Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e11824
Rebeca Fernandes Ferreira Lima, Letícia Sant’Ana Herzog, E. M. Rosa
Este estudo teve como objetivo descrever a trajetória de vida e a rede de apoio de nove adolescentes do sexo feminino em situação de rua. Especificamente, (a) caracterizou-se o perfil sociodemográfico e econômico; (b) a experiência de vida na rua; e (c) a rede de apoio das participantes, identificando os recursos e vulnerabilidades nos contextos da família, escola, amigos, instituição e rua. Essas questões foram acessadas por meio de uma entrevista estruturada sobre a história de vida e relacionamentos com a rede de apoio das adolescentes, a qual foi respondida individualmente nos serviços de proteção onde foram recrutadas. Utilizaram- se estatísticas descritivas de frequência absoluta e porcentagem para analisar os dados de caracterização da população e a abordagem de estudo de casos múltiplos para analisar as narrativas de história de vida e relações com a rede de apoio. Os resultados mostraram que as adolescentes (13-18 anos) eram pardas ou negras, inseridas nas escolas, mesmo embora apresentassem defasagem escolar e histórico de institucionalização. Nas famílias, vivenciaram dificuldades financeiras, conflitos e sofreram violência física, psicológica e sexual. Condições estas que foram relacionadas ao apoio recebido dos seus amigos, que lhes oferecem suporte financeiro e emocional, ajudando-as a superar as adversidades. Assim, embora sejam espaços onde as adolescentes podem angariar recursos, a escola, a instituição e, de forma alternativa, a rua foram retratadas pelo preconceito, discriminação e violência. Frente ao amplo contexto de vulnerabilidade e suas implicações, torna-se necessário investir em programas e intervenções específicos para as necessidades das adolescentes em situação de rua. Em especial, com foco na garantia de acesso à educação e um melhor atendimento baseado em ações não julgadoras que promovam cuidado e apoio psicossocial. Destaca-se, portanto, a importância do fortalecimento dos vínculos com a rede de apoio no processo de enfrentamento da situação de rua.
{"title":"Perfil Sociodemográfico e Rede de Apoio das Adolescentes em Situação de Rua","authors":"Rebeca Fernandes Ferreira Lima, Letícia Sant’Ana Herzog, E. M. Rosa","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e11824","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e11824","url":null,"abstract":"Este estudo teve como objetivo descrever a trajetória de vida e a rede de apoio de nove adolescentes do sexo feminino em situação de rua. Especificamente, (a) caracterizou-se o perfil sociodemográfico e econômico; (b) a experiência de vida na rua; e (c) a rede de apoio das participantes, identificando os recursos e vulnerabilidades nos contextos da família, escola, amigos, instituição e rua. Essas questões foram acessadas por meio de uma entrevista estruturada sobre a história de vida e relacionamentos com a rede de apoio das adolescentes, a qual foi respondida individualmente nos serviços de proteção onde foram recrutadas. Utilizaram- se estatísticas descritivas de frequência absoluta e porcentagem para analisar os dados de caracterização da população e a abordagem de estudo de casos múltiplos para analisar as narrativas de história de vida e relações com a rede de apoio. Os resultados mostraram que as adolescentes (13-18 anos) eram pardas ou negras, inseridas nas escolas, mesmo embora apresentassem defasagem escolar e histórico de institucionalização. Nas famílias, vivenciaram dificuldades financeiras, conflitos e sofreram violência física, psicológica e sexual. Condições estas que foram relacionadas ao apoio recebido dos seus amigos, que lhes oferecem suporte financeiro e emocional, ajudando-as a superar as adversidades. Assim, embora sejam espaços onde as adolescentes podem angariar recursos, a escola, a instituição e, de forma alternativa, a rua foram retratadas pelo preconceito, discriminação e violência. Frente ao amplo contexto de vulnerabilidade e suas implicações, torna-se necessário investir em programas e intervenções específicos para as necessidades das adolescentes em situação de rua. Em especial, com foco na garantia de acesso à educação e um melhor atendimento baseado em ações não julgadoras que promovam cuidado e apoio psicossocial. Destaca-se, portanto, a importância do fortalecimento dos vínculos com a rede de apoio no processo de enfrentamento da situação de rua.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"52 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122433432","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e11759
R. Almeida, Suely Aires Pontes
O presente artigo discorre sobre a forma como o sujeito psicótico produz respostas à invasão do real impossível de suportar, fazendo do contato com a loucura uma produção inventiva. A partir do campo teórico psicanalítico construído por Freud e Lacan, iniciamos a discussão sobre o mecanismo das psicoses, a singularidade e especificidade da fala dos psicóticos, marcando o delírio em sua lógica. E avançamos destacando como a produção de objetos pode ser um dos caminhos de estabilização na clínica das psicoses. Por meio de revisão bibliográfica e documental sobre um caso clínico específico, apresentamos a saída inventiva de Arthur Bispo do Rosário, o qual, obedecendo à injunção delirante “Está na hora de você reconstruir o mundo”, produziu inúmeros objetos, o que permitiu constituir uma condição mínima de agente frente à vivência psicótica.
{"title":"Psicose e Estabilização: Caso Arthur Bispo do Rosário","authors":"R. Almeida, Suely Aires Pontes","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e11759","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e11759","url":null,"abstract":"O presente artigo discorre sobre a forma como o sujeito psicótico produz respostas à invasão do real impossível de suportar, fazendo do contato com a loucura uma produção inventiva. A partir do campo teórico psicanalítico construído por Freud e Lacan, iniciamos a discussão sobre o mecanismo das psicoses, a singularidade e especificidade da fala dos psicóticos, marcando o delírio em sua lógica. E avançamos destacando como a produção de objetos pode ser um dos caminhos de estabilização na clínica das psicoses. Por meio de revisão bibliográfica e documental sobre um caso clínico específico, apresentamos a saída inventiva de Arthur Bispo do Rosário, o qual, obedecendo à injunção delirante “Está na hora de você reconstruir o mundo”, produziu inúmeros objetos, o que permitiu constituir uma condição mínima de agente frente à vivência psicótica.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"40 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130567896","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e11929
Gustavo Angeli, Mériti De Souza
As universidades e as clínicas-escola se apresentam como espaços potenciais de transmissão da Psicanálise e da realização de estágios supervisionados orientados por essa perspectiva. No presente artigo, estabelece-se a investigação da prática do estágio realizado na clínica-escola a partir da Psicanálise. Para tanto se recorreu à análise de autores que problematizam pressupostos teóricos e metodológicos a partir de supervisões realizadas na clínica-escola. Entendemos que a prática do estágio que envolve os atendimentos e a supervisão pode promover um trabalho psíquico de elaboração em relação aos acontecimentos e a implicação subjetiva na aprendizagem, o desejo de saber dos envolvidos. Assim, a clínica-escola, ao ser tomada como espaço de problematização e de possibilidade de inovação e abertura para transformações, permite revisitar conceitos fundamentais da teoria psicanalítica, assim como repensar os lugares e a atuação dos profissionais em formação.
{"title":"Supervisão de Estágio na Clínica-Escola: Leituras sobre a Escuta Psicanalítica","authors":"Gustavo Angeli, Mériti De Souza","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e11929","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e11929","url":null,"abstract":"As universidades e as clínicas-escola se apresentam como espaços potenciais de transmissão da Psicanálise e da realização de estágios supervisionados orientados por essa perspectiva. No presente artigo, estabelece-se a investigação da prática do estágio realizado na clínica-escola a partir da Psicanálise. Para tanto se recorreu à análise de autores que problematizam pressupostos teóricos e metodológicos a partir de supervisões realizadas na clínica-escola. Entendemos que a prática do estágio que envolve os atendimentos e a supervisão pode promover um trabalho psíquico de elaboração em relação aos acontecimentos e a implicação subjetiva na aprendizagem, o desejo de saber dos envolvidos. Assim, a clínica-escola, ao ser tomada como espaço de problematização e de possibilidade de inovação e abertura para transformações, permite revisitar conceitos fundamentais da teoria psicanalítica, assim como repensar os lugares e a atuação dos profissionais em formação.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"8 5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130842738","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e11970
Luis Artur Costa, Brida Emanoele Spohn Cezar, M. Alves, Pietra Manzoli, A. Reis
Este artigo propõe-se a discutir a ficção enquanto método de produção de conhecimento, apresentado a partir de recortes de pesquisas que habitam o território da psicologia social e que afirmam operações singulares para trabalhar e intervir sobre os seus campos problemáticos. As ferramentas aqui exploradas são cartograficamente delimitadas, desviando-se, portanto, dos enquadramentos prévios tanto quanto das generalizações que por vezes acompanham as práticas de constituição dos saberes. Os hibridismos entre arte, filosofia e ciência surgem da abertura à experimentação que acompanha cada um dos processos em vias de diferenciação, ou seja, não se pretende transformar a escrita em um espaço fadado ao já visto ou já pensado, mas em constante relação com as virtualidades e com a variação suscitada pelo próprio pesquisar. A intenção de criar um corpo heterogêneo, capaz de acolher o paradoxo e as múltiplas vozes que ecoam dos encontros, perpassa o movimento de reunir fragmentos díspares atravessados por uma experiência que não almeja fechar-se em si mesma, e sim reinventar-se a cada novo salto do pensamento, pautado por uma ética do desassossego e do incremento de possibilidades.
{"title":"Escritas de Si: Por uma Ética da Experimentação Ficcional","authors":"Luis Artur Costa, Brida Emanoele Spohn Cezar, M. Alves, Pietra Manzoli, A. Reis","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e11970","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e11970","url":null,"abstract":"Este artigo propõe-se a discutir a ficção enquanto método de produção de conhecimento, apresentado a partir de recortes de pesquisas que habitam o território da psicologia social e que afirmam operações singulares para trabalhar e intervir sobre os seus campos problemáticos. As ferramentas aqui exploradas são cartograficamente delimitadas, desviando-se, portanto, dos enquadramentos prévios tanto quanto das generalizações que por vezes acompanham as práticas de constituição dos saberes. Os hibridismos entre arte, filosofia e ciência surgem da abertura à experimentação que acompanha cada um dos processos em vias de diferenciação, ou seja, não se pretende transformar a escrita em um espaço fadado ao já visto ou já pensado, mas em constante relação com as virtualidades e com a variação suscitada pelo próprio pesquisar. A intenção de criar um corpo heterogêneo, capaz de acolher o paradoxo e as múltiplas vozes que ecoam dos encontros, perpassa o movimento de reunir fragmentos díspares atravessados por uma experiência que não almeja fechar-se em si mesma, e sim reinventar-se a cada novo salto do pensamento, pautado por uma ética do desassossego e do incremento de possibilidades.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"64 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131970639","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e12158
C. Burgarelli, Eugênia Assis Victor
Este artigo aborda a função do resto na psicanálise, a partir do enlace dialético entre a teoria e a clínica. Trabalhamos a noção de que um tanto da experiência com o corpo não se inscreve de que há um resíduo, um impossível de ser dito. Esse resto, elidido e excluído, pode se materializar na forma de um corpo abjeto, expressão de um modo de ser não legítimo socialmente. Um corpo marginal que causa horror fora do ideal de normalidade, de felicidade ou da vida saudável. Tais formulações, então, surgem da escuta clínica e à clínica retornam enquanto questionamentos e inquietações sobre o fazer psicanalítico com o resto. Tomamos como objetivo, neste artigo, discutir alguns dos efeitos da formulação de Lacan (1962-63/2005) a respeito do objeto a, no fazer da psicanálise. Primeiramente, vamos recorrer à elaboração de Freud (1915/2004) a respeito da pulsão, numa articulação com o que Lacan formulou sobre o resto como causa de desejo. Em um segundo momento, trabalharemos com a especificidade e a subversão própria à clínica psicanalítica, pautada na escuta do sujeito de desejo. Para isso, recorreremos a esta outra implicação entre Lacan e Freud: a questão da clínica freudiana e a do sujeito em Lacan, passando por sua elaboração sobre a letra. Argumentamos que a análise vislumbra saídas pela via da escrita do resto, no limiar da letra, convocando à invenção de um saber-fazer com o real. Propomos, portanto, que não há clínica sem que se considere o avesso, o imundo, o marginal e o horror.
{"title":"Sujeito e Objeto na Clínica Psicanalítica: A Função do Resto","authors":"C. Burgarelli, Eugênia Assis Victor","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e12158","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e12158","url":null,"abstract":"Este artigo aborda a função do resto na psicanálise, a partir do enlace dialético entre a teoria e a clínica. Trabalhamos a noção de que um tanto da experiência com o corpo não se inscreve de que há um resíduo, um impossível de ser dito. Esse resto, elidido e excluído, pode se materializar na forma de um corpo abjeto, expressão de um modo de ser não legítimo socialmente. Um corpo marginal que causa horror fora do ideal de normalidade, de felicidade ou da vida saudável. Tais formulações, então, surgem da escuta clínica e à clínica retornam enquanto questionamentos e inquietações sobre o fazer psicanalítico com o resto. Tomamos como objetivo, neste artigo, discutir alguns dos efeitos da formulação de Lacan (1962-63/2005) a respeito do objeto a, no fazer da psicanálise. Primeiramente, vamos recorrer à elaboração de Freud (1915/2004) a respeito da pulsão, numa articulação com o que Lacan formulou sobre o resto como causa de desejo. Em um segundo momento, trabalharemos com a especificidade e a subversão própria à clínica psicanalítica, pautada na escuta do sujeito de desejo. Para isso, recorreremos a esta outra implicação entre Lacan e Freud: a questão da clínica freudiana e a do sujeito em Lacan, passando por sua elaboração sobre a letra. Argumentamos que a análise vislumbra saídas pela via da escrita do resto, no limiar da letra, convocando à invenção de um saber-fazer com o real. Propomos, portanto, que não há clínica sem que se considere o avesso, o imundo, o marginal e o horror.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124904450","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-04-29DOI: 10.5020/23590777.rs.v22i1.e10277
Vitória Rosa Cougo, Camilla Baldicera Biazus, Ana Carolina Bicca Bragança, Cláudia Maria Perrone
Este trabalho surge da associação criada entre a obra da artista Louise Bourgeois e a teoria psicanalítica, com o intuito de produzir um espaço passível de historicização dos lugares ocupados pela mulher na sociedade e suas relações com o feminino. Louise Bourgeois foi precursora da arte feminista dos anos 70, em Nova York, e por ser uma das primeiras artistas a levantar o tema do feminino e da maternidade a partir da sua arte. Através de uma perspectiva metodológica ensaística, elencou-se para este estudo três obras da artista: Femme Maison, Arc of Hysteria e Maman, a partir das quais, tornou-se possível pensar acerca das mudanças sociais que imprimiram transformações na posição do feminino em relação à lógica fálica. A análise das três obras possibilitou acompanhar os deslocamentos do feminino – da mulher casa até a mulher aranha - em justaposição às transformações discursivas ocorridas desde o enfraquecimento do saber religioso até a ascensão do discurso científico, que foram atravessados pela irrupção da teoria psicanalítica. Se antes, a mulher estava restrita a esfera do lar, agora ela passa a ocupar e a ter que dar conta de vários lugares e funções e, por isso, acaba sendo capturada pela ilusão de autossuficiência, sustentada pela ciência e representada neste estudo a partir da obra Maman, a qual confere à mulher a forma de um aracnídeo. A contribuição desse trabalho compreende a possibilidade de pensar criticamente, a partir da teoria psicanalítica e da arte, sobre a ilusão de autossuficiência provocada pelos discursos científicos como a manifestação contemporânea do conflito feminino de lidar com a falta.
这个作品产生于艺术家路易丝·布尔乔亚的作品和精神分析理论之间的联系,目的是创造一个可以历史化女性在社会中所占据的位置及其与女性的关系的空间。路易丝·布尔乔亚是20世纪70年代纽约女权主义艺术的先驱,也是最早从她的艺术中提出女性和母性主题的艺术家之一。通过散文式的方法论视角,本研究选取了艺术家的三幅作品:《Femme Maison》、《Arc of Hysteria》和《Maman》,从中可以思考女性在阴茎逻辑方面的地位发生了变化的社会变化。通过对这三部作品的分析,我们可以追踪女性的置换——从家庭女性到蜘蛛女性——并与从宗教知识的削弱到科学话语的兴起所发生的话语转变并列,这些转变被精神分析理论的爆发所交叉。之前她在有限的领域,现在的家,她有事需要处理许多地方和功能,因此,必然被幻觉自给自足,源自科学范畴,这项研究从母亲作品的形式,它赋予了女人一个虱子这项工作的贡献包括从精神分析理论和艺术的角度,批判性地思考由科学话语引起的自给自足的错觉的可能性,作为女性冲突的当代表现,以应对缺乏。
{"title":"Enlaces entre o Feminino e a Psicanálise na Obra de Louise Bourgeois","authors":"Vitória Rosa Cougo, Camilla Baldicera Biazus, Ana Carolina Bicca Bragança, Cláudia Maria Perrone","doi":"10.5020/23590777.rs.v22i1.e10277","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i1.e10277","url":null,"abstract":"Este trabalho surge da associação criada entre a obra da artista Louise Bourgeois e a teoria psicanalítica, com o intuito de produzir um espaço passível de historicização dos lugares ocupados pela mulher na sociedade e suas relações com o feminino. Louise Bourgeois foi precursora da arte feminista dos anos 70, em Nova York, e por ser uma das primeiras artistas a levantar o tema do feminino e da maternidade a partir da sua arte. Através de uma perspectiva metodológica ensaística, elencou-se para este estudo três obras da artista: Femme Maison, Arc of Hysteria e Maman, a partir das quais, tornou-se possível pensar acerca das mudanças sociais que imprimiram transformações na posição do feminino em relação à lógica fálica. A análise das três obras possibilitou acompanhar os deslocamentos do feminino – da mulher casa até a mulher aranha - em justaposição às transformações discursivas ocorridas desde o enfraquecimento do saber religioso até a ascensão do discurso científico, que foram atravessados pela irrupção da teoria psicanalítica. Se antes, a mulher estava restrita a esfera do lar, agora ela passa a ocupar e a ter que dar conta de vários lugares e funções e, por isso, acaba sendo capturada pela ilusão de autossuficiência, sustentada pela ciência e representada neste estudo a partir da obra Maman, a qual confere à mulher a forma de um aracnídeo. A contribuição desse trabalho compreende a possibilidade de pensar criticamente, a partir da teoria psicanalítica e da arte, sobre a ilusão de autossuficiência provocada pelos discursos científicos como a manifestação contemporânea do conflito feminino de lidar com a falta.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130871410","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-02-02DOI: 10.5020/23590777.rs.v21i3.e8676
Elisa Avellar Merçon de Vargas, Danielly Bart do Nascimento, E. M. Rosa
Ainda que possa haver dificuldades ligadas ao cuidado e estigmas de pessoas com deficiência, devem-se considerar características individuais e contextuais que potencializam o desenvolvimento e a resiliência nesse contexto. O presente estudo visou explorar processos de resiliência para lidar com adversidades vivenciadas por duas famílias adotantes de filhos com deficiência. Realizou-se um total de cinco entrevistas neste estudo de casos múltiplos: duas com as mães de cada família e uma com duas profissionais da escola que uma das crianças frequentava. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. Os dados foram analisados a partir de análise de conteúdo e as categorias a partir dos dados emergidos das entrevistas e guiados pela perspectiva sobre resiliência, utilizada na presente pesquisa. Os resultados apontaram para a vivência de adversidades como falta de estímulos e cuidados à criança na instituição de acolhimento, dificuldades no processo de adoção, cansaço parental, dificuldades no cuidado da criança, circunstâncias individuais e fatores contextuais (por exemplo, o preconceito). Por outro lado, observaram-se diversos processos promotores de resiliência, como o vínculo e afinidade inicial com a criança, estimulação da criança, apoio de familiares e profissionais, experiência prévia com crianças com deficiência, características pessoais e contextuais. Esses processos contribuíram positivamente para o desenvolvimento e condições de saúde das crianças, bem como para a formação de vínculos afetivos. Assim, deve-se promover uma nova cultura da adoção que priorize as necessidades das crianças, compreendendo que adotar uma criança com deficiência é dar a ela a oportunidade de se superar e desenvolver o seu potencial.
{"title":"Resiliência e Adoção de Crianças com Deficiência: Estudo de Casos Múltiplos","authors":"Elisa Avellar Merçon de Vargas, Danielly Bart do Nascimento, E. M. Rosa","doi":"10.5020/23590777.rs.v21i3.e8676","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i3.e8676","url":null,"abstract":"Ainda que possa haver dificuldades ligadas ao cuidado e estigmas de pessoas com deficiência, devem-se considerar características individuais e contextuais que potencializam o desenvolvimento e a resiliência nesse contexto. O presente estudo visou explorar processos de resiliência para lidar com adversidades vivenciadas por duas famílias adotantes de filhos com deficiência. Realizou-se um total de cinco entrevistas neste estudo de casos múltiplos: duas com as mães de cada família e uma com duas profissionais da escola que uma das crianças frequentava. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. Os dados foram analisados a partir de análise de conteúdo e as categorias a partir dos dados emergidos das entrevistas e guiados pela perspectiva sobre resiliência, utilizada na presente pesquisa. Os resultados apontaram para a vivência de adversidades como falta de estímulos e cuidados à criança na instituição de acolhimento, dificuldades no processo de adoção, cansaço parental, dificuldades no cuidado da criança, circunstâncias individuais e fatores contextuais (por exemplo, o preconceito). Por outro lado, observaram-se diversos processos promotores de resiliência, como o vínculo e afinidade inicial com a criança, estimulação da criança, apoio de familiares e profissionais, experiência prévia com crianças com deficiência, características pessoais e contextuais. Esses processos contribuíram positivamente para o desenvolvimento e condições de saúde das crianças, bem como para a formação de vínculos afetivos. Assim, deve-se promover uma nova cultura da adoção que priorize as necessidades das crianças, compreendendo que adotar uma criança com deficiência é dar a ela a oportunidade de se superar e desenvolver o seu potencial.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"36 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127018963","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-02-02DOI: 10.5020/23590777.rs.v21i3.e8626
Thaís Watakabe Yanaga, Renata Maria Coimbra
A partir da tese de doutorado defendida pela primeira autora, o presente artigo tem como objetivo analisar, na perspectiva dos professores, como as ações de inclusão se articulam com processos de resiliência para adolescentes e jovens da educação especial que frequentam ensino médio /técnico e superior. A pesquisa de campo foi realizada por meio de estudo de caso, conduzida em seis campi de uma instituição de ensino federal do estado do Paraná. Analisaram-se, sob a perspectiva dos professores, as ações de inclusão presentes na vida escolar dos alunos em articulação com processos de resiliência. Participaram do estudo 14 professores da educação especial que apresentaram processos de resiliência. Assim, a partir de uma abordagem socioecológica de resiliência, entrevistaram-se professores na proposta das sete tensões para resolução das adversidades. Os resultados apontaram que as ações voltadas para a inclusão dos alunos, na sua maioria, se desenvolviam por iniciativa própria dos professores e da equipe pedagógica, dentre as quais: atendimento acadêmico e acompanhamento pedagógico oferecidos individualmente, desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos, garantia da acessibilidade, reconhecimento das potencialidades dos alunos e incentivo à sua participação em diversas atividades escolares. Constatou-se que tais ações estavam favorecendo processos de resiliência, associadas a quatro tensões – Identidade, Acesso a Recursos Materiais, Coesão e Relacionamentos – todos atuando como fatores protetivos para os alunos da educação especial inseridos nos níveis médio e superior. Além das ações individuais promovidas pelos docentes e equipe pedagógica, os processos de resiliência poderiam ser mobilizados em um maior número de estudantes da educação especial, com o comprometimento maior da instituição, através da implantação e desenvolvimento do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), seguindo as determinações legais.
{"title":"Inclusão e Processos de Resiliência para Alunos da Educação Especial na Perspectiva dos Docentes do Ensino Médio e Superior","authors":"Thaís Watakabe Yanaga, Renata Maria Coimbra","doi":"10.5020/23590777.rs.v21i3.e8626","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i3.e8626","url":null,"abstract":"A partir da tese de doutorado defendida pela primeira autora, o presente artigo tem como objetivo analisar, na perspectiva dos professores, como as ações de inclusão se articulam com processos de resiliência para adolescentes e jovens da educação especial que frequentam ensino médio /técnico e superior. A pesquisa de campo foi realizada por meio de estudo de caso, conduzida em seis campi de uma instituição de ensino federal do estado do Paraná. Analisaram-se, sob a perspectiva dos professores, as ações de inclusão presentes na vida escolar dos alunos em articulação com processos de resiliência. Participaram do estudo 14 professores da educação especial que apresentaram processos de resiliência. Assim, a partir de uma abordagem socioecológica de resiliência, entrevistaram-se professores na proposta das sete tensões para resolução das adversidades. Os resultados apontaram que as ações voltadas para a inclusão dos alunos, na sua maioria, se desenvolviam por iniciativa própria dos professores e da equipe pedagógica, dentre as quais: atendimento acadêmico e acompanhamento pedagógico oferecidos individualmente, desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos, garantia da acessibilidade, reconhecimento das potencialidades dos alunos e incentivo à sua participação em diversas atividades escolares. Constatou-se que tais ações estavam favorecendo processos de resiliência, associadas a quatro tensões – Identidade, Acesso a Recursos Materiais, Coesão e Relacionamentos – todos atuando como fatores protetivos para os alunos da educação especial inseridos nos níveis médio e superior. Além das ações individuais promovidas pelos docentes e equipe pedagógica, os processos de resiliência poderiam ser mobilizados em um maior número de estudantes da educação especial, com o comprometimento maior da instituição, através da implantação e desenvolvimento do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), seguindo as determinações legais.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130575736","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-02-02DOI: 10.5020/23590777.rs.v21i3.e9191
Mariana Pinheiro Pessoa de Andrade Aguiar, N. A. Morais
Este artigo teve como objetivo compreender processos de resiliência vivenciados por famílias que possuem uma pessoa com deficiência. Para tanto, foi realizada uma pesquisa transversal, qualitativa, descritiva e exploratória, cujos participantes foram cinco pessoas com deficiência e seis familiares. Dois deles apresentavam uma deficiência física e os demais apresentavam deficiência intelectual, auditiva e visual. Quanto aos familiares, participaram três mães, uma esposa e dois pais. Ambos foram recrutados por conveniência e responderam a uma entrevista semiestruturada, que foi analisada a partir da análise de conteúdo. Duas categorias de análise emergiram: as adversidades vivenciadas pelas pessoas com deficiência e por seus familiares e os processos de resiliência familiar. Dentre as principais adversidades mencionadas pelos participantes, citam-se o impacto trazido pelo diagnóstico, a mudança de papeis na família e a necessidade de ajustes para garantir o cuidado da pessoa com deficiência, somados às barreiras físicas e atitudinais que vivenciam no seu cotidiano, além da necessidade de fugir da negação da deficiência, bem como da superproteção. Apesar das adversidades citadas, entendeu-se que as famílias entrevistadas utilizaram estratégias particulares e, muitas vezes, bem-sucedidas no enfrentamento das adversidades. Foi possível verificar que a aceitação da deficiência e o convívio com os pares contribuíram para o desenvolvimento de processos de resiliência. Finalmente, constatou-se que a resiliência familiar constitui uma abordagem promissora à pesquisa e intervenção direcionada às pessoas com deficiência e suas famílias, pois rompe com a visão de deficiência enquanto limitação, bem como lança luz sobre as potencialidades de ambas.
{"title":"Processos de Resiliência Familiar Vivenciados por Famílias com uma Pessoa com Deficiência","authors":"Mariana Pinheiro Pessoa de Andrade Aguiar, N. A. Morais","doi":"10.5020/23590777.rs.v21i3.e9191","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i3.e9191","url":null,"abstract":"Este artigo teve como objetivo compreender processos de resiliência vivenciados por famílias que possuem uma pessoa com deficiência. Para tanto, foi realizada uma pesquisa transversal, qualitativa, descritiva e exploratória, cujos participantes foram cinco pessoas com deficiência e seis familiares. Dois deles apresentavam uma deficiência física e os demais apresentavam deficiência intelectual, auditiva e visual. Quanto aos familiares, participaram três mães, uma esposa e dois pais. Ambos foram recrutados por conveniência e responderam a uma entrevista semiestruturada, que foi analisada a partir da análise de conteúdo. Duas categorias de análise emergiram: as adversidades vivenciadas pelas pessoas com deficiência e por seus familiares e os processos de resiliência familiar. Dentre as principais adversidades mencionadas pelos participantes, citam-se o impacto trazido pelo diagnóstico, a mudança de papeis na família e a necessidade de ajustes para garantir o cuidado da pessoa com deficiência, somados às barreiras físicas e atitudinais que vivenciam no seu cotidiano, além da necessidade de fugir da negação da deficiência, bem como da superproteção. Apesar das adversidades citadas, entendeu-se que as famílias entrevistadas utilizaram estratégias particulares e, muitas vezes, bem-sucedidas no enfrentamento das adversidades. Foi possível verificar que a aceitação da deficiência e o convívio com os pares contribuíram para o desenvolvimento de processos de resiliência. Finalmente, constatou-se que a resiliência familiar constitui uma abordagem promissora à pesquisa e intervenção direcionada às pessoas com deficiência e suas famílias, pois rompe com a visão de deficiência enquanto limitação, bem como lança luz sobre as potencialidades de ambas.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122230348","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-02-02DOI: 10.5020/23590777.rs.v21i3.e8882
Mayse Itagiba Rooke, Nara Liana Pereira Silva
A família que experiencia processos de resiliência conquista recursos vitais para lidar de forma mais eficiente com os desafios futuros, sugerindo a estabilidade do grupo. Este estudo investigou a trajetória desse construto a partir da análise de níveis de estresse, depressão, suporte familiar e fatores protetores em quatro famílias compostas por mãe, pai e filhos, tendo um deles a síndrome de Down (SD). A idade média das mães foi de 40,7 anos, a dos pais de 38,5 anos, do filho com SD de 15,7 meses e do filho com desenvolvimento típico (DT), quando existente, de 10,2 anos. Foram realizadas visitas nas residências em três momentos ao longo de um ano. Em cada uma delas, ambos os genitores responderam ao Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp, ao Inventário de Depressão de Beck, ao Inventário de Percepção de Suporte Familiar (IPSF) e a uma entrevista semiestruturada. O filho com DT respondeu à Escala de Estresse Infantil, ao IPSF e à entrevista. Todos os familiares responderam juntos ao Inventário dos Fatores Protetores da Família (IFPF). Os resultados indicam que os processos de resiliência familiar mantiveram-se estáveis ao longo do tempo. Distintas associações foram encontradas entre os construtos, a depender do momento de testagem dos membros familiares. De forma geral, níveis mais altos de estresse e depressão parecem interferir negativamente nos processos de resiliência familiar. Por outro lado, a maior percepção de suporte familiar e maior presença de fatores protetores parecem estar relacionadas à presença de indicativos desse fenômeno psicológico.
{"title":"Trajetória de Resiliência em Famílias de Crianças com Síndrome de Down","authors":"Mayse Itagiba Rooke, Nara Liana Pereira Silva","doi":"10.5020/23590777.rs.v21i3.e8882","DOIUrl":"https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i3.e8882","url":null,"abstract":"A família que experiencia processos de resiliência conquista recursos vitais para lidar de forma mais eficiente com os desafios futuros, sugerindo a estabilidade do grupo. Este estudo investigou a trajetória desse construto a partir da análise de níveis de estresse, depressão, suporte familiar e fatores protetores em quatro famílias compostas por mãe, pai e filhos, tendo um deles a síndrome de Down (SD). A idade média das mães foi de 40,7 anos, a dos pais de 38,5 anos, do filho com SD de 15,7 meses e do filho com desenvolvimento típico (DT), quando existente, de 10,2 anos. Foram realizadas visitas nas residências em três momentos ao longo de um ano. Em cada uma delas, ambos os genitores responderam ao Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp, ao Inventário de Depressão de Beck, ao Inventário de Percepção de Suporte Familiar (IPSF) e a uma entrevista semiestruturada. O filho com DT respondeu à Escala de Estresse Infantil, ao IPSF e à entrevista. Todos os familiares responderam juntos ao Inventário dos Fatores Protetores da Família (IFPF). Os resultados indicam que os processos de resiliência familiar mantiveram-se estáveis ao longo do tempo. Distintas associações foram encontradas entre os construtos, a depender do momento de testagem dos membros familiares. De forma geral, níveis mais altos de estresse e depressão parecem interferir negativamente nos processos de resiliência familiar. Por outro lado, a maior percepção de suporte familiar e maior presença de fatores protetores parecem estar relacionadas à presença de indicativos desse fenômeno psicológico.","PeriodicalId":296766,"journal":{"name":"Revista Subjetividades","volume":"53 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-02","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128931951","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}