Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e95005
Thaís Seabra Leite
Este estudo apresenta uma leitura do romance O risco do bordado, de Autran Dourado, defendendo-o como parte integrante da tendência mitopoética que surge entre os escritores do século XX. O romance traz à luz o drama tauromórfico de João da Fonseca Nogueira, alter ego de Dourado e ficcionalmente o escritor responsável pela articulação das narrativas passadas em Duas Pontes, cidade invencionada pelo escritor mineiro. As dores de João – a alternância radical de pulsões de vida e de morte, a continuidade do sofrimento familiar como um legado e o desejo incestuoso pela mãe – compõem núcleo seminal de que partem imagens poéticas e para o qual convergem mitos da tradição ocidental.
本研究对 Autran Dourado 的小说《O risco do bordado》进行了解读,将其视为 20 世纪作家中出现的神话趋势的一部分。小说揭示了若昂-达丰塞卡-诺盖拉(João da Fonseca Nogueira)的金牛座形态戏剧,他是杜拉多的另一个自我,也是小说中负责阐述以杜阿斯蓬特斯(Duas Pontes)为背景的叙事的作家。若昂的痛苦--生与死的激烈交替、作为遗产的家庭苦难的延续以及对母亲的乱伦欲望--构成了诗歌形象的开创性核心,西方传统神话也汇聚于此。
{"title":"O salto do touro: a mitopoesia de O risco do bordado, de Autran Dourado","authors":"Thaís Seabra Leite","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e95005","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e95005","url":null,"abstract":"Este estudo apresenta uma leitura do romance O risco do bordado, de Autran Dourado, defendendo-o como parte integrante da tendência mitopoética que surge entre os escritores do século XX. O romance traz à luz o drama tauromórfico de João da Fonseca Nogueira, alter ego de Dourado e ficcionalmente o escritor responsável pela articulação das narrativas passadas em Duas Pontes, cidade invencionada pelo escritor mineiro. As dores de João – a alternância radical de pulsões de vida e de morte, a continuidade do sofrimento familiar como um legado e o desejo incestuoso pela mãe – compõem núcleo seminal de que partem imagens poéticas e para o qual convergem mitos da tradição ocidental.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"9 8","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138945033","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e96667
Sabrina Sedlmayer, V. Russo
A literatura portuguesa pós-25 de Abril pode ser encarada também como uma literatura pós-imperial? Isto é, como uma literatura que não só vem “depois” do fim do Império mas que reage criticamente ao fim do Império através de inúmeras estratégias ideológicas e retóricas? A nossa ideia move da constatação de que existe na poesia e na prosa portuguesas do final do século XX e nas primeiras duas décadas do século XXI uma constelação de obras que usam do amplo espectro da veia cómica (ironia, sátira, farsa) para enfrentar os fantasmas e as fantasmagorias que ainda assombram o tempo presente português e a sua complexa relação com o passado colonial. O nosso exercício crítico irá privilegiar parte da obra de dois autores portugueses contemporâneos (ainda que de gerações diferentes): o poeta e médico Jorge de Sousa Braga (1957) que é possível identificar com a geração de 80 da poesia portuguesa do século XX, e a poetisa e ensaista Patrícia Lino (1990) cujo Kit de Sobrevivência do Descobridor Português no Mundo Anticolonial foi publicado agora em 2020.
4 月 25 日之后的葡萄牙文学是否也可以被视为后帝国文学?也就是说,这种文学不仅 "后 "于帝国的终结,而且还通过无数的意识形态和修辞策略对帝国的终结做出批判性的反应?我们的想法源于这样一种认识,即在 20 世纪末和 21 世纪头二十年的葡萄牙诗歌和散文中,有一系列作品使用了广泛的喜剧手法(讽刺、挖苦、闹剧)来对抗仍然困扰着葡萄牙人的幽灵和幻影,以及葡萄牙人与殖民地过去的复杂关系。我们的批评工作将重点关注两位葡萄牙当代作家(尽管他们来自不同时代)的部分作品:诗人兼医生豪尔赫-德索萨-布拉加(Jorge de Sousa Braga,1957 年)和诗人兼散文家帕特里西亚-里诺(Patrícia Lino,1990 年),前者可被视为 20 世纪葡萄牙诗歌的 80 年代一代人,后者的《反殖民世界中的葡萄牙人》(Kit de Sobrevivência do Descobridor Português no Mundo Anticolonial)于 2020 年出版。
{"title":"Gargalhadas enterrarão o Império? Estratégias discursivas na literatura portuguesa pós-imperial","authors":"Sabrina Sedlmayer, V. Russo","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e96667","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e96667","url":null,"abstract":"A literatura portuguesa pós-25 de Abril pode ser encarada também como uma literatura pós-imperial? Isto é, como uma literatura que não só vem “depois” do fim do Império mas que reage criticamente ao fim do Império através de inúmeras estratégias ideológicas e retóricas? A nossa ideia move da constatação de que existe na poesia e na prosa portuguesas do final do século XX e nas primeiras duas décadas do século XXI uma constelação de obras que usam do amplo espectro da veia cómica (ironia, sátira, farsa) para enfrentar os fantasmas e as fantasmagorias que ainda assombram o tempo presente português e a sua complexa relação com o passado colonial. O nosso exercício crítico irá privilegiar parte da obra de dois autores portugueses contemporâneos (ainda que de gerações diferentes): o poeta e médico Jorge de Sousa Braga (1957) que é possível identificar com a geração de 80 da poesia portuguesa do século XX, e a poetisa e ensaista Patrícia Lino (1990) cujo Kit de Sobrevivência do Descobridor Português no Mundo Anticolonial foi publicado agora em 2020.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"52 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139164210","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e95127
Júlio Aied Passos
Pretendo, neste ensaio, analisar a atividade da escrita em duas obras de Marguerite Duras: o romance L’amant, e o conto Écrire, mais especificamente a reflexão crítica, que ambas possuem, sobre o ato de escrever, a partir de uma intersecção entre filosofia e literatura. Nesse sentido proponho analisar a ação que a experiência, tanto das personagens como da voz narrativa, exerce sobre a escrita, assim como em que medida o escrever se constitui como experiência. No caso de L’amant – obra que tomará a maior parcela da análise – temos contato com uma narrativa que se desenvolve a partir do confronto com o tempo, por parte da narradora, explícitas em sua relação com o envelhecimento, e de suas experiências vividas na adolescência. Já Écrire – cuja discussão entrará subordinada à análise anterior – o conto adquire um aspecto ensaístico, no qual a narração, em primeira pessoa, pensa e escreve sobre o ato da escrita, e sua relação intrínseca com o desconhecido.
{"title":"Marguerite Duras, a escrita e a experiência","authors":"Júlio Aied Passos","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e95127","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e95127","url":null,"abstract":"Pretendo, neste ensaio, analisar a atividade da escrita em duas obras de Marguerite Duras: o romance L’amant, e o conto Écrire, mais especificamente a reflexão crítica, que ambas possuem, sobre o ato de escrever, a partir de uma intersecção entre filosofia e literatura. Nesse sentido proponho analisar a ação que a experiência, tanto das personagens como da voz narrativa, exerce sobre a escrita, assim como em que medida o escrever se constitui como experiência. No caso de L’amant – obra que tomará a maior parcela da análise – temos contato com uma narrativa que se desenvolve a partir do confronto com o tempo, por parte da narradora, explícitas em sua relação com o envelhecimento, e de suas experiências vividas na adolescência. Já Écrire – cuja discussão entrará subordinada à análise anterior – o conto adquire um aspecto ensaístico, no qual a narração, em primeira pessoa, pensa e escreve sobre o ato da escrita, e sua relação intrínseca com o desconhecido.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"52 36","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138946252","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e93975
Rafael Reginato Moura
O presente artigo se propõe a percorrer a trajetória artística de um dos mais importantes pintores do neorrealismo português, Júlio Pomar, analisando obras emblemáticas do artista. O procedimento de cotejamento dessas obras levará em consideração as reflexões do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty sobre a obra de arte visual e o seu conceito de “expressividade”, intuindo uma análise de traços estéticos que suscitem o inacabamento, a incompletude, a dúvida, a ambiguidade. Partindo dos fundamentos da fenomenologia da percepção, o artigo desenvolve um contraste analítico que, transbordando as margens das telas, desenquadrando-as, pressupõe, por intermédio da intersubjetividade, a passagem entre o inconsciente simbólico e o horizonte afetivo.
{"title":"A expressividade na obra neorrealista de Júlio Pomar: uma apresentação deformadamente grotesca","authors":"Rafael Reginato Moura","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e93975","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e93975","url":null,"abstract":"O presente artigo se propõe a percorrer a trajetória artística de um dos mais importantes pintores do neorrealismo português, Júlio Pomar, analisando obras emblemáticas do artista. O procedimento de cotejamento dessas obras levará em consideração as reflexões do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty sobre a obra de arte visual e o seu conceito de “expressividade”, intuindo uma análise de traços estéticos que suscitem o inacabamento, a incompletude, a dúvida, a ambiguidade. Partindo dos fundamentos da fenomenologia da percepção, o artigo desenvolve um contraste analítico que, transbordando as margens das telas, desenquadrando-as, pressupõe, por intermédio da intersubjetividade, a passagem entre o inconsciente simbólico e o horizonte afetivo.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"42 7","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138945632","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e94758
Giovana Proença Gonçalves
O artigo propõe uma leitura comparativa dos romances São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, e Absalão, Absalão! (1936), de William Faulkner. Em nossa análise, evidenciamos a vinculação das duas narrativas ao avanço do ímpeto modernizante capitalista no Brasil e nos Estados Unidos. Essa modernidade, contudo, mostra-se essencialmente problemática. Primeiro, consideramos distinções formais dos dois romances, no que tange à linguagem e ao foco narrativo. Depois, traçamos aproximações, a partir do contexto histórico de modernização e dos protagonistas, Paulo Honório e Thomas Sutpen. Nosso estudo discute, desse modo, aspectos da conjuntura da década de 1930 que podem ter ocasionado o surgimento de dois romances – um brasileiro e outro estadunidense– que compartilham afinidades passíveis de serem comparadas.
{"title":"Ascensão e ruína na era do ímpeto modernizante: uma leitura comparativa de São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Absalão, Absalão!, de William Faulkner","authors":"Giovana Proença Gonçalves","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e94758","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e94758","url":null,"abstract":"O artigo propõe uma leitura comparativa dos romances São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, e Absalão, Absalão! (1936), de William Faulkner. Em nossa análise, evidenciamos a vinculação das duas narrativas ao avanço do ímpeto modernizante capitalista no Brasil e nos Estados Unidos. Essa modernidade, contudo, mostra-se essencialmente problemática. Primeiro, consideramos distinções formais dos dois romances, no que tange à linguagem e ao foco narrativo. Depois, traçamos aproximações, a partir do contexto histórico de modernização e dos protagonistas, Paulo Honório e Thomas Sutpen. Nosso estudo discute, desse modo, aspectos da conjuntura da década de 1930 que podem ter ocasionado o surgimento de dois romances – um brasileiro e outro estadunidense– que compartilham afinidades passíveis de serem comparadas.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"11 10","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138946996","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-12-22DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e93935
Erion Marcos do Prado
Cecília Meireles é uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira e sua obra vem recebendo cada vez mais atenção do mercado editorial brasileiro. Ao longo dos anos, diferentes edições de seus livros foram revelando que Cecília Meireles tem uma obra muito maior do que aquela formada pelos 27 volumes de poemas que publicou ao longo de sua vida. Esses textos, publicados pela autora em diferentes jornais e revistas com os quais colaborou ao longo de sua vida, foram agrupados, nas edições da sua Poesia completa, sob o título de dispersos, mas, raras exceções, não são sequer mencionados em sua obra poética, o que torna a localização desse material um trabalho árduo, e que, ao que tudo indica, ainda não terminou. Prova disso é o “Poema de uma outra vida”, texto que permaneceu inédito até o momento. O que se pretende, nesse artigo, é não apenas apresentar esse poema, como também discutir como parte da obra de Cecília Meireles não agrupada em livros se insere no projeto literário que a escritora realizou ao longo de sua vida.
塞西莉亚-梅雷莱斯是巴西文学界最重要的作家之一,她的作品越来越受到巴西出版市场的关注。多年来,不同版本的书籍显示,塞西莉亚-梅雷莱斯的作品远不止她一生出版的 27 卷诗集。这些文本由作者在她一生合作过的不同报刊杂志上发表,在她的《诗歌全集》版本中以 "散文"(dispersos)为名集中在一起,但除了极少数例外,这些文本在她的诗歌作品中甚至没有被提及,这使得查找这些材料成为一项艰巨的任务,而这项任务似乎尚未完成。直到现在仍未出版的《Poema de uma outra vida》就是最好的证明。本文的目的不仅在于介绍这首诗,还在于讨论塞西莉亚-梅雷莱斯未成书的部分作品如何融入作家毕生实现的文学计划。
{"title":"Esparsos: a obra inédita de Cecília Meireles","authors":"Erion Marcos do Prado","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e93935","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e93935","url":null,"abstract":"Cecília Meireles é uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira e sua obra vem recebendo cada vez mais atenção do mercado editorial brasileiro. Ao longo dos anos, diferentes edições de seus livros foram revelando que Cecília Meireles tem uma obra muito maior do que aquela formada pelos 27 volumes de poemas que publicou ao longo de sua vida. Esses textos, publicados pela autora em diferentes jornais e revistas com os quais colaborou ao longo de sua vida, foram agrupados, nas edições da sua Poesia completa, sob o título de dispersos, mas, raras exceções, não são sequer mencionados em sua obra poética, o que torna a localização desse material um trabalho árduo, e que, ao que tudo indica, ainda não terminou. Prova disso é o “Poema de uma outra vida”, texto que permaneceu inédito até o momento. O que se pretende, nesse artigo, é não apenas apresentar esse poema, como também discutir como parte da obra de Cecília Meireles não agrupada em livros se insere no projeto literário que a escritora realizou ao longo de sua vida.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"4 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138944202","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-05-05DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e91133
W. Heidermann
O romance Alle Tage/Todo dia de Terézia Mora trabalha a partir do destino do migrante Abel Nema os “tempos histéricos”, as incertezas e fragmentações da vida urbana da Alemanha contemporânea. A riqueza formal da narrativa junto à não linearidade das narrativas indicam uma complexidade para além dos textos literários da assim chamada literatura Chamisso que, na sua maioria, viveram da dicotomia entre a história pessoal do migrante e a realidade alemã. Merece destaque a criatividade do tradutor brasileiro, Aldo Medeiros, em todos os níveis linguísticos. Abel Nema é o “tradutor de dez idiomas“, fato que altera a compreensão corriqueiro da tarefa do tradutor.
{"title":"Abel Nema, o tradutor mudo de dez idiomas no romance Todo dia de Terézia Mora","authors":"W. Heidermann","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e91133","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e91133","url":null,"abstract":"O romance Alle Tage/Todo dia de Terézia Mora trabalha a partir do destino do migrante Abel Nema os “tempos histéricos”, as incertezas e fragmentações da vida urbana da Alemanha contemporânea. A riqueza formal da narrativa junto à não linearidade das narrativas indicam uma complexidade para além dos textos literários da assim chamada literatura Chamisso que, na sua maioria, viveram da dicotomia entre a história pessoal do migrante e a realidade alemã. Merece destaque a criatividade do tradutor brasileiro, Aldo Medeiros, em todos os níveis linguísticos. Abel Nema é o “tradutor de dez idiomas“, fato que altera a compreensão corriqueiro da tarefa do tradutor.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-05-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"70545753","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-05-05DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e87139
Thaís Gonçalves Dias Porto, Natália Barcellos
Yoko Tawada (1960-) tem o estranhamento provocado pelo trânsito linguístico como o ponto central de seu projeto literário, processo que possibilita o reconhecimento de zonas fronteiriças, a partir das quais identidades são construídas e questionadas. Tal abordagem pode ser encontrada no segundo romance da autora, Schwager in Bordeaux (2008), em que Yuna, uma jovem japonesa que mora em Hamburgo, decide viajar para Bordeaux para aprender francês. A narrativa é atravessada por um amálgama de lembranças onde navegam diversos personagens secundários que contribuem para a construção de um texto que trata da fluidez linguística a partir de uma literatura sem morada fixa, possibilitado pela escrita exofonica de Tawada. Trata-se de uma obra constituída sob diversas camadas linguísticas que, ao serem transpostas para outro idioma, como o português brasileiro, podem multiplicar as possibilidades interpretativas do romance. Os aspectos exofônicos de Schwager in Bordeaux sinalizam o multilinguismo inerente à obra e acentuam-se no seu processo tradutório, revelando assim um mecanismo que questiona o mito de origem do texto, bem como os processos subjetivos relacionados à criação literária advindos de uma subversão do olhar antropológico cada vez mais relevante no combate ao discurso conservador que insiste na demarcação de diversos gêneros de fronteiras.
{"title":"A literatura sem morada fixa de Yoko Tawada: uma proposta de tradução de Schwager in Bordeaux à luz da exofonia tawadiana","authors":"Thaís Gonçalves Dias Porto, Natália Barcellos","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e87139","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e87139","url":null,"abstract":"Yoko Tawada (1960-) tem o estranhamento provocado pelo trânsito linguístico como o ponto central de seu projeto literário, processo que possibilita o reconhecimento de zonas fronteiriças, a partir das quais identidades são construídas e questionadas. Tal abordagem pode ser encontrada no segundo romance da autora, Schwager in Bordeaux (2008), em que Yuna, uma jovem japonesa que mora em Hamburgo, decide viajar para Bordeaux para aprender francês. A narrativa é atravessada por um amálgama de lembranças onde navegam diversos personagens secundários que contribuem para a construção de um texto que trata da fluidez linguística a partir de uma literatura sem morada fixa, possibilitado pela escrita exofonica de Tawada. Trata-se de uma obra constituída sob diversas camadas linguísticas que, ao serem transpostas para outro idioma, como o português brasileiro, podem multiplicar as possibilidades interpretativas do romance. Os aspectos exofônicos de Schwager in Bordeaux sinalizam o multilinguismo inerente à obra e acentuam-se no seu processo tradutório, revelando assim um mecanismo que questiona o mito de origem do texto, bem como os processos subjetivos relacionados à criação literária advindos de uma subversão do olhar antropológico cada vez mais relevante no combate ao discurso conservador que insiste na demarcação de diversos gêneros de fronteiras.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-05-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"42200075","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-05-05DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e91021
Eduardo Sterzi
“Augusto, bem mais jovem [do que Décio Pignatari e Haroldo de Campos], encantado, como seu pai, pela música, ouve boleros e sambas-canção e refunde o amor fidalgo dos medievais, percebendo a nova era das canções.» Assim aparece Augusto de Campos no retrato do poeta quando jovem que Lúcio Agra esboça em contraste com os perfis dos seus companheiros do grupo Noigandres, núcleo fundador da poesia concreta brasileira. É a música que assoma aí como seu traço distintivo dentro da unidade pretendida pelo grupo no seu momento de afirmação e, mais do que a música, no relato de Agra, especificamente a forma da canção, apreciada e pensada pelo poeta, desde a juventude, num arco histórico muito abrangente que vai da Idade Média (Augusto acabaria traduzindo todas as dezoito canções atribuídas a Arnaut Daniel) até a atualidade. Nossa proposta é examinarmos como a reflexão de Augusto de Campos sobre a música ― e mais especificamente sobre a forma da canção e a presença nela da voz ― foi um dos momentos decisivos para a reconfiguração “verbivocovisual” da poesia proposta pelos concretistas. E como também a relação de sua obra poética com a música nos convida a vermos de modo mais complexo ― isto é, menos linear ― a concepção de tempo implícita na teoria da poesia concreta.
“奥古斯托,比decio Pignatari和Haroldo de Campos年轻得多,像他的父亲一样被音乐迷住了,听着波利洛舞曲和桑巴舞,重新融合了中世纪的贵族爱情,意识到歌曲的新时代。因此,奥古斯托·德·坎波斯(Augusto de Campos)出现在卢西奥·阿格拉(lucio Agra)描绘的这位年轻诗人的肖像中,与他在Noigandres集团(巴西具体诗歌的核心创始人)的同伴们的肖像形成了对比。是我放的音乐作为你的标志在集团的统一目标的说法的时刻,比在阿格拉,特别是报告上的音乐,这首歌,当时很多,从青春的诗,一支箭很全面的历史的中世纪(八十年8月在翻译所有的歌曲属于Arnaut丹尼尔)到现在。我们的建议是研究奥古斯托·德·坎波斯对音乐的反思——更具体地说,对歌曲的形式和声音在其中的存在——是如何成为具体主义者提出的诗歌“言语-视觉”重构的决定性时刻之一。他的诗歌作品与音乐的关系也让我们以一种更复杂的方式来看待具体诗歌理论中隐含的时间概念,也就是说,不那么线性。
{"title":"Balanço da voz e outras vozes: Augusto de Campos entre cantores e canções","authors":"Eduardo Sterzi","doi":"10.5007/2176-8552.2022.e91021","DOIUrl":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2022.e91021","url":null,"abstract":"“Augusto, bem mais jovem [do que Décio Pignatari e Haroldo de Campos], encantado, como seu pai, pela música, ouve boleros e sambas-canção e refunde o amor fidalgo dos medievais, percebendo a nova era das canções.» Assim aparece Augusto de Campos no retrato do poeta quando jovem que Lúcio Agra esboça em contraste com os perfis dos seus companheiros do grupo Noigandres, núcleo fundador da poesia concreta brasileira. É a música que assoma aí como seu traço distintivo dentro da unidade pretendida pelo grupo no seu momento de afirmação e, mais do que a música, no relato de Agra, especificamente a forma da canção, apreciada e pensada pelo poeta, desde a juventude, num arco histórico muito abrangente que vai da Idade Média (Augusto acabaria traduzindo todas as dezoito canções atribuídas a Arnaut Daniel) até a atualidade. Nossa proposta é examinarmos como a reflexão de Augusto de Campos sobre a música ― e mais especificamente sobre a forma da canção e a presença nela da voz ― foi um dos momentos decisivos para a reconfiguração “verbivocovisual” da poesia proposta pelos concretistas. E como também a relação de sua obra poética com a música nos convida a vermos de modo mais complexo ― isto é, menos linear ― a concepção de tempo implícita na teoria da poesia concreta.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-05-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44380005","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-05-05DOI: 10.5007/2176-8552.2022.e87734
L. Carvalho, Serge Margel
Este artigo é um primeiro gesto de interpretação do pensamento do filósofo Jacques Derrida em torno do caráter irrepetível do acontecimento “data” e de sua natureza paradoxal, na medida em que ele se destina a ser comemorado, e, portanto, repetido. O filósofo Jacques Derrida desdobra seu pensamento a partir da interpretação e da tradução que empreende da obra de Paul Celan.
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