Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/6003
Matheus Faria Ribeiro Cabral, Raissa Lafaiete DE Godoi Barbosa, Rafaella Leal de Godoi Mesquita, Bruno Eduardo Pádua Resende Sartin, Ana Paula C. Rodrigues
Introdução: No Brasil, o perfil de morbimortalidade de crianças vem se modificando nos últimos anos, com queda de doenças diarreicas e infecciosas e aumento de óbitos e morbidade por causas externas. Após a pandemia de Covid-19, medidas protetivas impõem que, adultos e crianças fiquem reclusos em suas casas por um longo período, levando a novos desafios para as famílias. Diante disso, foi observado uma maior incidência de acidentes domésticos com crianças e adolescentes, sendo as queimaduras uma das principais causas. Epidemiologicamente, além das lesões por queimaduras afetarem o estado funcional e emocional das vítimas, ocorre também um aumento no risco de infecções nesses pacientes. Objetivos: Analisar a epidemiologia e complicações associadas às queimaduras em crianças. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura com base em artigos científicos de estudos experimentais e não experimentais, sobre a epidemiologia e complicações associadas em crianças vítimas de queimadura. A pesquisa foi realizada utilizando base de dados eletrônicos da Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), selecionando artigos relacionados ao tema supracitado. Resultados: Foi possível verificar que as causas mais frequentes de queimadura em pacientes pediátricos são por meio de escaldadura e por contato direto com o fogo. Após a fase aguda da queimadura, a infecção assume como a causa mais comum de óbito, devido aos efeitos sobre a pele, além do tempo de internação hospitalar e uso de dispositivos invasivos. Por conseguinte, os patógenos mais encontrados foram Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Acinetobacter spp. em ordem decrescente. Por fim, pode haver outras complicações como sepse, pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário, osteomielite e endocardite. Conclusão: A agressão corporal produzida pela queimadura causa uma série de disfunções no organismo que começam com perda de função da pele, como ser uma barreira protetora contra o meio externo, resistir e afastar agentes infecciosos. Com isso, o paciente com queimadura torna-se susceptível à ação desses agentes. Sobre essa conjectura é imprescindível que as técnicas de abordagem aos queimados devem priorizar além da regeneração da pele medidas preventivas que diminuam o risco de infecções.
{"title":"ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO SOBRE INFECÇÕES EM CRIANÇAS COM QUEIMADURAS","authors":"Matheus Faria Ribeiro Cabral, Raissa Lafaiete DE Godoi Barbosa, Rafaella Leal de Godoi Mesquita, Bruno Eduardo Pádua Resende Sartin, Ana Paula C. Rodrigues","doi":"10.51161/ii-conbrai/6003","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/6003","url":null,"abstract":"Introdução: No Brasil, o perfil de morbimortalidade de crianças vem se modificando nos últimos anos, com queda de doenças diarreicas e infecciosas e aumento de óbitos e morbidade por causas externas. Após a pandemia de Covid-19, medidas protetivas impõem que, adultos e crianças fiquem reclusos em suas casas por um longo período, levando a novos desafios para as famílias. Diante disso, foi observado uma maior incidência de acidentes domésticos com crianças e adolescentes, sendo as queimaduras uma das principais causas. Epidemiologicamente, além das lesões por queimaduras afetarem o estado funcional e emocional das vítimas, ocorre também um aumento no risco de infecções nesses pacientes. Objetivos: Analisar a epidemiologia e complicações associadas às queimaduras em crianças. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura com base em artigos científicos de estudos experimentais e não experimentais, sobre a epidemiologia e complicações associadas em crianças vítimas de queimadura. A pesquisa foi realizada utilizando base de dados eletrônicos da Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), selecionando artigos relacionados ao tema supracitado. Resultados: Foi possível verificar que as causas mais frequentes de queimadura em pacientes pediátricos são por meio de escaldadura e por contato direto com o fogo. Após a fase aguda da queimadura, a infecção assume como a causa mais comum de óbito, devido aos efeitos sobre a pele, além do tempo de internação hospitalar e uso de dispositivos invasivos. Por conseguinte, os patógenos mais encontrados foram Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Acinetobacter spp. em ordem decrescente. Por fim, pode haver outras complicações como sepse, pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário, osteomielite e endocardite. Conclusão: A agressão corporal produzida pela queimadura causa uma série de disfunções no organismo que começam com perda de função da pele, como ser uma barreira protetora contra o meio externo, resistir e afastar agentes infecciosos. Com isso, o paciente com queimadura torna-se susceptível à ação desses agentes. Sobre essa conjectura é imprescindível que as técnicas de abordagem aos queimados devem priorizar além da regeneração da pele medidas preventivas que diminuam o risco de infecções.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"159 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73018509","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/6026
Lívia Maria Andrade de Freitas, Letícia Vieira Macedo, Lorena Ribeiro Lima DE Paula, Vítor Fonseca Bastos, R. Silva
Introdução: Plasma convalescente (PC) é a parte líquida do tecido sanguíneo pertencente a um indivíduo que já se recuperou de uma infecção, apresentando anticorpos neutralizantes. Por isso, o uso de PC enquanto terapia imunoprofilática é consolidado entre os métodos de prevenção a doenças infectocontagiosas. Busca-se, então, verificar a eficiência do uso de PC quanto ao SARS-CoV-2 na pandemia de COVID-19. Objetivos: Analisar o potencial do uso de plasma convalescente enquanto terapia profilática à COVID-19. Métodos: Trata-se de revisão sistemática de literatura para a qual foram utilizadas as bases de dados Cochrane Library e PubMed. Foram aplicados os filtros: espécie: “Humans” e idade: “Adult: 19+ Years”, o limite do ano de publicação foi 2020; não houve limitação quanto à língua. Foram utilizados os descritores “convalescent plasma”, “prevent” e “COVID-19”, aplicados com a junção “AND”. Como critério de exclusão, foram escolhidos: não haver menção aos descritores, tangenciamento do tema e do objetivo, projetos de pesquisa e pesquisas inconclusas, revisões, revisões sistemáticas e meta-análises. Foram utilizados artigos similares sugeridos pelas bases de dados. Resultados: Foi comprovado que utilização de PC, no intervalo de até 4 dias após contato com o vírus, previne o desenvolvimento de estágios graves da doença e apresenta potencial, que ainda não tinha sido explorado, para prevenir que o vírus inocule as células do organismo, evitando a instalação da doença. Isso ocorre em razão da presença de altos títulos de imunoglobulina M (IgM) que inibe a atuação do vírus, ainda que já tenha ocorrido exposição, sendo especialmente importante para indivíduos frequentemente expostos e/ou que não podem receber a vacina. Essa terapia mostra-se útil, ainda, pois gera raras reações adversas, além de apresentar custo e disponibilidade acessíveis para a maioria dos países. Conclusão: A terapia com PC apresenta grande potencial para ser usado na imunoprofilaxia do SARS-CoV-2, mas mais pesquisas ainda são necessárias para que seu uso seja amplamente liberado.
{"title":"USO DE PLASMA CONVALESCENTE ENQUANTO IMUNOPROFILAXIA À COVID-19","authors":"Lívia Maria Andrade de Freitas, Letícia Vieira Macedo, Lorena Ribeiro Lima DE Paula, Vítor Fonseca Bastos, R. Silva","doi":"10.51161/ii-conbrai/6026","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/6026","url":null,"abstract":"Introdução: Plasma convalescente (PC) é a parte líquida do tecido sanguíneo pertencente a um indivíduo que já se recuperou de uma infecção, apresentando anticorpos neutralizantes. Por isso, o uso de PC enquanto terapia imunoprofilática é consolidado entre os métodos de prevenção a doenças infectocontagiosas. Busca-se, então, verificar a eficiência do uso de PC quanto ao SARS-CoV-2 na pandemia de COVID-19. Objetivos: Analisar o potencial do uso de plasma convalescente enquanto terapia profilática à COVID-19. Métodos: Trata-se de revisão sistemática de literatura para a qual foram utilizadas as bases de dados Cochrane Library e PubMed. Foram aplicados os filtros: espécie: “Humans” e idade: “Adult: 19+ Years”, o limite do ano de publicação foi 2020; não houve limitação quanto à língua. Foram utilizados os descritores “convalescent plasma”, “prevent” e “COVID-19”, aplicados com a junção “AND”. Como critério de exclusão, foram escolhidos: não haver menção aos descritores, tangenciamento do tema e do objetivo, projetos de pesquisa e pesquisas inconclusas, revisões, revisões sistemáticas e meta-análises. Foram utilizados artigos similares sugeridos pelas bases de dados. Resultados: Foi comprovado que utilização de PC, no intervalo de até 4 dias após contato com o vírus, previne o desenvolvimento de estágios graves da doença e apresenta potencial, que ainda não tinha sido explorado, para prevenir que o vírus inocule as células do organismo, evitando a instalação da doença. Isso ocorre em razão da presença de altos títulos de imunoglobulina M (IgM) que inibe a atuação do vírus, ainda que já tenha ocorrido exposição, sendo especialmente importante para indivíduos frequentemente expostos e/ou que não podem receber a vacina. Essa terapia mostra-se útil, ainda, pois gera raras reações adversas, além de apresentar custo e disponibilidade acessíveis para a maioria dos países. Conclusão: A terapia com PC apresenta grande potencial para ser usado na imunoprofilaxia do SARS-CoV-2, mas mais pesquisas ainda são necessárias para que seu uso seja amplamente liberado.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"343 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73754512","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A Giardíase é uma das doenças intestinais, causadas por protozoários (Giardia intestinalis), com alta prevalência em países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. A transmissão pode ocorrer após a ingestão de cistos infectantes através da água e de alimentos contaminados, ou por via oral-fecal direta. Objetivo: Descrever sobre os aspectos clínicos da giardíase e as medidas profiláticas que podem ser adotadas para o controle dessa parasitose. Métodos: Revisão bibliográfica de caráter qualitativo, baseado nas leituras exploratórias de artigos da base de dados Scielo e Google Acadêmico. Resultados: As manifestações clínicas da giardíase podem surgir entre 1 e 3 semanas depois da infecção, mas a maioria dos pacientes, especialmente os adultos, acabam não apresentando nenhum sintoma da doença devido ao sistema imunológico mais desenvolvido. Dentre as apresentações clinicas, à mais comum é a síndrome diarreica que é caracterizada por diarreia de evolução crônica, contínua ou com surtos de duração variável, acompanhada por cólicas abdominais, com alternância de exonerações normais e constipação intestinal. Tendo em vista que a forma de transmissão é por meio da ingestão de cistos infectados, as medidas mais importantes para a prevenção dessa parasitose são acesso adequado das condições de saneamento, ingestão de água tratada ou fervida e adequada preparação e conservação dos alimentos. Conclusão: A giardíase é um grave problema de saúde pública por afetar indivíduos economicamente e culturalmente menos favorecidos, sendo as soluções direcionadas à melhoria das condições de saneamento básico e reforma educacional. Além disso, são importantes o controle dos insetos e o adequado diagnóstico e tratamento dos doentes, visando interromper a cadeia de transmissão.
{"title":"APRESENTAÇÃO CLÍNICA E MEDIDAS PROFILÁTICAS DA GIARDÍASE","authors":"Ariana Lacerda Garcia, Beatriz Ribeiro Coutinho de Mendonça Furtado, Lara Alípio Pedrosa","doi":"10.51161/ii-conbrai/6007","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/6007","url":null,"abstract":"Introdução: A Giardíase é uma das doenças intestinais, causadas por protozoários (Giardia intestinalis), com alta prevalência em países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. A transmissão pode ocorrer após a ingestão de cistos infectantes através da água e de alimentos contaminados, ou por via oral-fecal direta. Objetivo: Descrever sobre os aspectos clínicos da giardíase e as medidas profiláticas que podem ser adotadas para o controle dessa parasitose. Métodos: Revisão bibliográfica de caráter qualitativo, baseado nas leituras exploratórias de artigos da base de dados Scielo e Google Acadêmico. Resultados: As manifestações clínicas da giardíase podem surgir entre 1 e 3 semanas depois da infecção, mas a maioria dos pacientes, especialmente os adultos, acabam não apresentando nenhum sintoma da doença devido ao sistema imunológico mais desenvolvido. Dentre as apresentações clinicas, à mais comum é a síndrome diarreica que é caracterizada por diarreia de evolução crônica, contínua ou com surtos de duração variável, acompanhada por cólicas abdominais, com alternância de exonerações normais e constipação intestinal. Tendo em vista que a forma de transmissão é por meio da ingestão de cistos infectados, as medidas mais importantes para a prevenção dessa parasitose são acesso adequado das condições de saneamento, ingestão de água tratada ou fervida e adequada preparação e conservação dos alimentos. Conclusão: A giardíase é um grave problema de saúde pública por afetar indivíduos economicamente e culturalmente menos favorecidos, sendo as soluções direcionadas à melhoria das condições de saneamento básico e reforma educacional. Além disso, são importantes o controle dos insetos e o adequado diagnóstico e tratamento dos doentes, visando interromper a cadeia de transmissão.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"49 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"76409113","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/5908
Gustavo Alves Aguiar, A. Menezes, Giovanna Brasil Pinheiro
Introdução: O ser humano através do seu sistema imunológico cria mecanismos de defesa contra microorganismo, como por exemplo as bactérias. Através do sistema imune inato e adaptativo, o homem combate os organismos indesejáveis, de modo que a imunidade inata propicia uma defesa inicial e a imunidade adaptativa uma defesa forte e sustentada. Objetivos Diante do exposto, apresenta-se o objetivo geral de realizar o estudo dos mecanismos utilizados pelos humanos para se defender contra as bactérias. Metodologia Foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando as seguintes etapas para sua elaboração: (1) delimitação do tema e construção da pergunta norteadora da pesquisa; (2) levantamento das publicações nas bases de dados selecionadas; (3) classificação e análise das informações achadas; (4) análise dos estudos escolhidos; (5) apresentação dos resultados encontrados e (6) análise crítica dos achados e síntese da revisão. A busca teve como critério a data de publicação entre os anos de 2012 e 2022 e as palavras chaves: ((bacteria) AND (imunologia)) AND (defesa). A pesquisa resultou no seguinte arranjo BVS (n=716), PubMed (n=3) e Scielo (n=1). Resultados: Foi analisado que as bactérias causam uma inflamação que gera uma lesões no tecido do hospedeiro, além de produzirem exotoxinas e endotoxinas. Dessa maneira, O corpo humano vai reagir a essa situação, ativando o sistema complemento, a fagocitose, resposta inflamatória e células linfóides inatas, mecanismos esses que representam a imunidade inata, quando nos tratamos de imunidade adaptativa o organismo atua excluindo a infecção, eliminando os microrganismos e neutralizando suas toxinas. Quando as bactérias se encontram no meio intracelular, o homem responde principalmente por células natural killer (NK) e ativação de fagócitos mediados pela célula T. Conclusão: É indiscutível o quão complexo é funcionamento do sistema imunológico do ser humano para o combate das bactérias, dessa forma nota-se a uma maior necessidade de estudos acerca do tema.
{"title":"MECANISMO DE DEFESA CONTRA AS BACTÉRIAS","authors":"Gustavo Alves Aguiar, A. Menezes, Giovanna Brasil Pinheiro","doi":"10.51161/ii-conbrai/5908","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/5908","url":null,"abstract":"Introdução: O ser humano através do seu sistema imunológico cria mecanismos de defesa contra microorganismo, como por exemplo as bactérias. Através do sistema imune inato e adaptativo, o homem combate os organismos indesejáveis, de modo que a imunidade inata propicia uma defesa inicial e a imunidade adaptativa uma defesa forte e sustentada. Objetivos Diante do exposto, apresenta-se o objetivo geral de realizar o estudo dos mecanismos utilizados pelos humanos para se defender contra as bactérias. Metodologia Foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando as seguintes etapas para sua elaboração: (1) delimitação do tema e construção da pergunta norteadora da pesquisa; (2) levantamento das publicações nas bases de dados selecionadas; (3) classificação e análise das informações achadas; (4) análise dos estudos escolhidos; (5) apresentação dos resultados encontrados e (6) análise crítica dos achados e síntese da revisão. A busca teve como critério a data de publicação entre os anos de 2012 e 2022 e as palavras chaves: ((bacteria) AND (imunologia)) AND (defesa). A pesquisa resultou no seguinte arranjo BVS (n=716), PubMed (n=3) e Scielo (n=1). Resultados: Foi analisado que as bactérias causam uma inflamação que gera uma lesões no tecido do hospedeiro, além de produzirem exotoxinas e endotoxinas. Dessa maneira, O corpo humano vai reagir a essa situação, ativando o sistema complemento, a fagocitose, resposta inflamatória e células linfóides inatas, mecanismos esses que representam a imunidade inata, quando nos tratamos de imunidade adaptativa o organismo atua excluindo a infecção, eliminando os microrganismos e neutralizando suas toxinas. Quando as bactérias se encontram no meio intracelular, o homem responde principalmente por células natural killer (NK) e ativação de fagócitos mediados pela célula T. Conclusão: É indiscutível o quão complexo é funcionamento do sistema imunológico do ser humano para o combate das bactérias, dessa forma nota-se a uma maior necessidade de estudos acerca do tema.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"44 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78124471","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/5862
Dagildo Diego Mousinho, Laís de Souza Gomes, Jordana Alves Novais, Larissa Bernardes Araújo Garrido, Crislaini de Sousa Marques
Introdução: A Hanseníase corresponde a uma infecção contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, com evolução crônica que acomete principalmente nervos periféricos, pele e mucosas. Globalmente o número de casos tem registrado decréscimo, entretanto o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de novos casos da doença. Diante do estigma associado à Hanseníase observa-se problemáticas no apoio social e aderência ao tratamento pelos pacientes, contexto que exige desmistificação e melhor compreensão acerca dessa patologia. Objetivo: Descrever o comportamento da incidência da Hanseníase no Brasil através de uma análise temporal, entre os anos de 2012 a 2021. Material e métodos: Trata-se de um estudo ecológico de análise de série temporal. Os dados foram obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde(DATASUS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), entre os anos de 2012 a 2021. Foram utilizados o número de casos de Hanseníase e o número populacional dos respectivos anos analisados, a partir dos quais foi calculada a incidência: (número de casos÷número de habitantes)*100.000. A tendência temporal foi elaborada a partir do software Stata 14.0, pelo método de regressão linear de Prais-Wisten, com o qual obteve-se a taxa de incremento anual. Adotou-se como significativa séries de p-valor
{"title":"TAXA DE INCIDÊNCIA DA HANSENÍASE NO BRASIL, 2012-2021","authors":"Dagildo Diego Mousinho, Laís de Souza Gomes, Jordana Alves Novais, Larissa Bernardes Araújo Garrido, Crislaini de Sousa Marques","doi":"10.51161/ii-conbrai/5862","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/5862","url":null,"abstract":"Introdução: A Hanseníase corresponde a uma infecção contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, com evolução crônica que acomete principalmente nervos periféricos, pele e mucosas. Globalmente o número de casos tem registrado decréscimo, entretanto o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de novos casos da doença. Diante do estigma associado à Hanseníase observa-se problemáticas no apoio social e aderência ao tratamento pelos pacientes, contexto que exige desmistificação e melhor compreensão acerca dessa patologia. Objetivo: Descrever o comportamento da incidência da Hanseníase no Brasil através de uma análise temporal, entre os anos de 2012 a 2021. Material e métodos: Trata-se de um estudo ecológico de análise de série temporal. Os dados foram obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde(DATASUS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), entre os anos de 2012 a 2021. Foram utilizados o número de casos de Hanseníase e o número populacional dos respectivos anos analisados, a partir dos quais foi calculada a incidência: (número de casos÷número de habitantes)*100.000. A tendência temporal foi elaborada a partir do software Stata 14.0, pelo método de regressão linear de Prais-Wisten, com o qual obteve-se a taxa de incremento anual. Adotou-se como significativa séries de p-valor","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"70 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"76659952","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/5991
Sabryna Maciel Da Cunha, A. C. Andrade, Hêmily Alves DE Aquino, Letícia DA Silva Moura, Luana Fernanda Fernandes Andrade
Introdução: É notório que a vacinação é de suma importância na proteção à saúde e na prevenção de doenças imunopreveníveis. Outrora, na composição de algumas vacinas presentes em nosso meio, são utilizadas proteínas do ovo em sua formulação, levantando o questionamento sobre a segurança de imunizar indivíduos em nossa sociedade que apresentam alergia alimentar ao ovo. Objetivos: Analisar se existe alguma contraindicação formal à imunização em indivíduos com reação de hipersensibilidade ao ovo através de uma revisão sistemática de literatura. Métodos: A pesquisa foi realizada em bases de dados como PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando os descritores “egg allergy" and “vaccines” e incluindo estudos com data de publicação de no máximo 5 anos. Enquanto aos critérios de qualidade, foram incluídos na pesquisa: amostragem com reduzido viés e randomização adequada por escalas validadas. Resultados: Em toda a literatura, 48 artigos foram encontrados, sendo que apenas 12 estudos preencheram os critérios, sendo 3 relatos de casos, 5 revisões sistemáticas e 4 estudos observacionais. Podemos observar que as vacinas mais usadas em nosso meio e que possuem ovo em sua formulação são: tríplice viral, tetra viral, gripe e febre amarela. As 3 primeiras demonstraram um perfil de segurança em pessoas alérgicas ao ovo, incluindo as que possuíam histórico prévio de anafilaxia. Já em relação à vacina da febre amarela, pode-se observar que existe um cuidado maior em pacientes com histórico prévio de anafilaxia, já que em sua composição há um teor maior dessa proteína, sendo necessário em alguns casos, o fracionamento da dose neste grupo populacional. Conclusão: Diante do exposto, fica evidente que não há contraindicação em vacinar indivíduos com hipersensibilidade ao ovo. O benefício da imunização se sobrepõe aos riscos que são raros. Porém deve-se ter um maior cuidado em indivíduos com histórico prévio de anafilaxia, principalmente em relação à vacina da Febre Amarela, e os locais de vacinação devem orientar os indivíduos uma espera de 30 minutos a uma hora para esta população mais vulnerável e contar com uma equipe preparada para manejar qualquer reação adversa nos locais de vacinação.
导言:众所周知,接种疫苗对保护健康和预防免疫可预防的疾病至关重要。曾经,在我们环境中存在的一些疫苗的成分中,鸡蛋蛋白在其配方中被使用,这就提出了对鸡蛋食物过敏的社会个体免疫的安全性的问题。目的:通过系统的文献综述,分析鸡蛋过敏个体免疫的正式禁忌症。方法:在PubMed和Biblioteca Virtual de saude (vhl)等数据库中进行调查,使用描述符“鸡蛋过敏”和“疫苗”,包括发表日期不超过5年的研究。而质量标准包括在研究中:低偏倚抽样和适当的随机化验证量表。结果:在所有文献中发现48篇文章,只有12项研究符合标准,3例病例报告,5项系统综述和4项观察性研究。我们可以观察到,在我们的环境中使用最多的疫苗和配方中含有鸡蛋的疫苗是:三病毒、四病毒、流感和黄热病。前三种方法在对鸡蛋过敏的人群中显示出安全性,包括那些有过敏史的人。关于黄热病疫苗,可以观察到,有过敏史的患者需要更大的护理,因为在其成分中这种蛋白质的含量较高,在某些情况下,这一人群需要分剂量。结论:综上所述,很明显,对鸡蛋过敏的个体接种疫苗没有禁忌症。免疫接种的好处超过了罕见的风险。更在意但肯定是独立记录之前的过敏反应,主要的疫苗接种黄热病疫苗,和当地人指引个人在等你30分钟到一个小时为这个人口最脆弱和依赖团队准备好处理任何疫苗接种不良反应处所。
{"title":"VACINAÇÃO EM PACIENTES COM REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE À PROTEÍNA DO OVO: EXISTE ALGUMA CONTRAINDICAÇÃO FORMAL?","authors":"Sabryna Maciel Da Cunha, A. C. Andrade, Hêmily Alves DE Aquino, Letícia DA Silva Moura, Luana Fernanda Fernandes Andrade","doi":"10.51161/ii-conbrai/5991","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/5991","url":null,"abstract":"Introdução: É notório que a vacinação é de suma importância na proteção à saúde e na prevenção de doenças imunopreveníveis. Outrora, na composição de algumas vacinas presentes em nosso meio, são utilizadas proteínas do ovo em sua formulação, levantando o questionamento sobre a segurança de imunizar indivíduos em nossa sociedade que apresentam alergia alimentar ao ovo. Objetivos: Analisar se existe alguma contraindicação formal à imunização em indivíduos com reação de hipersensibilidade ao ovo através de uma revisão sistemática de literatura. Métodos: A pesquisa foi realizada em bases de dados como PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando os descritores “egg allergy\" and “vaccines” e incluindo estudos com data de publicação de no máximo 5 anos. Enquanto aos critérios de qualidade, foram incluídos na pesquisa: amostragem com reduzido viés e randomização adequada por escalas validadas. Resultados: Em toda a literatura, 48 artigos foram encontrados, sendo que apenas 12 estudos preencheram os critérios, sendo 3 relatos de casos, 5 revisões sistemáticas e 4 estudos observacionais. Podemos observar que as vacinas mais usadas em nosso meio e que possuem ovo em sua formulação são: tríplice viral, tetra viral, gripe e febre amarela. As 3 primeiras demonstraram um perfil de segurança em pessoas alérgicas ao ovo, incluindo as que possuíam histórico prévio de anafilaxia. Já em relação à vacina da febre amarela, pode-se observar que existe um cuidado maior em pacientes com histórico prévio de anafilaxia, já que em sua composição há um teor maior dessa proteína, sendo necessário em alguns casos, o fracionamento da dose neste grupo populacional. Conclusão: Diante do exposto, fica evidente que não há contraindicação em vacinar indivíduos com hipersensibilidade ao ovo. O benefício da imunização se sobrepõe aos riscos que são raros. Porém deve-se ter um maior cuidado em indivíduos com histórico prévio de anafilaxia, principalmente em relação à vacina da Febre Amarela, e os locais de vacinação devem orientar os indivíduos uma espera de 30 minutos a uma hora para esta população mais vulnerável e contar com uma equipe preparada para manejar qualquer reação adversa nos locais de vacinação.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"213 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"75509594","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/5979
Yessica Garay Ruiz Días, Lívia Carla Bezerra de Macêdo, Ana Regina Maia DE Morais, D. Rocha, Rafaela Rodrigues Monteiro
Introdução: A COVID-19 vem sendo relacionada com respostas imunológicas acentuadas, mostrando que as diversas manifestações clínicas variam de acordo com o perfil imunológico do hospedeiro e a sua maneira de reagir contra o vírus. Estudos mostram que os mediadores inflamatórios exacerbados estão correlacionados com a gravidade da doença, isso porque foram encontrados nestes pacientes elevados níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, IL-8, IL-10, IL-1β, IFN-1 e TNF-α) que são liberados por células epiteliais, pneumócitos e macrófagos do pulmão, constituindo importantes biomarcadores de gravidade. Após a infecção por SARS-CoV-2, a secreção desregulada de citocinas pró-inflamatórias leva a uma resposta imune inata ineficiente, o que tem uma grande contribuição para a patogênese da Covid-19, refletindo em diversas formas evolutivas da doença. O conhecimento prévio do papel das citocinas e quimiocinas na imunopatologia da COVID-19 permite medidas preventivas que podem reduzir a taxa de mortalidade desta doença. Objetivo: Analisar os mecanismos desencadeantes da tempestade de citocinas na forma grave da COVID-19. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura realizada nas bases de dados BVS, PUBMED e LILACS, envolvendo artigos publicados entre 2020 e 2022, utilizando-se os descritores “COVID-19”, “gravidade”, “citocinas” e “pró-inflamatórias” e suas variantes na língua inglesa, além do descritor booleano “AND”. Resultados: Foram encontrados 57 artigos, nos quais nove foram elegidos por responder ao objetivo deste estudo. Após revisão literária, ficou evidenciado que a alta expressividade das citocinas pró-inflamatórias, principalmente a IL-6, IL-10 e o TNF-α estavam estritamente relacionados com a gravidade da doença, bem como a mortalidade. Os achados também indicaram que as células epiteliais infectadas tiveram importante contribuição para as respostas hiperinflamatórias, além do aumento no recrutamento de macrófagos e neutrófilos, que se correlacionaram com a morte celular e patologia pulmonar. Conclusão: Os estudos demonstraram que a evolução da gravidade relacionadas a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), falência de múltiplos órgãos e eventualmente a morte pelo COVID-19, têm relação com a resposta imune exacerbada. Compreender estes mecanismos, facilitam a tomada de decisões para a melhor terapêutica, permitindo a redução dos casos graves e o índice de mortalidade.
{"title":"REAÇÃO EXACERBADA DAS CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS COMO FATOR PREDITIVO PARA A FORMA GRAVE DA COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA","authors":"Yessica Garay Ruiz Días, Lívia Carla Bezerra de Macêdo, Ana Regina Maia DE Morais, D. Rocha, Rafaela Rodrigues Monteiro","doi":"10.51161/ii-conbrai/5979","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/5979","url":null,"abstract":"Introdução: A COVID-19 vem sendo relacionada com respostas imunológicas acentuadas, mostrando que as diversas manifestações clínicas variam de acordo com o perfil imunológico do hospedeiro e a sua maneira de reagir contra o vírus. Estudos mostram que os mediadores inflamatórios exacerbados estão correlacionados com a gravidade da doença, isso porque foram encontrados nestes pacientes elevados níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, IL-8, IL-10, IL-1β, IFN-1 e TNF-α) que são liberados por células epiteliais, pneumócitos e macrófagos do pulmão, constituindo importantes biomarcadores de gravidade. Após a infecção por SARS-CoV-2, a secreção desregulada de citocinas pró-inflamatórias leva a uma resposta imune inata ineficiente, o que tem uma grande contribuição para a patogênese da Covid-19, refletindo em diversas formas evolutivas da doença. O conhecimento prévio do papel das citocinas e quimiocinas na imunopatologia da COVID-19 permite medidas preventivas que podem reduzir a taxa de mortalidade desta doença. Objetivo: Analisar os mecanismos desencadeantes da tempestade de citocinas na forma grave da COVID-19. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura realizada nas bases de dados BVS, PUBMED e LILACS, envolvendo artigos publicados entre 2020 e 2022, utilizando-se os descritores “COVID-19”, “gravidade”, “citocinas” e “pró-inflamatórias” e suas variantes na língua inglesa, além do descritor booleano “AND”. Resultados: Foram encontrados 57 artigos, nos quais nove foram elegidos por responder ao objetivo deste estudo. Após revisão literária, ficou evidenciado que a alta expressividade das citocinas pró-inflamatórias, principalmente a IL-6, IL-10 e o TNF-α estavam estritamente relacionados com a gravidade da doença, bem como a mortalidade. Os achados também indicaram que as células epiteliais infectadas tiveram importante contribuição para as respostas hiperinflamatórias, além do aumento no recrutamento de macrófagos e neutrófilos, que se correlacionaram com a morte celular e patologia pulmonar. Conclusão: Os estudos demonstraram que a evolução da gravidade relacionadas a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), falência de múltiplos órgãos e eventualmente a morte pelo COVID-19, têm relação com a resposta imune exacerbada. Compreender estes mecanismos, facilitam a tomada de decisões para a melhor terapêutica, permitindo a redução dos casos graves e o índice de mortalidade.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"14 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82774603","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/6023
Isabella Araújo Pereira Meireles, B. Sá
Introdução: Em 2020 o Brasil registrou seus primeiros casos de COVID-19, o que impactou os serviços de saúde em todos os níveis de assistência de todo o país de forma significativa. Dessa forma, percebeu-se a necessidade de preparar a população com informações de fontes confiáveis a fim de enfrentar a pandemia de forma mais segura. Objetivos: Promover informações confiáveis, com embasamento científico a população acerca da COVID-19. Metodologia: Foi utilizado a metodologia de problematização com o Arco de Maguerez como ferramenta. Observou-se a necessidade de informar a população com as informações adequadas, foi identificado os pontos chaves, realizou-se a teorização de acordo com as referências oficiais do Ministérios da Saúde, foi estabelecido hipóteses de solução para a demanda apresentada e por fim, elaborado uma cartilha educativa com informações relevantes, como o modo de transmissão, os principais fatores de risco, os sinais e sintomas e, principalmente, as medidas preventivas acerca da COVID-19. Resultados: Foram distribuídas aproximadamente 200 cartilhas impressas para toda à população que procurou a Unidade Básica de Saúde nº 02 do Guará-DF no período de agosto à outubro de 2020 além de disponibilizarmos a versão online da cartilha nos computadores da unidade. Conclusão: A COVID-19 assustou muitas pessoas e despertou na sociedade algo muito perigoso, o compartilhamento desenfreado de fake news. Ao identificar que as pessoas chegavam até a unidade com o conhecimento completamente deturpado acerca da pandemia, foi visto nos folders uma ferramenta capaz de auxiliar a distribuição de informações sérias e verídicas favorecendo a maior compreensão da população.
{"title":"ELABORAÇÃO E EXPLANAÇÃO DE MATERIAL EDUCATIVO ACERCA DA COVID-19 À POPULAÇÃO EM UMA UNIDADE DE ATENÇÃO BÁSICA DO DISTRITO FEDERAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA","authors":"Isabella Araújo Pereira Meireles, B. Sá","doi":"10.51161/ii-conbrai/6023","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/6023","url":null,"abstract":"Introdução: Em 2020 o Brasil registrou seus primeiros casos de COVID-19, o que impactou os serviços de saúde em todos os níveis de assistência de todo o país de forma significativa. Dessa forma, percebeu-se a necessidade de preparar a população com informações de fontes confiáveis a fim de enfrentar a pandemia de forma mais segura. Objetivos: Promover informações confiáveis, com embasamento científico a população acerca da COVID-19. Metodologia: Foi utilizado a metodologia de problematização com o Arco de Maguerez como ferramenta. Observou-se a necessidade de informar a população com as informações adequadas, foi identificado os pontos chaves, realizou-se a teorização de acordo com as referências oficiais do Ministérios da Saúde, foi estabelecido hipóteses de solução para a demanda apresentada e por fim, elaborado uma cartilha educativa com informações relevantes, como o modo de transmissão, os principais fatores de risco, os sinais e sintomas e, principalmente, as medidas preventivas acerca da COVID-19. Resultados: Foram distribuídas aproximadamente 200 cartilhas impressas para toda à população que procurou a Unidade Básica de Saúde nº 02 do Guará-DF no período de agosto à outubro de 2020 além de disponibilizarmos a versão online da cartilha nos computadores da unidade. Conclusão: A COVID-19 assustou muitas pessoas e despertou na sociedade algo muito perigoso, o compartilhamento desenfreado de fake news. Ao identificar que as pessoas chegavam até a unidade com o conhecimento completamente deturpado acerca da pandemia, foi visto nos folders uma ferramenta capaz de auxiliar a distribuição de informações sérias e verídicas favorecendo a maior compreensão da população.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"15 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"86500984","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/5972
Ana Caroline Ribeiro Lima Borges, Pedro Rafael de Souza Macêdo, Vitor Soares Machado de Andrade, Matheus da Silva Wiziack
Introdução: A síndrome de Down (SD) é uma aneuploidia que resulta da trissomia do cromossomo 21, sendo a síndrome genética mais comum associada à desregulação imunológica. Atualmente, sabe-se que vários genes codificados no cromossomo 21 estão envolvidos na regulação do sistema imunológico, havendo, portanto, uma gama de mecanismos imunológicos relacionados com o desenvolvimento de afecções autoimunes, como doença celíaca e hipo ou hipertireoidismo. Objetivo: Descrever os mecanismos imunológicos envolvidos na autoimunidade presente na Síndrome de Down. Metodologia: Trata-se de uma revisão em que foram selecionados artigos científicos publicados nas bases de dados PUBMED e BVS entre os anos de 2012 e 2022, a partir dos descritores “Down Syndrome”, “Immunology” e “Autoimmunit”, unidos pelo operador boleano “AND”. Posteriormente, foram filtrados artigos que respondessem à pergunta norteadora “Quais os mecanismos imunológicos responsáveis pela autoimunidade presente na Síndrome de Down?”, totalizando 14 artigos. Resultados: Indivíduos com SD possuem hipoplasia tímica, na qual os timócitos sofrem maturação acelerada que atrapalha o mecanismo de tolerância central, ocasionando a produção de células T autorreativas. Nisso, observou-se o aumento da atividade citotóxica e inflamatória, promovidas pelo aumento de TCD8+, bem como uma diminuição de TCD4+. Ademais, as células Treg aumentam nessa ocasião, no entanto, o TCD4+ e TCD8+ são resistentes a sua supressão. Observou-se também um defeito na diferenciação das células B de memória, diminuindo-as quantitativamente, alterando a produção de imunoglobulinas. A SD causa uma ativação consistente da resposta transcricional do INF, uma vez que os receptores para IFN-1, INF-α e INF-λ são codificados no cromossomo 21, logo, uma cópia em excesso contribui para o aumento de receptores disponíveis. É importante ressaltar a hipoexpressão do AIRE, fator de transcrição localizado no cromossomo 21 e responsável por regular a expressão de vários antígenos restritos ao tecido (TRAs) nos timócitos medulares, inibindo a formação de células T reativas aos TRAs. Portanto, uma expressão de AIRE alterada influenciaria a seleção de linfócitos T somada à hipoplasia tímica, elevando o risco de desenvolver condições autoimunes. Conclusão: Destarte, destaca-se que os principais mecanismos envolvidos na autoimunidade presente na SD estão relacionados com a hipoplasia tímica, superexpressão de IFN e hipoexpressão de AIRE.
{"title":"PREDISPOSIÇÃO AUTOIMUNE NA SÍNDROME DE DOWN","authors":"Ana Caroline Ribeiro Lima Borges, Pedro Rafael de Souza Macêdo, Vitor Soares Machado de Andrade, Matheus da Silva Wiziack","doi":"10.51161/ii-conbrai/5972","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/5972","url":null,"abstract":"Introdução: A síndrome de Down (SD) é uma aneuploidia que resulta da trissomia do cromossomo 21, sendo a síndrome genética mais comum associada à desregulação imunológica. Atualmente, sabe-se que vários genes codificados no cromossomo 21 estão envolvidos na regulação do sistema imunológico, havendo, portanto, uma gama de mecanismos imunológicos relacionados com o desenvolvimento de afecções autoimunes, como doença celíaca e hipo ou hipertireoidismo. Objetivo: Descrever os mecanismos imunológicos envolvidos na autoimunidade presente na Síndrome de Down. Metodologia: Trata-se de uma revisão em que foram selecionados artigos científicos publicados nas bases de dados PUBMED e BVS entre os anos de 2012 e 2022, a partir dos descritores “Down Syndrome”, “Immunology” e “Autoimmunit”, unidos pelo operador boleano “AND”. Posteriormente, foram filtrados artigos que respondessem à pergunta norteadora “Quais os mecanismos imunológicos responsáveis pela autoimunidade presente na Síndrome de Down?”, totalizando 14 artigos. Resultados: Indivíduos com SD possuem hipoplasia tímica, na qual os timócitos sofrem maturação acelerada que atrapalha o mecanismo de tolerância central, ocasionando a produção de células T autorreativas. Nisso, observou-se o aumento da atividade citotóxica e inflamatória, promovidas pelo aumento de TCD8+, bem como uma diminuição de TCD4+. Ademais, as células Treg aumentam nessa ocasião, no entanto, o TCD4+ e TCD8+ são resistentes a sua supressão. Observou-se também um defeito na diferenciação das células B de memória, diminuindo-as quantitativamente, alterando a produção de imunoglobulinas. A SD causa uma ativação consistente da resposta transcricional do INF, uma vez que os receptores para IFN-1, INF-α e INF-λ são codificados no cromossomo 21, logo, uma cópia em excesso contribui para o aumento de receptores disponíveis. É importante ressaltar a hipoexpressão do AIRE, fator de transcrição localizado no cromossomo 21 e responsável por regular a expressão de vários antígenos restritos ao tecido (TRAs) nos timócitos medulares, inibindo a formação de células T reativas aos TRAs. Portanto, uma expressão de AIRE alterada influenciaria a seleção de linfócitos T somada à hipoplasia tímica, elevando o risco de desenvolver condições autoimunes. Conclusão: Destarte, destaca-se que os principais mecanismos envolvidos na autoimunidade presente na SD estão relacionados com a hipoplasia tímica, superexpressão de IFN e hipoexpressão de AIRE.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"78 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"85228616","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-01-01DOI: 10.51161/ii-conbrai/6907
Antônio Neudimar Bastos Costa, Michel M. Fernandes, Eline DE Vasconcelos Barbalho, Maria Soraia DA Cunha Araújo, Ana Kélvia Araújo Arcanjo
Introdução: Os anticorpos irregulares surgem como resposta do sistema humoral de um individuo exposto a antígenos não próprios do seu organismo. Com o aumento da expectativa de vida e o desenvolvimento tecnológico, vêm se observando ampliação no número de doenças crônico-degenerativas e cirurgias mais complexas que requerem maior quantidade de transfusões sanguíneas, o que tem aumentado a freqüência de aloanticorpos antieritrocitários. Muitas funções importantes são desempenhadas por estes antígenos dos sistemas eritrocitários, tais como: estruturais (antígenos do grupo Gerbish), transportadores (sistemas Diego, Kidd e Colton), receptores e moléculas de adesão (sistema Duffy e MNS), enzimática (sistemas Kell e Dombrock), proteínas controladores do complemento (sistemas Chiddo/ Rodgers e Knops). Objetivo: Descrever a finalidade da pesquisa de anticorpo irregular para a transfusão. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa de artigos das bases de dados SCIELO, LILACS, BIREME e GOOGLE ACADÊMICO. Foram utilizados os seguintes descritores: aloimunização, transfusão, fenotipgem eritrocitária. Utilizaram-se como critérios de inclusão estudos completos disponíveis no idioma português dos anos de 2005 a 2022. Quanto aos critérios de exclusão não foram coletados estudos fora da temática principal da pesquisa e trabalhos com apenas resumos disponíveis. Resultados e Discussão: A pesquisa de anticorpos irregulares tem como princípio a triagem de anticorpos eritrocitários desenvolvidos no soro do paciente pela ausência dos respectivos antígenos correlatos do sistema sanguíneo com a utilização do Soro de Coombs, usando a Técnica de Coombs Indireto. O importante é que as hemácias usadas contenham os principais antígenos que caracterizam os anticorpos dos principais sistemas eritrocitários (Rh, Kell, Duffy, Kidd, Lewis, P, MNS, Luth e Xg). Os anticorpos irregulares ocorrem em até 3% dos pacientes transfundidos, mas, em certos pacientes, esse risco é mais significativo cerca de 7 a 10 % em politransfundidos, 6 a 36% em indivíduos falciformes e 3 a 10% em talassêmicos. A ocorrência de anticorpos irregulares em pacientes politransfundidos tem estimulado pesquisas com o objetivo de determinar a freqüência de aloimunização em populações distintas. Conclusão: O presente estudo apresentou a grande importância da pesquisa de anticorpo irregular na rotina dos bancos de sangue para uma transfusão segura.
{"title":"ALOIMUNIZAÇÃO POR ANTICORPOS IRREGULARES: O DESAFIO CELULAR PARA A TRANFUSÃO SANGUÍNEA SEGURA","authors":"Antônio Neudimar Bastos Costa, Michel M. Fernandes, Eline DE Vasconcelos Barbalho, Maria Soraia DA Cunha Araújo, Ana Kélvia Araújo Arcanjo","doi":"10.51161/ii-conbrai/6907","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/ii-conbrai/6907","url":null,"abstract":"Introdução: Os anticorpos irregulares surgem como resposta do sistema humoral de um individuo exposto a antígenos não próprios do seu organismo. Com o aumento da expectativa de vida e o desenvolvimento tecnológico, vêm se observando ampliação no número de doenças crônico-degenerativas e cirurgias mais complexas que requerem maior quantidade de transfusões sanguíneas, o que tem aumentado a freqüência de aloanticorpos antieritrocitários. Muitas funções importantes são desempenhadas por estes antígenos dos sistemas eritrocitários, tais como: estruturais (antígenos do grupo Gerbish), transportadores (sistemas Diego, Kidd e Colton), receptores e moléculas de adesão (sistema Duffy e MNS), enzimática (sistemas Kell e Dombrock), proteínas controladores do complemento (sistemas Chiddo/ Rodgers e Knops). Objetivo: Descrever a finalidade da pesquisa de anticorpo irregular para a transfusão. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa de artigos das bases de dados SCIELO, LILACS, BIREME e GOOGLE ACADÊMICO. Foram utilizados os seguintes descritores: aloimunização, transfusão, fenotipgem eritrocitária. Utilizaram-se como critérios de inclusão estudos completos disponíveis no idioma português dos anos de 2005 a 2022. Quanto aos critérios de exclusão não foram coletados estudos fora da temática principal da pesquisa e trabalhos com apenas resumos disponíveis. Resultados e Discussão: A pesquisa de anticorpos irregulares tem como princípio a triagem de anticorpos eritrocitários desenvolvidos no soro do paciente pela ausência dos respectivos antígenos correlatos do sistema sanguíneo com a utilização do Soro de Coombs, usando a Técnica de Coombs Indireto. O importante é que as hemácias usadas contenham os principais antígenos que caracterizam os anticorpos dos principais sistemas eritrocitários (Rh, Kell, Duffy, Kidd, Lewis, P, MNS, Luth e Xg). Os anticorpos irregulares ocorrem em até 3% dos pacientes transfundidos, mas, em certos pacientes, esse risco é mais significativo cerca de 7 a 10 % em politransfundidos, 6 a 36% em indivíduos falciformes e 3 a 10% em talassêmicos. A ocorrência de anticorpos irregulares em pacientes politransfundidos tem estimulado pesquisas com o objetivo de determinar a freqüência de aloimunização em populações distintas. Conclusão: O presente estudo apresentou a grande importância da pesquisa de anticorpo irregular na rotina dos bancos de sangue para uma transfusão segura.","PeriodicalId":7739,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Imunologia On-line","volume":"68 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"84083972","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}