Este estudo tem o caráter teórico bibliográfico e analisa as implicações epistemológicas do conceito de danças negras, propondo-o como uma ferramenta de análise para a compreensão das dinâmicas sociais que articulam, a partir do racismo, dança, etnicidade e identidade negra. Utiliza como referencial teorias do campo da História, Sociologia, Antropologia e Estudos Culturais, com ênfase no conceito de Atlantico Negro (GILROY, 2011), na perspectiva decolonial (QUIJANO, 2000; GROSFOGUEL, 2007) e na noção de representatividade (DAVIS, 2014). O artigo aponta para duas possibilidades de uso do conceito: na atualização de práticas e saberes corporais afrodiaspóricos e na representatividade negra na dança. Por fim, discute as possibilidades e os limites das políticas anti-racistas na dança.
{"title":"Por um conceito de danças negras","authors":"G. Andreoli","doi":"10.5216/ac.v7i1.64256","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.64256","url":null,"abstract":"Este estudo tem o caráter teórico bibliográfico e analisa as implicações epistemológicas do conceito de danças negras, propondo-o como uma ferramenta de análise para a compreensão das dinâmicas sociais que articulam, a partir do racismo, dança, etnicidade e identidade negra. Utiliza como referencial teorias do campo da História, Sociologia, Antropologia e Estudos Culturais, com ênfase no conceito de Atlantico Negro (GILROY, 2011), na perspectiva decolonial (QUIJANO, 2000; GROSFOGUEL, 2007) e na noção de representatividade (DAVIS, 2014). O artigo aponta para duas possibilidades de uso do conceito: na atualização de práticas e saberes corporais afrodiaspóricos e na representatividade negra na dança. Por fim, discute as possibilidades e os limites das políticas anti-racistas na dança.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"93 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124253233","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este artigo aponta para as danças negras como proposta fértil para desenvolvimento da corporeidade do artista, sobretudo para o ensino da dança. Refere-se a alguns estilos de danças negras criadas e recriadas em território brasileiro, especialmente a dança cênica, criada por Mercedes Baptista e a influência de sua estética que deu origem ao Laboratório Raízes do Movimento.
{"title":"As danças negras brasileiras e suas estéticas na cena carioca","authors":"F. Dias","doi":"10.5216/ac.v7i1.65586","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.65586","url":null,"abstract":"Este artigo aponta para as danças negras como proposta fértil para desenvolvimento da corporeidade do artista, sobretudo para o ensino da dança. Refere-se a alguns estilos de danças negras criadas e recriadas em território brasileiro, especialmente a dança cênica, criada por Mercedes Baptista e a influência de sua estética que deu origem ao Laboratório Raízes do Movimento.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"20 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116624536","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A poética diversificada da dança contemporânea tem possibilitado o desenvolvimento de uma ampla gama de investigações acerca do processo criativo nesta prática estética. Dentre elas reside um questionamento sobre as atividades corporais realizadas pelos dançarinos para treinar ou preparar o corpo para a criação. Este artigo faz parte deste universo, priorizando as práticas que estão além do trabalho técnico e criativo centralizadas dentro do estúdio de dança. A partir da análise de um processo de criação de um solo em dança contemporânea, este artigo descreve e analisa as atividades de preparação corporal e de sensibilização poética realizadas pela intérprete-criadora em seu cotidiano e o como estas influenciaram a dramaturgia da criação. Concluímos que é através do pensamento dramatúrgico e sua prática de organizar as intensidades e energias geradas nos trabalhos corporais da performer que a coreografia é elaborada. Assim, a discussão realizada ao longo do artigo associada ao pensamento de Behrndt (2016), Scialom e Fabrini (2019), Gouveia (2012), Ostrower (2014) e Louppe (2012), defende a descentralização do processo criativo do estúdio de dança para incluir o cotidiano da artista-criadora como constituinte da criação, evidenciando os procedimentos utilizados para tal.
{"title":"Pensar dramatúrgico como chave para descentralizar a criação coreográfica do estúdio de dança.","authors":"Melina Scialom, Isabela Berto Tescarollo","doi":"10.5216/ac.v7i1.68645","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.68645","url":null,"abstract":"A poética diversificada da dança contemporânea tem possibilitado o desenvolvimento de uma ampla gama de investigações acerca do processo criativo nesta prática estética. Dentre elas reside um questionamento sobre as atividades corporais realizadas pelos dançarinos para treinar ou preparar o corpo para a criação. Este artigo faz parte deste universo, priorizando as práticas que estão além do trabalho técnico e criativo centralizadas dentro do estúdio de dança. A partir da análise de um processo de criação de um solo em dança contemporânea, este artigo descreve e analisa as atividades de preparação corporal e de sensibilização poética realizadas pela intérprete-criadora em seu cotidiano e o como estas influenciaram a dramaturgia da criação. Concluímos que é através do pensamento dramatúrgico e sua prática de organizar as intensidades e energias geradas nos trabalhos corporais da performer que a coreografia é elaborada. Assim, a discussão realizada ao longo do artigo associada ao pensamento de Behrndt (2016), Scialom e Fabrini (2019), Gouveia (2012), Ostrower (2014) e Louppe (2012), defende a descentralização do processo criativo do estúdio de dança para incluir o cotidiano da artista-criadora como constituinte da criação, evidenciando os procedimentos utilizados para tal.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129548659","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
O artigo tem como objetivo compartilhar o processo de construção e criação de uma dança menor, a partir do referencial proposto por Erin Manning (2016) e de uma prática coreográfica com mulheres num território vulnerabilizado em Santos, São Paulo, Brasil. Narramos um protótipo de projeto, com procedimentos metodológicos para práticas em dança e performance, buscando entrelaçar a vivência artística a estados de presença que fossem capazes de inaugurar novas possibilidades de relação, agência e convivência, sendo essas categorias-fundamento para uma dança acessível e comum. A proposta assume a ação coreográfica no território como uma posição de composição com a dimensão política que cada "chão" produz, como também, constrói imediações possíveis para artistas e operadores sociais, como políticas de cuidado, regeneração e refúgio em territórios vulnerabilizados.
{"title":"Dança menor","authors":"M. Guzzo, Kidauane Regina Alves","doi":"10.5216/ac.v7i1.65652","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.65652","url":null,"abstract":"O artigo tem como objetivo compartilhar o processo de construção e criação de uma dança menor, a partir do referencial proposto por Erin Manning (2016) e de uma prática coreográfica com mulheres num território vulnerabilizado em Santos, São Paulo, Brasil. Narramos um protótipo de projeto, com procedimentos metodológicos para práticas em dança e performance, buscando entrelaçar a vivência artística a estados de presença que fossem capazes de inaugurar novas possibilidades de relação, agência e convivência, sendo essas categorias-fundamento para uma dança acessível e comum. A proposta assume a ação coreográfica no território como uma posição de composição com a dimensão política que cada \"chão\" produz, como também, constrói imediações possíveis para artistas e operadores sociais, como políticas de cuidado, regeneração e refúgio em territórios vulnerabilizados. \u0000 ","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"76 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121819372","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este texto constitui a segunda parte do esforço em explicar o conceito de dança de rua e suas especificidades em relação à noção de danças urbanas. Para tanto, explica a dança de rua e as danças urbanas a partir de suas configurações históricas, estéticas, georeferencias e da experiência de integrantes desses fazeres dançantes no Brasil. O propósito consiste em evidenciar como operam formas de colonialidade em dança através da migração entre termos, processo acompanhado de tensões e conflitos que envolvem o processo de feitura da cultura de dançar não desvencilhada das pessoas que dançam, seus valores, comportamentos e conhecimentos.
{"title":"conceitos de ‘dança de rua’ e ‘danças urbanas’ e como eles nos ajudam a entender um pouco mais sobre colonialidade (Parte II)","authors":"Rafael Guarato","doi":"10.5216/ac.v7i1.68328","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.68328","url":null,"abstract":"Este texto constitui a segunda parte do esforço em explicar o conceito de dança de rua e suas especificidades em relação à noção de danças urbanas. Para tanto, explica a dança de rua e as danças urbanas a partir de suas configurações históricas, estéticas, georeferencias e da experiência de integrantes desses fazeres dançantes no Brasil. O propósito consiste em evidenciar como operam formas de colonialidade em dança através da migração entre termos, processo acompanhado de tensões e conflitos que envolvem o processo de feitura da cultura de dançar não desvencilhada das pessoas que dançam, seus valores, comportamentos e conhecimentos.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121535865","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ejercicio escritural que relaciona el término aparato estético, forjado por el filósofo Déotte, con el término coreografía, entendida como la estructura o suceso organizativo del cuerpo danzante. Ya se han relacionado aparato y coreografía en estudios de danza; aquí se propone una ruta nueva. Se pensará qué de la estructura o suceso coreográfico resulta análogo al aparato y cómo la aparatización de la danza puede arrojar una imagen de aparato (o manifestación sensible). A su vez, y de manera crítica, la mirada de Jacques Rancière sirve para cuestionar el término filosófico y esbozar uno de énfasis nuevo para la coreografía.
{"title":"Coreografia como aparato estético","authors":"Sara Gómez Velázquez","doi":"10.5216/ac.v7i1.68813","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.68813","url":null,"abstract":"Ejercicio escritural que relaciona el término aparato estético, forjado por el filósofo Déotte, con el término coreografía, entendida como la estructura o suceso organizativo del cuerpo danzante. Ya se han relacionado aparato y coreografía en estudios de danza; aquí se propone una ruta nueva. Se pensará qué de la estructura o suceso coreográfico resulta análogo al aparato y cómo la aparatización de la danza puede arrojar una imagen de aparato (o manifestación sensible). A su vez, y de manera crítica, la mirada de Jacques Rancière sirve para cuestionar el término filosófico y esbozar uno de énfasis nuevo para la coreografía.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"132080913","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
El siguiente trabajo busca reconocer los aspectos que permiten definir al rito mágico como acto performático, indagando en las configuraciones semio-antropológicas que resultan de la disposición de movimiento corporal, la danza y los objetos participantes del rito. Nos posicionamos para la observación el análisis de acuerdo con la reflexión de Levi Strauss acerca de que lo físico es al mismo tiempo simple elemento de significación de un simbolismo que le desborda y el único medio de verificación de una realidad cuyos múltiples aspectos no pueden captarse fuera de él, en forma de síntesis. (1979:25) y con ello, haremos eco sobre la conceptualización de este antropólogo, de una “lógica de lo concreto” en el sentido de un modo en que las sociedades primarias exploran la realidad y la resinifican valiéndose de elementos de la acción, la sensibilidad y la imaginación (tal lógica opera como punto de encuentro entre el intelecto y la aprehensión sensible). Así también, observaremos al rito mágico como dispositivo inserto y sostenido en la larga historia de la mediatización, a partir del concepto de narratividad propuesto por Fabbri (1999) y revisado por la socio-semiótica, y de nociones como la de la ley de simpatía propuesta por Frazer (1890), reformulada por Mauss (1902-1903) y luego, discutida por la Semiótica Tensiva – cuya postura radica en que el ejercicio de algunas figuras retóricas están en consonancia con la problemática a la vez lexicológica, gramatical, y antropológica de las taxonomías culturales.
{"title":"Cuerpos de la magia","authors":"Susana Temperley","doi":"10.5216/ac.v7i1.65666","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.65666","url":null,"abstract":"El siguiente trabajo busca reconocer los aspectos que permiten definir al rito mágico como acto performático, indagando en las configuraciones semio-antropológicas que resultan de la disposición de movimiento corporal, la danza y los objetos participantes del rito. \u0000Nos posicionamos para la observación el análisis de acuerdo con la reflexión de Levi Strauss acerca de que lo físico es al mismo tiempo simple elemento de significación de un simbolismo que le desborda y el único medio de verificación de una realidad cuyos múltiples aspectos no pueden captarse fuera de él, en forma de síntesis. (1979:25) y con ello, haremos eco sobre la conceptualización de este antropólogo, de una “lógica de lo concreto” en el sentido de un modo en que las sociedades primarias exploran la realidad y la resinifican valiéndose de elementos de la acción, la sensibilidad y la imaginación (tal lógica opera como punto de encuentro entre el intelecto y la aprehensión sensible). \u0000Así también, observaremos al rito mágico como dispositivo inserto y sostenido en la larga historia de la mediatización, a partir del concepto de narratividad propuesto por Fabbri (1999) y revisado por la socio-semiótica, y de nociones como la de la ley de simpatía propuesta por Frazer (1890), reformulada por Mauss (1902-1903) y luego, discutida por la Semiótica Tensiva – cuya postura radica en que el ejercicio de algunas figuras retóricas están en consonancia con la problemática a la vez lexicológica, gramatical, y antropológica de las taxonomías culturales.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131854712","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Se aborda la enseñanza de la danza en Santiago de Chile como disciplina territorial afecta a tensionalidades y segregación socioterritorial centro-periferia, que posee enquistado un eje valórico culto-popular desarrollado desde la conformación del Estado-Nación en 1810; y que ha sido profundizado desde 1973 con la imposición del modelo económico neoliberal por la dictadura cívico-militar de Pinochet. El proceso se relata desde la periférica Escuela A Danzar!, que autodefinida como observadora de segundo orden, y aplicando (pseudo)análisis socio-histórico, cartográfico, y bitácoras personales, reconoce que los profesionales de la danza pueden actuar como agentes de dominación simbólica. Como respuesta elaborada desde la investigación/acción comunitaria y en co-planificación, se propone la enseñanza de la danza en contextos sociovulnerables mediante la conformación de elencos escolares, utilizando como métodos el aprendizaje basado en proyectos y juegos de roles con enfoques que amplíen el neoliberal concepto de libertad. Conjuntamente, se evidencia una inconclusa modernidad latinoamericana que relativiza posturas del tipo después de, como los post (posmodernas/poscoloniales) o des/de (descolonial, decolonial, descentrar), pues lo mestizo no admite sellos concluyentes; y como se evidencia que en todo descentramiento la referencia sigue siendo el centro, se arenga por la periferización de la producción académica danzaria, en teoría y/o práctica.
{"title":"Territorio y tensionalidades centro/periferia en la actual enseñanza de la danza en Santiago de Chile.","authors":"Mónica Pinto","doi":"10.5216/ac.v7i1.67269","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.67269","url":null,"abstract":"Se aborda la enseñanza de la danza en Santiago de Chile como disciplina territorial afecta a tensionalidades y segregación socioterritorial centro-periferia, que posee enquistado un eje valórico culto-popular desarrollado desde la conformación del Estado-Nación en 1810; y que ha sido profundizado desde 1973 con la imposición del modelo económico neoliberal por la dictadura cívico-militar de Pinochet. \u0000El proceso se relata desde la periférica Escuela A Danzar!, que autodefinida como observadora de segundo orden, y aplicando (pseudo)análisis socio-histórico, cartográfico, y bitácoras personales, reconoce que los profesionales de la danza pueden actuar como agentes de dominación simbólica. Como respuesta elaborada desde la investigación/acción comunitaria y en co-planificación, se propone la enseñanza de la danza en contextos sociovulnerables mediante la conformación de elencos escolares, utilizando como métodos el aprendizaje basado en proyectos y juegos de roles con enfoques que amplíen el neoliberal concepto de libertad. \u0000Conjuntamente, se evidencia una inconclusa modernidad latinoamericana que relativiza posturas del tipo después de, como los post (posmodernas/poscoloniales) o des/de (descolonial, decolonial, descentrar), pues lo mestizo no admite sellos concluyentes; y como se evidencia que en todo descentramiento la referencia sigue siendo el centro, se arenga por la periferización de la producción académica danzaria, en teoría y/o práctica.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"48 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115693091","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A partir de uma descrição fenomenológica da performance em dança SOB Medida, um trabalho que expõe dois corpos femininos gordos em cena, o presente ensaio discute como nessa coreografia se cruzam dimensões performativas e discursivas na defesa da existência de um corpo feminino gordo, e pergunta até que ponto o direcionamento da atenção dos espectadores ora para a dimensão física ora para a dimensão social desestabiliza e desnaturaliza a relação entre ambos. Afirma que esse cruzamento em SOB Medida configura uma defesa criticamente festiva do corpo humano como um corpo qualquer, mas singular, num movimento que pode ser lido como defesa de uma política identitária enquanto ação, mas esvaziando ela enquanto categoria substancial. Finalmente, a partir da reflexão do filósofo italiano Giorgio Agamben sobre a existência de uma hospitalidade radical inscrita nessa qualqueridade singular, o texto lê a alternância entre traços performativos e discursivos na interação dos corpos em cena como metáfora capaz de evocar, de materializar e de explorar as potencialidades de uma comunidade por vir à qual alude Agamben. Palavras-Chave: Gordofobia – Corporeidade Performativa – Corporeidade Discursiva – Comunidade – Agamben
{"title":"A exposição de um corpo qualquer singular:","authors":"Stephan Baumgartel","doi":"10.5216/ac.v7i1.66581","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.66581","url":null,"abstract":"A partir de uma descrição fenomenológica da performance em dança SOB Medida, um trabalho que expõe dois corpos femininos gordos em cena, o presente ensaio discute como nessa coreografia se cruzam dimensões performativas e discursivas na defesa da existência de um corpo feminino gordo, e pergunta até que ponto o direcionamento da atenção dos espectadores ora para a dimensão física ora para a dimensão social desestabiliza e desnaturaliza a relação entre ambos. Afirma que esse cruzamento em SOB Medida configura uma defesa criticamente festiva do corpo humano como um corpo qualquer, mas singular, num movimento que pode ser lido como defesa de uma política identitária enquanto ação, mas esvaziando ela enquanto categoria substancial. Finalmente, a partir da reflexão do filósofo italiano Giorgio Agamben sobre a existência de uma hospitalidade radical inscrita nessa qualqueridade singular, o texto lê a alternância entre traços performativos e discursivos na interação dos corpos em cena como metáfora capaz de evocar, de materializar e de explorar as potencialidades de uma comunidade por vir à qual alude Agamben. \u0000\u0000Palavras-Chave: Gordofobia – Corporeidade Performativa – Corporeidade Discursiva – Comunidade – Agamben\u0000\u0000 \u0000 ","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125947668","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este texto é um relato do processo em construção de um mapa, costurado com partes de caminhos que percorri, buscando refletir sobre questões suscitadas ao longo da minha trajetória de dançarina, professora e pesquisadora em artes. A partir desse lugar, apresento noções de corpo, dança, democracia cultural e juventude, tecidas ao longo de um percurso que se traduz em um modo de ser artista, pesquisadora e educadora na criação de uma dança própria. Nessa busca, um eixo central de perguntas e movimentos que persistem ao longo dos últimos 15 anos de trabalho é o processo artístico e educativo com jovens da periferia. Este é um percurso de reflexão da relação de jovens com a dança, que me apontou direções para repensar procedimentos artísticos tanto na criação cênica quanto em processos formativos. Traçar as linhas dessa trajetória, não tem como objetivo dar respostas definitivas, mas compartilhar caminhos desenhados neste mapa. Um movimento sempre inacabado que se faz entre aprendizados, pausas e (des)aprendizados, no risco da caminhada em novos territórios.
{"title":"Trajetos possíveis de um itinerário em dança","authors":"Violeta Vaz Penna","doi":"10.5216/ac.v7i1.65624","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i1.65624","url":null,"abstract":"Este texto é um relato do processo em construção de um mapa, costurado com partes de caminhos que percorri, buscando refletir sobre questões suscitadas ao longo da minha trajetória de dançarina, professora e pesquisadora em artes. A partir desse lugar, apresento noções de corpo, dança, democracia cultural e juventude, tecidas ao longo de um percurso que se traduz em um modo de ser artista, pesquisadora e educadora na criação de uma dança própria. Nessa busca, um eixo central de perguntas e movimentos que persistem ao longo dos últimos 15 anos de trabalho é o processo artístico e educativo com jovens da periferia. Este é um percurso de reflexão da relação de jovens com a dança, que me apontou direções para repensar procedimentos artísticos tanto na criação cênica quanto em processos formativos. Traçar as linhas dessa trajetória, não tem como objetivo dar respostas definitivas, mas compartilhar caminhos desenhados neste mapa. Um movimento sempre inacabado que se faz entre aprendizados, pausas e (des)aprendizados, no risco da caminhada em novos territórios.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"110 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133658872","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}