Introdução: Anemia ferropriva é uma condição em que a hemoglobina presente no sangue está reduzida em concentração como consequência da escassez de ferro no organismo. A principal causa de anemia ao redor do mundo é a deficiência de ferro. Embora apresente ampla distribuição na população de uma forma geral e considerável implicação clínica, os dados epidemiológicos permanecem inconsistentes, principalmente com relação a etiologia da doença. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das internações por anemia ferropriva no estado de São Paulo. Material e métodos: Estudo observacional, descritivo, retrospectivo, de caráter quantitativo com dados referentes as internações por anemia ferropriva, obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), sendo as variáveis de interesse: número de internações, sexo, faixa etária, cor/raça e valor total, analisados no período de novembro de 2011 a novembro de 2021. Resultados: No período de 2011 a 2021 foram registrados 25.241 casos de anemia por deficiência de ferro no estado de São Paulo, destes 57,9% eram do sexo feminino e 42,1% do sexo masculino. A principal faixa etária acometida foi a dos 70 a 79 anos de idade equivalendo a 18,9%, já a menos afetada encontrava-se entre os 5 a 9 anos representada por apenas 0,4%. No que concerne à cor/raça, a branca (62,8%) correspondeu a maioria dos casos, seguida pela parda (19,7%), negra (5,7%), amarela (0,8%) e indígena representada por 0%, além de 10,7% que estavam sem essa informação. Os anos que apresentaram maior número de internações foram 2017 e 2018, com 2736 (10,8%) e 2713 (10,7%) casos respectivamente. Ao longo do período em questão foram gastos R$ 9.320.022,41 como custo total das internações. Conclusão: O presente estudo permitiu observar que a maioria dos casos ocorreu em mulheres brancas, na faixa etária dos 70 a 79 anos, com predominância no ano de 2017. Tal doença acarreta implicações clínicas e custos consideráveis, necessitando mais estudos para uma melhor definição epidemiológica em território brasileiro.
{"title":"EPIDEMIOLOGIA DAS INTERNAÇÕES POR ANEMIA FERROPRIVA NO ESTADO DE SÃO PAULO","authors":"D. Ferreira, Ieda Maria Gonçalves Pacce Bispo","doi":"10.51161/hematoclil/41","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/41","url":null,"abstract":"Introdução: Anemia ferropriva é uma condição em que a hemoglobina presente no sangue está reduzida em concentração como consequência da escassez de ferro no organismo. A principal causa de anemia ao redor do mundo é a deficiência de ferro. Embora apresente ampla distribuição na população de uma forma geral e considerável implicação clínica, os dados epidemiológicos permanecem inconsistentes, principalmente com relação a etiologia da doença. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das internações por anemia ferropriva no estado de São Paulo. Material e métodos: Estudo observacional, descritivo, retrospectivo, de caráter quantitativo com dados referentes as internações por anemia ferropriva, obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), sendo as variáveis de interesse: número de internações, sexo, faixa etária, cor/raça e valor total, analisados no período de novembro de 2011 a novembro de 2021. Resultados: No período de 2011 a 2021 foram registrados 25.241 casos de anemia por deficiência de ferro no estado de São Paulo, destes 57,9% eram do sexo feminino e 42,1% do sexo masculino. A principal faixa etária acometida foi a dos 70 a 79 anos de idade equivalendo a 18,9%, já a menos afetada encontrava-se entre os 5 a 9 anos representada por apenas 0,4%. No que concerne à cor/raça, a branca (62,8%) correspondeu a maioria dos casos, seguida pela parda (19,7%), negra (5,7%), amarela (0,8%) e indígena representada por 0%, além de 10,7% que estavam sem essa informação. Os anos que apresentaram maior número de internações foram 2017 e 2018, com 2736 (10,8%) e 2713 (10,7%) casos respectivamente. Ao longo do período em questão foram gastos R$ 9.320.022,41 como custo total das internações. Conclusão: O presente estudo permitiu observar que a maioria dos casos ocorreu em mulheres brancas, na faixa etária dos 70 a 79 anos, com predominância no ano de 2017. Tal doença acarreta implicações clínicas e custos consideráveis, necessitando mais estudos para uma melhor definição epidemiológica em território brasileiro.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122512120","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A compreensão das bases originárias de neoplasias hematológicas é imprescindível para o combate a leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas. Nesse viés, percebe-se a importância do estudo acerca dessas bases, isto é, os genes envolvidos, a fim de possivelmente identificá-los e impedir que gerem a proliferação de neoplasias desse caráter. Objetivos: O presente estudo tem por objetivo principal apresentar bases teóricas, a nível molecular, para o entendimento daquilo que se configura como uma neoplasia hematológica. Tornando assim possível a consolidação do conhecimento acerca desses tipos de câncer. Material e Métodos: Consonante ao objetivo principal, realizou-se uma revisão bibliográfica atualizada, a fim de elencar os elementos chaves que são os potenciais originários das neoplasias. Para tal, foi feito um levantamento comparativo dos genes que mais influenciam na ruptura da homeostase sendo eles os principais desencadeadores de neoplasias. Resultados: Com base na revisão bibliográfica evidenciou-se a importância de certos fatores desencadeadores de neoplasias de caráter hematológico, sendo eles alterações em partes do processo de oncogênese que passam a gerar falhas no sistema de homeostase. Dentre essas alterações estão o comprometimento do metabolismo energético relacionado às mutações do IDH1/2; a suscetibilidade à morte celular programada em consequências às mutações de inativação do gene supressor P53 ou do AKT; a instabilidade do genoma e mutações relacionadas às modificações nos genes FANC ; a influência da angiogênese por conta da superexpressão do VEGFA (gene de crescimento vascular endotelial); habilidade de invadir e realizar metástase por conta da deleção de TIMP3 uma inibidora tecidual de metaloproteinase ou ampliação dos potenciais proto-oncogenes MET ou HGF; indução à resposta inflamatória por meio da desregulação do fator nuclear kappa B; a resistência a sinais que inibem a proliferação mutagênica por conta do aumento na ação de genes CDKA CDK6, CCND2 ou na deleção do CDKN2, bem como desvio do sistema imune e multiplicação indefinida. Conclusão: Conforme o exposto, pode-se concluir que as alterações durante a oncogênese são cruciais para o desenvolvimento de neoplasias de caráter hematológicas, ora pela inativação em determinados genes, ora pela superexpressão de outros que se expressam no sangue ou em tecidos dele formadores.
{"title":"BASES ORIGINÁRIAS DAS NEOPLASIAS HEMATOLÓGICAS","authors":"Dibe Ayoub","doi":"10.51161/hematoclil/37","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/37","url":null,"abstract":"Introdução: A compreensão das bases originárias de neoplasias hematológicas é imprescindível para o combate a leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas. Nesse viés, percebe-se a importância do estudo acerca dessas bases, isto é, os genes envolvidos, a fim de possivelmente identificá-los e impedir que gerem a proliferação de neoplasias desse caráter. Objetivos: O presente estudo tem por objetivo principal apresentar bases teóricas, a nível molecular, para o entendimento daquilo que se configura como uma neoplasia hematológica. Tornando assim possível a consolidação do conhecimento acerca desses tipos de câncer. Material e Métodos: Consonante ao objetivo principal, realizou-se uma revisão bibliográfica atualizada, a fim de elencar os elementos chaves que são os potenciais originários das neoplasias. Para tal, foi feito um levantamento comparativo dos genes que mais influenciam na ruptura da homeostase sendo eles os principais desencadeadores de neoplasias. Resultados: Com base na revisão bibliográfica evidenciou-se a importância de certos fatores desencadeadores de neoplasias de caráter hematológico, sendo eles alterações em partes do processo de oncogênese que passam a gerar falhas no sistema de homeostase. Dentre essas alterações estão o comprometimento do metabolismo energético relacionado às mutações do IDH1/2; a suscetibilidade à morte celular programada em consequências às mutações de inativação do gene supressor P53 ou do AKT; a instabilidade do genoma e mutações relacionadas às modificações nos genes FANC ; a influência da angiogênese por conta da superexpressão do VEGFA (gene de crescimento vascular endotelial); habilidade de invadir e realizar metástase por conta da deleção de TIMP3 uma inibidora tecidual de metaloproteinase ou ampliação dos potenciais proto-oncogenes MET ou HGF; indução à resposta inflamatória por meio da desregulação do fator nuclear kappa B; a resistência a sinais que inibem a proliferação mutagênica por conta do aumento na ação de genes CDKA CDK6, CCND2 ou na deleção do CDKN2, bem como desvio do sistema imune e multiplicação indefinida. Conclusão: Conforme o exposto, pode-se concluir que as alterações durante a oncogênese são cruciais para o desenvolvimento de neoplasias de caráter hematológicas, ora pela inativação em determinados genes, ora pela superexpressão de outros que se expressam no sangue ou em tecidos dele formadores.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"18 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122844634","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) representa 14% das ocorrências de leucemia. Sua etiologia é relacionada a translocação 9:22 (cromossomo Filadélfia positivo). Assim, os tratamentos atuais para LMC vêm se mostrando promissores no incremento da sobrevida do paciente, a eles será dado foco neste resumo. Objetivos: Analisar as recomendações europeias para manejo da LMC e descrever os fármacos de primeira geração para tratamento da LMC. Material e métodos: O resumo sucedeu uma revisão da literatura mediante fontes qualitativas e ensaios clínicos. Nesse sentido, as bases de dados utilizadas para a pesquisa do material foram PebMed e Clinicalkey. Resultados: Enquanto monitoramento da LMC, doravante é recomendada a realização de hemograma quinzenal até a resposta hematológica ser atingida. PCR quantitativo para BCR-ABL é recomendado a cada três meses. Alvo terapêutico: 3 meses: ≤10%; 6 meses: ≤1%; 12 meses: ≤0,1%; Qualquer momento da evolução: ≤ 0,1%. Assim, o tratamento de primeira linha inclui os seguintes fármacos: Imatinibe: Dose padrão: 400mg 1x/dia. Em fase crônica o indivíduo é intolerante à dose padrão, em boa resposta reduz-se para 300mg/dia. Não possui contraindicação, todavia, pacientes portadores de insuficiência cardíaca e disfunção renal necessitam de acompanhamento. Desatinibe: Dose padrão: 100mg 1x/dia em fase crônica 70mg 2x/dia nas demais fases. Apresenta toxicidade pleuropulmonar. O principal efeito adverso é a ocorrência de derrame pleural, atenção a idosos e portadores de comorbidades. Nilotinibe: Dose padrão: 300mg 2x/dia na fase crônica 400mg 2x/dia nas demais fases. Os principais efeitos adversos graves são cardiovasculares e pancreatite. Conclusão: O tratamento é efetivo em grande parte dos casos, porém a particularidade do paciente deve sempre ser levada em conta.
{"title":"RECOMENDAÇÕES FARMACOLÓGICAS PARA TRATAMENTO DE LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA","authors":"L. M. D. Lima, Cássia Bassetto Lorenzoni","doi":"10.51161/hematoclil/51","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/51","url":null,"abstract":"Introdução: A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) representa 14% das ocorrências de leucemia. Sua etiologia é relacionada a translocação 9:22 (cromossomo Filadélfia positivo). Assim, os tratamentos atuais para LMC vêm se mostrando promissores no incremento da sobrevida do paciente, a eles será dado foco neste resumo. Objetivos: Analisar as recomendações europeias para manejo da LMC e descrever os fármacos de primeira geração para tratamento da LMC. Material e métodos: O resumo sucedeu uma revisão da literatura mediante fontes qualitativas e ensaios clínicos. Nesse sentido, as bases de dados utilizadas para a pesquisa do material foram PebMed e Clinicalkey. Resultados: Enquanto monitoramento da LMC, doravante é recomendada a realização de hemograma quinzenal até a resposta hematológica ser atingida. PCR quantitativo para BCR-ABL é recomendado a cada três meses. Alvo terapêutico: 3 meses: ≤10%; 6 meses: ≤1%; 12 meses: ≤0,1%; Qualquer momento da evolução: ≤ 0,1%. Assim, o tratamento de primeira linha inclui os seguintes fármacos: Imatinibe: Dose padrão: 400mg 1x/dia. Em fase crônica o indivíduo é intolerante à dose padrão, em boa resposta reduz-se para 300mg/dia. Não possui contraindicação, todavia, pacientes portadores de insuficiência cardíaca e disfunção renal necessitam de acompanhamento. Desatinibe: Dose padrão: 100mg 1x/dia em fase crônica 70mg 2x/dia nas demais fases. Apresenta toxicidade pleuropulmonar. O principal efeito adverso é a ocorrência de derrame pleural, atenção a idosos e portadores de comorbidades. Nilotinibe: Dose padrão: 300mg 2x/dia na fase crônica 400mg 2x/dia nas demais fases. Os principais efeitos adversos graves são cardiovasculares e pancreatite. Conclusão: O tratamento é efetivo em grande parte dos casos, porém a particularidade do paciente deve sempre ser levada em conta.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"29 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"117212843","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A. Barbosa, Gabriela Fernandes Ribeiro, Carla Caroline Figueira de Oliveira, Jéssyka Viana Valadares Franco, Letícia Clara Pires Campos
Introdução: A COVID-19 é uma infecção viral causada pelo SARS-Cov-2, evolui com processo inflamatório rápido, manifestações respiratórias e alterações hematológicas de origem trombóticas ou hemorrágicas, altera a expressão do gene plaquetário e desencadeia uma hiperreatividade plaquetária. Objetivos: Evidenciar quais os fatores responsáveis pelos eventos hematológicos ligados a COVID-19. Material e métodos: Trata-se de estudo analítico descritivo, utilizando publicações das plataformas PubMed, MedLine, Scielo, os termos COVID-19 e HEMATOLOGIA foram utilizados para as buscas, como critérios utilizou-se os trabalhos publicados nos anos de 2020 e 2021, artigos originais e contendo no título quaisquer alterações hematológicas referentes a doença. Resultados: A pesquisa demonstrou que dos pacientes hospitalizados considerados graves, testado para COVID-19, 3 a 8% apresentaram manifestações hematológicas, dentre elas: tromboembolismo venoso, coagulação intravascular disseminada (CID) e hemorragias. Comparando os paciente com e sem complicações, o grupo de complicações trombóticas apresentou maior D-dímero, fibrinogênio, PCR, ferritina e procalcitonina, o de complicações hemorrágicas apresentou maior procalcitonina, pico de D-dímero, menor contagem de plaquetas. Os mecanismos desencadeantes ainda não estão bem claros, contudo sabe-se que as plaquetas mesmo não expressando o receptor de ligação ao SARS-CoV-2 - ACE2, possuem TLRs, incluindo TLR7, que seria a via de entrada do vírus na célula, alterando o transcriptoma, expressando receptores de selectina-P, levando a ativação plaquetária, juntamente com fatores de coagulação para outras células (monócitos e células T). As respostas hiperreativas são impulsionadas pela ação de tromboxano A2. A CID apareceu na maioria das mortes, o seu desenvolvimento resulta quando monócitos e células endoteliais são ativados e liberam citocinas, expressando fator tecidual e secreção de fator de von Willebrand, dessa forma a circulação de trombina livre, não controlada por anticoagulantes naturais, induz a ativação plaquetária e estimula a fibrinólise O uso de anticoagulação profilática não foi consistente entre os estudos, pois não chegaram a um consenso sobre se a dose profilática padrão ou a anticoagulação para prevenir eventos trombóticos. Conclusão: É necessária melhor compreensão dos riscos hematológicos relacionados a COVID-19 para otimizar as estratégias de diagnóstico e condução sobre prevenção de distúrbios circulatórios decorrentes da doença, investigar e avaliar a eficácia e segurança da tromboprofilaxia.
{"title":"MANIFESTAÇÕES HEMATOLÓGICAS RELACIONADAS À COVID-19: UMA REVISÃO DE LITERATURA","authors":"A. Barbosa, Gabriela Fernandes Ribeiro, Carla Caroline Figueira de Oliveira, Jéssyka Viana Valadares Franco, Letícia Clara Pires Campos","doi":"10.51161/hematoclil/73","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/73","url":null,"abstract":"Introdução: A COVID-19 é uma infecção viral causada pelo SARS-Cov-2, evolui com processo inflamatório rápido, manifestações respiratórias e alterações hematológicas de origem trombóticas ou hemorrágicas, altera a expressão do gene plaquetário e desencadeia uma hiperreatividade plaquetária. Objetivos: Evidenciar quais os fatores responsáveis pelos eventos hematológicos ligados a COVID-19. Material e métodos: Trata-se de estudo analítico descritivo, utilizando publicações das plataformas PubMed, MedLine, Scielo, os termos COVID-19 e HEMATOLOGIA foram utilizados para as buscas, como critérios utilizou-se os trabalhos publicados nos anos de 2020 e 2021, artigos originais e contendo no título quaisquer alterações hematológicas referentes a doença. Resultados: A pesquisa demonstrou que dos pacientes hospitalizados considerados graves, testado para COVID-19, 3 a 8% apresentaram manifestações hematológicas, dentre elas: tromboembolismo venoso, coagulação intravascular disseminada (CID) e hemorragias. Comparando os paciente com e sem complicações, o grupo de complicações trombóticas apresentou maior D-dímero, fibrinogênio, PCR, ferritina e procalcitonina, o de complicações hemorrágicas apresentou maior procalcitonina, pico de D-dímero, menor contagem de plaquetas. Os mecanismos desencadeantes ainda não estão bem claros, contudo sabe-se que as plaquetas mesmo não expressando o receptor de ligação ao SARS-CoV-2 - ACE2, possuem TLRs, incluindo TLR7, que seria a via de entrada do vírus na célula, alterando o transcriptoma, expressando receptores de selectina-P, levando a ativação plaquetária, juntamente com fatores de coagulação para outras células (monócitos e células T). As respostas hiperreativas são impulsionadas pela ação de tromboxano A2. A CID apareceu na maioria das mortes, o seu desenvolvimento resulta quando monócitos e células endoteliais são ativados e liberam citocinas, expressando fator tecidual e secreção de fator de von Willebrand, dessa forma a circulação de trombina livre, não controlada por anticoagulantes naturais, induz a ativação plaquetária e estimula a fibrinólise O uso de anticoagulação profilática não foi consistente entre os estudos, pois não chegaram a um consenso sobre se a dose profilática padrão ou a anticoagulação para prevenir eventos trombóticos. Conclusão: É necessária melhor compreensão dos riscos hematológicos relacionados a COVID-19 para otimizar as estratégias de diagnóstico e condução sobre prevenção de distúrbios circulatórios decorrentes da doença, investigar e avaliar a eficácia e segurança da tromboprofilaxia.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"189 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116394610","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Vinicyus Eduardo Melo Amorim, Ana Cecília Araújo Cabral
Introdução: O transplante de medula óssea consiste na substituição de uma medula deficitária por outra com células normais, objetivando uma reconstituição hematopoiética. É na medula óssea que se localizam as células-tronco, responsáveis pela geração de todo o sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). A chance de encontrar um doador compatível não aparentado é de um entre 100.000 habitantes, por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, mais rápido indivíduos compatíveis poderão ser achados para atender a enorme lista de espera. Percebe-se, no entanto, que a pandemia dificultou as doações, principalmente pelo distanciamento social, redução de campanhas e serviços de saúde desprevenidos para agir neste cenário atípico, reduzindo o número de novos doadores cadastrados, significativamente, comparado aos anos anteriores. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo avaliar como a pandemia da COVID-19 influencia nos indicadores epidemiológicos de doação de medula óssea, assim como identificar as principais causas operacionais que levam a redução de novos doadores cadastrados. Material e métodos: Este estudo teve como base artigos de plataformas literárias como PUBMED e BVS, assim como dados epidemiológicos coletados nas plataformas digitais de órgãos federais, dentre elas, REDOME, SBTMO, ABRALE e Ministério da Saúde. Resultados: Notou-se uma redução de 46,92% do número de doadores novos cadastrados em 2021 em relação a 2019, sobretudo nos picos da pandemia. Existem 108 hemocentros espalhados pelo país responsáveis pela coleta de medula óssea e 13 bancos coletores de cordões umbilicais, entretanto, todos os estados foram impactados com o baixo número de doadores devido às medidas de distanciamento social, cuidados com a COVID-19 e carência de informações sobre dúvidas e receios da população pela redução de campanhas integrativas. Conclusão: Conclui-se que a pandemia gerou impactos severos na redução de doadores de medula óssea, principalmente pelas medidas restritivas e mudanças de foco no período pandêmico, prejudicando a qualidade de vida e atrasando a cura de vários pacientes que esperam na fila um doador compatível entre milhares.
{"title":"IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NOS INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA","authors":"Vinicyus Eduardo Melo Amorim, Ana Cecília Araújo Cabral","doi":"10.51161/hematoclil/49","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/49","url":null,"abstract":"Introdução: O transplante de medula óssea consiste na substituição de uma medula deficitária por outra com células normais, objetivando uma reconstituição hematopoiética. É na medula óssea que se localizam as células-tronco, responsáveis pela geração de todo o sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). A chance de encontrar um doador compatível não aparentado é de um entre 100.000 habitantes, por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, mais rápido indivíduos compatíveis poderão ser achados para atender a enorme lista de espera. Percebe-se, no entanto, que a pandemia dificultou as doações, principalmente pelo distanciamento social, redução de campanhas e serviços de saúde desprevenidos para agir neste cenário atípico, reduzindo o número de novos doadores cadastrados, significativamente, comparado aos anos anteriores. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo avaliar como a pandemia da COVID-19 influencia nos indicadores epidemiológicos de doação de medula óssea, assim como identificar as principais causas operacionais que levam a redução de novos doadores cadastrados. Material e métodos: Este estudo teve como base artigos de plataformas literárias como PUBMED e BVS, assim como dados epidemiológicos coletados nas plataformas digitais de órgãos federais, dentre elas, REDOME, SBTMO, ABRALE e Ministério da Saúde. Resultados: Notou-se uma redução de 46,92% do número de doadores novos cadastrados em 2021 em relação a 2019, sobretudo nos picos da pandemia. Existem 108 hemocentros espalhados pelo país responsáveis pela coleta de medula óssea e 13 bancos coletores de cordões umbilicais, entretanto, todos os estados foram impactados com o baixo número de doadores devido às medidas de distanciamento social, cuidados com a COVID-19 e carência de informações sobre dúvidas e receios da população pela redução de campanhas integrativas. Conclusão: Conclui-se que a pandemia gerou impactos severos na redução de doadores de medula óssea, principalmente pelas medidas restritivas e mudanças de foco no período pandêmico, prejudicando a qualidade de vida e atrasando a cura de vários pacientes que esperam na fila um doador compatível entre milhares.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"44 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116499738","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A doença falciforme é uma hemoglobinopatia associada à mortalidade, e tem sido um desafio contínuo na saúde pública, apesar dos extensos esforços para a prevenção da mortalidade e o tratamento da doença. Os fatores de risco potenciais que podem predispor os indivíduos a desfechos fatais estão cada vez mais se tornando tópicos, diante disso, pontuar os principais fatores relacionados à mortalidade da doença falciforme são necessários para planejar com eficácia as intervenções para reduzir as taxas de letalidade da doença. Objetivo: Identificar os fatores de risco para mortalidade em pacientes com doença falciforme a partir de estudos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa que teve como fonte de busca de dados o Portal de Pesquisa da Biblioteca Virtual em Saúde utilizando pesquisas no referido banco de dados de 2017 a 2021. Resultados: Da busca inicial com 117 artigos, após utilizar os critérios de inclusão e exclusão, restaram 13 artigos. Dos estudos utilizados, observou-se que os fatores de risco mais associados à mortalidade na doença falciforme foram: doenças cardiovasculares (regurgitação tricúspide e infarto do miocárdio) e pulmonares, doenças renais (insuficiência renal), acidente vascular cerebral, elevados níveis de creatinina sérica, lactato desidrogenase e dímero D, hipertensão pulmonar, infecções (coronavírus e dengue), eventos tromboembólicos (tromboembolismo venoso), sobrecarga de ferro, síndrome torácica aguda, doença isquêmica do intestino, síndrome de encefalopatia reversível e níveis de hemoglobina. Conclusão: A prevenção do óbito poderá promover uma melhoria na sobrevida da população com essa doença. O conhecimento dos fatores de risco que levam a óbitos em pacientes com doença falciforme é fundamental para possibilitar ações que previnam um desfecho negativo no paciente, que tanto impacta a saúde pública. Então faz-se necessário atentar para novos estudos acerca da temática para possibilitar o avanço do conhecimento e melhoria da expectativa de vida dessa população.
{"title":"FATORES DE RISCO PARA MORTALIDADE EM PACIENTES COM DOENÇA FALCIFORME: REVISÃO INTEGRATIVA","authors":"Tailah Lopes Almeida","doi":"10.51161/hematoclil/30","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/30","url":null,"abstract":"Introdução: A doença falciforme é uma hemoglobinopatia associada à mortalidade, e tem sido um desafio contínuo na saúde pública, apesar dos extensos esforços para a prevenção da mortalidade e o tratamento da doença. Os fatores de risco potenciais que podem predispor os indivíduos a desfechos fatais estão cada vez mais se tornando tópicos, diante disso, pontuar os principais fatores relacionados à mortalidade da doença falciforme são necessários para planejar com eficácia as intervenções para reduzir as taxas de letalidade da doença. Objetivo: Identificar os fatores de risco para mortalidade em pacientes com doença falciforme a partir de estudos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa que teve como fonte de busca de dados o Portal de Pesquisa da Biblioteca Virtual em Saúde utilizando pesquisas no referido banco de dados de 2017 a 2021. Resultados: Da busca inicial com 117 artigos, após utilizar os critérios de inclusão e exclusão, restaram 13 artigos. Dos estudos utilizados, observou-se que os fatores de risco mais associados à mortalidade na doença falciforme foram: doenças cardiovasculares (regurgitação tricúspide e infarto do miocárdio) e pulmonares, doenças renais (insuficiência renal), acidente vascular cerebral, elevados níveis de creatinina sérica, lactato desidrogenase e dímero D, hipertensão pulmonar, infecções (coronavírus e dengue), eventos tromboembólicos (tromboembolismo venoso), sobrecarga de ferro, síndrome torácica aguda, doença isquêmica do intestino, síndrome de encefalopatia reversível e níveis de hemoglobina. Conclusão: A prevenção do óbito poderá promover uma melhoria na sobrevida da população com essa doença. O conhecimento dos fatores de risco que levam a óbitos em pacientes com doença falciforme é fundamental para possibilitar ações que previnam um desfecho negativo no paciente, que tanto impacta a saúde pública. Então faz-se necessário atentar para novos estudos acerca da temática para possibilitar o avanço do conhecimento e melhoria da expectativa de vida dessa população.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"66 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121955039","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A Leucemia Mielóide Aguda (LMA), também conhecida como leucemia mielogênica aguda, é caracterizada pelo desequilíbrio no crescimento clonal das células sem distinção seguido do bloqueio de maturação descontinuo, ou seja, descontrole no crescimento das células indiferenciadas, células estas denominadas de mieloblastos e o acúmulo destas na medula óssea (M.O.) conduz as manifestações clínicas, tal como: neutropenia, anemia e plaquetopenia. O desenvolvimento da neoplasia está ligado a mutações nos oncogenes que estão ligados a hematopoese, originando a desordem celular destes blastos mielóides leucêmicos que suprimem a produção de demais linhagens sendo as análises imunofenotípicas e morfológicas fundamentais para o diagnóstico desta patologia. A imunofenotipagem por citometria de fluxo serve para avaliar populações celulares normais e neoplásicas, realizada por meio da incubação das células com anticorpos conjugados a fluorocromos através de uma coalização entre os padrões e intensidade da expressão de variados antígenos expressos que melhora o diagnóstico na LMA e é eficaz para distinguir dentre os tipos de leucemias que existe. Objetivos: Avaliar a imunofenotipagem por citometria de fluxo nos diagnósticos das LMA’s. Materiais e Métodos: O presente resumo é uma revisão bibliografia manuseando artigos da base de dados do site SciELO aplicando como critério artigos nos anos 2012 a 2022. Resultados: A imunofenotipagem por citometria de fluxo é um método que encaminha ao diagnóstico e tratamento as Leucemia Mieloide Aguda ao qual avalia as populações de células, estabelecendo as características físicas e biológicas destas sendo um método quantitativo e qualitativo através de painéis de triagem para essas leucemias agudas com o objetivo de promover um custo-benefício para os serviços de saúde. Conclusão: A imunofenotipagem por citometria de fluxo é um método de análise das células em suspensão, verificando a orientação biológica das células de interesse para diagnóstico prévio.
{"title":"A IMUNOFENOTIPAGEM POR CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGÓSTICO DA LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA (LMA)","authors":"Natália Pereira da Silva","doi":"10.51161/hematoclil/70","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/70","url":null,"abstract":"Introdução: A Leucemia Mielóide Aguda (LMA), também conhecida como leucemia mielogênica aguda, é caracterizada pelo desequilíbrio no crescimento clonal das células sem distinção seguido do bloqueio de maturação descontinuo, ou seja, descontrole no crescimento das células indiferenciadas, células estas denominadas de mieloblastos e o acúmulo destas na medula óssea (M.O.) conduz as manifestações clínicas, tal como: neutropenia, anemia e plaquetopenia. O desenvolvimento da neoplasia está ligado a mutações nos oncogenes que estão ligados a hematopoese, originando a desordem celular destes blastos mielóides leucêmicos que suprimem a produção de demais linhagens sendo as análises imunofenotípicas e morfológicas fundamentais para o diagnóstico desta patologia. A imunofenotipagem por citometria de fluxo serve para avaliar populações celulares normais e neoplásicas, realizada por meio da incubação das células com anticorpos conjugados a fluorocromos através de uma coalização entre os padrões e intensidade da expressão de variados antígenos expressos que melhora o diagnóstico na LMA e é eficaz para distinguir dentre os tipos de leucemias que existe. Objetivos: Avaliar a imunofenotipagem por citometria de fluxo nos diagnósticos das LMA’s. Materiais e Métodos: O presente resumo é uma revisão bibliografia manuseando artigos da base de dados do site SciELO aplicando como critério artigos nos anos 2012 a 2022. Resultados: A imunofenotipagem por citometria de fluxo é um método que encaminha ao diagnóstico e tratamento as Leucemia Mieloide Aguda ao qual avalia as populações de células, estabelecendo as características físicas e biológicas destas sendo um método quantitativo e qualitativo através de painéis de triagem para essas leucemias agudas com o objetivo de promover um custo-benefício para os serviços de saúde. Conclusão: A imunofenotipagem por citometria de fluxo é um método de análise das células em suspensão, verificando a orientação biológica das células de interesse para diagnóstico prévio.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121978638","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: Em dezembro de 2019 foi notificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro diagnóstico de Covid-19, que posteriormente desencadearia uma pandemia de proporção mundial. Este cenário impactou negativamente nas rotinas dos hemocentros, que evidenciaram uma drástica redução no número de doadores, bem como adaptações necessárias para o contínuo de uma atividade extremamente essencial para suporte transfusional dos pacientes. Para tanto, orientações estão sendo publicadas, como a NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS para garantir uma triagem segura aos possíveis candidatos a doação de sangue. Objetivos: Identificar as orientações referentes à triagem clínica dos doadores de sangue frente a pandemia da Covid-19 propostas pela NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS. Materiais e métodos: Análise e avaliação da NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS, para posterior identificação das orientações propostas referentes a triagem clínica dos doadores de sangue frente a pandemia da Covid-19. Resultados:. A NOTA TÉCNICA Nº 4/2022 foi publicada com o intuito de orientar as novas práticas que devem ser seguidas na triagem realizada aos candidatos para doação de sangue frente a pandemia causada pelo SARS-C0V-2, a fim de garantir uma doação segura. Dessa forma, indivíduos com a doença confirmada ou suspeita que apresentem sintomas leves/moderados deverão ser impedidos de doar por um período de 10 dias após cessarem os sintomas. Pelo mesmo período deverão ser considerados inaptos aqueles que apresentarem um teste diagnóstico (teste PCR ou pesquisa de antígeno) positivo mesmo que permaneçam assintomáticos, a contar do dia da coleta do exame. Já os candidatos que tiveram contato próximo a caso confirmado dessa doença ou contato com indivíduos com teste positivo, estarão impossibilitados de realizar a doação por 7 dias a contar do contato. Por último, a Nota recomenda que pessoas em isolamento voluntário ou assinalado por ordem médica devido a presença de sintomas, só poderão ser considerados aptos após saírem do isolamento. Conclusão: Em decorrência do avanço da pandemia é possível observar que novas orientações estão sendo publicadas a todo tempo. Tais recomendações devem ser respeitadas a fim de garantir que o processo de doação seja seguro tanto para o doador, como para o receptor dos componentes sanguíneos.
{"title":"ORIENTAÇÕES DA NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS SOBRE A TRIAGEM CLÍNICA DE POSSÍVEIS DOADORES DE SANGUE FRENTE À PANDEMIA DA COVID-19.","authors":"Cristine Blume Brietzke, Eduarda Klockner","doi":"10.51161/hematoclil/111","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/111","url":null,"abstract":"Introdução: Em dezembro de 2019 foi notificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro diagnóstico de Covid-19, que posteriormente desencadearia uma pandemia de proporção mundial. Este cenário impactou negativamente nas rotinas dos hemocentros, que evidenciaram uma drástica redução no número de doadores, bem como adaptações necessárias para o contínuo de uma atividade extremamente essencial para suporte transfusional dos pacientes. Para tanto, orientações estão sendo publicadas, como a NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS para garantir uma triagem segura aos possíveis candidatos a doação de sangue. Objetivos: Identificar as orientações referentes à triagem clínica dos doadores de sangue frente a pandemia da Covid-19 propostas pela NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS. Materiais e métodos: Análise e avaliação da NOTA TÉCNICA Nº 4/2022-CGSH/DAET/SAES/MS, para posterior identificação das orientações propostas referentes a triagem clínica dos doadores de sangue frente a pandemia da Covid-19. Resultados:. A NOTA TÉCNICA Nº 4/2022 foi publicada com o intuito de orientar as novas práticas que devem ser seguidas na triagem realizada aos candidatos para doação de sangue frente a pandemia causada pelo SARS-C0V-2, a fim de garantir uma doação segura. Dessa forma, indivíduos com a doença confirmada ou suspeita que apresentem sintomas leves/moderados deverão ser impedidos de doar por um período de 10 dias após cessarem os sintomas. Pelo mesmo período deverão ser considerados inaptos aqueles que apresentarem um teste diagnóstico (teste PCR ou pesquisa de antígeno) positivo mesmo que permaneçam assintomáticos, a contar do dia da coleta do exame. Já os candidatos que tiveram contato próximo a caso confirmado dessa doença ou contato com indivíduos com teste positivo, estarão impossibilitados de realizar a doação por 7 dias a contar do contato. Por último, a Nota recomenda que pessoas em isolamento voluntário ou assinalado por ordem médica devido a presença de sintomas, só poderão ser considerados aptos após saírem do isolamento. Conclusão: Em decorrência do avanço da pandemia é possível observar que novas orientações estão sendo publicadas a todo tempo. Tais recomendações devem ser respeitadas a fim de garantir que o processo de doação seja seguro tanto para o doador, como para o receptor dos componentes sanguíneos.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125444594","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Iandra de Freitas Oliveira, Marcelo Dias de Castro
Introdução: O linfoma de células do manto é um linfoma não-Hodgkin de células B maduras, que comumente evolui de forma indolente, sendo tipicamente uma doença agressiva. Corresponde a cerca de 7% dos casos de linfomas não-Hodgkin, com incidência estimada de 4 a 8 casos por milhão de pessoas por ano. 70% dos pacientes apresentam doença em estágio avançado ao diagnóstico, frequentemente associado à linfadenopatia. O diagnóstico é feito através de biópsia, histologia e imuno-histoquímica de rotina. Objetivo: Relatar apresentação atípica de linfoma de células do manto. Relato de caso: Paciente feminino, 50 anos, admitida no hospital com relato de dor abdominal, inapetência e ascite volumosa iniciados há dois meses, evoluindo com piora progressiva. Na admissão encontrava-se hipocorada (++/4+), desidratada (+/4+) e com esforço respiratório discreto que piorava com movimentação ativa, também evidenciada em decúbito. Ao exame físico abdome globoso, doloroso à palpação superficial e profunda, sem sinais de irritação peritoneal e com sinal de piparote positivo. A palpação foi prejudicada pela ascite, mas evidenciou hepatoesplenomegalia (com fígado e baço a 9 e 14 cm, respectivamente, abaixo do rebordo costal). Apresentava ainda linfonodomegalia em fossa cubital de membro superior direito, cuja biópsia evidenciou hiperplasia linfóide à custa de células linfóides pequenas difusas. Para auxílio diagnóstico foi efetuado imunofenotipagem que demonstrou presença de linfócitos B anômalos e clonais para cadeia leve Lambda, na frequência de 65% da celularidade total, compatível com doença linfoma de células do manto, confirmado à biópsia de medula óssea. Apresentou melhora do padrão respiratório mediante realização de paracentese de alívio e foi encaminhada para tratamento quimioterápico. Discussão: O padrão histológico de crescimento nodal do linfoma de células do manto pode ser difuso, nodular ou zona do manto, ou ainda uma combinação destes. As células tumorais expressam altos níveis de imunoglobulina M de membrana de superfície e imunoglobulina D, mais frequentemente do tipo de cadeia leve Lambda. Conclusão: O curso do linfoma de células do manto é moderadamente agressivo e variável. A abordagem terapêutica pretende prolongar a sobrevida livre de doença. A paciente desse caso segue com abordagem quimioterápica apresentando resposta relativa.
{"title":"RELATO: HEPATOESPLENOMEGALIA GIGANTE COMO APRESENTAÇÃO DE LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO","authors":"Iandra de Freitas Oliveira, Marcelo Dias de Castro","doi":"10.51161/hematoclil/43","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/43","url":null,"abstract":"Introdução: O linfoma de células do manto é um linfoma não-Hodgkin de células B maduras, que comumente evolui de forma indolente, sendo tipicamente uma doença agressiva. Corresponde a cerca de 7% dos casos de linfomas não-Hodgkin, com incidência estimada de 4 a 8 casos por milhão de pessoas por ano. 70% dos pacientes apresentam doença em estágio avançado ao diagnóstico, frequentemente associado à linfadenopatia. O diagnóstico é feito através de biópsia, histologia e imuno-histoquímica de rotina. Objetivo: Relatar apresentação atípica de linfoma de células do manto. Relato de caso: Paciente feminino, 50 anos, admitida no hospital com relato de dor abdominal, inapetência e ascite volumosa iniciados há dois meses, evoluindo com piora progressiva. Na admissão encontrava-se hipocorada (++/4+), desidratada (+/4+) e com esforço respiratório discreto que piorava com movimentação ativa, também evidenciada em decúbito. Ao exame físico abdome globoso, doloroso à palpação superficial e profunda, sem sinais de irritação peritoneal e com sinal de piparote positivo. A palpação foi prejudicada pela ascite, mas evidenciou hepatoesplenomegalia (com fígado e baço a 9 e 14 cm, respectivamente, abaixo do rebordo costal). Apresentava ainda linfonodomegalia em fossa cubital de membro superior direito, cuja biópsia evidenciou hiperplasia linfóide à custa de células linfóides pequenas difusas. Para auxílio diagnóstico foi efetuado imunofenotipagem que demonstrou presença de linfócitos B anômalos e clonais para cadeia leve Lambda, na frequência de 65% da celularidade total, compatível com doença linfoma de células do manto, confirmado à biópsia de medula óssea. Apresentou melhora do padrão respiratório mediante realização de paracentese de alívio e foi encaminhada para tratamento quimioterápico. Discussão: O padrão histológico de crescimento nodal do linfoma de células do manto pode ser difuso, nodular ou zona do manto, ou ainda uma combinação destes. As células tumorais expressam altos níveis de imunoglobulina M de membrana de superfície e imunoglobulina D, mais frequentemente do tipo de cadeia leve Lambda. Conclusão: O curso do linfoma de células do manto é moderadamente agressivo e variável. A abordagem terapêutica pretende prolongar a sobrevida livre de doença. A paciente desse caso segue com abordagem quimioterápica apresentando resposta relativa.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"85 ","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"120877345","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Diana Letícia Krueger Pacheco Carvalho, Isadora Bueloni Ghiorzi, Mateus Dos Santos Taiarol, P. Zen, R.F.M. Rosa
Introdução: a histiocitose engloba um grupo raro de distúrbios proliferativos caracterizados pelo acúmulo e infiltração de monócitos, macrófagos e células dendríticas. Objetivo: relatar uma paciente com histiocitose de células de Langerhans, chamando atenção para os seus achados clínicos e laboratoriais. Material e métodos: realizou-se a descrição do caso junto com uma revisão da literatura. A obtenção dos achados clínicos e resultados de exames complementares foi feita através de revisão do prontuário da paciente. Na revisão da literatura, foram utilizados descritores Mesh, junto à base de dados PubMed/MEDLINE. Foram incluídos apenas trabalhos em português/inglês, publicados após 2007. O tempo de duração para a montagem do relato foi de cerca de 1 mês. Resultados: a paciente era a filha única de um casal sem história de casos semelhantes na família. Aos 20 dias de vida, ela foi hospitalizada por edema facial e exoftalmia. No seu exame físico, observavam-se macrocrania, afastamento das suturas cranianas e dismorfias de face secundárias à infiltração de tecidos moles. Os seus exames laboratoriais mostravam anemia e neutropenia. A tomografia computadorizada do crânio revelou reação periosteal, tipo raios de sol, comprometendo os côndilos mandibulares, asas do esfenoide, maxilas e porções escamosas dos ossos temporais. A ressonância magnética de encéfalo revelou formações expansivas bilaterais e simétricas, que comprometiam os ossos da base do crânio, especialmente as escamas temporais, as asas esfenoidais, as paredes laterais das órbitas, as estruturas maxilares e os ramos da mandíbula, as quais apresentavam aspecto tumescente, com realce irregular ao contraste. A avaliação oftalmológica diagnosticou proptose ocular e lagoftalmo. As radiografias de corpo inteiro evidenciaram expansão difusa das vértebras, com importante alargamento da superfície da metáfise dos ossos longos. Os achados foram compatíveis com hiperproliferação osteoblástica e/ou lesão infiltrativa. Na imunofluorescência foram encontradas células monocíticas com fenótipo aberrante, e no mielograma, displasia e hiperplasia relativa eritroide, além de monocitose. Conclusão: a histiocitose de células de Langerhans é uma condição típica da infância, cuja causa exata ainda não é conhecida. A sua apresentação clínica pode variar muito, indo desde casos leves a fatais. Esta depende dos órgãos e sistemas envolvidos.
{"title":"HISTIOCITOSE DE CÉLULAS DE LANGERHANS: ACHADOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS DE UMA CONDIÇÃO RARA","authors":"Diana Letícia Krueger Pacheco Carvalho, Isadora Bueloni Ghiorzi, Mateus Dos Santos Taiarol, P. Zen, R.F.M. Rosa","doi":"10.51161/hematoclil/125","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/125","url":null,"abstract":"Introdução: a histiocitose engloba um grupo raro de distúrbios proliferativos caracterizados pelo acúmulo e infiltração de monócitos, macrófagos e células dendríticas. Objetivo: relatar uma paciente com histiocitose de células de Langerhans, chamando atenção para os seus achados clínicos e laboratoriais. Material e métodos: realizou-se a descrição do caso junto com uma revisão da literatura. A obtenção dos achados clínicos e resultados de exames complementares foi feita através de revisão do prontuário da paciente. Na revisão da literatura, foram utilizados descritores Mesh, junto à base de dados PubMed/MEDLINE. Foram incluídos apenas trabalhos em português/inglês, publicados após 2007. O tempo de duração para a montagem do relato foi de cerca de 1 mês. Resultados: a paciente era a filha única de um casal sem história de casos semelhantes na família. Aos 20 dias de vida, ela foi hospitalizada por edema facial e exoftalmia. No seu exame físico, observavam-se macrocrania, afastamento das suturas cranianas e dismorfias de face secundárias à infiltração de tecidos moles. Os seus exames laboratoriais mostravam anemia e neutropenia. A tomografia computadorizada do crânio revelou reação periosteal, tipo raios de sol, comprometendo os côndilos mandibulares, asas do esfenoide, maxilas e porções escamosas dos ossos temporais. A ressonância magnética de encéfalo revelou formações expansivas bilaterais e simétricas, que comprometiam os ossos da base do crânio, especialmente as escamas temporais, as asas esfenoidais, as paredes laterais das órbitas, as estruturas maxilares e os ramos da mandíbula, as quais apresentavam aspecto tumescente, com realce irregular ao contraste. A avaliação oftalmológica diagnosticou proptose ocular e lagoftalmo. As radiografias de corpo inteiro evidenciaram expansão difusa das vértebras, com importante alargamento da superfície da metáfise dos ossos longos. Os achados foram compatíveis com hiperproliferação osteoblástica e/ou lesão infiltrativa. Na imunofluorescência foram encontradas células monocíticas com fenótipo aberrante, e no mielograma, displasia e hiperplasia relativa eritroide, além de monocitose. Conclusão: a histiocitose de células de Langerhans é uma condição típica da infância, cuja causa exata ainda não é conhecida. A sua apresentação clínica pode variar muito, indo desde casos leves a fatais. Esta depende dos órgãos e sistemas envolvidos.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129484794","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}