P. Ribeiro, W. Firmo, Mércia Helena Salgado Leite de Sousa, Ivan Abreu Figueiredo, M. A. Pacheco
Tendo em vista os grandes desafios do SUS, sobretudo em contextos de crises, a formação de seus profissionais passa a ser tema de mais alta relevância. Nesse sentido, a preceptoria é uma atividade essencial para a formação de profissionais de saúde e tem cada vez mais ocupado papel de destaque nas discussões acadêmicas, desta maneira, as práticas de preceptoria dos profissionais da Atenção Básica devem se tornar alvo da atenção dos centros formadores dos profissionais de saúde. O objetivo do trabalho foi analisar o perfil dos profissionais de saúde das Unidades Básicas do município de São Luís (MA) que exercem a prática de preceptoria na Atenção Básica e avaliar a percepção destes profissionais sobre sua prática de preceptoria e possíveis contribuições no processo de formação. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, descritiva, de natureza analítica. Os sujeitos envolvidos no estudo foram profissionais de saúde das Unidades Básicas que exercem ou já exerceram atividades de preceptoria há no mínimo 1 ano. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e pela aplicação de questionário sociodemográfico. A análise de dados ocorreu a partir das entrevistas e questionários, sendo utilizado o critério de saturação temática. Foi possível identificar a percepção dos preceptores sobre sua prática apontando para um modelo de professor fora dos muros da escola e a importância da Atenção Básica como cenário de transformação e formação diferenciada dos futuros profissionais de saúde. A presença do estudante significa para o preceptor um estímulo ao seu próprio crescimento profissional. Foi possível também identificar a importância da Atenção Básica como cenário de formação e transformação para os futuros profissionais da área de saúde, demonstrando estar de acordo com o que é proposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em saúde.
鉴于单一卫生系统面临的巨大挑战,特别是在危机背景下,其专业人员的培训成为一个高度相关的主题。preceptoria是必不可少的活动,培训卫生专业人员和日益繁忙的角色讨论学术,像这样,preceptoria实践的专业的注意应该成为目标的基本卫生专业人员培训中心。本研究的目的是分析sao luis (MA)基本单位在初级保健中从事指导实践的卫生专业人员的概况,并评估这些专业人员对其指导实践的看法以及对培训过程的可能贡献。它是一种定性的、探索性的、描述性的、分析性的研究。参与研究的对象是从事或已经从事指导活动至少1年的基础单位的卫生专业人员。数据收集是通过半结构化访谈和社会人口学问卷进行的。数据分析采用访谈和问卷调查的方式,采用主题饱和标准。有可能确定导师对其实践的看法,指出学校外的教师模式,以及初级保健作为转型情景和对未来保健专业人员进行差异化培训的重要性。学生的出现对导师来说是一种职业发展的刺激。还可以确定初级保健作为未来保健专业人员培训和转型方案的重要性,表明这符合国家保健本科课程指导方针中提出的建议。
{"title":"Os profissionais de saúde e a prática de preceptoria na atenção básica","authors":"P. Ribeiro, W. Firmo, Mércia Helena Salgado Leite de Sousa, Ivan Abreu Figueiredo, M. A. Pacheco","doi":"10.14295/jmphc.v12.977","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v12.977","url":null,"abstract":"Tendo em vista os grandes desafios do SUS, sobretudo em contextos de crises, a formação de seus profissionais passa a ser tema de mais alta relevância. Nesse sentido, a preceptoria é uma atividade essencial para a formação de profissionais de saúde e tem cada vez mais ocupado papel de destaque nas discussões acadêmicas, desta maneira, as práticas de preceptoria dos profissionais da Atenção Básica devem se tornar alvo da atenção dos centros formadores dos profissionais de saúde. O objetivo do trabalho foi analisar o perfil dos profissionais de saúde das Unidades Básicas do município de São Luís (MA) que exercem a prática de preceptoria na Atenção Básica e avaliar a percepção destes profissionais sobre sua prática de preceptoria e possíveis contribuições no processo de formação. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, descritiva, de natureza analítica. Os sujeitos envolvidos no estudo foram profissionais de saúde das Unidades Básicas que exercem ou já exerceram atividades de preceptoria há no mínimo 1 ano. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e pela aplicação de questionário sociodemográfico. A análise de dados ocorreu a partir das entrevistas e questionários, sendo utilizado o critério de saturação temática. Foi possível identificar a percepção dos preceptores sobre sua prática apontando para um modelo de professor fora dos muros da escola e a importância da Atenção Básica como cenário de transformação e formação diferenciada dos futuros profissionais de saúde. A presença do estudante significa para o preceptor um estímulo ao seu próprio crescimento profissional. Foi possível também identificar a importância da Atenção Básica como cenário de formação e transformação para os futuros profissionais da área de saúde, demonstrando estar de acordo com o que é proposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em saúde.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"107 Pt 2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129120319","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
R. Rodrigues, Gilson Fernandes da Silva, Solange Conterno, C. Viera, Lourdes Missio
A educação e a saúde se encontram no ambiente escolar para desenvolver ações de saúde, as quais precisam acontecer orientadas pelo conceito ampliado de saúde. Desde 2007, este encontro é guiado pelo Programa Saúde na Escola, pela primeira vez articulando oficialmente ações de saúde e educação no território nacional. O objetivo foi identificar como estão sendo desenvolvidas as ações dos componentes I, II e III do Programa Saúde na Escola. Trata-se de estudo exploratório através de pesquisa documental com dados referentes a cinco municípios da região Oeste do Paraná acessados em Portarias e no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle, distribuídos em frequências e analisados a luz da literatura pertinente. Os municípios pactuaram expressivamente ações no componente I, destacando-se as ações assistenciais. No componente II pactuaram as ações de promoção da segurança alimentar e alimentação saudável, bem como as de prevenção nas escolas: direito sexual e reprodutivo e prevenção de DST/AIDS. As atividades do componente III foram as menos pactuadas e realizadas, especialmente nos municípios menores. A implantação do PSE nos municípios estudados precisa ser fortalecida requerendo organização institucional para o desenvolvimento dos componentes previstos.
{"title":"Implantação dos componentes I, II e III do Programa Saúde na Escola","authors":"R. Rodrigues, Gilson Fernandes da Silva, Solange Conterno, C. Viera, Lourdes Missio","doi":"10.14295/jmphc.v12.976","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v12.976","url":null,"abstract":"A educação e a saúde se encontram no ambiente escolar para desenvolver ações de saúde, as quais precisam acontecer orientadas pelo conceito ampliado de saúde. Desde 2007, este encontro é guiado pelo Programa Saúde na Escola, pela primeira vez articulando oficialmente ações de saúde e educação no território nacional. O objetivo foi identificar como estão sendo desenvolvidas as ações dos componentes I, II e III do Programa Saúde na Escola. Trata-se de estudo exploratório através de pesquisa documental com dados referentes a cinco municípios da região Oeste do Paraná acessados em Portarias e no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle, distribuídos em frequências e analisados a luz da literatura pertinente. Os municípios pactuaram expressivamente ações no componente I, destacando-se as ações assistenciais. No componente II pactuaram as ações de promoção da segurança alimentar e alimentação saudável, bem como as de prevenção nas escolas: direito sexual e reprodutivo e prevenção de DST/AIDS. As atividades do componente III foram as menos pactuadas e realizadas, especialmente nos municípios menores. A implantação do PSE nos municípios estudados precisa ser fortalecida requerendo organização institucional para o desenvolvimento dos componentes previstos.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"158 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-06-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123284898","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.931
Gabriel Ogata, Á. Mendes
Os sistemas de saúde rotineiramente enfrentam dificuldades por conta da escassez de recursos. Como poucos setores, novas tecnologias surgem com preço superior a anterior e enfrentando também uma expectativa de vida crescente. Essas tecnologias são sempre somadas e dificilmente substituídas, gerando um acumulo de custos. Assim o gestor enfrenta grandes desafios à medida que é obrigado a lidar com a qualidade da entrega dos serviços de saúde frente de recursos limitados. Para alcançar melhor eficiência na gestão e melhora na performance, há a necessidade de alinhar interesses e objetivos junto a todos os atores envolvidos nos sistemas de saúde público e privado visando sempre engajá-los a novas ideias e também compreender suas dores proporcionando soluções inovadoras que também contemplem a melhora na qualidade de vida do paciente bem como acesso ao tratamento. Ao analisar o sistema de saúde observa-se que há vários conflitos de interesses entre os envolvidos, desta maneira a teoria de saúde baseada em valor defende que a geração de valor centrada no paciente irá recompensar todos estes atores caso atinjam melhorara na qualidade de entrega a partir da mensuração de desfechos clínicos e econômicos, trazendo assim um maior nível de detalhe na protocolização do cuidado da jornada do paciente. Desta maneira podemos considerar que o conceito de Saúde Baseada em Valor avalia tecnologias em saúde (produtos ou procedimentos), mensurando desfechos em saúde (clínicos) atingidos por unidades monetárias (econômicos) despendidas resultando em uma métrica de custo-efetividade, esta utilizada por órgãos globais de avaliação de tecnologia em saúde. Sendo assim quanto maior o coeficiente atingido, maior o valor criado para o paciente e desta maneira recompensa-se não só a qualidade de vida do paciente, mas também o sistema de saúde como um todo3. Ao apresentar esta teoria o autor reforça que para se alcançar melhor qualidade do serviço em um determinado setor é necessário incentivar a competitividade. Sendo assim, a Value Based Health Care ao buscar estabelecer a relação entre desfechos e custos produzindo “valor” os provedores, planos de saúde e fornecedores que atingirem excelência irão ser recompensados com mais negócios enquanto os que fracassarem terão uma demanda inversamente proporcional4. A aplicabilidade do Value Based Health Care se dá a partir de ferramentas denominadas contratos inovadores ou contratos baseados em valor. Os contratos inovadores contemplam estratégias para aquisição de produtos que não são baseadas no volume de venda, mas sim no coeficiente clínico econômico, podendo ter metas previamente acordadas para determinada patologia e sua respectiva população e contemplando gerenciamento de risco e recompensa para ambos os envolvidos. Em pesquisa aplicada no Partnership Forum on Advancing Value-Based Contracting in Arlington, Virginia, no ano de 2017 se chegou no consenso para contratos inovadores como “um acordo contratual escrito no qual as
方法:本研究是一篇文献综述,涉及与创新合同模式相关的问题,以寻求基于普遍卫生系统临床和经济结果的谈判解决方案。在PUBMED数据库中进行搜索,从漏斗技术开始,结合与主题相关的几个描述符,并使用必要的语法来优化搜索。主题的句法构成来自于对三个感兴趣的主题极点的理解,从研究问题中确定:A)契约模式;b)支付和c)全民卫生系统。结束语:接电话的要求主要是搜索(1)和(2)和(3)超过61个研究最终确定其语法((((((付款)或“价值网络支付方式)或在医疗支付模型”)或“支付每表演”)和((((合同)或“管理服务组织”)或“服务合同”)或“风险特色”)和((((“交付Health Care)或" Public Health Care)或“全民医保”)或“公共卫生保健交付”)。由于这是一个非常当代的主题,搜索结果都来自国际普遍系统。
{"title":"Modelos de contratos inovadores de pagamentos aplicados em sistemas de saúde universais","authors":"Gabriel Ogata, Á. Mendes","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.931","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.931","url":null,"abstract":"Os sistemas de saúde rotineiramente enfrentam dificuldades por conta da escassez de recursos. Como poucos setores, novas tecnologias surgem com preço superior a anterior e enfrentando também uma expectativa de vida crescente. Essas tecnologias são sempre somadas e dificilmente substituídas, gerando um acumulo de custos. Assim o gestor enfrenta grandes desafios à medida que é obrigado a lidar com a qualidade da entrega dos serviços de saúde frente de recursos limitados. Para alcançar melhor eficiência na gestão e melhora na performance, há a necessidade de alinhar interesses e objetivos junto a todos os atores envolvidos nos sistemas de saúde público e privado visando sempre engajá-los a novas ideias e também compreender suas dores proporcionando soluções inovadoras que também contemplem a melhora na qualidade de vida do paciente bem como acesso ao tratamento. Ao analisar o sistema de saúde observa-se que há vários conflitos de interesses entre os envolvidos, desta maneira a teoria de saúde baseada em valor defende que a geração de valor centrada no paciente irá recompensar todos estes atores caso atinjam melhorara na qualidade de entrega a partir da mensuração de desfechos clínicos e econômicos, trazendo assim um maior nível de detalhe na protocolização do cuidado da jornada do paciente. Desta maneira podemos considerar que o conceito de Saúde Baseada em Valor avalia tecnologias em saúde (produtos ou procedimentos), mensurando desfechos em saúde (clínicos) atingidos por unidades monetárias (econômicos) despendidas resultando em uma métrica de custo-efetividade, esta utilizada por órgãos globais de avaliação de tecnologia em saúde. Sendo assim quanto maior o coeficiente atingido, maior o valor criado para o paciente e desta maneira recompensa-se não só a qualidade de vida do paciente, mas também o sistema de saúde como um todo3. Ao apresentar esta teoria o autor reforça que para se alcançar melhor qualidade do serviço em um determinado setor é necessário incentivar a competitividade. Sendo assim, a Value Based Health Care ao buscar estabelecer a relação entre desfechos e custos produzindo “valor” os provedores, planos de saúde e fornecedores que atingirem excelência irão ser recompensados com mais negócios enquanto os que fracassarem terão uma demanda inversamente proporcional4. A aplicabilidade do Value Based Health Care se dá a partir de ferramentas denominadas contratos inovadores ou contratos baseados em valor. Os contratos inovadores contemplam estratégias para aquisição de produtos que não são baseadas no volume de venda, mas sim no coeficiente clínico econômico, podendo ter metas previamente acordadas para determinada patologia e sua respectiva população e contemplando gerenciamento de risco e recompensa para ambos os envolvidos. Em pesquisa aplicada no Partnership Forum on Advancing Value-Based Contracting in Arlington, Virginia, no ano de 2017 se chegou no consenso para contratos inovadores como “um acordo contratual escrito no qual as ","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"46 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129154722","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.797
Evelyn Lepka de Lima, M. Caseiro, Marcela Maria carvalho Pontes
Ao longo do século XX, o Brasil sofreu intensas modificações dos níveis de mortalidade e natalidade, resultantes da velocidade em que sucederam as transições demográfica e epidemiológica no país. Diferentemente do processo vivenciado pela Europa Ocidental e América do Norte, no Brasil, o descenso dos níveis de mortalidade e fecundidade ocorreu tardiamente, porém de maneira mais veloz. Ademais, a transição epidemiológica se deu na medida em que ocorreram transformações na estrutura de causas de morte. Por meio do desenvolvimento socioeconômico, avanços na escolaridade e renda, assim como na importação de conhecimento, tecnologia e ampliação do sistema público de saúde e de saneamento básico, houve uma substituição na ordem de importância das doenças. De infecto-parasitárias que atingia, sobretudo, jovens, pelas crônicas não-transmissíveis, incidentes nas idades mais velhas. No entanto, a melhor situação de saúde delineada pelos indicadores de mortalidade não se refletiu uniformemente em todas as regiões do país. Desigualdades socioeconômicas que assolam a sociedade brasileira são também responsáveis pelo fato de que regiões, estados e classes sociais se encontrem em momentos e fases distintas da transição demográfica e epidemiológica convivendo-se, ainda hoje, com mazelas -incluindo as doenças- geradas pelos estágios tanto atrasados, quanto avançados das transições. Esses altos níveis de interação entre doenças decorrentes de exposição aos riscos tradicionais (ausência de saneamento básico, poluição intradomiciliar e desnutrição) e aos riscos modernos (poluição industrial e violência) terá, como segmento mais vulnerável, as populações mais empobrecidas. Esses riscos, por sua vez, se originam das condições heterogêneas de existência e de acesso a bens e serviços, inclusive os de saúde. Por consequência, o excedente de doenças provocado pelas desigualdades em saúde poderia acarretar nos grupos mais vulneráveis mortalidade precoce, sobrecarga de determinados procedimentos médicos, maiores demandas de serviços sociais e redução da possibilidade de ascensão social. Ou seja, numa determinada sociedade territorializada, a expressão de diferenciais no risco de adoecer ou morrer. Estudos epidemiológicos realizados pelo mundo constam diferentes perfis de causas de óbito e riscos de mortalidade segundo características socioeconômicas de grupos populacionais, mostrando que a diminuição da mortalidade não atinge a população de modo generalizado. Muitos deles têm procurado contribuir no debate quanto ao desvelamento das associações existentes entre desigualdades socioeconômicas e desigualdades em saúde. O Black Report, estudo epidemiológico realizado na Inglaterra em 1982, aponta que os riscos de morte de trabalhadores manuais são maiores que os dos trabalhadores não-manuais, apesar da universalidade da atenção à saúde na Grã-Bretanha. Além do mais, evidencia haver uma tendência de distanciamento nos riscos de morte entre classes sociais. O interesse pela produ
{"title":"Diferença da média de idade ao morrer, entre moradores das diferentes classes sociais do município de Santos, 2009 –2010","authors":"Evelyn Lepka de Lima, M. Caseiro, Marcela Maria carvalho Pontes","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.797","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.797","url":null,"abstract":"Ao longo do século XX, o Brasil sofreu intensas modificações dos níveis de mortalidade e natalidade, resultantes da velocidade em que sucederam as transições demográfica e epidemiológica no país. Diferentemente do processo vivenciado pela Europa Ocidental e América do Norte, no Brasil, o descenso dos níveis de mortalidade e fecundidade ocorreu tardiamente, porém de maneira mais veloz. Ademais, a transição epidemiológica se deu na medida em que ocorreram transformações na estrutura de causas de morte. Por meio do desenvolvimento socioeconômico, avanços na escolaridade e renda, assim como na importação de conhecimento, tecnologia e ampliação do sistema público de saúde e de saneamento básico, houve uma substituição na ordem de importância das doenças. De infecto-parasitárias que atingia, sobretudo, jovens, pelas crônicas não-transmissíveis, incidentes nas idades mais velhas. No entanto, a melhor situação de saúde delineada pelos indicadores de mortalidade não se refletiu uniformemente em todas as regiões do país. Desigualdades socioeconômicas que assolam a sociedade brasileira são também responsáveis pelo fato de que regiões, estados e classes sociais se encontrem em momentos e fases distintas da transição demográfica e epidemiológica convivendo-se, ainda hoje, com mazelas -incluindo as doenças- geradas pelos estágios tanto atrasados, quanto avançados das transições. Esses altos níveis de interação entre doenças decorrentes de exposição aos riscos tradicionais (ausência de saneamento básico, poluição intradomiciliar e desnutrição) e aos riscos modernos (poluição industrial e violência) terá, como segmento mais vulnerável, as populações mais empobrecidas. Esses riscos, por sua vez, se originam das condições heterogêneas de existência e de acesso a bens e serviços, inclusive os de saúde. Por consequência, o excedente de doenças provocado pelas desigualdades em saúde poderia acarretar nos grupos mais vulneráveis mortalidade precoce, sobrecarga de determinados procedimentos médicos, maiores demandas de serviços sociais e redução da possibilidade de ascensão social. Ou seja, numa determinada sociedade territorializada, a expressão de diferenciais no risco de adoecer ou morrer. Estudos epidemiológicos realizados pelo mundo constam diferentes perfis de causas de óbito e riscos de mortalidade segundo características socioeconômicas de grupos populacionais, mostrando que a diminuição da mortalidade não atinge a população de modo generalizado. Muitos deles têm procurado contribuir no debate quanto ao desvelamento das associações existentes entre desigualdades socioeconômicas e desigualdades em saúde. O Black Report, estudo epidemiológico realizado na Inglaterra em 1982, aponta que os riscos de morte de trabalhadores manuais são maiores que os dos trabalhadores não-manuais, apesar da universalidade da atenção à saúde na Grã-Bretanha. Além do mais, evidencia haver uma tendência de distanciamento nos riscos de morte entre classes sociais. O interesse pela produ","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"312 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122318560","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.777
Felipe Galvão Machado, Leonardo Carnut
O ensino dos conceitos de ‘necessidade em saúde’, ‘eficiência’ e ‘equidade em saúde’ é um desafio para os que se dedicam à docência dos conteúdos das ciências econômicas no âmbito das formações na área da saúde. Não raro, a polissemia dos termos e suas ancoragens epistemológicas, assim como a variabilidade descrita por diversos autores na literatura científica, dificultam a clareza analítica necessária sobre estes conceitos. Nesse sentido, é comum os estudantes que se dedicam a estudar a área da economia da saúde terem uma visão parcelar (eminentemente neoclássica) destes conceitos devido a hegemonia deste enfoque do pensamento econômico na saúde nos últimos anos. Quando essa visão hegemônica não coloniza o pensamento econômico a ser ministrado em sala de aula, o que acontece com frequência é emergência sobre a dúvida em qual conceito repousar a análise decorrente da vasta diversidade e imprecisão que os termos detêm devido ao amplo dissenso sobre eles. Em termos genéricos, pode-se dizer as necessidades em saúde é conceito multidimensional que depende do sistema institucional-administrativo e sua orientação a satisfazê-las na população. Em adição, destaca-se a importância de se repensar a organização do processo de trabalho, gestão, planejamento e construção de novos saberes e práticas em saúde, com o objetivo tornar a atenção mais humanizada traduzindo as necessidades de saúde do usuário em uma oferta de serviço, de acesso à tecnologia e de asseguramento de uma vida salubre. No que se refere ao conceito de eficiência, o seu uso desvinculado de um qualificador que lhe dê sentido, torna o debate na área totalmente estéril. Quando se trata da aplicação do conceito de eficiência, especialmente em sistemas de saúde universal como é o caso do Sistema Único de Saúde (SUS), faz-se primordial a conjunção entre, no mínimo, três tipos de eficiência: econômica, administrativa e jurídica. Esta articulação se refere aos elementos centrais que garantam a eficiência em seu amplo aspecto conduzindo a um sistema de saúde que assegure as necessidades de forma devidamente ajustada à demanda. No que se refere ao conceito de equidade em saúde, o problema se repete. Equidade em saúde em seu sentido original, em termos marxianos, significa “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”, entretanto com o avanço da teoria da justiça de John Rawls (‘justiça como equidade’) a perspectiva liberal de equidade foi sendo cunhada tornando o conceito próximo à ideia de ‘focalização’. Isto alcançou seu auge quando o Banco Mundial em 2006 editou as recomendações para os sistemas de saúde latino-americanos promovendo absorção desta significação do conceito de equidade de forma pouco crítica pela corrente neodesenvolvimentista que, em termos gerais domina o pensamento econômico na saúde coletiva atualmente. É neste cenário em que a clareza sobre estes conceitos torna o ensino da economia da saúde um desafio a ser compreendido e estudado para que o debate
{"title":"Ensino de ‘necessidade, eficiência e equidade em saúde’: a percepção de especializandos sobre o significado destes conteúdos","authors":"Felipe Galvão Machado, Leonardo Carnut","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.777","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.777","url":null,"abstract":"O ensino dos conceitos de ‘necessidade em saúde’, ‘eficiência’ e ‘equidade em saúde’ é um desafio para os que se dedicam à docência dos conteúdos das ciências econômicas no âmbito das formações na área da saúde. Não raro, a polissemia dos termos e suas ancoragens epistemológicas, assim como a variabilidade descrita por diversos autores na literatura científica, dificultam a clareza analítica necessária sobre estes conceitos. Nesse sentido, é comum os estudantes que se dedicam a estudar a área da economia da saúde terem uma visão parcelar (eminentemente neoclássica) destes conceitos devido a hegemonia deste enfoque do pensamento econômico na saúde nos últimos anos. Quando essa visão hegemônica não coloniza o pensamento econômico a ser ministrado em sala de aula, o que acontece com frequência é emergência sobre a dúvida em qual conceito repousar a análise decorrente da vasta diversidade e imprecisão que os termos detêm devido ao amplo dissenso sobre eles. Em termos genéricos, pode-se dizer as necessidades em saúde é conceito multidimensional que depende do sistema institucional-administrativo e sua orientação a satisfazê-las na população. Em adição, destaca-se a importância de se repensar a organização do processo de trabalho, gestão, planejamento e construção de novos saberes e práticas em saúde, com o objetivo tornar a atenção mais humanizada traduzindo as necessidades de saúde do usuário em uma oferta de serviço, de acesso à tecnologia e de asseguramento de uma vida salubre. No que se refere ao conceito de eficiência, o seu uso desvinculado de um qualificador que lhe dê sentido, torna o debate na área totalmente estéril. Quando se trata da aplicação do conceito de eficiência, especialmente em sistemas de saúde universal como é o caso do Sistema Único de Saúde (SUS), faz-se primordial a conjunção entre, no mínimo, três tipos de eficiência: econômica, administrativa e jurídica. Esta articulação se refere aos elementos centrais que garantam a eficiência em seu amplo aspecto conduzindo a um sistema de saúde que assegure as necessidades de forma devidamente ajustada à demanda. No que se refere ao conceito de equidade em saúde, o problema se repete. Equidade em saúde em seu sentido original, em termos marxianos, significa “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”, entretanto com o avanço da teoria da justiça de John Rawls (‘justiça como equidade’) a perspectiva liberal de equidade foi sendo cunhada tornando o conceito próximo à ideia de ‘focalização’. Isto alcançou seu auge quando o Banco Mundial em 2006 editou as recomendações para os sistemas de saúde latino-americanos promovendo absorção desta significação do conceito de equidade de forma pouco crítica pela corrente neodesenvolvimentista que, em termos gerais domina o pensamento econômico na saúde coletiva atualmente. É neste cenário em que a clareza sobre estes conceitos torna o ensino da economia da saúde um desafio a ser compreendido e estudado para que o debate ","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127495557","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.773
Danilo Carvalho Oliveira, Claudia Marques Canabrava, A. Padilha, A. P. Filho
A judicialização em saúde pode ser definida como um novo papel exercido pelo Poder Judiciário na prerrogativa de assegurar o direito à saúde, previsto na Constituição Federal (CF) de 1988, de forma individualizada, e, limitando-o conceitualmente à racionalidade de acesso a um procedimento ou recurso de saúde e sob penalidade econômica ou privativa de liberdade ao gestor responsável pelo serviço. Na prática, a judicialização tem se traduzido como a garantia de acesso a bens e serviços que não são providos no Sistema Único de Saúde (SUS), por intermédio do recurso de ações judiciais e sob penalidade econômica ou privativa de liberdade ao gestor responsável pelo serviço. Objetivos: Analisar o processo de judicialização e identificar os medicamentos de maior impacto financeiro no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - HCFMRP da Universidade de São Paulo – USP. Metodologia: Trata-se de um estudo documental, de abordagem quantitativa, descritivo e retrospectivo, às demandas judiciais individuais em saúde relacionadas ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto –HCFRMP. Foram estudados os processos observando a frequência e impacto financeiro no período de 2014, primeiro semestre de 2015 e primeiro de 2016. A fonte utilizada para a referida pesquisa foi o banco de dados das ações judiciais e de relatórios administrativos, coletados na Consultoria Jurídica do HCFMRP. Resultados: No ano de 2014 o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto registrou um número de 660 processos que totalizaram R$ 2.950.648,95, enquanto até 27/06/2015 ocorreram 302 processos, que somaram R$ 1.009.665,67. No ano de 2016 as ações com demanda judiciais de materiais e medicamentos até o mês de junho somaram R$ 1.203.426,40.Dos 297 fármacos judicializados em 2014, o Ranibizunabe e Rituximabe responderam por 29% do valor total judicializado. Entre janeiro e junho de 2015 foram judicializados 160 medicamentos sendo os de maior custo: Ledipasvir + Sofosbuvir, Alentuzumabe,Ipilimumabe, Abiraterone, Ranibizumabe, Rituximabe,Teriflunomida. No primeiro semestre de 2016 os medicamentos judicializados de maior impacto financeiro foram Ipilimumabe, bortezomide, trastuzumabe, infliximabe, ranizumabe, doxorrubicina, aflibercepte, Omalizumabe. A partir dos resultados obtidos podemos observar o fenômeno da curva ABC onde os 10 medicamentos de maior impacto financeiro correspondem a 67% do gasto total com medicamentos no ano 2014, representam 77% da judicialização de medicamentos no período de janeiro a junho de 2015 e 45% do valor total gasto com medicamentos e materiais no primeiro semestre do ano de 2016.Entre os medicamentos com maior valor total de concessão, tanto em 2014 ,2015 e 2016, destacam-se os agentes quimioterápicos utilizados em Oncologia, medicamento para tratamento de distúrbios da retina, antibióticos e antivirais, bem como alguns tipos especiais de vacinas. Entretanto não são apenas medicamentos de alto custo que figuram nos pro
健康judicialização可以被定义为一个新角色由司法机关在行使特权,确保预测的健康权,在1988年联邦宪法(CF)的反应,在概念上和限制他理性的程序或访问资源的健康和经济处罚或保管的服务经理负责的。在实践中,司法化被翻译为保证获得统一卫生系统(SUS)没有提供的商品和服务,通过诉诸法律行动,并对负责服务的经理处以经济处罚或剥夺自由。目的:分析合法化的过程,并确定在医院das clinicas da Faculdade de Medicina de ribeirao Preto - HCFMRP da Universidade de sao Paulo - USP对经济影响最大的药物。方法:这是一项文献研究,采用定量、描述性和回顾性的方法,对ribeirao Preto - HCFRMP医学院das clinicas医院相关的个人健康诉讼进行研究。我们研究了2014年、2015年上半年和2016年上半年观察频率和财务影响的过程。本研究使用的资料来源是在HCFMRP法律咨询中收集的诉讼和行政报告数据库。结果:2014年,医院das clinicas de ribeirao Preto注册了660例病例,总计2,950,648.95雷亚尔,而截至2015年6月27日,有302例病例,总计1,009,665.67雷亚尔。2016年,截至6月的材料和药品诉讼总额为1,203,426.40雷亚尔。在2014年检控的297种药物中,雷尼比单抗和利妥昔单抗占检控总价值的29%。2015年1月至6月,160种药物被起诉,其中成本最高的有:Ledipasvir + Sofosbuvir, Alentuzumabe,Ipilimumabe, Abiraterone, Ranibizumabe, Rituximabe, teriflunomide。2016年上半年,对经济影响最大的司法药品为伊匹利单抗、硼替佐胺、曲妥珠单抗、英夫利昔单抗、拉尼单抗、阿霉素、阿立哌西普、奥玛珠单抗。从结果可以观察到的现象曲线ABC在十药的金融影响力和药物在2014年消费总额的67%,占77%的judicialização药物在2015年1月至6月期间,总价值的45%花费在药品和材料在2016年的第一学期。在2014年、2015年和2016年赠款总额最高的药物中,肿瘤化疗药物、视网膜疾病治疗药物、抗生素和抗病毒药物以及一些特殊类型的疫苗尤为突出。然而,在HCFMRP的诉讼程序中出现的不仅是高成本的药物,还有一些与非常广泛的药物有关的诉讼程序,这些药物的成本相对较低,而且是定期开的。2014年,检控数量最多的项目是小苏打724个,卡马西平368个,奥美拉唑360个。2015年,左旋多巴+苯谢拉嗪的处方数量为598张,地西泮的处方数量为30张。这一事实表明了司法化现象的复杂性,因为上述司法化药物已在《国家基本健康药物关系》中列出,并在市、州和联邦政府的方案中免费分发。面前,暴露了在医院的研究成为这个主题的关税管理采取了一系列行政措施不仅在医院内部,也与演员组成的网络关注健康(市卫生部长,国家卫生部门布鲁克黑与da)提出的角度对主题论坛永久联合采取的措施的职业健康管理人员,依照司法系统用户的权利,但在预算限制的限制。从司法程序不损害HCFMRP的援助概况以及该机构的教学、研究和管理活动的角度来看,这对区域卫生保健网络13 (Araraquara、Barretos、Franca和ribeirao Preto)非常重要。结论:2014年HCFMRP药品诉讼成本在2015年上半年为295万雷亚尔,2016年上半年估计为101万雷亚尔,诉讼总额为120万雷亚尔。 在研究期间,肿瘤治疗药物的影响最大,其次是视网膜疾病治疗药物、抗生素和抗病毒药物,以及一些特殊类型的疫苗。关于ANVISA在HCFMRP中对经济影响最大的药物的注册,只有Ledipasvir + Sofosbuvir没有在ANVISA中注册。关于CONITEC的药物合并,四种药物被合并到SUS中(英夫利昔单抗、阿达木单抗、曲妥苏单抗、特利氟米特),一种药物被批准合并,但卫生部没有最终决定(利妥昔单抗),其他药物被建议不合并或未被CONITEC评估。即使FMRP采取了所有的行政措施,也没有观察到诉讼数量的减少,也没有观察到每月25万至30万之间的财务价值的减少,可以观察到的只是司法化药物的情况发生了很小的变化。DECS:健康司法化;健康权;卫生政策。
{"title":"Processo de judicialização em hospital terciário do estado de São Paulo.","authors":"Danilo Carvalho Oliveira, Claudia Marques Canabrava, A. Padilha, A. P. Filho","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.773","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.773","url":null,"abstract":"A judicialização em saúde pode ser definida como um novo papel exercido pelo Poder Judiciário na prerrogativa de assegurar o direito à saúde, previsto na Constituição Federal (CF) de 1988, de forma individualizada, e, limitando-o conceitualmente à racionalidade de acesso a um procedimento ou recurso de saúde e sob penalidade econômica ou privativa de liberdade ao gestor responsável pelo serviço. Na prática, a judicialização tem se traduzido como a garantia de acesso a bens e serviços que não são providos no Sistema Único de Saúde (SUS), por intermédio do recurso de ações judiciais e sob penalidade econômica ou privativa de liberdade ao gestor responsável pelo serviço. Objetivos: Analisar o processo de judicialização e identificar os medicamentos de maior impacto financeiro no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - HCFMRP da Universidade de São Paulo – USP. Metodologia: Trata-se de um estudo documental, de abordagem quantitativa, descritivo e retrospectivo, às demandas judiciais individuais em saúde relacionadas ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto –HCFRMP. Foram estudados os processos observando a frequência e impacto financeiro no período de 2014, primeiro semestre de 2015 e primeiro de 2016. A fonte utilizada para a referida pesquisa foi o banco de dados das ações judiciais e de relatórios administrativos, coletados na Consultoria Jurídica do HCFMRP. Resultados: No ano de 2014 o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto registrou um número de 660 processos que totalizaram R$ 2.950.648,95, enquanto até 27/06/2015 ocorreram 302 processos, que somaram R$ 1.009.665,67. No ano de 2016 as ações com demanda judiciais de materiais e medicamentos até o mês de junho somaram R$ 1.203.426,40.Dos 297 fármacos judicializados em 2014, o Ranibizunabe e Rituximabe responderam por 29% do valor total judicializado. Entre janeiro e junho de 2015 foram judicializados 160 medicamentos sendo os de maior custo: Ledipasvir + Sofosbuvir, Alentuzumabe,Ipilimumabe, Abiraterone, Ranibizumabe, Rituximabe,Teriflunomida. No primeiro semestre de 2016 os medicamentos judicializados de maior impacto financeiro foram Ipilimumabe, bortezomide, trastuzumabe, infliximabe, ranizumabe, doxorrubicina, aflibercepte, Omalizumabe. A partir dos resultados obtidos podemos observar o fenômeno da curva ABC onde os 10 medicamentos de maior impacto financeiro correspondem a 67% do gasto total com medicamentos no ano 2014, representam 77% da judicialização de medicamentos no período de janeiro a junho de 2015 e 45% do valor total gasto com medicamentos e materiais no primeiro semestre do ano de 2016.Entre os medicamentos com maior valor total de concessão, tanto em 2014 ,2015 e 2016, destacam-se os agentes quimioterápicos utilizados em Oncologia, medicamento para tratamento de distúrbios da retina, antibióticos e antivirais, bem como alguns tipos especiais de vacinas. Entretanto não são apenas medicamentos de alto custo que figuram nos pro","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128076720","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.761
Milton Aparecido Souza Júnior, Á. Mendes
Identificar a descrição na literatura nacional dos efeitos das políticas econômicas restritivas adotadas pelo Brasil, especialmente a partir de 2015, sobre os principais indicadores das condições de saúde dos brasileiros. Revisão narrativa da literatura, realizada com base em pesquisa na Biblioteca Virtual em Saúde Pública – BVS. A busca baseou-se na técnica de funil, combinando-se diversos descritores relacionados ao tema. No total, obteve-se 19 publicações incluídas nesta revisão, disponíveis gratuitamente e que atingiram os critérios estabelecidos. Os principais temas trabalhados no material bibliográfico dizem respeito a análises relacionadas ao contexto de crise econômica e restrições e suas implicações na saúde bucal dos brasileiros e em taxas de mortalidade geral, materna, infantil, precoce, tardia e pós-neonatal. Juntas, as temáticas relacionadas a problemas odontológicos e à mortalidade figuram em 79% dos artigos analisados. As principais variáveis explicativas associadas aos indicadores de saúde foram: renda familiar (citada em 42% das publicações) e gasto público per capita e/ou como proporção ao Produto Interno Bruto (26%). Em um momento em que o Sistema Único de Saúde passa a ser ameaçado pela adoção de ajustes recessivos, há que se compreender, pelas lições depreendidas da experiência de outros países, que o Brasil tende a assumir o risco de se tornar mais um exemplo de como a escolha pela redução ou corte de gastos na área da saúde pode comprometer a saúde e até a vida dos brasileiros.
{"title":"Efeitos das políticas econômicas restritivas sobre a condição de saúde dos brasileiros","authors":"Milton Aparecido Souza Júnior, Á. Mendes","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.761","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.761","url":null,"abstract":"Identificar a descrição na literatura nacional dos efeitos das políticas econômicas restritivas adotadas pelo Brasil, especialmente a partir de 2015, sobre os principais indicadores das condições de saúde dos brasileiros. Revisão narrativa da literatura, realizada com base em pesquisa na Biblioteca Virtual em Saúde Pública – BVS. A busca baseou-se na técnica de funil, combinando-se diversos descritores relacionados ao tema. No total, obteve-se 19 publicações incluídas nesta revisão, disponíveis gratuitamente e que atingiram os critérios estabelecidos. Os principais temas trabalhados no material bibliográfico dizem respeito a análises relacionadas ao contexto de crise econômica e restrições e suas implicações na saúde bucal dos brasileiros e em taxas de mortalidade geral, materna, infantil, precoce, tardia e pós-neonatal. Juntas, as temáticas relacionadas a problemas odontológicos e à mortalidade figuram em 79% dos artigos analisados. As principais variáveis explicativas associadas aos indicadores de saúde foram: renda familiar (citada em 42% das publicações) e gasto público per capita e/ou como proporção ao Produto Interno Bruto (26%). Em um momento em que o Sistema Único de Saúde passa a ser ameaçado pela adoção de ajustes recessivos, há que se compreender, pelas lições depreendidas da experiência de outros países, que o Brasil tende a assumir o risco de se tornar mais um exemplo de como a escolha pela redução ou corte de gastos na área da saúde pode comprometer a saúde e até a vida dos brasileiros.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114422787","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.713
Letícia Bona Travagin, Gustavo Bonin Gava
Os sistemas de saúde pública dos países centrais foram afetados pela crise do Estado de Bem-Estar Social, a partir dos anos 1970, acompanhada por uma onda de proposições reformistas associada ao estabelecimento de um ambiente institucional favorável à relação custo-benefício, tendo como objetivo a eficiência dos prestadores de serviços de saúde. Neste contexto, o Banco Mundial destacou-se como instituição disseminadora de uma agenda social compatível com diretrizes neoliberais. Os objetivos deste trabalho são: i) recapitular algumas questões levantadas pelo Banco nos anos 1990, voltadas aos países subdesenvolvidos como um todo, e ao Brasil em particular; ii) demonstrar qual é a visão contemporânea do Banco em relação ao SUS brasileiro; iii) instigar algumas questões sobre as potencialidades e as limitações dessa nova perspectiva. Para isso, foram revisados oito documentos do Banco, sendo que quatro deles dirigem-se aos países subdesenvolvidos em geral (1987, 1993, 1997 e 2000), e quatro deles dirigem-se ao Brasil (1991, 1995, 2017 e 2018). O Relatório de Desenvolvimento Mundial Investing in Health, de 1993, marcou a entrada definitiva da instituição no setor de saúde. Desde então, o discurso do Banco gira em torno da eficiência nos sistemas de saúde, medida por indicadores econométricos. Desta forma, propõe-se que o Estado privilegie a provisão de serviços de larga escala, que maximizam a relação custo-eficiência, como programas de vacinação, planejamento familiar e prevenção de doenças contagiosas. Essas políticas deveriam ser focalizadas nas populações pobres, deixando que os demais procurem assistência privada, o que implica transferir um grande volume de serviços ao setor privado de saúde, em especial os de média e alta complexidade. Durante os anos 1990, a agenda do Banco propôs, em termos gerais: i) o Estado mais regulador e menos provedor direto de serviços; ii) a concorrência entre os serviços públicos e privados de saúde, que poderiam impulsionar a eficiência geral na área da saúde; iii) iniciativas estatais favoráveis à oferta e à demanda do setor privado, como subsídios e incentivos fiscais; iv) transferência de serviços para o setor privado, lucrativo ou não, por meio de privatizações e parcerias; v) comprometimento do Estado com um pacote de serviços públicos básico e focalizado nos mais pobres. Essa agenda tornou-se hegemônica, em termos técnicos e políticos, no mercado global de ideias para a saúde, e foi dirigida ao Brasil logo após o surgimento do SUS. A publicação de 1991, Brasil: novo desafio à saúde do adulto, já trazia a visão que seria consolidada mundialmente pelo Banco em 1993. Além das recomendações já descritas, o Banco demonstrava especial preocupação com a aprovação recente do Sistema Único de Saúde, que se comprometeu a prover a todos os cidadãos assistência à saúde universal, pública e gratuita. Essa preocupação foi enfatizada em 1995, no texto A organização, prestação e financiamento da saúde no Brasil: uma agenda p
中央公共卫生系统的国家受金融危机影响的福利国家,自1970年代以来,伴随着一股命题改革建立一个有利的制度环境与成本效益和效率是不健康服务提供者。在这方面,世界银行作为一个传播符合新自由主义准则的社会议程的机构而脱颖而出。这项工作的目标是:1)总结世界银行在20世纪90年代提出的一些问题,这些问题针对的是整个欠发达国家,特别是巴西;ii)证明世行对巴西单一卫生系统的当代愿景;(iii)就这种新方法的潜力和局限性提出一些问题。为此,审查了世行的八份文件,其中四份针对一般不发达国家(1987、1993、1997和2000年),四份针对巴西(1991、1995、2017和2018年)。1993年的世界发展报告《投资于卫生》标志着该机构最终进入卫生部门。从那时起,世行的讨论就围绕着用计量经济指标衡量的卫生系统效率展开。因此,建议国家优先提供大规模的服务,使成本效益最大化,如疫苗接种计划、计划生育和传染病预防。这些政策应以穷人为重点,让其他人寻求私人援助,这意味着将大量服务转移到私营卫生部门,特别是中等和高度复杂的服务。在20世纪90年代,世行的议程总体上提出:i)国家更多地监管,更少地直接提供服务;(二)公共和私营保健服务之间的竞争,这可能提高保健领域的整体效率;(三)有利于私营部门供求的国家举措,如补贴和税收优惠;iv)通过私有化和伙伴关系将服务转移到私营部门,无论是否盈利;国家承诺以最贫穷的人为重点提供一揽子基本公共服务。这一议程在技术和政治方面成为全球卫生思想市场的主导地位,并在单一卫生系统出现后不久面向巴西。1991年出版的《巴西:成人健康的新挑战》提出了世界银行将于1993年在世界范围内巩固的愿景。除了上述建议外,世行还对最近批准的统一卫生系统(Sistema unico de saude)表示特别关注,该系统承诺向所有公民提供普遍、公共和免费的卫生保健。1995年,《巴西卫生的组织、提供和筹资:90年代议程》强调了这一关切,该议程指出,不可能实现普遍性的承诺。该文件建议建立一套最低限度的普遍福利,对私人保险的税收优惠,扩大国家对私人服务的购买,将服务提供转移到私人主动,并在公共系统内创建内部市场。此外,还建议在公共系统中对收入超过一定水平的用户进行共同支付。单一卫生系统并没有吸收整个议程,但在通过的建议中,我们强调了两项。第一个是将公共服务的管理移交给私人非营利性协会,这在1995年国家改革引入社会卫生组织后得到了促进和扩大。此外,还实施了税收优惠措施,包括豁免、信用推定和豁免,有利于从私人保险中受益的个人、签订商业保险合同的法人、制药公司和非营利实体。最近两份出版物(2017年和2018年)中对单一卫生系统的诊断仍然基于效率计算,不假设增加系统预算,并声称单一卫生系统可以用同样数量的资源做更多的事情。世行支持卫生保健网络的实施和整合,以及初级卫生保健在系统结构中的中心地位。但是,它认为,扩大服务应在私人管理下进行,并保证后者有更多的自主权。它主张扩大非医疗专业人员的职权范围,其中许多人被医生垄断,并建议按业绩支付报酬。它还认识到税收支出的递减性和减少税收支出的必要性。 最后,提出了公共和私人补充模式之间的相互作用,包括双重就业的监管、信息流集、在SUS中接受保险的患者的补偿以及护理模式之间的近似。世界银行提出了一些重要的问题,我们看到了一些力量和一些风险。如果与多专业工作和共享知识相结合,护士自主性的扩展具有有趣的潜力。否则,这只会使一个类别负担过重,并使其受制于不公平的目标,而在按业绩支付报酬的情况下,这就更加复杂了。从查询的数量来理解生产力也是一个问题,这并不立即意味着质量和解决方案。RAS的整合是必要的,但服务的私人管理可能会加剧碎片化和资源流失。在私营部门一直表现出很少兴趣的贫穷州和地区,扩大RAS就更加紧迫了。至于减少税收支出,理想情况下,这将导致SUS资源的扩大,这是银行没有预见到的。最后,考虑到最近的政治背景,单一卫生系统和补充部门的护理模式之间的近似是值得警惕的,因为它可能导致单一卫生系统所设想的普遍获取、完整性和公平性方面的损失。综上所述,如果从系统的广泛角度考虑,在严格和有利于单一卫生系统的监管环境下,并认识到系统的预算是不够的,其中一些措施可能是有益的。
{"title":"A agenda reformista do Banco Mundial para a saúde pública: um breve histórico e as novas propostas ao sistema único de saúde (SUS) brasileiro","authors":"Letícia Bona Travagin, Gustavo Bonin Gava","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.713","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.713","url":null,"abstract":"Os sistemas de saúde pública dos países centrais foram afetados pela crise do Estado de Bem-Estar Social, a partir dos anos 1970, acompanhada por uma onda de proposições reformistas associada ao estabelecimento de um ambiente institucional favorável à relação custo-benefício, tendo como objetivo a eficiência dos prestadores de serviços de saúde. Neste contexto, o Banco Mundial destacou-se como instituição disseminadora de uma agenda social compatível com diretrizes neoliberais. Os objetivos deste trabalho são: i) recapitular algumas questões levantadas pelo Banco nos anos 1990, voltadas aos países subdesenvolvidos como um todo, e ao Brasil em particular; ii) demonstrar qual é a visão contemporânea do Banco em relação ao SUS brasileiro; iii) instigar algumas questões sobre as potencialidades e as limitações dessa nova perspectiva. Para isso, foram revisados oito documentos do Banco, sendo que quatro deles dirigem-se aos países subdesenvolvidos em geral (1987, 1993, 1997 e 2000), e quatro deles dirigem-se ao Brasil (1991, 1995, 2017 e 2018). O Relatório de Desenvolvimento Mundial Investing in Health, de 1993, marcou a entrada definitiva da instituição no setor de saúde. Desde então, o discurso do Banco gira em torno da eficiência nos sistemas de saúde, medida por indicadores econométricos. Desta forma, propõe-se que o Estado privilegie a provisão de serviços de larga escala, que maximizam a relação custo-eficiência, como programas de vacinação, planejamento familiar e prevenção de doenças contagiosas. Essas políticas deveriam ser focalizadas nas populações pobres, deixando que os demais procurem assistência privada, o que implica transferir um grande volume de serviços ao setor privado de saúde, em especial os de média e alta complexidade. Durante os anos 1990, a agenda do Banco propôs, em termos gerais: i) o Estado mais regulador e menos provedor direto de serviços; ii) a concorrência entre os serviços públicos e privados de saúde, que poderiam impulsionar a eficiência geral na área da saúde; iii) iniciativas estatais favoráveis à oferta e à demanda do setor privado, como subsídios e incentivos fiscais; iv) transferência de serviços para o setor privado, lucrativo ou não, por meio de privatizações e parcerias; v) comprometimento do Estado com um pacote de serviços públicos básico e focalizado nos mais pobres. Essa agenda tornou-se hegemônica, em termos técnicos e políticos, no mercado global de ideias para a saúde, e foi dirigida ao Brasil logo após o surgimento do SUS. A publicação de 1991, Brasil: novo desafio à saúde do adulto, já trazia a visão que seria consolidada mundialmente pelo Banco em 1993. Além das recomendações já descritas, o Banco demonstrava especial preocupação com a aprovação recente do Sistema Único de Saúde, que se comprometeu a prover a todos os cidadãos assistência à saúde universal, pública e gratuita. Essa preocupação foi enfatizada em 1995, no texto A organização, prestação e financiamento da saúde no Brasil: uma agenda p","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"35 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116815806","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.711
D. Leite, Perla Suely Gaia Raniéri Queiroz, André Luís Queiroz, Ingrid Magali de Souza Pimentel
A saúde da criança representa um campo prioritário dentro dos cuidados à saúde das populações. Para que essa se desenvolva de forma mais efetiva e eficiente, além do conhecimento sobre as características relacionadas à morbimortalidade, tais como aspectos biológicos, demográficos e socioeconômicos, é importante salientar o papel que desempenham os serviços e o sistema de saúde. Problemas no cumprimento de normas técnicas por parte dos profissionais, no relacionamento entre profissional paciente e familiares, falta de equipamentos e outros insumos, deficiências na notificação de dados e dificuldades no processo de trabalho dos profissionais, são aspectos decisivos para uma adequada atenção à saúde. Dessa forma, a pesquisa tem o objetivo de conhecer a compreensão de mães sobre os serviços oferecidos pelo programa saúde da criança visando à construção de uma tecnologia educativa. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, de natureza aplicada, com abordagem qualitativa com a utilização de uma entrevista semi-estruturada. A pesquisa foi realizada na Unidade Básica de Saúde Cidade Nova VI (UBS CN VI), situada na Cidade Nova VI (CN VI), em Ananindeua no Estado do Pará. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará sob o número CAAE: 53934016.9.0000.5171. Participaram da pesquisa 20 mães que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e realizaram acompanhamento pré-natal na UBS CN VI no ano de 2016 e que retornaram à unidade juntamente com seus bebês para realização de consulta médica e ou de enfermagem visando o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Como critério de seleção da amostra foi utilizado o critério de saturação das informações. A obtenção dos dados foi realizada no período de Junho à Agosto de 2016 durante a consulta de enfermagem. “Não sei muito bem o que é, mas deve ser algum programa de prevenção, alguma coisa de cuidado com a criança pequena. (P.18). “É saúde para nossos filhos, ajuda a evitar certas doença porque a gente tem que cuidar bem das criança como falam para gente nas consultas do posto!” (P.19). As falas demonstram que as mães exaltam a relevância dos atendimentos previstos pelo programa saúde da criança na condução dos cuidados a essa fase da vida. As mães acreditam que ao realizarem as ações do programa estão efetivamente cuidando da saúde dos bebês. “Eu tenho muitas dúvidas sobre os atendimento no posto, sobre as vacinas quando a gente tem que fazer, os exames que a criança tem que fazer. Sabe como é né, é difícil para nós gravar todas aquelas datas das vacinas”. (P.1). “Tenho bastante dúvidas porque é o meu primeiro filho. Eu tenho dúvidas sobre as vacinas se a criança pode fazer quando está doente”. (P.3). “Período ideal? Sei o que fica marcado na carteira, como por exemplo as vacinas, o resto eu não sei não. Os exames eu sei que tem período melhor para fazer, mas não sei direito quando é”. (P.2) O cuidado prestado à criança t
儿童健康是人口保健中的一个优先领域。为了更有效和高效地开展这项工作,除了了解与发病率和死亡率有关的生物学、人口和社会经济方面的特征外,还必须强调服务和卫生系统所发挥的作用。专业人员在遵守技术标准方面的问题、专业病人与家属之间的关系、缺乏设备和其他投入、数据报告方面的不足以及专业人员工作过程中的困难,都是适当保健的关键方面。因此,本研究旨在了解母亲对儿童健康计划提供的服务的理解,旨在建立一种教育技术。这是一项实地研究,探索性的,应用性质的,采用半结构化访谈的定性方法。这项调查是在位于para州阿纳南杜瓦市新城六(新城六)的新城六基本保健单位进行的。该研究得到了Santa Casa de misericordia do para基金会研究伦理委员会的批准,CAAE编号为53934016.9.0000.5171。参加调查的20位签署了自由和知情同意的同时产前监测在瑞银在2016年看到陆和孩子在一起,回到单位的咨询医生和护理或监测儿童生长和发育。样本的选择标准是信息饱和标准。数据收集时间为2016年6月至8月的护理会诊期间。“我不知道这是什么,但一定是一些预防项目,一些照顾小孩的项目。(18)。“这对我们的孩子来说是健康的,有助于避免某些疾病,因为我们必须照顾好孩子,就像他们在办公室咨询时告诉我们的那样!””(条件)。演讲表明,母亲们强调了saude da crianca计划提供的护理在这一生命阶段的重要性。母亲们认为,通过实施该计划的行动,她们实际上是在照顾婴儿的健康。“我对诊所的护理有很多疑问,对我们必须接种的疫苗有很多疑问,对孩子必须做的检查有很多疑问。你知道它是怎么出生的,我们很难记录所有的疫苗接种日期。”(第1页)。“我很怀疑,因为这是我的第一个孩子。我怀疑孩子生病时是否能接种疫苗。”(3)。“理想的时期?我知道钱包上的标记,比如疫苗,其他的我不知道。我知道考试还有更好的时间,但我不知道是什么时候。”(P.2)儿童保育的目的是通过监测和监测儿童生长和发育的优先行动来促进健康。因此,至关重要的是,家庭周围要有提供照顾的所有必要条件。从这个角度来看,我们注意到有几个因素导致对儿童的全面护理没有按照建议的方式进行。很明显,所有接受采访的母亲都对该方案有了解,并通过执行一系列服务将其与婴儿保健联系起来。在这些护理中,母亲们强调了以下服务:免疫、咨询、纯母乳喂养和检查,重点是脚部测试、红色反射测试和新生儿听力筛查。他们还强调,这种护理具有重要的预防功能,有助于维护儿童健康。众所周知,保健专业人员和母亲之间存在沟通障碍,教育水平低是造成这些障碍增加的一个重要因素。尽管母亲们提到了实现方案行动的战略,但少数妇女表示,她们正在等待协商,试图澄清关于何时和应提供何种服务的疑问。还是应该先说很多专家进行快速跟踪医疗品质只有在磋商病就这样失去机会提供相关信息在磋商中,母亲或家访让这些女人在大气层充满疑惑,只是增加的趋势如果昨天不正确。 关于母亲们的怀疑,许多受访者报告说,过多的信息和项目服务最终成为阻碍理解、记忆和实现服务的因素。这些数据表明,保健专业人员应建立促进学习的机制,这些机制应遵循新的保健技术,以便按照卫生部的建议,在更好地了解和坚持母亲照顾儿童方面取得积极成果。卫生专业人员还必须利用和重视现有的健康监测工具,其中我们强调儿童健康手册。同样重要的是,这些专业人员,特别是护士,使用教学工具,使母亲在护理建设过程中成为主角。这些专业人员有必要开发新的健康教育形式,使用户更感兴趣,如新的健康教育技术,其中我们强调对话轮,教育游戏和移动应用程序。打破生物医学标准并符合当代世界的教学方法,将病人作为新的健康模式的主要特征。
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Pub Date : 2019-12-12DOI: 10.14295/jmphc.v11isup.887
Hugo Canella Vieira, L. Guerra
O processo saúde-doença não deve ser reduzido ao aspecto individual e biológico. Sua essência está em reconhecer seu caráter social e sua determinação histórica. Neste sentido, o impasse na relação trabalho e saúde, ao longo dos anos, encontra-se nas diferentes formas assumidas pela exploração do trabalho. Dela, por interesse do capitalista, surgem novas e melhores formas de extração do excedente, por meio da otimização de sua produtividade. A crítica a este movimento está na forma desbalanceada pela qual se estabelece, favorecendo os interesses do capital em detrimento do bem-estar dos trabalhadores, intensificando a degradação do trabalho devido ao inerente distanciamento da produção às necessidades sociais, estando a primeira voltada para a desmedida reprodução do valor. Ademais, o neoliberalismo, como modelo vigente do capitalismo, prioriza os interesses do capital financeiro, que não necessita do trabalhador (diferente do capital produtivo), uma vez que produz riqueza a partir do próprio dinheiro. Neste contexto, embora tenham ocorrido avanços na conquista de direitos sociais e trabalhistas nas últimas décadas, o trabalho manteve-se como fonte inesgotável de diferentes formas de sofrimento e adoecimento. A adaptação do processo de trabalho às novas condições de controle dos meios de produção e de reprodução do capital foram traduzidas pelo mercado como flexibilização. Este movimento favoreceu a disseminação de novas formas de trabalho, como o temporário, doméstico, tele trabalho, a terceirização da produção para espaços que permitem maior exploração da mão de obra, a redução dos empregos estáveis e o aumento de postos informais. O resultado dessa equação é o aumento da massa de desempregados (exército industrial de reserva) que não consegue se inserir no mercado ou recorre aos trabalhos precários e ao subemprego. A precarização do trabalho, resultado da reestruturação produtiva e organizacional adotada por empresas para aumentar seus lucros, bem como o desemprego crescente, associados à perda dos direitos e baixos salários, constituem um cenário que afeta tanto empregados inseridos no mercado formal, quanto àqueles excluídos e em segmentos mais vulneráveis do mercado informal, os expondo aos mais variados riscos. A classe trabalhadora convive com incertezas e inseguranças crônicas, sendo cada vez mais exigida em termos de qualificação e produtividade. Por mais que existam diretrizes definidas por órgãos como a RENAST e CEREST, bem como a própria Lei Orgânica da Saúde e os avanços com a finalidade de articular ações assistenciais, vigilância, prevenção e promoção, se distanciando da abordagem exclusivamente dos aspectos biológicos, a saúde do trabalhador muitas vezes está restrita às iniciativas das próprias empresas (através de seus SESMT) que, por sua vez, estão mais preocupadas em evitar processos trabalhistas do que com o bem-estar de seus colaboradores. Segundo o Ministério Público do Trabalho, foram gastos em torno de R$ 22 bilhões com
{"title":"A interferência da estrutura produtiva contemporânea na saúde do trabalhador","authors":"Hugo Canella Vieira, L. Guerra","doi":"10.14295/jmphc.v11isup.887","DOIUrl":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v11isup.887","url":null,"abstract":"O processo saúde-doença não deve ser reduzido ao aspecto individual e biológico. Sua essência está em reconhecer seu caráter social e sua determinação histórica. Neste sentido, o impasse na relação trabalho e saúde, ao longo dos anos, encontra-se nas diferentes formas assumidas pela exploração do trabalho. Dela, por interesse do capitalista, surgem novas e melhores formas de extração do excedente, por meio da otimização de sua produtividade. A crítica a este movimento está na forma desbalanceada pela qual se estabelece, favorecendo os interesses do capital em detrimento do bem-estar dos trabalhadores, intensificando a degradação do trabalho devido ao inerente distanciamento da produção às necessidades sociais, estando a primeira voltada para a desmedida reprodução do valor. Ademais, o neoliberalismo, como modelo vigente do capitalismo, prioriza os interesses do capital financeiro, que não necessita do trabalhador (diferente do capital produtivo), uma vez que produz riqueza a partir do próprio dinheiro. Neste contexto, embora tenham ocorrido avanços na conquista de direitos sociais e trabalhistas nas últimas décadas, o trabalho manteve-se como fonte inesgotável de diferentes formas de sofrimento e adoecimento. A adaptação do processo de trabalho às novas condições de controle dos meios de produção e de reprodução do capital foram traduzidas pelo mercado como flexibilização. Este movimento favoreceu a disseminação de novas formas de trabalho, como o temporário, doméstico, tele trabalho, a terceirização da produção para espaços que permitem maior exploração da mão de obra, a redução dos empregos estáveis e o aumento de postos informais. O resultado dessa equação é o aumento da massa de desempregados (exército industrial de reserva) que não consegue se inserir no mercado ou recorre aos trabalhos precários e ao subemprego. A precarização do trabalho, resultado da reestruturação produtiva e organizacional adotada por empresas para aumentar seus lucros, bem como o desemprego crescente, associados à perda dos direitos e baixos salários, constituem um cenário que afeta tanto empregados inseridos no mercado formal, quanto àqueles excluídos e em segmentos mais vulneráveis do mercado informal, os expondo aos mais variados riscos. A classe trabalhadora convive com incertezas e inseguranças crônicas, sendo cada vez mais exigida em termos de qualificação e produtividade. Por mais que existam diretrizes definidas por órgãos como a RENAST e CEREST, bem como a própria Lei Orgânica da Saúde e os avanços com a finalidade de articular ações assistenciais, vigilância, prevenção e promoção, se distanciando da abordagem exclusivamente dos aspectos biológicos, a saúde do trabalhador muitas vezes está restrita às iniciativas das próprias empresas (através de seus SESMT) que, por sua vez, estão mais preocupadas em evitar processos trabalhistas do que com o bem-estar de seus colaboradores. Segundo o Ministério Público do Trabalho, foram gastos em torno de R$ 22 bilhões com ","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"72 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124063988","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}