Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.106875
Emerson Rubens Mesquita Almeida, A. R. Ramos
Este trabalho dedica-se ao protagonismo das mulheres tentehar a nível local e mais além. Para demonstra-lo, esta análise focaliza um conjunto de relações sociais construídas a partir da criação da Aldeia Lagoa Quieta, em Amarante do Maranhão. No centro desse processo está uma família em que as mulheres desempenham papeis decisivos. Partindo de uma abordagem histórica, porque entendemos que toda estrutura sócio-política é indissociável dos processos históricos que a formam, adotamos a categoria sagacidade, formulada a partir de teorias nativas para investigar os processos que fizeram com que as mulheres dessa família assumissem papeis socialmente destacados, contrariando trabalhos etnográficos anteriores em que elas são ignoradas ou relegadas ao segundo plano da cultura tentehar.
这项工作致力于妇女在地方一级和其他地方的作用。为了证明这一点,这一分析集中在一套社会关系建立在Aldeia Lagoa Quieta的创建,在Amarante do maranhao。这一过程的核心是一个女性发挥决定性作用的家庭。从历史的角度来看,因为我们相信整个社会政治结构是分不开的历史形成过程,并测量算起,记录表明其调查过程理论把女性家庭实施了社会角色更多,而且他们被忽视的民族工作,或者把第二tentehar文化的计划。
{"title":"MULHERES TENTEHAR, INOVAM, TRANSGRIDEM, LIDERAM","authors":"Emerson Rubens Mesquita Almeida, A. R. Ramos","doi":"10.22456/1982-6524.106875","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.106875","url":null,"abstract":"Este trabalho dedica-se ao protagonismo das mulheres tentehar a nível local e mais além. Para demonstra-lo, esta análise focaliza um conjunto de relações sociais construídas a partir da criação da Aldeia Lagoa Quieta, em Amarante do Maranhão. No centro desse processo está uma família em que as mulheres desempenham papeis decisivos. Partindo de uma abordagem histórica, porque entendemos que toda estrutura sócio-política é indissociável dos processos históricos que a formam, adotamos a categoria sagacidade, formulada a partir de teorias nativas para investigar os processos que fizeram com que as mulheres dessa família assumissem papeis socialmente destacados, contrariando trabalhos etnográficos anteriores em que elas são ignoradas ou relegadas ao segundo plano da cultura tentehar.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"3 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123806831","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.105018
M. Sousa
O objeto discutido é a unidade da abstração constitucional e a pluralidade do mundo empírico das subalternidades produzidas pela colonialidade, tendo como questão orientadora: como enfrentar à unicidade do projeto modernidade/colonialidade para expressar a pluralidade no constitucionalismo dos povos subalternizados? Com o pressuposto de que o enfrentamento ocorre com a revelação do que foi ocultado e valorização do inferiorizado. A discussão foi feita sob a visão de que o modelo eurocêntrico se realiza ontológica e epistemologicamente, portanto o enfrentamento deve atingir essas dimensões. O estudo foi realizado no âmbito de um projeto sobre constitucionalismo brasileiro por meio de análise bibliográfica com levantamento em mapas de associação de ideias sob orientação da modernidade como resistência. E como resultado do estudo foi produzida narrativa analítica sobre racialização do projeto modernidade/colonialidade e indicação das resistências dos povos inferiorizados na América Latina e na África a partir de suas matrizes ontológicas e epistemológicas como constitucionalismo e etnodireito.
{"title":"CONSTITUCIONALISMO E COLONIALIDADE: NOVO CONSTITUCIONALISMO LATINO-AMERICANO E O DIREITO DA PALAVRA DA TRADIÇÃO AFRICANA COMO RESISTÊNCIA NA MODERNIDADE","authors":"M. Sousa","doi":"10.22456/1982-6524.105018","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.105018","url":null,"abstract":"O objeto discutido é a unidade da abstração constitucional e a pluralidade do mundo empírico das subalternidades produzidas pela colonialidade, tendo como questão orientadora: como enfrentar à unicidade do projeto modernidade/colonialidade para expressar a pluralidade no constitucionalismo dos povos subalternizados? Com o pressuposto de que o enfrentamento ocorre com a revelação do que foi ocultado e valorização do inferiorizado. A discussão foi feita sob a visão de que o modelo eurocêntrico se realiza ontológica e epistemologicamente, portanto o enfrentamento deve atingir essas dimensões. O estudo foi realizado no âmbito de um projeto sobre constitucionalismo brasileiro por meio de análise bibliográfica com levantamento em mapas de associação de ideias sob orientação da modernidade como resistência. E como resultado do estudo foi produzida narrativa analítica sobre racialização do projeto modernidade/colonialidade e indicação das resistências dos povos inferiorizados na América Latina e na África a partir de suas matrizes ontológicas e epistemológicas como constitucionalismo e etnodireito.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"20 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116861646","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.102840
J. Peixoto, Vinícius Alves de Mendonça
O etnodocumentário Promessa de Clênio Karuazu: por uma graça alcançada foi gravado após o período que marcou o reconhecimento étnico dos indígenas da região sertaneja de Alagoas e apresenta cenas do cotidiano dos Karuazu, imagens inéditas àquela época. Visamos, através da análise da produção citada, realizar um estudo sobre a consolidação, pautada na religião, da imagem desses indígenas perante a sociedade e o Estado após terem sido reconhecidos. Metodologicamente, analisamos o etnodocumentário conforme autores como Ginzburg (1989), Candau (2016), Peixoto (2018) e Amorim (2017), embasando os estudos também nas experiências etnográficas sobre a religião proveniente do Tronco Pankararu, o qual originou os povos indígenas do Sertão de Alagoas (Jiripankó, Karuazu, Kalankó, Koiupanká, Katokinn e Pankararu), intercruzando as fontes durante o estudo da imagem religiosa dessas populações.
民族纪录片《clenio Karuazu的承诺:por uma graca到达》是在阿拉格斯内陆地区土著民族得到民族承认的时期之后拍摄的,展示了卡鲁阿祖人的日常生活场景,这些图像在当时是前所未有的。我们的目的是,通过对上述作品的分析,进行一项研究,在宗教的指导下,这些土著人民在被承认后在社会和国家面前的形象的巩固。方法论,分析了etnodocumentário因为作者Ginzburg(1989),如何Candau(2016),(2018)和阿莫林(2017),embasando也在实验民族志研究宗教从躯干Pankararu,导致这里的原住民阿拉戈斯(JiripankóKaruazu KalankóKoiupanká、Katokinn Pankararu)过程中,intercruzando来源研究的宗教意象群落。
{"title":"A PROMESSA DE CLÊNIO KARUAZU: HISTÓRIA E IMAGENS DA RELIGIÃO INDÍGENA NO SERTÃO DE ALAGOAS","authors":"J. Peixoto, Vinícius Alves de Mendonça","doi":"10.22456/1982-6524.102840","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.102840","url":null,"abstract":"O etnodocumentário Promessa de Clênio Karuazu: por uma graça alcançada foi gravado após o período que marcou o reconhecimento étnico dos indígenas da região sertaneja de Alagoas e apresenta cenas do cotidiano dos Karuazu, imagens inéditas àquela época. Visamos, através da análise da produção citada, realizar um estudo sobre a consolidação, pautada na religião, da imagem desses indígenas perante a sociedade e o Estado após terem sido reconhecidos. Metodologicamente, analisamos o etnodocumentário conforme autores como Ginzburg (1989), Candau (2016), Peixoto (2018) e Amorim (2017), embasando os estudos também nas experiências etnográficas sobre a religião proveniente do Tronco Pankararu, o qual originou os povos indígenas do Sertão de Alagoas (Jiripankó, Karuazu, Kalankó, Koiupanká, Katokinn e Pankararu), intercruzando as fontes durante o estudo da imagem religiosa dessas populações.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129094625","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.99732
M. Radicchi
Este trabalho comparou o perfil socioeconômico e demográfico da população indígena residente em área urbana nas microrregiões do estado do Amazonas com não-indígenas. Analisou-se dados do Universo extraídos do SIDRA/IBGE, Censo Demográfico de 2010. Considerou-se as treze microrregiões do estado. O Amazonas é um estado de maioria parda e urbana (79,1%), com os indígenas perfazendo 4,8% do total. Na situação urbana, em 11 das 13 microrregiões, a população indígena feminina é maior. As pirâmides demográficas indígenas apresentam base alargada, indicativa de uma população jovem. O percentual médio de alfabetização dos indígenas é o menor comparando com as demais categorias de cor/raça. Os indígenas são os mais frequentes na categoria “sem rendimento” em 6 microrregiões e se concentram na faixa de rendimento “até um salário mínimo”. A situação socioeconômica desfavorável dos indígenas urbanos corrobora os resultados de outras investigações sobre demografia indígena. Sugere-se expandir as análises de modo a considerar, entre outros aspectos, dados acerca de pertencimento étnico específico, podendo ser realizado a partir do Banco Multidimensional de Estatísticas (BME) do IBGE.
{"title":"VISIBILIDADE DO INDÍGENA EM SITUAÇÃO URBANA NAS MICRORREGIÕES DO ESTADO DO AMAZONAS A PARTIR DO CENSO DEMOGRÁFICO","authors":"M. Radicchi","doi":"10.22456/1982-6524.99732","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.99732","url":null,"abstract":"Este trabalho comparou o perfil socioeconômico e demográfico da população indígena residente em área urbana nas microrregiões do estado do Amazonas com não-indígenas. Analisou-se dados do Universo extraídos do SIDRA/IBGE, Censo Demográfico de 2010. Considerou-se as treze microrregiões do estado. O Amazonas é um estado de maioria parda e urbana (79,1%), com os indígenas perfazendo 4,8% do total. Na situação urbana, em 11 das 13 microrregiões, a população indígena feminina é maior. As pirâmides demográficas indígenas apresentam base alargada, indicativa de uma população jovem. O percentual médio de alfabetização dos indígenas é o menor comparando com as demais categorias de cor/raça. Os indígenas são os mais frequentes na categoria “sem rendimento” em 6 microrregiões e se concentram na faixa de rendimento “até um salário mínimo”. A situação socioeconômica desfavorável dos indígenas urbanos corrobora os resultados de outras investigações sobre demografia indígena. Sugere-se expandir as análises de modo a considerar, entre outros aspectos, dados acerca de pertencimento étnico específico, podendo ser realizado a partir do Banco Multidimensional de Estatísticas (BME) do IBGE.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"6 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115944380","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.106994
Leandro Durazzo, Jean Segata
Um conjunto amplo de trabalhos que intersectam os campos da etnologia indígena e das relações humano-animal têm produzido importantes debates antropologia contemporânea. No Brasil, sobremaneira, o debate se concentra sobre material empírico amazônico com o qual se tensiona ontologia e epistemologia com o questionamento dos limites do humano em relação a outros seres e modo como se organizam em mundos. Neste trabalho, iniciamos uma reflexão a partir de pesquisa sobre o Nordeste indígena e de como aspectos destacados de suas sócio-cosmologias - fluxos, trocas e contatos ontológicos - nos levar a pensar em uma rede de trocas complexas e multidirecionais que poderia apresentar uma “nova cartografia social” indígena onde figura, também, de modo mais ou menos consciente, uma nova cosmografia social que complexifica e expande o campo das relações entre humanos e outros mais que humanos na antropologia.
{"title":"INTERCOSMOLOGIAS: HUMANOS E OUTROS MAIS QUE HUMANOS NO NORDESTE INDÍGENA","authors":"Leandro Durazzo, Jean Segata","doi":"10.22456/1982-6524.106994","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.106994","url":null,"abstract":"Um conjunto amplo de trabalhos que intersectam os campos da etnologia indígena e das relações humano-animal têm produzido importantes debates antropologia contemporânea. No Brasil, sobremaneira, o debate se concentra sobre material empírico amazônico com o qual se tensiona ontologia e epistemologia com o questionamento dos limites do humano em relação a outros seres e modo como se organizam em mundos. Neste trabalho, iniciamos uma reflexão a partir de pesquisa sobre o Nordeste indígena e de como aspectos destacados de suas sócio-cosmologias - fluxos, trocas e contatos ontológicos - nos levar a pensar em uma rede de trocas complexas e multidirecionais que poderia apresentar uma “nova cartografia social” indígena onde figura, também, de modo mais ou menos consciente, uma nova cosmografia social que complexifica e expande o campo das relações entre humanos e outros mais que humanos na antropologia.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125231596","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.109944
Pablo Quintero
Texto de apresentação do segundo número do décimo quarto volume da revista Espaço Ameríndio.
espaco amerindio杂志第14卷第2期的介绍文本。
{"title":"APRESENTAÇÃO","authors":"Pablo Quintero","doi":"10.22456/1982-6524.109944","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.109944","url":null,"abstract":"Texto de apresentação do segundo número do décimo quarto volume da revista Espaço Ameríndio.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128030112","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.94696
B. Stumpf
O artigo desenvolve reflexões sobre conhecimentos indígenas identificados ao longo de processos investigativos participativos na área da formação de professores/as, tecendo relações com o pensamento de Boaventura de Souza Santos. A discussão ocorre através de três experiências desenvolvidas na Amazônia brasileira, sendo dois cursos de formação continuada e uma disciplina de Licenciatura Indígena Intercultural. A partir de categorias do pensamento do autor, como Sociologias das Ausências e das Emergências, Ecologia de Saberes e Teoria da Tradução, o texto apresenta ideias sobre a importância dos conhecimentos indígenas para mudanças de pensamento necessárias à educação e à sociedade, bem como sobre os impactos ocasionados a esse conjunto de saberes por processos colonizadores e homogeneizantes da racionalidade hegemônica. Além disso, destaca a potencialidade investigativa de experiências de formação de professores/as indígenas, demonstrada através dessas trajetórias de participação, interlocuções e reflexões.
本文对教师培训领域的参与性调查过程中确定的土著知识进行了反思,并与Boaventura de Souza Santos的思想建立了关系。讨论是通过在巴西亚马逊地区开发的三个经验进行的,两个继续教育课程和一个土著跨文化学位学科。思想类的作者,如何结合急诊的缺勤和生态知识和翻译理论中,文本提出了本土知识的重要性为必要的思想教育和社会的变化,以及造成的影响这一组来自殖民过程和自身理性的霸权。此外,它强调了土著教师培训经验的调查潜力,通过这些参与、对话和反思的轨迹显示出来。
{"title":"CONHECIMENTOS INDÍGENAS E O PENSAMENTO DE BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS: REFLEXÕES A PARTIR DE PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES/AS","authors":"B. Stumpf","doi":"10.22456/1982-6524.94696","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.94696","url":null,"abstract":"O artigo desenvolve reflexões sobre conhecimentos indígenas identificados ao longo de processos investigativos participativos na área da formação de professores/as, tecendo relações com o pensamento de Boaventura de Souza Santos. A discussão ocorre através de três experiências desenvolvidas na Amazônia brasileira, sendo dois cursos de formação continuada e uma disciplina de Licenciatura Indígena Intercultural. A partir de categorias do pensamento do autor, como Sociologias das Ausências e das Emergências, Ecologia de Saberes e Teoria da Tradução, o texto apresenta ideias sobre a importância dos conhecimentos indígenas para mudanças de pensamento necessárias à educação e à sociedade, bem como sobre os impactos ocasionados a esse conjunto de saberes por processos colonizadores e homogeneizantes da racionalidade hegemônica. Além disso, destaca a potencialidade investigativa de experiências de formação de professores/as indígenas, demonstrada através dessas trajetórias de participação, interlocuções e reflexões.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"104 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128183367","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.109572
Julia Landgraf
Resenha do livro "Armadilha da Identidade: Raça e classe nos dias de hoje", de Asad Haider.
对阿萨德·海德尔(Asad Haider)的《身份陷阱:当今的种族和阶级》(identity trap: race and class in today)一书的评论。
{"title":"SOBRE A “ARMADILHA DA IDENTIDADE”: RAÇA E CLASSE NOS DIAS DE HOJE","authors":"Julia Landgraf","doi":"10.22456/1982-6524.109572","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.109572","url":null,"abstract":"Resenha do livro \"Armadilha da Identidade: Raça e classe nos dias de hoje\", de Asad Haider.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"47 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116292290","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.105664
L. Danner, Fernando Danner, Julie Dorrico
defendemos que a literatura, por causa de sua estrutura anti-paradigmática, possibilita a expressão da voz-práxis das diferenças como diferenças enquanto a condição fundante da crítica social e do ativismo político. Ela permite a recusa em bloco do paradigma normativo da modernidade – formalismo, neutralidade, imparcialidade e impessoalidade – enquanto o método e a práxis por excelência da justificação normativa e, com isso, ela também nega que a realização da crítica social e do ativismo político se dê exclusivamente desde o cientificismo e em termos de institucionalismo. No caso da literatura indígena, o que percebemos é exatamente a retomada do xamanismo como correlação de auto-afirmação e auto-reconstrução antropológico-ontológicas e, a partir disso, como crítica social e ativismo político das minorias por elas mesmas – ele é tanto uma forma de vida quanto uma práxis política. Nesse sentido, argumentaremos, a partir do exemplo da literatura indígena brasileira hodierna, que as alteridades encontram na literatura um espaço epistemológico, político e normativo que lhes permite reconhecerem-se e expressarem-se como minorias, significando sua práxis desde sua própria condição antropológico-ontológica, epistemológico-política e simbólico-normativa, sem necessidade de reducionismos científicos e de paternalismos institucionalistas. Por outras palavras, as alteridades podem realizar uma práxis de resistência e de afirmação por si mesmas e desde si mesmas, a partir de seu horizonte, valores e práticas, sem necessidade de assumirem o cientificismo como condição da argumentação, da reflexividade e da emancipação.
{"title":"A ALTERIDADE NA LITERATURA: DA VOZ-PRÁXIS DA DIFERENÇA COMO LITERATURA – O CASO DA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA","authors":"L. Danner, Fernando Danner, Julie Dorrico","doi":"10.22456/1982-6524.105664","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.105664","url":null,"abstract":"defendemos que a literatura, por causa de sua estrutura anti-paradigmática, possibilita a expressão da voz-práxis das diferenças como diferenças enquanto a condição fundante da crítica social e do ativismo político. Ela permite a recusa em bloco do paradigma normativo da modernidade – formalismo, neutralidade, imparcialidade e impessoalidade – enquanto o método e a práxis por excelência da justificação normativa e, com isso, ela também nega que a realização da crítica social e do ativismo político se dê exclusivamente desde o cientificismo e em termos de institucionalismo. No caso da literatura indígena, o que percebemos é exatamente a retomada do xamanismo como correlação de auto-afirmação e auto-reconstrução antropológico-ontológicas e, a partir disso, como crítica social e ativismo político das minorias por elas mesmas – ele é tanto uma forma de vida quanto uma práxis política. Nesse sentido, argumentaremos, a partir do exemplo da literatura indígena brasileira hodierna, que as alteridades encontram na literatura um espaço epistemológico, político e normativo que lhes permite reconhecerem-se e expressarem-se como minorias, significando sua práxis desde sua própria condição antropológico-ontológica, epistemológico-política e simbólico-normativa, sem necessidade de reducionismos científicos e de paternalismos institucionalistas. Por outras palavras, as alteridades podem realizar uma práxis de resistência e de afirmação por si mesmas e desde si mesmas, a partir de seu horizonte, valores e práticas, sem necessidade de assumirem o cientificismo como condição da argumentação, da reflexividade e da emancipação.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"36 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125754479","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-16DOI: 10.22456/1982-6524.103125
A. Aquino
Analiso as narrativas e as práticas kaingang que oferecem exemplos importantes para o entendimento do ponto vista indígena sobre a história da configuração atual do seu território e territorialidade. Enfatiza-se a importância das aldeias para a relação indígena com a alteridade, considerando os processos de apropriação de poderes provenientes do exterior, especialmente, na relação com a natureza e com o mundo do branco. Por um lado, verifica-se que a generalização das formas de ocupação observadas a partir da conformação histórica dos aldeamentos Kaingang e a vida social e politica no seu interior implica uma série de controvérsias entre as reivindicações indígenas e a política do órgão indigenista de demarcação de terras em relação às demais aldeias kaingang em reivindicação, que os índios denominam “retomadas”. Por outro, que os processos históricos estão articulados aos aspectos sociocosmológicos da relação Kaingang com a paisagem, nos quais se verifica a atualização de uma concepção de território que conjuga os tempos mítico (gufãg), histórico (vãsy) e atual (üri). Esta orientação nos levará aos lugares e caminhos (sejam eles trilhas, picadas e/ou estradas), onde se encontram suas aldeias e acampamentos.
{"title":"MOVIMENTOS KAINGANG E AS CONTROVÉRSIAS DO GRANDE DIVISOR: A PERSPECTIVA INDÍGENA DA PAISAGEM, DO TERRITÓRIO E DA TERRA INDÍGENA NO SUL DO BRASIL","authors":"A. Aquino","doi":"10.22456/1982-6524.103125","DOIUrl":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.103125","url":null,"abstract":"Analiso as narrativas e as práticas kaingang que oferecem exemplos importantes para o entendimento do ponto vista indígena sobre a história da configuração atual do seu território e territorialidade. Enfatiza-se a importância das aldeias para a relação indígena com a alteridade, considerando os processos de apropriação de poderes provenientes do exterior, especialmente, na relação com a natureza e com o mundo do branco. Por um lado, verifica-se que a generalização das formas de ocupação observadas a partir da conformação histórica dos aldeamentos Kaingang e a vida social e politica no seu interior implica uma série de controvérsias entre as reivindicações indígenas e a política do órgão indigenista de demarcação de terras em relação às demais aldeias kaingang em reivindicação, que os índios denominam “retomadas”. Por outro, que os processos históricos estão articulados aos aspectos sociocosmológicos da relação Kaingang com a paisagem, nos quais se verifica a atualização de uma concepção de território que conjuga os tempos mítico (gufãg), histórico (vãsy) e atual (üri). Esta orientação nos levará aos lugares e caminhos (sejam eles trilhas, picadas e/ou estradas), onde se encontram suas aldeias e acampamentos.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129962797","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}