico desenvolvido para medir a colaboração interprofissional entre os membros de uma equipe. Consiste de 23 assertivas com características da colaboração interprofissional (como uma equipe trabalha e atua). Os itens da escala representam três dimensões consideradas fundamentais para a prática colaborativa: 1) Parceria – 8 itens; 2) Cooperação – 8 itens; e, 3) Coordenação – 7 itens. Neste contexto, a validação do AITCS II representa um avanço diante da escassez de instrumentos de avaliação da Educação Interprofissional (EIP), aprendizagens compartilhadas e práticas colaborativas disponíveis no Brasil. Dessa forma, os temas centrais desenvolvidos no presente estudo versam sobre a EIP e a prática colaborativa em saúde. Vale ressaltar que na EIP as profissões aprendem conjuntamente sobre o trabalho coletivo e as especificidades de cada área profissional, orientadas para o trabalho colaborativo em equipe interprofissional (OMS, 2010). Para Ellery (2014), a prática colaborativa diz respeito ao trabalho em equipe realizado nos serviços de saúde. Os resultados da aprendizagem na perspectiva da EIP e da prática colaborativa é ter um profissional de saúde colaborativo e preparado para a prática interprofissional (WILLGERODT, 2015; OMS, 2010). Contudo, para que se haja informações sobre o nível de colaboração dentro de ambientes de saúde, requer-se mecanismos para avaliar esta prática. Desse modo, com a notória escassez de estudos brasileiros na investigação de processos relacionados à avaliação da interprofissionalidade, este texto apresenta um recorte da construção de uma tese de doutorado em andamento, a qual possui como uma das etapas a tradução e a adaptação transcultural do Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015). Objetivo: O estudo teve como objetivo realizar a tradução e a adaptação transcultural da versão do Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015) para o português brasileiro. Método: O presente estudo, de caráter metodológico, foi realizado no período de Agosto de 2016 a Outubro de 2017 e percorreu as seguintes etapas: no Processo de Tradução e Validação: Avaliação de equivalências conceitual e de itens; Avaliação da equivalência semântica; Equivalência Operacional; Equivalência de Mensuração. A tradução do inglês para o português e a adaptação transcultural da versão do AITCS II está fundamentada e baseada na d
{"title":"Processo de validação e adaptação transcultural do assessment of interprofessional team collaboration SCALE II (AITCS II)","authors":"Emanuella Pinheiro de Farias Bispo, R. Rossit","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.599","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.599","url":null,"abstract":"Introdução: A construção e validação transcultural de instrumentos é um processo complexo. Nos últimos 30 anos de estudos, diversos instrumentos internacionais foram elaboradas, desenvolvidos e testados com objetivo de avaliar a colaboração interprofissional. Dentre os instrumentos destaca-se o Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015), devido a sua pertinência e a possibilidade de avaliar a competência dos profissionais de saúde quanto à colaboração interprofissional. O AITCS II é um instrumento diagnóstico desenvolvido para medir a colaboração interprofissional entre os membros de uma equipe. Consiste de 23 assertivas com características da colaboração interprofissional (como uma equipe trabalha e atua). Os itens da escala representam três dimensões consideradas fundamentais para a prática colaborativa: 1) Parceria – 8 itens; 2) Cooperação – 8 itens; e, 3) Coordenação – 7 itens. Neste contexto, a validação do AITCS II representa um avanço diante da escassez de instrumentos de avaliação da Educação Interprofissional (EIP), aprendizagens compartilhadas e práticas colaborativas disponíveis no Brasil. Dessa forma, os temas centrais desenvolvidos no presente estudo versam sobre a EIP e a prática colaborativa em saúde. Vale ressaltar que na EIP as profissões aprendem conjuntamente sobre o trabalho coletivo e as especificidades de cada área profissional, orientadas para o trabalho colaborativo em equipe interprofissional (OMS, 2010). Para Ellery (2014), a prática colaborativa diz respeito ao trabalho em equipe realizado nos serviços de saúde. Os resultados da aprendizagem na perspectiva da EIP e da prática colaborativa é ter um profissional de saúde colaborativo e preparado para a prática interprofissional (WILLGERODT, 2015; OMS, 2010). Contudo, para que se haja informações sobre o nível de colaboração dentro de ambientes de saúde, requer-se mecanismos para avaliar esta prática. Desse modo, com a notória escassez de estudos brasileiros na investigação de processos relacionados à avaliação da interprofissionalidade, este texto apresenta um recorte da construção de uma tese de doutorado em andamento, a qual possui como uma das etapas a tradução e a adaptação transcultural do Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015). Objetivo: O estudo teve como objetivo realizar a tradução e a adaptação transcultural da versão do Assessment of Interprofessional Team Collaboration Scale II - AITCS II (ORCHARD, 2015) para o português brasileiro. Método: O presente estudo, de caráter metodológico, foi realizado no período de Agosto de 2016 a Outubro de 2017 e percorreu as seguintes etapas: no Processo de Tradução e Validação: Avaliação de equivalências conceitual e de itens; Avaliação da equivalência semântica; Equivalência Operacional; Equivalência de Mensuração. A tradução do inglês para o português e a adaptação transcultural da versão do AITCS II está fundamentada e baseada na d","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"75 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128679279","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A. Vieira, Nayane Adrielle de Arruda Gomes, Samara de Brito Silva, Michelle Castro da Silva Holanda, L. S. Nascimento
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza uma atenção à saúde considerando o contexto e todos os níveis de atenção para promoção, proteção e recuperação, priorizando o caráter preventivo. Em virtude das transformações no cenário de saúde no Brasil, houve uma reorganização das ações de saúde na atenção básica, inserindo ações de saúde bucal a equipe. Sendo assim os profissionais não devem apenas contribuir para que os usuários adquiram conhecimentos sobre a saúde, mas sim da influência dos cuidados com a mesma sobre a saúde de forma integral. Objetivos: Relatar a experiência da ação educativa interdisciplinar sobre saúde bucal com as crianças e seus familiares usuários da unidade de saúde da família no bairro Santos Dumont, Benevides-PA. Métodos: Trata-se de um relato de experiência vivenciado pela equipe que compõe a unidade de saúde. Esta ação foi pensada em virtude de no acolhimento da demanda assistida uma elevada quantidade de crianças em necessidade de assistência odontológica percebida durante os atendimentos clínicos. Sendo denominada “Venha aprender a cuidar dos primeiros dentinhos”. Participaram da atividade além dos profissionais da unidade (auxiliares administrativos, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde) 26 pessoas, entre crianças e familiares das mesmas. Resultados: Possibilitou o desenvolvimento da prática a partir da interprofissionalidade, com atividades de educação em saúde bucal com as crianças e seus familiares usuários da unidade de saúde, a qual percebeu-se a importância e o impacto que essa conversa educativa proporciona. Haja vista que houve interação de todos durante toda a ação, as crianças e seus responsáveis, além dos próprios profissionais da unidade. Conclusões: É gratificante perceber o trabalho interprofissional determina metodologias motivantes, tornando-se mais proveitoso, pois favorece a criação de vínculo, fortalece a corresponsabilidade e valoriza o autocuidado em saúde de forma integral.
{"title":"As contribuições do trabalho interprofissional no contexto dos serviços de saúde ofertados em uma Unidade de Saúde do município de Benevides no estado do Pará","authors":"A. Vieira, Nayane Adrielle de Arruda Gomes, Samara de Brito Silva, Michelle Castro da Silva Holanda, L. S. Nascimento","doi":"10.14295/jmphc.v8i3.651","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v8i3.651","url":null,"abstract":"Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza uma atenção à saúde considerando o contexto e todos os níveis de atenção para promoção, proteção e recuperação, priorizando o caráter preventivo. Em virtude das transformações no cenário de saúde no Brasil, houve uma reorganização das ações de saúde na atenção básica, inserindo ações de saúde bucal a equipe. Sendo assim os profissionais não devem apenas contribuir para que os usuários adquiram conhecimentos sobre a saúde, mas sim da influência dos cuidados com a mesma sobre a saúde de forma integral. Objetivos: Relatar a experiência da ação educativa interdisciplinar sobre saúde bucal com as crianças e seus familiares usuários da unidade de saúde da família no bairro Santos Dumont, Benevides-PA. Métodos: Trata-se de um relato de experiência vivenciado pela equipe que compõe a unidade de saúde. Esta ação foi pensada em virtude de no acolhimento da demanda assistida uma elevada quantidade de crianças em necessidade de assistência odontológica percebida durante os atendimentos clínicos. Sendo denominada “Venha aprender a cuidar dos primeiros dentinhos”. Participaram da atividade além dos profissionais da unidade (auxiliares administrativos, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde) 26 pessoas, entre crianças e familiares das mesmas. Resultados: Possibilitou o desenvolvimento da prática a partir da interprofissionalidade, com atividades de educação em saúde bucal com as crianças e seus familiares usuários da unidade de saúde, a qual percebeu-se a importância e o impacto que essa conversa educativa proporciona. Haja vista que houve interação de todos durante toda a ação, as crianças e seus responsáveis, além dos próprios profissionais da unidade. Conclusões: É gratificante perceber o trabalho interprofissional determina metodologias motivantes, tornando-se mais proveitoso, pois favorece a criação de vínculo, fortalece a corresponsabilidade e valoriza o autocuidado em saúde de forma integral.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"3 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128358240","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Edson Roberto Arpini Miguel, Letícia Cabrini Girotto, A. Albiero, I. Baretta, P. Donadio
Introdução: A participação de grupos dentro da área da saúde, que tenham origem em cursos de graduação distintos, na prática docente, entende-se que o trabalho conjunto de pessoas de formações diferentes quando realizado com planejamento, objetivos definidos, orientado por competências, torna-se uma importante alternativa para o aprendizado e para a melhor atenção à saúde. Esta atividade de Práticas colaborativas é um o processo pelo qual pessoas em diversos níveis de conhecimento trabalham juntas, em pequenos grupos, com vistas a um objetivo comum. No Curso de Processos Educacionais na Saúde (PES) um espaço de aprendizagem colaborativa com interdependência positiva, responsabilização individual e habilidades interpessoais. Perrenoud utiliza o termo “trabalhar em equipe” quando fala das 10 Novas Competências para Ensinar (2000). Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), Prática Colaborativa na atenção à saúde ocorre quando profissionais de saúde de diferentes áreas prestam serviços com base na integralidade da saúde, envolvendo os pacientes e suas famílias, cuidadores e comunidades para atenção à saúde da mais alta qualidade em todos os níveis da rede de serviços, a partir dos três grandes objetivos definidos pelo PES: (1) a formação de facilitadores, (2) utilização de metodologias ativas de ensino aprendizagem, (3) visando a melhoria da qualidade e segurança de atenção em saúde; Objetivo: descrever as atividades e reflexões produzidas no Curso de Processos Educacionais. Métodos: As reflexões descritas fazem parte da compilação de ações e atividades do referido curso em diálogo com vários autores, monitoradas por portfólio reflexivo, avaliação por pares e auto avaliação, além de avaliação formativa por parte da gestora de aprendizagem do grupo. Resultados/discussão: Basicamente, o trabalho consistiu em três cenários de ensino, em que as atividades sofreram influência direta do PES, aprimorando conhecimentos e ampliando a visão da metodologia até então utilizada. Os cenários foram: 1. Ambulatorial a. Pequenos grupos b. Reconhecendo as fronteiras ou limites de conhecimento e propondo estratégias de ensino como facilitador. c. Apresentando novas formas de avaliação d. Exercitando o feedback 2. Disciplina interprofissional a. Problematização utilizando o Arco de Maguerez b. Portfólio: como avaliação contínua de disciplina. c. Avaliação: sócio afetiva, psicomotora, pares e autoavaliação. 3. Hospitalar a. Revisão de prontuários: como e o que pesquisar, definindo prioridades. b. Comunicação com equipe e familiares c. Briefing e debriefing: com feedback apreciativo aos residentes. O PES proporcionou a possibilidade de discutir com profissionais de outras áreas aimportância de estratégias inovadoras que possam desenvolverprogramas para motivar a força de trabalho de forma ampla com o olhar para o serviço de saúde, conforme suas áreas de atuação. O referencial teórico mais importante quanto à estas práticas é O Marco para Ação em Educação Interprofissi
{"title":"De que adianta aprender se não for para aplicar ou transmitir?","authors":"Edson Roberto Arpini Miguel, Letícia Cabrini Girotto, A. Albiero, I. Baretta, P. Donadio","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.589","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.589","url":null,"abstract":"Introdução: A participação de grupos dentro da área da saúde, que tenham origem em cursos de graduação distintos, na prática docente, entende-se que o trabalho conjunto de pessoas de formações diferentes quando realizado com planejamento, objetivos definidos, orientado por competências, torna-se uma importante alternativa para o aprendizado e para a melhor atenção à saúde. Esta atividade de Práticas colaborativas é um o processo pelo qual pessoas em diversos níveis de conhecimento trabalham juntas, em pequenos grupos, com vistas a um objetivo comum. No Curso de Processos Educacionais na Saúde (PES) um espaço de aprendizagem colaborativa com interdependência positiva, responsabilização individual e habilidades interpessoais. Perrenoud utiliza o termo “trabalhar em equipe” quando fala das 10 Novas Competências para Ensinar (2000). Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), Prática Colaborativa na atenção à saúde ocorre quando profissionais de saúde de diferentes áreas prestam serviços com base na integralidade da saúde, envolvendo os pacientes e suas famílias, cuidadores e comunidades para atenção à saúde da mais alta qualidade em todos os níveis da rede de serviços, a partir dos três grandes objetivos definidos pelo PES: (1) a formação de facilitadores, (2) utilização de metodologias ativas de ensino aprendizagem, (3) visando a melhoria da qualidade e segurança de atenção em saúde; Objetivo: descrever as atividades e reflexões produzidas no Curso de Processos Educacionais. Métodos: As reflexões descritas fazem parte da compilação de ações e atividades do referido curso em diálogo com vários autores, monitoradas por portfólio reflexivo, avaliação por pares e auto avaliação, além de avaliação formativa por parte da gestora de aprendizagem do grupo. Resultados/discussão: Basicamente, o trabalho consistiu em três cenários de ensino, em que as atividades sofreram influência direta do PES, aprimorando conhecimentos e ampliando a visão da metodologia até então utilizada. Os cenários foram: 1. Ambulatorial a. Pequenos grupos b. Reconhecendo as fronteiras ou limites de conhecimento e propondo estratégias de ensino como facilitador. c. Apresentando novas formas de avaliação d. Exercitando o feedback 2. Disciplina interprofissional a. Problematização utilizando o Arco de Maguerez b. Portfólio: como avaliação contínua de disciplina. c. Avaliação: sócio afetiva, psicomotora, pares e autoavaliação. 3. Hospitalar a. Revisão de prontuários: como e o que pesquisar, definindo prioridades. b. Comunicação com equipe e familiares c. Briefing e debriefing: com feedback apreciativo aos residentes. O PES proporcionou a possibilidade de discutir com profissionais de outras áreas aimportância de estratégias inovadoras que possam desenvolverprogramas para motivar a força de trabalho de forma ampla com o olhar para o serviço de saúde, conforme suas áreas de atuação. O referencial teórico mais importante quanto à estas práticas é O Marco para Ação em Educação Interprofissi","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126140961","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Antônio Alves de Souza, J. Silva, A. Raggio, Fabiana Damásio, Sem afiliação.
Introdução: A participação da comunidade foi imprescindível para a criação e o desenvolvimento do SUS. Assegurada na Constituição Federal e sendo diretriz estratégica deste, expressa-se na saúde por meio dos conselhos e conferências de saúde e se configura como importante espaço de formação da Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde, na perspectiva de formar profissionais para o exercício de gestões mais democráticas e participativas. Objetivo: Apresentar a discussão do controle social como campo de prática da Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde. Métodos: Relato da experiência institucional de atores da EFG no processo de construção pedagógica da Residência a partir das atividades desenvolvidas junto aos espaços de controle social. Resultados: Dentre a construção do projeto pedagógico da residência, juntamente com a ESCS foi feita a leitura da importância do Controle Social na formação dos residentes. No primeiro trimestre da residência foram ofertadas a participação em conferências e reuniões dos Conselhos Regionais, Distrital e Nacional, cujos debates tem contribuído para a formação destes demonstrando que são importantes espaços para o amadurecimento e formação dos residentes como gestores de políticas públicas. Conclusões: A construção e gestão de políticas públicas devem ser constituídas em espaços democráticos e participativos e devem orientar todo o processo de formação dos profissionais de saúde residentes.
{"title":"Controle social como cenário de prática da Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde","authors":"Antônio Alves de Souza, J. Silva, A. Raggio, Fabiana Damásio, Sem afiliação.","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.595","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.595","url":null,"abstract":"Introdução: A participação da comunidade foi imprescindível para a criação e o desenvolvimento do SUS. Assegurada na Constituição Federal e sendo diretriz estratégica deste, expressa-se na saúde por meio dos conselhos e conferências de saúde e se configura como importante espaço de formação da Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde, na perspectiva de formar profissionais para o exercício de gestões mais democráticas e participativas. Objetivo: Apresentar a discussão do controle social como campo de prática da Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde. Métodos: Relato da experiência institucional de atores da EFG no processo de construção pedagógica da Residência a partir das atividades desenvolvidas junto aos espaços de controle social. Resultados: Dentre a construção do projeto pedagógico da residência, juntamente com a ESCS foi feita a leitura da importância do Controle Social na formação dos residentes. No primeiro trimestre da residência foram ofertadas a participação em conferências e reuniões dos Conselhos Regionais, Distrital e Nacional, cujos debates tem contribuído para a formação destes demonstrando que são importantes espaços para o amadurecimento e formação dos residentes como gestores de políticas públicas. Conclusões: A construção e gestão de políticas públicas devem ser constituídas em espaços democráticos e participativos e devem orientar todo o processo de formação dos profissionais de saúde residentes.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125861885","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}