J. Spira, E. Borges, Paula Gabriela Ribeiro Andrade, Cristiane Rabelo Lisboa, V. L. Lima
Introdução: Úlceras da perna são uma das complicações da doença falciforme (DF), acomete principalmente homens com anemia falciforme (HbSS) na segunda década de vida. Elas são dolorosas, de difícil cicatrização e altas taxas de recidiva. O manejo, na maioria das vezes, fica a cargo de profissionais de enfermagem, que nem sempre têm o conhecimento suficiente para atender à demanda de cuidado requerida. Objetivo: Identificar o local de tratamento das pessoas com DF e úlcera da perna, bem como o tipo de tratamento recebido. Material e métodos: Estudo transversal, realizado em 11 centros da Fundação Hemominas, com pessoas com DF e com úlcera da perna ativa. A pesquisa foi aprovada pelos CEPs nos pareceres n° 08052818.3.0000.5149 e 08052818.3.3001.5118. Resultado: Das 72 pessoas com úlcera da perna, 54,2% eram solteiras, do sexo feminino (51,4%), de declararam negras (48,6%), com idade média de 39 anos, mediana de tempo de existência da úlcera foi de 3 anos e escore de dor entre ≥7 a ≤10 (40,3%). O principal prescritor do tratamento tópico era o médico (45,8%). A respeito do cuidado direto da úlcera, 66,7% pessoas realizavam o cuidado exclusivamente no domicílio, 15,3% no domicílio e na Unidade Básica de Saúde (UBS), 8,3% no serviço ambulatorial público, 5,6% exclusivamente na UBS e 4,2% no serviço privado. Os produtos mais utilizados no tratamento tópico eram colagenase (22,2%), coberturas especiais (19,4%), antibiótico tópico (15,3%) e AGE (9,7%). No que se refere ao intervalo da troca de curativo, 72,2% realizavam uma ou mais trocas/dia. O edema nos membros inferiores estava presente em 76,4% pessoas e 89% não utilizavam terapia para o controle do edema. Conclusão: A maioria dos participantes não recebia insumos e assistência sistematizada para o tratamento da úlcera.
{"title":"DOENÇA FALCIFORME: O CUIDADO ÀS PESSOAS COM ÚLCERAS DA PERNA","authors":"J. Spira, E. Borges, Paula Gabriela Ribeiro Andrade, Cristiane Rabelo Lisboa, V. L. Lima","doi":"10.51161/hematoclil/47","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/47","url":null,"abstract":"Introdução: Úlceras da perna são uma das complicações da doença falciforme (DF), acomete principalmente homens com anemia falciforme (HbSS) na segunda década de vida. Elas são dolorosas, de difícil cicatrização e altas taxas de recidiva. O manejo, na maioria das vezes, fica a cargo de profissionais de enfermagem, que nem sempre têm o conhecimento suficiente para atender à demanda de cuidado requerida. Objetivo: Identificar o local de tratamento das pessoas com DF e úlcera da perna, bem como o tipo de tratamento recebido. Material e métodos: Estudo transversal, realizado em 11 centros da Fundação Hemominas, com pessoas com DF e com úlcera da perna ativa. A pesquisa foi aprovada pelos CEPs nos pareceres n° 08052818.3.0000.5149 e 08052818.3.3001.5118. Resultado: Das 72 pessoas com úlcera da perna, 54,2% eram solteiras, do sexo feminino (51,4%), de declararam negras (48,6%), com idade média de 39 anos, mediana de tempo de existência da úlcera foi de 3 anos e escore de dor entre ≥7 a ≤10 (40,3%). O principal prescritor do tratamento tópico era o médico (45,8%). A respeito do cuidado direto da úlcera, 66,7% pessoas realizavam o cuidado exclusivamente no domicílio, 15,3% no domicílio e na Unidade Básica de Saúde (UBS), 8,3% no serviço ambulatorial público, 5,6% exclusivamente na UBS e 4,2% no serviço privado. Os produtos mais utilizados no tratamento tópico eram colagenase (22,2%), coberturas especiais (19,4%), antibiótico tópico (15,3%) e AGE (9,7%). No que se refere ao intervalo da troca de curativo, 72,2% realizavam uma ou mais trocas/dia. O edema nos membros inferiores estava presente em 76,4% pessoas e 89% não utilizavam terapia para o controle do edema. Conclusão: A maioria dos participantes não recebia insumos e assistência sistematizada para o tratamento da úlcera.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"13 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129509092","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Cibelle Maria Jacinta Da Silva, Álvaro Ferreira, Bruno Antônio Cruz Nogueira, Alexandre Augusto De Andrade Santana
Introdução: Os cânceres infantis são uma das principais causas de morte por doenças não transmissíveis para crianças em todo o mundo, sendo a leucemia linfoide aguda (LLA) o tipo mais comum. A pandemia de COVID-19 afetou de forma direta os sistemas de saúde com restrições de recursos hospitalares, prejudicando a oferta de cuidado para esses pacientes. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo demonstrar de que forma a pandemia da COVID-19 afetou de maneira direta e indireta o tratamento e o diagnóstico da leucemia linfoide aguda infantil. Material e Método: Revisão integrativa da literatura com artigos selecionados na base de dados PubMed. Descritores utilizados: “acute leukemia AND (COVID or pandemic)’’. Foram incluídas todas as publicações indexadas, nos idiomas disponíveis, relacionadas ao impacto da pandemia COVID-19 sobre a leucemia aguda infantil em crianças de 2-12 anos de idade, independente do gênero, publicadas até 13 de janeiro de 2022, data de busca dessa pesquisa. Foram excluídos os trabalhos que não tratem de pesquisa em seres humanos, não atendam à demanda bibliográfica desta pesquisa, metodologicamente fracos e/ou inconsistentes e que apresentem informações repetidas. Resultados: Os 16 artigos obtidos mostraram que, durante a pandemia, crianças com leucemia linfoide aguda (LLA) apresentaram um alto risco de doença grave e morte por COVID-19, manifestando desde erupções cutâneas até a síndrome inflamatória multissistêmica. A taxa de mortalidade dos pacientes pediátricos com malignidade hematológica e COVID-19 foi de 4%. Dentre os subtipos existentes, a LLA foi a que apresentou o segundo maior risco de morte (41%), ficando atrás das síndromes de insuficiência medular adquirida (53%). O atraso ou interrupção do tratamento da leucemia, devido à infecção por SARS-CoV-2, pode resultar em mau prognóstico. Os cancelamentos de consultas ambulatoriais de onco-hematologia pediátrica aumentaram em 50% em março de 2020, sendo a principal causa da redução no número de novos casos de diagnósticos de LLA. Conclusão: Foi possível evidenciar que houve uma redução acentuada nos casos de LLA durante a pandemia de COVID-19, embora o índice de mortalidade seja alto, visto que houve redução nos diagnósticos, devido à diminuição dos acompanhamentos ambulatoriais.
{"title":"LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA INFANTIL NO CONTEXTO DA PANDEMIA COVID-19","authors":"Cibelle Maria Jacinta Da Silva, Álvaro Ferreira, Bruno Antônio Cruz Nogueira, Alexandre Augusto De Andrade Santana","doi":"10.51161/hematoclil/138","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/138","url":null,"abstract":"Introdução: Os cânceres infantis são uma das principais causas de morte por doenças não transmissíveis para crianças em todo o mundo, sendo a leucemia linfoide aguda (LLA) o tipo mais comum. A pandemia de COVID-19 afetou de forma direta os sistemas de saúde com restrições de recursos hospitalares, prejudicando a oferta de cuidado para esses pacientes. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo demonstrar de que forma a pandemia da COVID-19 afetou de maneira direta e indireta o tratamento e o diagnóstico da leucemia linfoide aguda infantil. Material e Método: Revisão integrativa da literatura com artigos selecionados na base de dados PubMed. Descritores utilizados: “acute leukemia AND (COVID or pandemic)’’. Foram incluídas todas as publicações indexadas, nos idiomas disponíveis, relacionadas ao impacto da pandemia COVID-19 sobre a leucemia aguda infantil em crianças de 2-12 anos de idade, independente do gênero, publicadas até 13 de janeiro de 2022, data de busca dessa pesquisa. Foram excluídos os trabalhos que não tratem de pesquisa em seres humanos, não atendam à demanda bibliográfica desta pesquisa, metodologicamente fracos e/ou inconsistentes e que apresentem informações repetidas. Resultados: Os 16 artigos obtidos mostraram que, durante a pandemia, crianças com leucemia linfoide aguda (LLA) apresentaram um alto risco de doença grave e morte por COVID-19, manifestando desde erupções cutâneas até a síndrome inflamatória multissistêmica. A taxa de mortalidade dos pacientes pediátricos com malignidade hematológica e COVID-19 foi de 4%. Dentre os subtipos existentes, a LLA foi a que apresentou o segundo maior risco de morte (41%), ficando atrás das síndromes de insuficiência medular adquirida (53%). O atraso ou interrupção do tratamento da leucemia, devido à infecção por SARS-CoV-2, pode resultar em mau prognóstico. Os cancelamentos de consultas ambulatoriais de onco-hematologia pediátrica aumentaram em 50% em março de 2020, sendo a principal causa da redução no número de novos casos de diagnósticos de LLA. Conclusão: Foi possível evidenciar que houve uma redução acentuada nos casos de LLA durante a pandemia de COVID-19, embora o índice de mortalidade seja alto, visto que houve redução nos diagnósticos, devido à diminuição dos acompanhamentos ambulatoriais.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"63 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125442937","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Carine Pimenta Maurício Dantas Tostes, Kelly Costa de Almeida, C. Carvalho, Gustavo Manso Fernandes, Aislan Cristina R. F.Pascoal
INTRODUÇÃO: A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa relacionada à presença do gene de fusão BCR-ABL. É originada de uma célula-tronco hematopoiética anormal, que se caracteriza, como suas contrapartes normais. OBJETIVO: Avaliar o efeito do uso da hidroxiureia e mesilato de imatulibe nos parâmetros hematológicos em paciente diagnosticado com LMC. MATERIAL E MÉTODOS: Avaliação dos hemogramas realizados pelo paciente, após introdução das medicações. RESULTADOS: Paciente do sexo masculino, 57 anos, procurou auxílio médico após apresentar episódios recorrentes de cansaço, tontura, mal estar e dores abdominais. Dentre os diversos exames solicitados, em 23/08/21 os achados no hemograma apresentaram alterações consideráveis como leucometria de 40.820, com identificação de células jovens e trombocitose de 772.000/ mm³. Em relação à série vermelha foi evidenciada a presença de policromasia discreta, sendo encontrados 2 eritroblastos/100 células. O paciente foi encaminhado para hematologia oncológica, onde foi solicitado hemograma e Translocação BCR-ABL QUALITATIVO. Em 20/09/21 o resultado da translocação comprovou a presença de transcrito da fusão BCR-ABL. Perante o exposto, foi iniciado tratamento com hidroxiureia uma vez ao dia, esperava-se que a medicação fosse capaz de causar intercorrências no funcionamento da medula óssea, conseqüentemente a leucopenia em decorrência a mielodepressão. A dose administrada não foi capaz de causar melhoras no quadro. Por decisão médica o tratamento foi alterado para 2 comprimidos ao dia,com isso em 16/11/2021 o leucograma teve queda de 60%, no entanto a trombocitose se manteve, cumprindo o objetivo do uso da hidroxiureia no primeiro momento, que se limita a reduzir a contagem total de leucócitos. Embora tenha ocorrido a redução esperada, diante do quadro de leucocitose que se manteve, o paciente teve a dosagem da medicação aumentada para 4 comprimidos ao dia, como resultado, a leucometria atingiu a normalidade em 30/11/2021,com queda de aproximadamente 85% e plaquetas com redução de 42%. Iniciou-se uma segunda etapa do tratamento, utilizando o mesilato de imatinibe. A imatinibe causa inibição da proteína tirosinoquinase que inibe a atividade da Bcr-Abl. Em 30/12/21, o paciente apresentou taxa de leucometria e plaquetas dentro da normalidade. CONCLUSAO: Paciente apresentou resposta hematológica controlada, com possível remissão da LMC e aumento da sobrevida.
{"title":"O EFEITO DA HIDROXIUREIA E MESILATO DE IMATINIBE NO TRATAMENTO DA LMC: RELATO DE CASO","authors":"Carine Pimenta Maurício Dantas Tostes, Kelly Costa de Almeida, C. Carvalho, Gustavo Manso Fernandes, Aislan Cristina R. F.Pascoal","doi":"10.51161/hematoclil/14","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/14","url":null,"abstract":"INTRODUÇÃO: A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa relacionada à presença do gene de fusão BCR-ABL. É originada de uma célula-tronco hematopoiética anormal, que se caracteriza, como suas contrapartes normais. OBJETIVO: Avaliar o efeito do uso da hidroxiureia e mesilato de imatulibe nos parâmetros hematológicos em paciente diagnosticado com LMC. MATERIAL E MÉTODOS: Avaliação dos hemogramas realizados pelo paciente, após introdução das medicações. RESULTADOS: Paciente do sexo masculino, 57 anos, procurou auxílio médico após apresentar episódios recorrentes de cansaço, tontura, mal estar e dores abdominais. Dentre os diversos exames solicitados, em 23/08/21 os achados no hemograma apresentaram alterações consideráveis como leucometria de 40.820, com identificação de células jovens e trombocitose de 772.000/ mm³. Em relação à série vermelha foi evidenciada a presença de policromasia discreta, sendo encontrados 2 eritroblastos/100 células. O paciente foi encaminhado para hematologia oncológica, onde foi solicitado hemograma e Translocação BCR-ABL QUALITATIVO. Em 20/09/21 o resultado da translocação comprovou a presença de transcrito da fusão BCR-ABL. Perante o exposto, foi iniciado tratamento com hidroxiureia uma vez ao dia, esperava-se que a medicação fosse capaz de causar intercorrências no funcionamento da medula óssea, conseqüentemente a leucopenia em decorrência a mielodepressão. A dose administrada não foi capaz de causar melhoras no quadro. Por decisão médica o tratamento foi alterado para 2 comprimidos ao dia,com isso em 16/11/2021 o leucograma teve queda de 60%, no entanto a trombocitose se manteve, cumprindo o objetivo do uso da hidroxiureia no primeiro momento, que se limita a reduzir a contagem total de leucócitos. Embora tenha ocorrido a redução esperada, diante do quadro de leucocitose que se manteve, o paciente teve a dosagem da medicação aumentada para 4 comprimidos ao dia, como resultado, a leucometria atingiu a normalidade em 30/11/2021,com queda de aproximadamente 85% e plaquetas com redução de 42%. Iniciou-se uma segunda etapa do tratamento, utilizando o mesilato de imatinibe. A imatinibe causa inibição da proteína tirosinoquinase que inibe a atividade da Bcr-Abl. Em 30/12/21, o paciente apresentou taxa de leucometria e plaquetas dentro da normalidade. CONCLUSAO: Paciente apresentou resposta hematológica controlada, com possível remissão da LMC e aumento da sobrevida.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"62 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127382763","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Arthur Gomes da Silva Brito, Leticia Goulart Japiassou, Caroline Divina Gomes da Silva Brito, B. S. Cardoso, João Vitor Fiorese
Introdução: Atualmente cada vez mais pessoas são diagnosticadas com doenças oncológicas. Dentre o conjunto demais de 100 doenças que envolvem o câncer, as neoplasias hematológicas, por se tratar de doenças com alteração no sangue e em tecidos apresenta uma incidência de 257 mil novos casos ano. O tratamento atualmente é a quimioterapia, com resultados de cura para muitos e aumento de sobrevida, no entanto os efeitos invasivos da terapia oncológica deixam o organismo vulnerável e debilitado, prejudicando a qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Descrever como é a qualidade de vida dos pacientes com neoplasia hematológica, que realizam quimioterapia, e indicar maneiras de melhorar fatores que interfiram na qualidade de vida do paciente. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica utilizando artigos originais nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo. Os descritores foram Qualidade de Vida, Quimioterapia e Neoplasia Hematológica. Os critérios de inclusão foram artigos nos idiomas inglês e português, publicados nos últimos cinco anos. Posteriormente, descartou-se estudos duplicados, não gratuitos e que não atendiam ao objetivo proposto. Resultados: Dentre os estudos a média analisada foram de duas a 24 semanas com as sessões de quimioterapia variando de uma a 80 sessões. Sendo que os efeitos colaterais são náuseas, alopecia, mucosite e inapetência. Dentre as analises os pacientes relatam que a sua qualidade de vida é boa, quando questionados sobre a saúde mostraram-se satisfeitos. No entanto, apresentaram um isolamento social, nesse sentido o convívio com os familiares e amigos que estimulam a pratica de atividades são importantes fatores positivos. Outro fator bastante relatado é a falta de remuneração durante o tratamento, muitos pacientes não tem condições de manter seus empregos durante os tratamentos. Dentre os domínios físicos, as limitações e os efeitos colaterais são refletidos na diminuição da função física e qualidade de vida. Conclusões: Ao se tratar de uma doença que provoca debilidade e dificuldades, a convivência familiar, pratica de exercícios ter uma vida social podem contribuir de forma significativa na qualidade de vida do paciente
简介:目前越来越多的人被诊断为肿瘤疾病。在涉及癌症的其他100种疾病中,血液系统肿瘤,因为它们是血液和组织改变的疾病,每年有25.7万新病例的发病率。目前的治疗方法是化疗,可以治愈许多人,提高生存率,但肿瘤治疗的侵袭性作用使机体脆弱和衰弱,损害患者的生活质量。目的:描述接受化疗的血液肿瘤患者的生活质量,并指出改善影响患者生活质量的因素的方法。方法:利用Biblioteca Virtual em saude和Scielo数据库中的原始文章进行文献检索。关键词为生活质量、化疗和血液学肿瘤。入选标准是过去5年发表的英语和葡萄牙语文章。随后,重复的、非免费的、不符合预期目标的研究被丢弃。结果:在研究中,平均分析为2 - 24周,化疗疗程从1 - 80个疗程不等。副作用包括恶心、脱发、粘膜炎和食欲不振。在分析中,患者报告他们的生活质量很好,当被问及健康状况时,他们感到满意。然而,他们表现出社会孤立,在这个意义上,与家人和朋友的生活刺激活动的实践是重要的积极因素。另一个被广泛报道的因素是治疗期间缺乏报酬,许多患者在治疗期间无法保住工作。在物理领域中,限制和副作用反映在身体功能和生活质量的下降。结论:由于这是一种导致虚弱和困难的疾病,家庭生活、锻炼和社会生活对患者的生活质量有显著的贡献
{"title":"QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE COM NEOPLASIA: REVISÃO DE LITERATURA","authors":"Arthur Gomes da Silva Brito, Leticia Goulart Japiassou, Caroline Divina Gomes da Silva Brito, B. S. Cardoso, João Vitor Fiorese","doi":"10.51161/hematoclil/112","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/112","url":null,"abstract":"Introdução: Atualmente cada vez mais pessoas são diagnosticadas com doenças oncológicas. Dentre o conjunto demais de 100 doenças que envolvem o câncer, as neoplasias hematológicas, por se tratar de doenças com alteração no sangue e em tecidos apresenta uma incidência de 257 mil novos casos ano. O tratamento atualmente é a quimioterapia, com resultados de cura para muitos e aumento de sobrevida, no entanto os efeitos invasivos da terapia oncológica deixam o organismo vulnerável e debilitado, prejudicando a qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Descrever como é a qualidade de vida dos pacientes com neoplasia hematológica, que realizam quimioterapia, e indicar maneiras de melhorar fatores que interfiram na qualidade de vida do paciente. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica utilizando artigos originais nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo. Os descritores foram Qualidade de Vida, Quimioterapia e Neoplasia Hematológica. Os critérios de inclusão foram artigos nos idiomas inglês e português, publicados nos últimos cinco anos. Posteriormente, descartou-se estudos duplicados, não gratuitos e que não atendiam ao objetivo proposto. Resultados: Dentre os estudos a média analisada foram de duas a 24 semanas com as sessões de quimioterapia variando de uma a 80 sessões. Sendo que os efeitos colaterais são náuseas, alopecia, mucosite e inapetência. Dentre as analises os pacientes relatam que a sua qualidade de vida é boa, quando questionados sobre a saúde mostraram-se satisfeitos. No entanto, apresentaram um isolamento social, nesse sentido o convívio com os familiares e amigos que estimulam a pratica de atividades são importantes fatores positivos. Outro fator bastante relatado é a falta de remuneração durante o tratamento, muitos pacientes não tem condições de manter seus empregos durante os tratamentos. Dentre os domínios físicos, as limitações e os efeitos colaterais são refletidos na diminuição da função física e qualidade de vida. Conclusões: Ao se tratar de uma doença que provoca debilidade e dificuldades, a convivência familiar, pratica de exercícios ter uma vida social podem contribuir de forma significativa na qualidade de vida do paciente","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"531 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123779257","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Juliandre Agostini, Guilherme Taioqui Fioruci, H. Rocha, Letícia Vieira Senger, R.F.M. Rosa
Introdução: A síndrome de Turner (ST) é uma condição genética caracterizada por retardo de crescimento e hipogonadismo. Objetivos: Relatar uma paciente com ST que apresentou trombose de veia porta, chamando atenção para a sua possível relação com complicações tromboembólicas. Material e métodos: Realizamos a descrição do caso, juntamente com uma revisão da literatura. Os dados da paciente foram obtidos através da revisão do seu prontuário. Nele, buscou-se por dados clínicos e de exames complementares. A revisão da literatura foi realizada utilizando-se o banco de dados do PubMed/MEDLINE e descritores do Mesh. O período de revisão incluiu os últimos 15 anos, sendo que foram considerados apenas trabalhos cujo idioma era o português e/ou inglês. O período total de realização do trabalho foi de cerca de 1 mês. Resultados: A paciente veio encaminhada para avaliação devido à baixa estatura. Ela era a primeira filha de uma mãe jovem. Nasceu de parto normal, a termo, pesando 2760 g e medindo 46 cm. A criança evoluiu com adequado desenvolvimento neuropsicomotor. Aos 4 anos, apresentou vômitos com sangue e recebeu o diagnóstico de trombose de veia porta. Aos 8 anos, notou-se a baixa estatura. Nesta época, verificou-se estatura de 116,5 cm. Conclusão: Relatos da literatura sugerem que complicações tromboembólicas podem estar presentes em indivíduos com a ST. Alguns pacientes apresentariam um balanço hemostático não favorável, que poderia contribuir para um risco aumentado de trombose, incluindo a da veia porta, como observado em nosso caso.
{"title":"TROMBOSE DE VEIA PORTA EM UMA PACIENTE COM SÍNDROME DE TURNER","authors":"Juliandre Agostini, Guilherme Taioqui Fioruci, H. Rocha, Letícia Vieira Senger, R.F.M. Rosa","doi":"10.51161/hematoclil/83","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/83","url":null,"abstract":"Introdução: A síndrome de Turner (ST) é uma condição genética caracterizada por retardo de crescimento e hipogonadismo. Objetivos: Relatar uma paciente com ST que apresentou trombose de veia porta, chamando atenção para a sua possível relação com complicações tromboembólicas. Material e métodos: Realizamos a descrição do caso, juntamente com uma revisão da literatura. Os dados da paciente foram obtidos através da revisão do seu prontuário. Nele, buscou-se por dados clínicos e de exames complementares. A revisão da literatura foi realizada utilizando-se o banco de dados do PubMed/MEDLINE e descritores do Mesh. O período de revisão incluiu os últimos 15 anos, sendo que foram considerados apenas trabalhos cujo idioma era o português e/ou inglês. O período total de realização do trabalho foi de cerca de 1 mês. Resultados: A paciente veio encaminhada para avaliação devido à baixa estatura. Ela era a primeira filha de uma mãe jovem. Nasceu de parto normal, a termo, pesando 2760 g e medindo 46 cm. A criança evoluiu com adequado desenvolvimento neuropsicomotor. Aos 4 anos, apresentou vômitos com sangue e recebeu o diagnóstico de trombose de veia porta. Aos 8 anos, notou-se a baixa estatura. Nesta época, verificou-se estatura de 116,5 cm. Conclusão: Relatos da literatura sugerem que complicações tromboembólicas podem estar presentes em indivíduos com a ST. Alguns pacientes apresentariam um balanço hemostático não favorável, que poderia contribuir para um risco aumentado de trombose, incluindo a da veia porta, como observado em nosso caso.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126906122","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Anna Luísa Lipinski, Davi Carboni, Eduarda Negrini, Bianca Schemberk Chamma, D. Borges
Introdução: A leucemia é uma neoplasia maligna, que pode estar associadas a anemias, infecções, hemorragias e infiltração de órgãos. As manifestações oculares são o terceiro local extra-medular mais acometido em pacientes diagnosticados com leucemias agudas. Embora todos os segmentos oculares possam ser afetados, alguns sinais oftalmológicos podem preceder as características sistêmicas, proporcionado um diagnóstico precoce, melhor manejo e bem-estar dos pacientes. Objetivos: Relatar um caso de leucemia linfoide aguda (LLA) com apresentação de alterações oftalmológicas no início do quadro. Destacar a relevância da investigação interdisciplinar para correto manejo terapêutico de pacientes. Material e métodos: Análise criteriosa do prontuário de paciente ao longo de um período de quatro meses, discussão com equipe de hematologia e oftalmologia de hospital em Curitiba para melhor manejo clínico. Resultados: Paciente masculino, cinquenta e cinco anos, veio a consulta ambulatorial oftalmológica com quadro de quemose e hiperemia conjuntival em olho direito, baixa da acuidade visual, diplopia, pupilas fixas, impossibilidade de fechamento palpebral, ptose e redução da mobilidade ocular. Subsequentemente foi constatada a presença de linfonodomegalia submandibular direita, emagrecimento, sudorese e adinamia em fevereiro de 2021. Posteriormente o paciente foi diagnosticado com LLA e síndrome lise tumoral, e recebeu encaminhamento para oncologia, onde foi solicitado imunofenotipagem de sg periférico. Apresentou melhora gradual recebendo alta hospitalar em abril de 2021. Evolui com acometimento renal, linfonodal, cardíaco e pulmonar. Em maio de 2021, compareceu ao pronto socorro devido queixa em vias aéreas superiores, durante tratamento quimioterápico, que resultaram no óbito do paciente. Conclusão: O envolvimento conjuntival é a forma mais frequente de manifestação ocular em pacientes com leucemias linfocíticas, portanto, é imprescindível que seja valorizado e desperte o alerta para essa patologia. Destaca-se a importância de uma propedêutica direcionada em casos de alterações oculares atípicas, que podem ser a primeira manifestação de doenças sistêmicas graves.
{"title":"INFILTRAÇÃO CONJUNTIVAL COMO PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DE LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA: RELATO DE CASO","authors":"Anna Luísa Lipinski, Davi Carboni, Eduarda Negrini, Bianca Schemberk Chamma, D. Borges","doi":"10.51161/hematoclil/86","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/86","url":null,"abstract":"Introdução: A leucemia é uma neoplasia maligna, que pode estar associadas a anemias, infecções, hemorragias e infiltração de órgãos. As manifestações oculares são o terceiro local extra-medular mais acometido em pacientes diagnosticados com leucemias agudas. Embora todos os segmentos oculares possam ser afetados, alguns sinais oftalmológicos podem preceder as características sistêmicas, proporcionado um diagnóstico precoce, melhor manejo e bem-estar dos pacientes. Objetivos: Relatar um caso de leucemia linfoide aguda (LLA) com apresentação de alterações oftalmológicas no início do quadro. Destacar a relevância da investigação interdisciplinar para correto manejo terapêutico de pacientes. Material e métodos: Análise criteriosa do prontuário de paciente ao longo de um período de quatro meses, discussão com equipe de hematologia e oftalmologia de hospital em Curitiba para melhor manejo clínico. Resultados: Paciente masculino, cinquenta e cinco anos, veio a consulta ambulatorial oftalmológica com quadro de quemose e hiperemia conjuntival em olho direito, baixa da acuidade visual, diplopia, pupilas fixas, impossibilidade de fechamento palpebral, ptose e redução da mobilidade ocular. Subsequentemente foi constatada a presença de linfonodomegalia submandibular direita, emagrecimento, sudorese e adinamia em fevereiro de 2021. Posteriormente o paciente foi diagnosticado com LLA e síndrome lise tumoral, e recebeu encaminhamento para oncologia, onde foi solicitado imunofenotipagem de sg periférico. Apresentou melhora gradual recebendo alta hospitalar em abril de 2021. Evolui com acometimento renal, linfonodal, cardíaco e pulmonar. Em maio de 2021, compareceu ao pronto socorro devido queixa em vias aéreas superiores, durante tratamento quimioterápico, que resultaram no óbito do paciente. Conclusão: O envolvimento conjuntival é a forma mais frequente de manifestação ocular em pacientes com leucemias linfocíticas, portanto, é imprescindível que seja valorizado e desperte o alerta para essa patologia. Destaca-se a importância de uma propedêutica direcionada em casos de alterações oculares atípicas, que podem ser a primeira manifestação de doenças sistêmicas graves.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127567676","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Introdução: A Leishmaniose Visceral Americana (LVA), também conhecida como calazar, é uma doença crônica de alta letalidade e que vem se tornando um importante problema de saúde pública. É transmitida por insetos flebotomíneos, e tem como agente etiológico as espécies do gênero Leishmania. Objetivo: Objetivou-se com a realização deste estudo delinear o perfil hematológico da Leishmaniose visceral americana, identificando as principais alterações, suas possíveis causas e consequências. Material e Métodos: Foi realizado uma pesquisa integrativa de literatura, descritiva e exploratória, utilizando a base de dados como PUBMED, SCIELO, MEDLINE E BVS, com artigos dos últimos dez anos. Resultados: Com base na literatura o achado mais comum encontrado na LVA é a anemia normocítica e normocrômica, trombocitopenia e leucopenia. Observa-se também um aumento nos valores de VHS principalmente no período inicial da doença, que por sua vez, está relacionado com o processo infeccioso e é decorrente da presença de proteínas de fase aguda. A análise do tempo de protrombina também se encontra diminuída em pacientes com LVA, o que pode ser atribuído a um possível comprometimento hepático. Os parâmetros ferro sérico e transferrina apresentam valores médios inferiores aos de referência, o que pode estar relacionado à grande utilização do ferro pelo parasita. Infecções, hemorragias e anemia grave são responsáveis pela maioria das mortes por LVA, sendo que o retardo no diagnóstico, a baixa idade e a desnutrição são consideradas como fatores importantes que contribuem para o óbito. Conclusão: Certificou-se que de uma maneira geral a existência de um comprometimento na hematopoese nesses pacientes, principalmente por pancitopenia e que o diagnóstico da LVA vem se apresentando como um problema para os serviços de saúde. Dessa forma, é necessário a utilização de medidas educativas e o aprimoramento das medidas de controle e prevenção para que se possa conscientizar a população sobre a patologia, facilitando assim o seu combate e eliminação.
{"title":"PERFIL HEMATOLÓGICO DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE VISCERAL AMERICANA","authors":"D. Silva, Graciele Pereira Costa","doi":"10.51161/hematoclil/102","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/102","url":null,"abstract":"Introdução: A Leishmaniose Visceral Americana (LVA), também conhecida como calazar, é uma doença crônica de alta letalidade e que vem se tornando um importante problema de saúde pública. É transmitida por insetos flebotomíneos, e tem como agente etiológico as espécies do gênero Leishmania. Objetivo: Objetivou-se com a realização deste estudo delinear o perfil hematológico da Leishmaniose visceral americana, identificando as principais alterações, suas possíveis causas e consequências. Material e Métodos: Foi realizado uma pesquisa integrativa de literatura, descritiva e exploratória, utilizando a base de dados como PUBMED, SCIELO, MEDLINE E BVS, com artigos dos últimos dez anos. Resultados: Com base na literatura o achado mais comum encontrado na LVA é a anemia normocítica e normocrômica, trombocitopenia e leucopenia. Observa-se também um aumento nos valores de VHS principalmente no período inicial da doença, que por sua vez, está relacionado com o processo infeccioso e é decorrente da presença de proteínas de fase aguda. A análise do tempo de protrombina também se encontra diminuída em pacientes com LVA, o que pode ser atribuído a um possível comprometimento hepático. Os parâmetros ferro sérico e transferrina apresentam valores médios inferiores aos de referência, o que pode estar relacionado à grande utilização do ferro pelo parasita. Infecções, hemorragias e anemia grave são responsáveis pela maioria das mortes por LVA, sendo que o retardo no diagnóstico, a baixa idade e a desnutrição são consideradas como fatores importantes que contribuem para o óbito. Conclusão: Certificou-se que de uma maneira geral a existência de um comprometimento na hematopoese nesses pacientes, principalmente por pancitopenia e que o diagnóstico da LVA vem se apresentando como um problema para os serviços de saúde. Dessa forma, é necessário a utilização de medidas educativas e o aprimoramento das medidas de controle e prevenção para que se possa conscientizar a população sobre a patologia, facilitando assim o seu combate e eliminação.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126507413","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Renata Slowik, Mariana da Cruz Moreira Fogaça, N. N. Valencio, Paloma Sabrina Ribeiro Faria, Tatiane Amorim Coelho
Introdução: A COVID-19 é uma síndrome respiratória causada pelo SARS-CoV-2 e em março de 2020 foi declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. As infecções são importantes causas de morbimortalidade no transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) devido ao regime de quimioterapia e seus consequentes efeitos de mielossupressão. Estudos apontam que receptores de TCTH possuem risco moderado-severo de pneumonia por COVID-19 e maior mortalidade se comparados à população em geral. Diante disso, diretrizes foram publicados para prover assistência na decisão médica. Mesmo assim, houve redução nos TCTH não-aparentados realizados no Brasil. Objetivo: Analisar retrospectivamente impactos e vislumbrar perspectivas dos TCTH diante da pandemia de COVID-19. Material e métodos: Levantamento bibliográfico nas plataformas PubMed e Scielo, com base nos descritores: “impacto”; “COVID-19”, “medula óssea”. Resultados: Há maior risco de mortalidade em receptores de TCTH com COVID-19, chegando a 28% quando comparado a população geral. Vários fatores estão associados: idade avançada, menor tempo de transplante e linfopenia. Não foram observadas diferenças entre os tipos de transplantes, porém o TCTH alogênico parece ser um preditor de gravidade. O RNA-SARS-Cov-2 pode ser encontrado em receptores de TCTH em até 78 dias após o início dos sintomas, indicando que esses pacientes precisam de isolamento prolongado. Mudanças nas estratégias dos serviços do TMO foram necessárias para proteger os receptores e doadores, como as do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o que diminuiu significativamente o número de internações na enfermaria de TMO no primeiro semestre de 2020 comparado aos anos anteriores, com média de 16% , além de redução em 75% nos atendimentos ambulatoriais. Em contrapartida, o número de transplantes a nível nacional (REDOME) apresentou redução em média de 30% nos anos de 2020-2021 em relação a 2019. Conclusão: A COVID-19 pode gerar um impacto negativo no paciente transplantado, uma vez que este permanece imunossuprimido por um longo período, tornando-se vulnerável a infecções. Os estudos sobre o impacto direto dessa infecção não são conclusivos, portanto, é necessário se atentar aos cuidados adotados para diminuir o risco de contaminação e seguir as diretrizes para a realização dos transplantes durante a pandemia.
{"title":"IMPACTO E PERSPECTIVAS DA COVID-19 NOS TRANSPLANTES DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS","authors":"Renata Slowik, Mariana da Cruz Moreira Fogaça, N. N. Valencio, Paloma Sabrina Ribeiro Faria, Tatiane Amorim Coelho","doi":"10.51161/hematoclil/55","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/55","url":null,"abstract":"Introdução: A COVID-19 é uma síndrome respiratória causada pelo SARS-CoV-2 e em março de 2020 foi declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. As infecções são importantes causas de morbimortalidade no transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) devido ao regime de quimioterapia e seus consequentes efeitos de mielossupressão. Estudos apontam que receptores de TCTH possuem risco moderado-severo de pneumonia por COVID-19 e maior mortalidade se comparados à população em geral. Diante disso, diretrizes foram publicados para prover assistência na decisão médica. Mesmo assim, houve redução nos TCTH não-aparentados realizados no Brasil. Objetivo: Analisar retrospectivamente impactos e vislumbrar perspectivas dos TCTH diante da pandemia de COVID-19. Material e métodos: Levantamento bibliográfico nas plataformas PubMed e Scielo, com base nos descritores: “impacto”; “COVID-19”, “medula óssea”. Resultados: Há maior risco de mortalidade em receptores de TCTH com COVID-19, chegando a 28% quando comparado a população geral. Vários fatores estão associados: idade avançada, menor tempo de transplante e linfopenia. Não foram observadas diferenças entre os tipos de transplantes, porém o TCTH alogênico parece ser um preditor de gravidade. O RNA-SARS-Cov-2 pode ser encontrado em receptores de TCTH em até 78 dias após o início dos sintomas, indicando que esses pacientes precisam de isolamento prolongado. Mudanças nas estratégias dos serviços do TMO foram necessárias para proteger os receptores e doadores, como as do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o que diminuiu significativamente o número de internações na enfermaria de TMO no primeiro semestre de 2020 comparado aos anos anteriores, com média de 16% , além de redução em 75% nos atendimentos ambulatoriais. Em contrapartida, o número de transplantes a nível nacional (REDOME) apresentou redução em média de 30% nos anos de 2020-2021 em relação a 2019. Conclusão: A COVID-19 pode gerar um impacto negativo no paciente transplantado, uma vez que este permanece imunossuprimido por um longo período, tornando-se vulnerável a infecções. Os estudos sobre o impacto direto dessa infecção não são conclusivos, portanto, é necessário se atentar aos cuidados adotados para diminuir o risco de contaminação e seguir as diretrizes para a realização dos transplantes durante a pandemia.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127840106","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Débora Nunes Bellani, Stéfane Santos De Fraga, Guilherme Rodrigues Viana, J. Correia, R.F.M. Rosa
Introdução: A oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) é utilizada para manter a perfusão dos tecidos com sangue oxigenado enquanto se aguarda a recuperação do órgão primariamente acometido. O sistema é um circuito fechado de circulação extracorpórea em que o sangue rico em CO2 é retirado do sistema venoso, centrifugado por uma bomba através de uma membrana de oxigenação e retornado oxigenado para o sistema arterial. Objetivo: Descrever um paciente em ECMO, salientando o seu funcionamento e os seus cuidados. Materiais e métodos: Realizou-se a descrição do caso, juntamente com uma revisão da literatura. Resultados: A.G.M.F., 30 anos, previamente hígido, foi hospitalizado na emergência com dor abdominal, dificuldade ventilatória, febre e icterícia. Ele possuía história de queda ao solo na semana anterior à hospitalização. Na tomografia computadorizada de tórax e abdome verificou-se a presença de derrame pleural à direita e hepatoesplenomegalia. Após dezoito dias de hospitalização, o paciente foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) por quadro de sepse mal controlada, insuficiência renal aguda e piora do padrão ventilatório, necessitando de ventilação mecânica com 100% de FiO2. A equipe da cirurgia torácica instalou dois drenos de tórax bilateralmente, os quais drenaram secreção fétida, de aspecto necrótico. Logo após, a equipe da cirurgia instalou a ECMO. A partir deste momento, iniciou-se a ECMO, além de hemodiálise contínua e controle do tempo de coagulação ativado a cada uma hora. As orientações com a ECMO baseavam-se em evitar mobilização excessiva; deixar os locais de inserção das cânulas descobertos, e cuidados com o manuseio dos equipamentos. Conclusão: A ECMO é uma forma de cuidado assistencial temporário em pacientes adultos com falência cardíaca, pulmonar ou ambas, sendo mais utilizada em pacientes pediátricos ou neonatos. Portanto, a equipe multiprofissional deve ser treinada para a utilização correta desta tecnologia e estar ciente dos seus cuidados, fazendo com que a resposta do paciente seja mais rápida e adequada ao tratamento.
{"title":"OXIGENAÇÃO POR MEMBRANA EXTRACORPÓREA (ECMO): FUNCIONAMENTO E CUIDADOS","authors":"Débora Nunes Bellani, Stéfane Santos De Fraga, Guilherme Rodrigues Viana, J. Correia, R.F.M. Rosa","doi":"10.51161/hematoclil/89","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/89","url":null,"abstract":"Introdução: A oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) é utilizada para manter a perfusão dos tecidos com sangue oxigenado enquanto se aguarda a recuperação do órgão primariamente acometido. O sistema é um circuito fechado de circulação extracorpórea em que o sangue rico em CO2 é retirado do sistema venoso, centrifugado por uma bomba através de uma membrana de oxigenação e retornado oxigenado para o sistema arterial. Objetivo: Descrever um paciente em ECMO, salientando o seu funcionamento e os seus cuidados. Materiais e métodos: Realizou-se a descrição do caso, juntamente com uma revisão da literatura. Resultados: A.G.M.F., 30 anos, previamente hígido, foi hospitalizado na emergência com dor abdominal, dificuldade ventilatória, febre e icterícia. Ele possuía história de queda ao solo na semana anterior à hospitalização. Na tomografia computadorizada de tórax e abdome verificou-se a presença de derrame pleural à direita e hepatoesplenomegalia. Após dezoito dias de hospitalização, o paciente foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) por quadro de sepse mal controlada, insuficiência renal aguda e piora do padrão ventilatório, necessitando de ventilação mecânica com 100% de FiO2. A equipe da cirurgia torácica instalou dois drenos de tórax bilateralmente, os quais drenaram secreção fétida, de aspecto necrótico. Logo após, a equipe da cirurgia instalou a ECMO. A partir deste momento, iniciou-se a ECMO, além de hemodiálise contínua e controle do tempo de coagulação ativado a cada uma hora. As orientações com a ECMO baseavam-se em evitar mobilização excessiva; deixar os locais de inserção das cânulas descobertos, e cuidados com o manuseio dos equipamentos. Conclusão: A ECMO é uma forma de cuidado assistencial temporário em pacientes adultos com falência cardíaca, pulmonar ou ambas, sendo mais utilizada em pacientes pediátricos ou neonatos. Portanto, a equipe multiprofissional deve ser treinada para a utilização correta desta tecnologia e estar ciente dos seus cuidados, fazendo com que a resposta do paciente seja mais rápida e adequada ao tratamento.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123050566","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Vitória Moreira Soares, Maria Clara Tomaz Feijão, A. Teles, Emanuel Cintra Austregésilo Bezerra, Aline Diogo Marinho
Introdução: A Leucemia Neutrofílica Crônica (LNC) é uma neoplasia mieloproliferativa rara, com hipercelularidade de medula. Entretanto, pouco é sabido sobre o aumento na sobrevida para LNC com o uso de IFN-α, inibidor de JAK1/2 e inibidor da MEK. Potencial curativo é expresso apenas com o transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), indicado para parte dos casos. Objetivos: Revisar as novas terapias: inibição da JAK-STAT, do MEK e da tirosina quinase, potencialmente vantajosas no manejo clínico da LNC. Material e métodos: Revisão sistemática de artigos originais disponíveis na plataforma PubMed entre 2020 e 2021, ordenados por relevância, acerca do tratamento da LNC. Resultados: Foram encontrados 27 artigos na plataforma, tendo sido selecionados os 7 mais relevantes. Os fármacos têm sido capazes de estabilizar o paciente com melhor qualidade de vida, mas sem potencial curativo e sem aumento da sobrevida. Recentemente, o inibidor da JAK-STAT ruxolitinibe emergiu, como tratamento nos casos de mutação de membrana proximal de CSF3, objetivando citorredução e preparação para o TCTH. Os desafios do emprego deste medicamento são: determinação do período ideal para o uso e benefícios da sua associação ao trametinibe para evitar a resistência. Ademais, o dasatinibe, inibidor da tirosina quinase, e o trametinibe, inibidor seletivo da MEK1/2, estão sendo utilizadas para potencializar o tratamento no caso de associação de mutações. Pacientes portadores de mutação NRAS e CSF3R têm apresentado boa resposta à terapêutica com inibidores de MEK1/2.Nesse sentido, sabe-se que o ruxolitinibe apresenta taxa de resposta de 32%, sendo mais eficaz contra a mutação CSF3R-T618I, mesmo sem evidência de melhora na sobrevida. Já o dasatinibe teve eficácia comprovada em teste in vitro, atuando nos casos de mutação CSF3R, entretanto, os estudos in vivo são incipientes. Conclusão: Portanto, conclui-se que é necessário o desenvolvimento de novas terapias, visando o gene CSF3R, considerado o principal envolvido na carcinogênese da LNC, além da realização de testes com as drogas supramencionadas: ruxolitinibe, dasatinibe e trametinibe, com o fito de elucidar as suas indicações e efeitos.
{"title":"NOVOS TRATAMENTOS DA LEUCEMIA NEUTROFÍLICA CRÔNICA: REVISÃO DE LITERATURA","authors":"Vitória Moreira Soares, Maria Clara Tomaz Feijão, A. Teles, Emanuel Cintra Austregésilo Bezerra, Aline Diogo Marinho","doi":"10.51161/hematoclil/119","DOIUrl":"https://doi.org/10.51161/hematoclil/119","url":null,"abstract":"Introdução: A Leucemia Neutrofílica Crônica (LNC) é uma neoplasia mieloproliferativa rara, com hipercelularidade de medula. Entretanto, pouco é sabido sobre o aumento na sobrevida para LNC com o uso de IFN-α, inibidor de JAK1/2 e inibidor da MEK. Potencial curativo é expresso apenas com o transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), indicado para parte dos casos. Objetivos: Revisar as novas terapias: inibição da JAK-STAT, do MEK e da tirosina quinase, potencialmente vantajosas no manejo clínico da LNC. Material e métodos: Revisão sistemática de artigos originais disponíveis na plataforma PubMed entre 2020 e 2021, ordenados por relevância, acerca do tratamento da LNC. Resultados: Foram encontrados 27 artigos na plataforma, tendo sido selecionados os 7 mais relevantes. Os fármacos têm sido capazes de estabilizar o paciente com melhor qualidade de vida, mas sem potencial curativo e sem aumento da sobrevida. Recentemente, o inibidor da JAK-STAT ruxolitinibe emergiu, como tratamento nos casos de mutação de membrana proximal de CSF3, objetivando citorredução e preparação para o TCTH. Os desafios do emprego deste medicamento são: determinação do período ideal para o uso e benefícios da sua associação ao trametinibe para evitar a resistência. Ademais, o dasatinibe, inibidor da tirosina quinase, e o trametinibe, inibidor seletivo da MEK1/2, estão sendo utilizadas para potencializar o tratamento no caso de associação de mutações. Pacientes portadores de mutação NRAS e CSF3R têm apresentado boa resposta à terapêutica com inibidores de MEK1/2.Nesse sentido, sabe-se que o ruxolitinibe apresenta taxa de resposta de 32%, sendo mais eficaz contra a mutação CSF3R-T618I, mesmo sem evidência de melhora na sobrevida. Já o dasatinibe teve eficácia comprovada em teste in vitro, atuando nos casos de mutação CSF3R, entretanto, os estudos in vivo são incipientes. Conclusão: Portanto, conclui-se que é necessário o desenvolvimento de novas terapias, visando o gene CSF3R, considerado o principal envolvido na carcinogênese da LNC, além da realização de testes com as drogas supramencionadas: ruxolitinibe, dasatinibe e trametinibe, com o fito de elucidar as suas indicações e efeitos.","PeriodicalId":212401,"journal":{"name":"Anais do II Congresso Brasileiro de Hematologia Clínico-laboratorial On-line","volume":"15 6 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124469032","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}